Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

26/11/2010

Site atualizado

Contra o Estado Hipossuficiente

(...) De um lado está a instituição mais forte da sociedade, com sua estrutura burocrática, seus procuradores especializados (muitas vezes renomados juristas), assessores e consultores graúdos, funcionários, estagiários, bibliotecas, equipamentos de ponta, etc. Do outro lado está o cidadão e seu advogado.

Inegavelmente, o Estado é, naturalmente, uma parte poderosa e altamente equipada, logo, não há nenhuma razão ou justificativa para lhe dar mais força, para tratá-lo como desvalido ou hipossuficiente processual, dando-lhe, prazos maiores e outras regalias processuais. (...)


A evolução da identificação pessoal

(...) A primeira aplicação aparece nos carros de passeio. A maçaneta da porta dos carros podem ser equipadas com scanners que faz leitura de digitais. Assim, quando a pessoa pega na maçaneta para abrir a porta do veículo, o scanner lê e confirma as digitais, abrindo a porta do veículo. Logo, quem não possui as digitais cadastradas para dirigir aquele veículo jamais conseguirá dirigi-lo.

A segunda aplicação dessa tecnologia pode ser feita nos volantes, ou seja, quando a pessoa põem as mãos no volante do veículo, o scanner do volante lê as digitais e liga o carro. Logo, quem não tem as digitais cadastradas, além de não conseguir abrir as portas, não conseguirá ligar o veículo.

O ladrão que rouba o veículo, obrigando o motorista a abrir as portas, não conseguirá dirigi-lo, pois o volante não reconhece as digitais do ladrão. Se o meliante obriga o motorista a colocar as mãos no volante para ligar o veículo, quando este retira as mãos, o carro, automaticamente, desliga. Pois para dirigi-lo a pessoa deve manter as mãos no volante.

Portanto, nem mesmo quem arrombou as janelas e invadiu o carro conseguirá dirigi-lo. Com isso o número de furtos e roubos cairá drasticamente. Sem contar que a pessoa não precisará mais de chaves de metal para abrir as portas do carro ou para ligá-lo.

O sistema de cadastro de motoristas, para dirigir o carro, pode ser feito na residência do motorista por meio do scanneamento das digitais, em um equipamento personalizado, e transferência dos dados para o computador de bordo do veículo. (...)


Saúde humana, alimentação e tecnologia

Tratamento genético - desabilita o gene do envelhecimento e mantém a reposição celular no nível ótimo.

Reabastecimento de energia - mantém o nível ótimo de energia usado pelo organismo, impedindo o desgaste celular.

Novos medicamentos - Novas substâncias que eliminam a dor, o sofrimento e os males do corpo.

Tratamentos com células tronco para recuperação de órgãos e tecidos, desde que não sejam embrionárias, pois as embrionárias exigem a produção de embriões para produzir os tratamentos. Considerando que há células embrionárias em outros órgãos, por exemplo no cordão umbilical, deve-se usar os caminhos alternativos..

Clonagem ou desenvolvimento de órgãos humanos em laboratório.

Construção de biotecidos para reparação de órgãos e membros, etc.

Células e anticorpos nanotecnológicos.


19/11/2010

Encrenca nuclear

De acordo com o livro de História "Retratos do Brasil" (Vol. II, p. 402):

"Após o golpe militar, apesar de assinar, já em 1965, um acordo de cooperação com Washington, o novo regime sanciona oficialmente um dos mais importantes movimentos nacionais independentes pela energia nuclear: o Grupo do Tório, criado embrionariamente dois anos antes junto ao Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR) de Belo Horizonte.

Neste Instituto, desde 1956 funcionava um dos reatores experimentais já instalados no Instituto de Energia Atômica (IEA), de São Paulo, e no Instituto de Engenharia Nuclear, no Rio.

Mas o Grupo do Tório teve vida curta: apenas quatro anos. Os militares no poder optaram por um modelo de reator compatível com a tecnologia dominante, a americana, e que não era boa para o Brasil, principalmente porque empregava urânio 235 (U235) enriquecido.

O Brasil tinha pouco urânio e muito tório, outro mineral radiativo, que pode ser transformado em combustível nuclear.

O correto era trabalhar de forma independente com o tório, alegavam os cientistas.

A tecnologia não é complexa e pode ser desenvolvida no Brasil, afirmou o Grupo do Tório em seu último parecer, em 1968.

Nesse conflito espelhava-se um longo e severo controle mantido pelos EUA sobre a indústria nuclear mundial desde 1946, às vésperas do inicio da "Guerra Fria" com a União Soviética.

Foi quando surgiu a "política de recusa", destinada a eternizar o monopólio americano no setor. "Pensavam que podiam parar o tempo", afirmou um dos cientistas americanos de então.

Assim, em 1945, quando fez o primeiro acordo atômico com os EUA, o Brasil se obrigava a exportar valiosas reservas de areia monazítica, abundante em Tório. Mas os EUA se recusavam a fornecer seus segredos tecnológicos. (...)"

O ponto central nessa discussão é a questão energética. A idéia é desenvolver tecnologia que usam matéria-prima que existem em abundância, ou seja, minérios que tem reservas abundantes. O contrário é uma estupidez.

Se o Brasil tem muito Tório e pouco urânio, o ideal é construir uma tecnologia que aproveita o tório e não o contrário.

Não é questão de passado, mas sim uma questão para o futuro energético. Mais cedo ou mais tarde a tecnologia que usa mineral abundante terá que ser desenvolvida, pois os recursos escassos acabam.

No máximo deve possuir as duas tecnologias: uma que usa as reservas escassas e outra que usa as reservas abundantes.

Dessa forma, há garantias de uso das reservas minerais para geração de energia, tapando os buracos de eventuais uso de todos os potenciais energéticos.

A idéia é construir reatores que trabalhem com os minerais abundantes e não fazer o que fizeram, ou seja, exportar os minerais abundantes e construir reatores que usem as reservas escassas.

Quem está comprando as areias monazíticas, ricas em Tório, mesmo tendo tecnologia para usar o urânio, fez uma simples projeção para o futuro: quando acabar o urânio, terão muito Tório para usar.

Certamente, não estou atacando países, principalmente porque a maioria das autoridades atuais não eram autoridades na época em que esta decisão foi tomada. Inclusive, a ideologia e a configuração do mundo não é a mesma. O caminho adverso deve ser compreendido no calor daquele momento.

Porém, considerando que o momento atual é mais civilizado e razoável, essa decisão deve ser revista. Principalmente considerando que, ultimamente, só ouvimos falar em urânio e não em Tório, etc.

Talvez mais reservas de urânio tenham sido descobertas. Mesmo assim é necessário comparar o tamanho das reservas para ver o que tem mais e o que é mais vantajoso. No máximo, desenvolver ambas as tecnologias.

De uma forma ou de outra, o ponto central é que o Brasil, assim como outros países, deve desenvolver tecnologias que usem as reservas minerais que possuem em abundância.

Inclusive, é válido observar que a energia solar é um tipo de energia que tem fonte garantida, de acordo com os cientistas, por alguns bilhões de anos. E usinas de energia solar são tão poucas. Por que será ?

17/11/2010

Immanuel Kant

Para a Paz Perpétua - Seção Primeira

Para a Paz Perpétua - Seção Segunda

Para a Paz Perpétua - Suplemento Primeiro

Para a Paz Perpétua - Suplemento Segundo

Para a Paz Perpétua - Apêndice I

Para a Paz Perpétua - Apêndice II

23/10/2010

O prejuízo causado pela turma do Serra

Vou considerar, só e somente só, o prejuízo, causado pela turma do Serra, ao Povo Brasileiro, na venda de uma unica empresa - a Vale do Rio Doce. Para nao fazer uma pesquisa extensa vou considerar apenas os lucros obtidos por essa empresa em alguns anos - 2006, 2007, 2008.

Lucro em 2006 - 13,431 bilhões;
Lucro em 2007 - 20,006 bilhões;
Lucro em 2008 - 21,279 bilhões.

E aí, os tucanos vão pagar a conta ? Acho que não adianta pedir a falência deles... Se adiantasse teríamos que pedir, para que eles nunca mais voltassem a botar as mãos no patrimônio público do Povo Brasileiro. A falta de visão e compromisso com a coisa publica, com o Povo Brasileiro, da turma do Serra, fica evidenciada, cristalinamente, com essa privatizacão.

Só com esses lucros, desconsiderando o valor da empresa que foi vendida por US$ 3.338.178.240 ou cerca de 3,3 bilhões de dólares, quantos hospitais, quantas escolas, quantas bolsas famílias, aumento para os aposentados, etc esses lucros poderiam pagar.

Em 2006, a Vale aparece na avaliação da Bolsa com um valor de mercado de 122 bilhões e 698 milhões de reais. Somente nesta Companhia o Brasil perdeu, com a privatização da turma do Serra, 119 bilhões e 198 milhões de reais.

De acordo com a Wikipedia, em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil, cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época. Compare o lucro com os impostos pagos...

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Notícia de 2008


A mineradora Vale do Rio Doce anunciou nesta quinta-feira que obteve lucro líquido de R$ 21,279 bilhões em 2008, com avanço de 6,36% sobre 2007. Trata-se do sexto ano seguido que a empresa consegue elevar seu lucro sobre o ano anterior.

Já o resultado do quarto trimestre foi de R$ 10,449 bilhões, apresentando avanço de 136,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Em compensação, o ganho recuou 15,96% sobre o terceiro trimestre de 2008, indicando primeiros efeitos da crise financeira sobre suas atividades.

O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou em R$ 35,022 bilhões, subindo 4,17% sobre 2007.

O faturamento da empresa atingiu R$ 72,776 bilhões no ano passado, 9,62% a mais do que no ano anterior. Segundo a empresa, o recorde de vendas de nove produtos --minério de ferro (253,6 milhões de toneladas métricas), pelotas (41,6 milhões de toneladas métricas), níquel (276.000 toneladas métricas), cobre (320.000 toneladas métricas), alumina (4,2 milhões de toneladas métricas), cobalto (3.100 toneladas métricas), metais preciosos (2,4 milhões de onças troy), metais do grupo da platina (410.000 onças troy) e carvão (4,1 milhões de toneladas métricas)-- foi o principal motivo do bom resultado.

Nas regras do US GAAP (contabilidade americana), o lucro apresentou alta de 11,78% sobre 2007, passando para US$ 13,218 bilhões.

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Notícia de 2007


O desempenho positivo dos preços das commodities metálicas no mercado mundial fez com que o lucro líquido da mineradora Vale do Rio Doce atingisse R$ 20,006 bilhões em 2007, ficando 48,95% acima do registrado em 2006 (R$ 13,431 bilhões). Trata-se do quinto ano seguido de alta no ganho.

No comunicado divulgado hoje, a Vale informou ainda que no quarto trimestre de 2007, o lucro foi de R$ 4,41 bilhões, 30,9% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

A mineradora brasileira bateu, no ano passado, recordes na produção de minério de ferro (303 milhões de toneladas métricas), pelotas (36,0 milhões de toneladas métricas), níquel refinado (248 mil toneladas métricas), cobre (284 mil toneladas métricas), bauxita (9,1 milhões de toneladas métricas), alumina (4,3 milhões de toneladas métricas), alumínio (551 mil toneladas métricas), caulim (1,3 milhão de toneladas métricas) e cobalto (2,5 mil toneladas métricas).

"Com esses volumes, a Vale reafirma sua posição de maior produtora mundial de minério de ferro, segunda maior de níquel, e uma das maiores em caulim, cobalto, ferro ligas e alumina", informou a empresa em comunicado.

A produção forte --ancorada, entre outros, na aquisição da canadense Inco, em 2006, por US$ 16 bilhões-- fez com que a empresa tivesse receita bruta de R$ 66,385 bilhões, 42% a mais do que no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 33,619 bilhões, com avanço de 47,7% no ano.

Os investimentos --excluindo aquisições-- também bateram recorde, ao atingir US$ 7,6 bilhões. Segundo a empresa, trata-se do maior valor entre as principais mineradoras globais no ano passado.

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Na Wikipedia

Tão polêmica tornou-se sua privatização que o jornalista Elio Gaspari apelidou essa operação de privataria, criando um neologismo. Supostos desvios de finalidades nas privatizações não teriam ocorrido só no Brasil, mas no mundo. Joseph E. Stiglitz, ex-Vice-Presidente Sênior para políticas de desenvolvimento do Banco Mundial, apelidou esse processo, ocorrido sobretudo nas privatizações dos anos 1990, de briberization ("propinização"). [36]

Setores descontentes da sociedade impetraram mais de cem ações populares para tentar anular a venda da Vale - dentre elas a proposta por um grupo de juristas de São Paulo, liderados pelo professor Fábio Konder Comparato a quem se juntaram Celso Antônio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari, Goffredo da Silva Telles Jr. e Eros Grau. Estas ações se arrastam na justiça até hoje, com remotas possibilidades de sucesso, segundo alguns especialistas . [37][38]

Dois bancos internacionais foram chamados pelo governo FHC para fazer a avaliação da companhia que seria leiloada, sendo um deles aMerrill Lynch. Por uma razão que até hoje muitos economistas não conseguem entender,[27] os bancos escolhidos por FHC concordaram em avaliar a Vale apenas pelo critério de fluxo de caixa existente à época, descontado,[39] não levando em conta o valor potencial de suas reservas de minério de ferro (que entraram no negócio por valor zero) [28] - e que eram capazes de abastecer o mundo pelos próximos 400 anos. [23][40] Estes critérios continuam sendo fortemente questionados e há certos setores da sociedade tentando organizar um plebiscitopara reverter a privatização da Vale, que julgam ter sido feita de uma forma lesiva ao patrimonio do Brasil. [41]

Após a privatização, em conseqüência do inesperado e substancial aumento dos preços do minério de ferro, a Vale pôde arcar com pesados investimentos, que até o momento somam a quantia de 16,5 bilhões de dólares, fazendo seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006. O número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização - em 1996 eram 13 mil e em 2006 são mais de 41 mil. Atualmente, a União, através do BNDES Participações, de fundos de previdência de suas estatais e de participação direta, detêm número expressivo de ações da Vale. Em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil, cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época. [37][42]

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O ICEE-98 - International Conference on Engeneering Education, realizado no Rio de Janeiro em 1998, calculou que suas reservas deminério de ferro, só em Carajás, sem contar com outros minérios, podiam durar 400 anos, com extração contínua aos níveis de então.[23]

Com a extração mantida aos níveis de 2005, o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, estima que as reservas de minério de ferro totais da companhia perdurem por 200 anos.

As reservas de ferro de Corumbá durarão 30 anos, e as de manganês, 80 anos. [24]

22/10/2010

A violência do Serra

Para quem faz pose com rifle snipe, falar de violência é hipocrisia.

Para quem trata professores, alunos e servidores públicos com bomba de gás, balas de borracha, cassetetes, spray de pimenta, etc, perde a legitimidade em reclamar da bola de papel ou fita crepe, depende do video que escolher, que jogaram na careca dele.

Se a bola de papel ou a fita crepe doeu tanto, imagine a dor de um tiro de bala de borracha, um golpe de cassetete ou spray de pimenta nos olhos. E pior, contra professores, alunos e servidores públicos. Videos mostrando isso tem de sobra. Isso sim é violência.

Contudo, vão dizer que um coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Porém, a diferença fundamental é que, no primeiro caso, o da polícia violenta, o Serra é o governante, no outro caso, o Serra é só um candidato, um cidadão comum.

O que é preocupante é que, ao invés de dedicarmos tempo para elaborar projetos e pensar em novas idéia, estamos usando o tempo para desarticular mentiras e desmontar factóides. E nesse ritmo a podridão vai puxando todos para a lama. Quando uma mentira é desarmada, já tem outro jornalista mudando a história e inventando coisa nova.

Além disso, propaganda política baseada em mentiras, manipulação de informação, construção de factóides, etc, tem uma origem bem conhecida: nazismo. Quem não tem razão e quer vencer a qualquer custo sempre usa essa técnica.

20/10/2010

Milton Santos
Idéias que não podem ser esquecidas e devem ser disseminadas.

Por uma Outra Globalização - Do Pensamento Único à Consciência Universal

O mundo como fábula, como perversidade e como possibilidade

A produção da globalização

Uma globalização perversa

O território do dinheiro e da fragmentação

Limites à globalização perversa

A transição em marcha

Tentando imitar o Covas
Deram uma pancada na cabeça do Serra ? Coitado, pagaram quantos pela pancada ? O dinheiro que desviaram deve dar para pagar muita coisa: pancada, chute, ovos, jornalista picareta, declaração de gente famosa na TV, etc.

Inclusive, isso lembra um fato antigo: a pancada que deram no Covas. É a velha estratégia de inventar a vítima para demonizar os outros.

E a governabilidade ? Se as mentiras e picaretagens dos tucanos conseguir vencer a eleição, como vão governar ? Não possuem maioria em lugar no legislativo e nem tem maioria entre os governadores. Certamente, quem é esperto já respondeu a pergunta: usando o mensalão, ou seja, comprando votos para aprovar leis.

E por falar em mensalão... Isso não é uma invenção tucana. Inclusive, não tinha uns mineiros envolvidos nesse negócio. Contudo, conseguiram jogar toda a culpa no Zé.

18/10/2010

Modus operandi do Governo FHC
Texto antigo
Crimes e ilegalidades correram soltas dentro do governo FHC. Porém, como já disse dezenas de vezes, tudo era bem escondido, dissimulado e camuflado. O modus operandi do governo FHC era vender o joio junto com o trigo. Isso foi denunciado, inclusive, pela fala do Professor Ricupero sobre o Plano Real: o que é bom a gente conta e o que é ruim a gente esconde.

O governo FHC tinha vários mecanismos de contenção e abafamento, de picaretagens, ilegalidades e dos crimes que praticavam. Dessa forma impediam que surgissem denúncias. Caso esta barreira fosse rompida, outro mecanismo entrava em ação e as denúncias não evoluiam para investigação, inquérito, processos, julgamentos...Enfim, a impunidade era quase garantida.

Este contexto explica cristalinamente a fala do falecido ACM que afirmou, já no leito de morte, que tinha sonhado com o FHC e com o Serra. O falecido sabia demais. Sabia de tudo... E sonhava com seus parceiros de picaretagens

Mas o maior de todo os golpes do Governo FHC para encobrir e esconder as picaretagens, as ilegalidades e os crimes foi mostrado pela Lei 10628/02. Esta lei foi o último mecanismo, aprovado na última hora, para tentar perpetuar a impunidade dos integrantes do Governo de FH, mais especificamente os tucanos (PSDB) e o PFL.

Mas o que esta lei tem de interessante ? Esta lei aumentava o âmbito do foro privilegiado de autoridade pública. A lei, para garantir a impunidade, pois foro privilegiado é garantia de impunidade, estabelecia que o foro passava a acompanhar a pessoa e não a função. Assim, que perdia a função pública, o elemento continuaria respondendo pelos crimes que praticou, enquanto era agente público, em foro privilegiado.

Para isto, a lei inseriu dois parágrafos no art. 84 do Código de Processo Penal.

A simples aprovação desse conteúdo consistia, por si só, em uma grande falta de vergonha dos picaretas, pois mostrava a má intenção, a aprovação de uma lei para benefício próprio, ou seja, para manter as ex-autoridades com foro privilegiado, mesmo sem estar no serviço público.

É válido observar que os ministros dos tribunais superiores são indicados pelo governante. Logo, era uma lei feita para salvar a cabeça dos integrantes do Governo. Uma tentativa de tirá-los da mira da justiça e truncar eventuais processos nos tribunais superiores. Assim os crimes que cometeram contra a coletividade passariam em branco.

Enfim, fizeram a lambança e um monte de sujeira, colocaram tudo debaixo do tapete e, com a lei 10628/02, tentaram colar o tapete no chão para ninguém descobrir a sujeira.

Certamente, eles sabiam que uma lei dessa encontraria uma resistência intensa da sociedade civil. Por isso, utilizaram outro truque: a lei entrou em vigor no dia 24/12/2002. No dia 24 de dezembro de 2002, véspera de Natal, emplacarm a mudança do Código de processo penal para garantir a impunidade de autoridades criminosas, criando um foro privilegiado perpétuo.

Possivelmente, acharam que o espírito natalino iria cegar a população que deixaria a coisa correr solta. Tentaram passar adiante, ao governo Lula, que iniciaria dali a seis dias, o esqueleto enterrado ou a sujeira debaixo do tapete, garantindo foro privilegiado para aqueles que perdiam a função pública.

Os parágrafos, inseridos no CPP pela lei, diziam o seguinte:

"Par. 1 -- A competência especial por prerrogativa de função relativa a atos administrativos do agente, prevalece ainda que o inquérito ou a ação judicial sejam iniciados após a cessação do exercício da função pública.

Par. 2 -- A ação de improbidade, de que trata a Lei n. 8429, de 2 de junho de 1992, será proposta perante o tribunal competente para processar e julgar criminalmente o funcionário ou autoridade na hipótese de prerrogativa de foro em razão do exercício de função pública, observado o disposto no par. 1."

Certamente, estes mecanismos foram derrubados no STF, ou seja, foram considerados inconstitucionais. Porém, eles evidenciam o modus operandi do governo FHC. Métodos dissimulados e sorrateiros feitos na surdina para prejudicar a coletividade e encobrir os crimes e as ilegalidades que praticaram.

Esta lei é a ponta do iceberg de ilegalidad e de crimes do governo FHC. Se erguerem o tapete, muita sujeira será descoberta e revelada, começando pelos tais cartões corporativos... Por isso, o ACM vivia sonhando com o FHC e com o Serra.

Tentaram modificar a lei na calada da noite e na véspera de natal, nos últimos instantes do governo FHC, para criar o foro privilegiado perpétuo e assim se beneficiarem, futuramente, de eventuais acusações que viessem a sofrer. Eles sabiam/sabem que mais cedo ou mais tarde os podres vão aparecer e tentaram emplacar a lei para se protegerem nos tribunais superiores contra eventuais acusações.

Por isso, eu digo sempre: os tucanos e o PFL são mais sujos do que pau de galinheiro. Porém, eles usam um manto de hipocrisia para encobrir as besteiras que praticaram e praticam.

16/10/2010

Google testa carro sem motorista nas ruas da Califórnia

Carro usado pela Google nos testes

Testes com carro da Google já cobriram 225 mil quilômetros

Engenheiros da Google testaram um carro que se dirige sozinho nas ruas da Califórnia, segundo anunciou a companhia em seu blog.

O carros usa câmeras de vídeo montadas no teto, sensores de radar e uma mira a laser para enxergar outros carros e obstáculos no trânsito, segundo o engenheiro de software Sebastian Thrun.

Um motorista treinado acompanhou os testes dentro do carro para tomar o controle em caso de alguma falha.

A Google espera que os carros possam eventualmente reduzir os congestionamentos e o número de acidentes nas ruas.

Batida por trás

Em um comunicado postado no blog oficial da companhia, Thrun disse que os testes com o carro que se auto-dirige já cobriu 225 mil quilômetros.

O carro cruzou a icônica ponte Golden Gate, em San Francisco, andou pelas famosas ladeiras da cidade, se dirigiu entre escritórios da Google e circulou em volta do lago Tahoe, sem sofrer acidentes.

Os engenheiros responsáveis pelo projeto disseram ao jornal The New York Times que o único incidente ocorrido durante os testes foi uma batida por trás sofrida quando o carro estava parado em um semáforo.

Em seu post no blog, Thrun, que é professor de ciências da computação e engenharia eletrônica na Universidade Stanford, afirmou que a segurança é “a principal prioridade” do projeto.

As rotas são pré-planejadas, mapeadas por motoristas reais, e a polícia local é avisada com antecedência sobre os testes.

Transporte do futuro

Thrun cita os números da Organização Mundial da Saúde, que mostram que mais de 1,2 milhão de pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito, para dizer que esses números podem e devem ser reduzidos.

“Acreditamos que nossa tecnologia tem o potencial para reduzir esse número, talvez em até metade disso”, afirma Thrun.

“Este projeto ainda está em um estágio experimental, mas dá uma ideia de como o transporte pode parecer no futuro, graças aos avanços das ciências da computação”, diz.

Nos últimos tempos, a Google vem se aventurando cada vez mais em novos negócios à parte de seu serviço principal de buscas na internet.

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Austrália desenvolve carro-robô sem motorista

Energia Solar

Grécia desenvolve bolsa solar

Pesquisadores da Grécia estão desenvolvendo novas formas de aproveitar a farta energia solar disponível no país.

Atualmente, tentam incrementar uma bolsa equipada com um painel solar que já está a venda nos Estados Unidos de forma a transformá-la em uma mini-usina e antena de transmissão.

Cientistas gregos agora trabalham em uma fina película que pode gerar e conduzir eletricidade e ser aplicada sobre capas plásticas comuns.

Eles esperam que o produto revolucione redes sem fio portáteis.

Uma simples bolsa poderia ser transformada em bateria e antena para um sistema sem fio.

Mas entre as dificuldades que a pesquisa enfrenta está a crise econômica na Grécia, que tem levado muitos pesquisadores a deixar o país.



Mais de 20 anos depois, a Casa Branca vai voltar a ter um conjunto de painéis solares em seu telhado.

Ao fazer o anúncio, nesta terça-feira, o secretário de Energia, Steven Chu, disse que a residência oficial do presidente americano deve ser símbolo não apenas "da liberdade e da democracia", mas também do comprometimento do país com um futuro de energia limpa.

O primeiro a instalar painéis solares no telhado da Casa Branca foi Jimmy Carter. Era 1979, crise do petróleo, e o então presidente queria promover fontes alternativas de energia.

Em 1986, Ronald Reagan retirou os painéis durante um conserto do telhado.

George W. Bush chegou a usar painéis solares para aquecer a água da piscina e gerar energia em um prédio de manutenção, mas não na área residencial da Casa Branca.

Agora, depois da insistência de ativistas ambientais, o presidente Barack Obama concordou em usar a tecnologia.

Os novos painéis serão instalados na primavera de 2011 (outono no Brasil).

A energia será usada para aquecer a água consumida pela primeira família e também fornecer parte da eletricidade da residência.

Muitos ativistas ambientais aplaudiram a medida, que consideram "um símbolo poderoso".

Mas apesar do poder simbólico, o tão aguardado futuro de energia limpa para os Estados Unidos ainda depende em muito da legislação sobre cortes de emissões de carbono que, mesmo com o apoio de Obama, fracassou no Congresso.


Empresas privatizadas
Quantas empresas os tucanos venderam em São Paulo? Além de venderem as empresas públicas brasileiras, nesse tempo em que governaram São Paulo, venderam muito mais coisa e causaram muito mais prejuízo.

Quando o Povo paulista se der conta do prejuízo, n
ão v
ão ter mais nenhuma empresa de valor. O Banespa e a Nossa Caixa já foram. Venderam as empresas e enfiaram o dinheiro onde
? Inegavelmente, é um governo pródigo, pois acabam com as coisas de valor que pertencem a coletividade.

Além disso, a
educação paulista n
ão é um bom exemplo para o Brasil. Principalmente, a
educação primária, onde os alunos passam de série automaticamente. Se é para passar o aluno automaticamente, por que duas professoras
?

Outro ponto que deve ser observado é que, o governo tucano em S
ão Paulo n
ão conseguiu dar um salto de desenvolvimento, nem mesmo com a ajuda maciça dos programas sociais do governo federal.

15/10/2010

Recebi por email

Manifesto de Reitores das Universidades Federais

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e profissional - consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI, estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial, no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive, relativas à Autonomia Universitária.


Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)

José Weber Freire Macedo – Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)

Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)

Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Malvina Tânia Tuttman – Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Maria Beatriz Luce – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)

Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Miguel Badenes P. Filho – Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)

Carlos Eduardo Cantarelli – Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)

Miriam da Costa Oliveira – Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)

Célia Maria da Silva Oliveira – Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Paulo Gabriel S. Nacif – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM)

Pedro Angelo A. Abreu – Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)

Hélgio Trindade – Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)

Ricardo Motta Miranda – Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Hélio Waldman – Universidade Federal do ABC (UFABC)

Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)

Henrique Duque Chaves Filho – Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará - UFC

Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande – (FURG)

Targino de Araújo Filho – Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)

José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade Federal de Brasília (UNB)

Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

José Seixas Lourenço – Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)

Virmondes Rodrigues Júnior – Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)

Estudantes contra o Serra
na ocupação da Reitoria da USP









Privatização
Quem está interessado na privatizacao do pré-sal e da Petrobrás está financiando a campanha de quem ? Alguém já andou mostrando a cara e falando demais.

O consenso na politica brasileira

Na política brasileira o consenso, oriundo das eleições, deve ser analisado com muito cuidado. A questão é saber se a mídia fabrica o consenso, manipula o consenso ou se inventa o consenso, por meio da infiltração de noticia e manipulação de pesquisas.

A meta é apavorar os adversários. O PT tem que considerar que a mídia dominante brasileira é infiltrada pelos tucanos e que o ataque desses elementos sempre vem na ultima hora.

As pesquisas de opinião, oriundas da mídia dominante, tem lado e posição definida. No primeiro turno acomodoram a campanha da Dilma supervalorizando a pesquisa. Se os temas atuais tivessem sido usados lá, o Serra não estaria no segundo turno. O erro dos institutos pode ter sido bem proposital.

De uma forma ou de outra, os tucanos querem voltar ao poder e estão usando tudo o que possuem para isso. Seja a manipulação da propaganda, das pesquisas, seja outros métodos indiretos de dominação.

Além disso, apesar das propagandas da urna eletrônica, eu não tenho plena confiança em sua segurança. A questão é saber se o voto digitado foi computado, realmente, para o lado certo, ou se, no meio do caminho, o voto mudou de lado. É uma questão de programação.

Por exemplo, ontem o Serra foi visitar os mineiros. Mero acaso ou tentou ligar os mineiros de Minas Gerais com os mineiros do Chile e, dessa forma, puxar a coisa para o seu lado.

Enfim, os tucanos são igual iceberg, a menor parte da acão deles é visível, a maior parte está encoberta. Isso deriva dos interesses que eles defendem. Interesses que não se confundem com a vontade da maioria, mas sim com a vontade da casta neoliberal.

11/10/2010

Comentários rápidos
Serra x Dilma não deixa de ser uma luta do Homem contra a Mulher.

Como mulher, a Marina deveria defender as mulheres. Se defender o Serra, vai ajudar o machismo histórico a enterrar a luta feminina, mantendo a linhagem dos machos no poder.

No caso do Tiririca, não seria melhor ensiná-lo a ler e a escrever, assim como noções de funcionamento do legislativo, nos próximos meses ? Afinal, a legislatura só começa no ano que vem. Retirar o mandato atribuído pelo Povo é uma ação perigosa.

Eu não ia dizer nada
Eu não ia dizer nada, porém, os tucanos e seus aliados estão apelando para a baixaria e explorando questões depreciativas, como se eles nunca tivessem se sujado na lama da política brasileira. É preciso mostrar que eles também tem o rabo preso. Fazem jogo e ataques indiretos, porém, não conseguem esconder a verdade, ou seja, já fizeram muita besteira por aí.

Mas, como disse o Prof. Ricupero, na época do Plano Real, "o que é bom a gente conta e o que é ruim esconde". Essa frase mostra bem o jogo político que eles fazem.

De uma forma ou de outra, essa eleição marcará o Brasil, seja, a eleição de uma mulher para Presidente, quebrandoo machismo histórico, seja a ação do PSDB e seus aliados, preservando o machismo histórico e impedindo o acesso das mulheres à Presidência, caso alcancem alguma vitória.

Para calcular o prejuízo das privatizações
Para calcular o prejuízo das privatizações, realizadas pelo Partido do Serra, basta pegar o preço atual, cotação da bolsa, das empresas vendidas. Em seguida subtrai o preço de banana pelo qual as empresas foram vendida. O resultado é o prejuízo que o Povo Brasileiro teve com as vendas.

Se as empresas padeciam de má gestão pública, a solução seria usar o modelo de gestão que funciona na Petrobrás. Com isso, o patrimônio público e as empresas seriam preservadas, gerando, para a coletividade, os bilhões de lucros que está gerando nas mãos da iniciativa privada.

Computadores censurados

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult510u225.shtml


--------Folha Online - 22/12/2005 --------Hélio Schwartsman

A Câmara de vereadores de São Paulo aprovou --e o prefeito José Serra sancionou-- uma lei que dá ao Executivo paulistano poderes absolutos para censurar os computadores da rede municipal conectados à internet. O parágrafo único do artigo primeiro da lei nº 14.098/05, de autoria do vereador Domingos Dissei (PFL), é de uma clareza chocante: "Sites que tenham conteúdo de sexo, drogas, pornografia, pedofilia, violência e armamento, dentre outros, a critério do Executivo, devem ser proibidos".

A justificativa, como quase sempre nesses casos, é controlar o acesso de jovens a sites que possam conter material impróprio, como sexo e drogas. Admitindo-se que esse gênero de restrição seja válido --pretendo voltar a esse ponto mais adiante--, cabe perguntar por que o diploma não limitou a instalação de filtros de conteúdo às máquinas colocadas em escolas e Centros Educacionais Unificados (CEUs), estendendo-a também aos equipamentos de bibliotecas e telecentros, os quais são utilizados por adultos?

Embora a norma ainda não tenha sido regulamentada, deixando assim muitas dúvidas acerca de como se dará sua implementação, parece claro que ela avança o sinal. Pela letra do texto legal, alguém que pretenda dedicar-se ao apaixonante estudo da pornografia, tema que já produziu obras clássicas como a de Alexandrian ("História da Literatura Erótica", Ed. Rocco), estará impedido de fazê-lo através dos computadores de uma biblioteca municipal. Dependendo da "eficiência" dos filtros utilizados, até um médico poderá experimentar dificuldades para consultar um site de urologia (sexo) ou de farmacologia (drogas) num computador de hospital municipal. Se os vereadores e o prefeito imaginam que casos como esses constituem exceções à norma, era necessário que que tais exclusões estivessem enunciadas na lei. Não estão.

No mais, não me parece haver nada de intrinsecamente errado num jovem interessado em ciências querer saber como se constroem bombas atômicas ou quais os agentes utilizados em armamento químico e biológico. O local indicado para tentar satisfazer essas curiosidades é justamente o computador da escola.

A censura é sempre uma coisa estúpida, quando ela é adotada linearmente então, sem considerações relativas a quem consulta ou ao tipo de pesquisa, torna-se motivo de piada. Para além de equiparar os computadores da Prefeitura de São Paulo à internet chinesa ou saudita, países que fazem de tudo para censurar a rede, a iniciativa tende a ser coroada de fracasso. A maioria dos sistemas de filtragem trabalha bloqueando sites dos quais constem palavras-chave pré-programadas. Assim, se o equipamento municipal não oferecer acesso a páginas que contenham o vocábulo "sexo", por exemplo, a garotada poderá ainda assim chegar a imagens pornográficas descobrindo como referir-se a esse termo em húngaro --"szex" ou "nemiség"-- ou qualquer outro idioma menos óbvio e buscando os sites correspondentes. E esse é apenas um dos inúmeros meios de burla aos filtros. É uma questão de dias até que a molecada aprenda a evitar as restrições. Para cada nova tranca inventada sempre se cria um pé-de-cabra capaz de destruí-la. Aliás, uma das principais virtudes da internet reside exatamente no fato de a rede ser bastante refratária a controles estatais.

O episódio também nos remete a uma discussão mais republicana acerca do viés de classe que a norma municipal introduz. Com efeito parece haver alguma injustiça no fato de que, enquanto representantes das camadas médias, donos de computadores pessoais não precisam submeter-se a nenhuma forma de censura, os mais pobres, que só podem acessar a rede com computadores públicos, tenham de sujeitar-se aos caprichos do Executivo.

E não é só. Quem vai definir o que é ou não aceitável? Com base em que critérios? Eu, por exemplo, não faço objeção a que meus filhos vejam praticamente nada em matéria de sexo, já outros podem legitimamente considerar a Bela Adormecida uma história pornográfica com requintes de pedofilia (ela tinha apenas 15 anos quando se faz penetrar pelo fuso da roca), preferindo manter seus rebentos afastados desse tipo de literatura. Inventar uma suposta média das opiniões e erigi-la em critério é algo que não faz muito sentido. Para começar, o mais provável é que essa suposta média traduza as convicções de uma pequena minoria, deixando contrariados os amplos contingentes dos mais liberais e dos mais conservadores.

Cabe também perguntar se próprias crianças não devem ter voz nessa discussão. Ainda não me tornei anarquista o bastante a ponto de defender que garotos de seis ou sete anos devem ser donos de seus próprios narizes. Mas me parece que essa nossa forma dicotômica de reduzir o mundo a maiores e menores de 18 anos já se revela contraproducente. O aprendizado e a própria aquisição da racionalidade se fazem por etapas. Crianças de um ano são reconhecidamente incapazes até de andar sem a atenta supervisão dos responsáveis, mas parece absurdo tentar controlar a sexualidade de um jovem de 17. Faria mais sentido, acredito, que a lei estabelecesse maioridades diferenciadas. Aos 12, por exemplo, a criança já deveria ter liberdade para escolher os títulos que vai ler; aos 14 teria direito a tomar decisões sobre tratamento médico a que tenha de submeter-se; já a maioridade sexual poderia vir com 14 ou 16, de par com o direito de voto e quem sabe o de conduzir veículos. Os 18 anos inaugurariam a maioridade civil, que dá direito a casar-se e a abrir empresas mesmo sem o consentimento dos pais. Essa idéia de etapas não é estranha à nossa legislação, que só permite a maiores de 35 anos candidatar-se à Presidência da República e a outros cargos eletivos. Não vejo razão para não aprofundar essa tendência, adequando-a à rápida transformação por que passa a sociedade.

É claro que ainda não resolvemos nosso problema principal. Aliás, nem creio que ele tenha solução. Talvez seja mais adequado falar em respostas menos piores. Até eu devo admitir que algum tipo de controle pode ser necessário no ensino fundamental (crianças de 7 a 15 anos). Mas aceitar isso não implica criar uma legislação que estabeleça a censura. Parece-me muito mais razoável deixar que a vigilância seja exercida por algum professor que acompanhe os jovens na sala de internet. Muitas vezes, basta a presença de um adulto para evitar os abusos mais gritantes. E, se alguém deve desempenhar as tarefas de censor, é melhor que seja uma pessoa que pelo menos conheça as crianças, e não vereadores ou burocratas da prefeitura.

De resto, algumas coisas nunca mudam. A curiosidade de jovens em relação ao sexo, às drogas e a tudo o que é proibido sempre existiu e sempre existirá. Num certo sentido, é saudável que seja assim. Cada geração costuma preencher essa lacuna com os instrumentos que tem à mão, sejam as revistas de mulher pelada e os chamados "catecismos" de outrora, seja a internet hoje.

E ninguém jamais conseguiu impedir por muito tempo que esse tipo de material bem como outras idéias rejeitadas pelo "statu quo" circulasse. E tentaram. Prova-o a longa história da censura.

Hélio Schwartsman, 40, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.

E-mail: helio@folhasp.com.br