Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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14/02/2008

Profetismo e poder
Para a Bíblia, profeta não é quem prevê ou adivinha o futuro. Não se confunde com o vidente ou o astrólogo. Profeta é aquele que, movido por profunda experiência espiritual, intui os desígnios de Deus.

O profetismo bíblico surgiu com Samuel no século IX a.C. No século IX a.C., destacaram-se Elias e Eliseu. Porém, o período áureo da profecia foi o século VIII a.C., com Amós, Oséias, Isaías e Miquéias. No final do século VII e início do século VI a.C., a profecia declinou após Sofonias, Habacuc, Jeremias e Ezequiel. Até que apareceu, tempos depois, o profeta da esperança, da justiça e da misericórdia, Jesus de Nazaré.

Paulo Freire adverte que o oprimido tende a incorporar o opressor. O empregado age como se fosse patrão; o servo como se fosse senhor; o pobre como se fosse burguês. Esse risco foi previsto pelo profeta Samuel quando o povo hebreu lhe pediu um rei, mil anos antes de Cristo. O sistema comunitário, tribal, seria sucedido pelo monárquico. O modelo egípcio, de autocracia faraônica, causara impressão nos escravos libertos.

Samuel tentou convencer o povo de que o modelo do opressor não servia a quem fora oprimido: "Este é o direito do rei que reinará sobre vós: (…) os fará lavrar a terra dele e ceifar a sua seara, fabricar as suas armas de guerra e as peças de seus carros. Ele tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará os vossos campos, as vossas vinhas, os vossos melhores olivais, e os dará a seus oficiais. (…) Exigirá o dízimo dos vossos rebanhos, e vós mesmos vos tornareis seus escravos." (1 Samuel 8,11-17).

Como previsto, os reis de Judá e de Israel tornaram-se, por volta dos séculos IX e VIII a.C., semelhantes ao faraó. Para se manter no poder, os reis preferiam recorrer ao apoio das potências imperialistas a confiar em Javé. Ora, toda aliança política se resume em buscar ampliar seu poder à custa do outro. Ninguém faz aliança para perder. Não é preciso, porém, ter bola de cristal para saber quem lucra na aliança entre o pardal e a águia. Samaria, capital do reino de Israel (Norte), caiu em mãos do Império Assírio, e Jerusalém, capital do reino de Judá (Sul), foi arrasada pelo Império Babilônico.

O que caracteriza o profeta é o espírito crítico. Consumidos pelo amor a Javé, os profetas bíblicos denunciaram erros dos reis e do povo; formaram grupos de discípulos; anunciaram as derrotas (o cativeiro na Babilônia) em função de políticas equivocadas dos reis; solidarizaram-se com o povo, a quem ajudaram a ler os fatos históricos à luz da fé.

A contradição entre o profeta e o poderoso reflete o descompasso entre os desígnios de Deus e a política dos homens. Samuel chocou-se com o rei Saul; Elias com o rei Acab; Isaías com o rei Ezequias; Ezequiel com o rei Sedecias; Jeremias com o rei Joaquim, a quem chamou de corrupto (22, 13-19).

Com o exílio dos hebreus na Babilônia (586-538 a.C.), encerra-se a "profecia da catástrofe" e, ali, se inicia a da libertação: "Teu futuro é feito de esperança" (Jeremias 31,17). Porém, o profeta é sempre sinal de contradição (Jeremias 15, 10-15).

O profeta é um pedagogo. Um dos exemplos mais emblemáticos é o da visita do profeta Natã ao rei Davi (2 Samuel 12, 1-10). O profeta conta ao rei: - Havia dois homens na mesma cidade, um rico e outro pobre. O rico possuía muitas ovelhas e vacas. O pobre, uma única ovelha, que cresceu com seus filhos, bebeu de seu copo, dormiu em seu colo. Era como uma filha. Um hóspede veio à casa do homem rico. Ele não quis tirar uma de suas ovelhas ou vacas para servir ao viajante que o visitava. Tomou a ovelha do vizinho pobre e a ofereceu à sua visita.
Ao ouvir o relato, Davi, encolerizado, decretou a morte do homem rico. Natã o fez admitir que este homem era ele, o rei Davi, que tomara do guerreiro Urias a mulher Betsabéia, tramando para que o marido dela fosse colocado no ponto mais perigoso da batalha.

O poder possui o monopólio da violência. E, por vezes, sacrifica inocentes em função de seus propósitos. Cabe ao profeta denunciar os abusos. Hoje, o profetismo não é dado a uma pessoa, mas aos movimentos sociais, à sociedade civil organizada. É função dela impor limites ao poder, pedir-lhe contas, exigir que aja segundo a ética e a justiça.

* Frei dominicano. Escritor.

06/02/2008

Poder Negro para revolução
Cinqüenta por cento do poder é conhecimento e planejamento. Os outros cinqüenta por cento é iniciativa e ação. A minha fórmula é:

Poder = 50%(conhecimento e planejamento) + 50% (iniciativa e ação)

Portanto, cinqüenta por cento nós já temos e os outros cinquenta por cento virá em breve, pois "para tudo há um tempo determinado e há um tempo para todo o propósito embaixo do céu."

30/01/2008

A revolução começou I
A História é escrita pelos vencedores.
Inicio aqui o relato do começo da revolução. O que vi e vivi naqueles dias que marcaram e mudaram completamente a História do país. Tirando-nos de um mar de corrupção, indiferença e extermínio de negros e pobres e trazendo-nos para a realidade que temos hoje: um país de homens livres, de democracia direta, de respeito das diferenças e dos direitos humanos e de grande desenvolvimento humano, social e econômico.

O mal foi enterrado, durante a revolução, com a democracia representativa, com a democracia dos grupos dominantes, da corrupção e da opressão dos interesses econômico sobre os seres humanos, sobre a maioria. A dominação, a exploração e a exclusão já não existem mais. Nem a pobreza, nem a miséria e nem a fome. Hoje, os índices de desigualdades são mínimos e todas as pessoas possuem um padrão razoável de vida.

Isto porque, conforme descobrimos depois da revolução, a pobreza e a miséria eram criadas artificialmente pelos grupos dominantes. Usavam a pobreza e a miséria para se manterem no poder e para enriquecerem com a exploração da mão-de-obra barata. Quando derrubamos os grupos dominantes, também derrubamos a pobreza, a miséria e a fome que eles criavam.

Relatarei os fatos por dia e, quando necessário, por horas. E contarei, passo a passo, como as novas instituições foram construídas e se consolidaram, como os grupos dominantes foram controlados e suprimidos e a paz estabelecida.

Hoje, janeiro de 2099, olho para o passado e para o início de tudo... E vejo-me reunido com o alto comando revolucionário. A revolução começará à meia-noite do dia 5 de novembro. Faremos isto em homenagem ao filme V de Vingança que nos inspirou e fortaleceu ao longo de toda a luta.

Dia 05/11 -- 06:00 horas

Tudo começou há meia-noite do dia cinco de novembro. As explosões começaram na Câmara e no Senado. E, até às cinco horas da manhã, mais de cinco mil carros bombas haviam explodido em todo o país. Todas as frentes revolucionárias, em todas as capitais e cidades, foram sincronizadas para agir ao mesmo tempo.

Os principais alvos foram os mesmos: os serviços de inteligência do governo, as sedes políciais, sedes dos grandes jornais, tranmissores e retransmissores de rádio e Tv, companhias telefônicas, shopping center e sedes de grandes empresas.

Nenhuma autoridade pública se pronunciou, principalmente porque, enquanto as coisas explodiam, as maiores autoridades do país (legislativo, executivo e judiciário) foram sequestradas e aprisionadas pelos revolucionários, incluindo os oficiais das forças armadas e das polícias.

E as autoridades que não foram capturadas estão escondidas, sem poderem se comunicar, e, mesmo assim, os revolucionários buscam-nas por todas as partes.

O governo dos grupos dominantes foi completamente paralisado e capturado, sem conseguir emitir ordens de nenhuma espécie. Não houve contra-ofensiva por parte do governo e já não há mais um governo dos grupos dominantes. Todas as antigas autoridades foram neutralizadas e silenciadas.

Além disso, os revolucionários buscam, por todas as partes, os deputados e senadores. Eles serão presos e julgados em praça pública, perante o Povo, pelos crimes que cometeram contra a coletividade, assim como pelas leis criminosas que aprovaram para conter a revolução e que permitia o extermínio de negros, pobres e revolucionários.

O controle do país está nas mãos dos revolucionários, incluindo os quartéis que foram tomados pelos soldados negros. Os revolucionários assumiram o controle das armas e estão impedindo a saída de quaisquer veículos militares para as ruas.

Não há notícias oficiais. Apenas a mídia internacional relata os fatos nos sites internacionais. A internet está fora do ar. E as pessoas evitam as ruas. O poder negro controla tudo. O poder pertence à maioria.

(continua)

29/01/2008

O poder e o dinheiro
O poder não está no dinheiro. E quem é muito rico não tem tanto poder quanto imagina. O dinheiro apenas dá mais bens materiais, mais coisas, mais quinquilharias e cacarecos. Fora isto, não dá mais nada.

O dinheiro não dá conhecimento. O indivíduo pode pagar os melhores professores e as melhores escolas, mas se não estudar ele não aprende nada. Além disso, o dinheiro lhe dá informações e acesso a conhecimentos que outros possuem, não lhe dá uma identidade própria ou uma voz própria. O dinheiro não lhe dá inteligência. Certamente, ele pode tentar comprar de alguém e dizer que é dele, mas isto é apenas um subterfúgio, uma máscara de mentira que ele veste.

Eu já vendi muito trabalho acadêmico por aí... Eles compraram o papel, a tinta e a informação. O conhecimento ficou comigo.

O dinheiro não dá segurança. Ele paga seguranças, mas não dá segurança. E um exemplo claro disso é o fato dos vigilantes, contratados para proteger, de repente, resolverem seqüestrar ou extorquir o protegido. Cadê a segurança do dinheiro ? Não só isto, o dinheiro trás insegurança, pois torna a pessoa visada pelos bens materiais que ela possui.

Além disso, o dinheiro não imortaliza ninguém. Os ricos morrem, suas heranças se dividem e dissolvem no nada e, um ano depois, ninguém lembra mais do falecido milionário que ganhou cinqüenta milhões na megasena.

E se o dinheiro realmente trouxesse poder, a nobreza não teria sido decapitada pelos revolucionários franceses. O Czar continuaria governando a Rússia, etc...

O dinheiro apenas dá mais bens materiais e aliena o indivíduo, tornando-o refém do consumo e das banalidades. O rico é tão banal e descartável quanto o pobre, talvez um pouco mais, pois ele poderia ajudar o outro a avançar e se desenvolver, mas, ao contrário, ele prefere explorar e arrancar o pouco que o pobre tem.

Mas então, o que dá poder e para que serve a riqueza ? O que dá poder é o conhecimento e a ação. Aplicar o que sabe. Descobrir coisas novas, novos caminhos, novas visões. Isto dá poder e imortaliza o homem. Dá-lhe um lugar na História. Este Homem fez isto... A História está cheia de pensadores e Heróis.

Quem tem poder é quem tem conhecimento para construir a bomba atômica e pode construí-la, não quem tem dinheiro para comprá-la.

E a riqueza, para que serve ? Para adquirir bens materiais necessários para uma vida sem necessidades, para fazer aquilo que se deseja fazer, para manter a família que possui, etc. O que passa disso, é ganância, vaidade e patologia. É doença mesmo, pois nada justifica o fato de um indivíduo ter dinheiro suficiente para manter quatro gerações no luxo, sem precisar trabalhar, e ainda continuar trabalhando como um louco para ganhar ainda mais. O pior é que ganham muito tirando de quem tem pouco e não pode se proteger ou se defender.

Eu não vou gastar a minha vida correndo atrás de riqueza. Vou gastá-la adquirindo conhecimento e aplicando o que aprendi para controlar e segurar a voracidade destruidora do capitalismo e dos ganaciosos, principalmente, fazendo projetos sociais para os de baixo e lutando contra a dominação e a opressão do econômico sobre o Humano. O econômico é um sistema. São os homens que constroem os sistemas e não os sistemas que constroem os homens.

Hoje, a maioria das pessoas só pensam em si mesmas e em riquezas. Pessoas que banalizam a vida, o conhecimento e a humanidade. Banalizam os outros e banalizam a si mesmas.

15/01/2008

Eles não querem que você saiba
Eu sempre vi pessoas agindo para impedir que outras pessoas recebessem informação e conhecimentos. Mas tudo era feito de forma dissimulada e escondida, durante o repouso noturno dos inocentes. A mídia dominante era dominante porque só tinha ela, só tinha a sua versão, as suas mentiras.

Contudo, com a modernidade, ficou fácil, muito fácil, disseminar a informação e os conhecimentos. A mídia dominante se dividiu em várias mídias dominantes. Agora são várias versões e muitas mentiras. Mas, a modernidade trouxe também a internet e a possibilidade dos indivíduos confrontarem as versões contadas pelo poder dominante, investigar os fatos e descobrir as mentiras.

Porém, para fazer esta busca da verdade, via internet, é preciso ter uma base educacional forte. É preciso ter conhecimentos e informações relevantes, assim como saber investigar e buscar dados significativos na internet. Se todos os internautas fizerem isto, o poder da classe dominante se dissolverá, pois a verdade dissolve todo poder baseado em mentiras.

Os grupos dominantes não querem isto. Eles não querem que as pessoas saibam, que as pessoas aprendam, que as pessoas se eduquem ou pensem criticamente. Por isso, boicotam os projetos que visam disseminar a educação pública gratuita via internet, paralisam projetos que dêem conteúdos relevantes e significativos para as pessoas pensarem, qualificarem-se e reciclarem a própria formação e a visão de mundo.

Não só isto, os grupos dominantes enchem a internet com lixo e coisas insignificantes para distrairem as pessoas daquilo que é mais importante para elas: a educação, a confrontação de informações e conhecimentos, a busca do saber.

Uma pessoa pode ficar o dia todo na internet e, ao final do dia, descobrir que não aprendeu nada, pois só viu pornografia, só leu fofoca nos jornais e só conversou no orkut ou no msn. E isto pode se repetir por dias, meses e anos a fio. A alienação, com a internet, poderá crescer exponencialmente. E quanto mais alienação, maior é a dominação, pois o poder dos grupos dominantes advém da ignorância das pessoas.

Além disso, há a desculpa de que coisas relevantes (cursos, informações, etc) disponíveis, atualmente, na internet são pagos. Tem que comprar a mercadoria informação e conhecimento que os grupos dominantes vendem na rede. Logo, a exclusão econômica impõem a exclusão intelectual. Isto também se aplica na internet.

A saída para isto é a democratização dos conhecimentos e a socialização dos saberes e das culturas. A lógica da dominação, baseada em mentiras e na ignorância das pessoas, está chegando ao fim. Contudo, precisamos estar alertas para os novos truques da classe dominante que visa distrair as pessoas e roubar-lhes o tempo com diversões insignificantes. Precisamos impedir a disseminação da alienação, promovida pelos grupos dominantes, na internet.

30/12/2007

A verdade e aquilo que está escrito
Tem gente que acha que eu entrei na Universidade para estudar, pegar um diploma e virar empregado dos grupos dominantes. Somente gente estúpida pensa isto.

Eu entrei na Universidade para estudar, adquirir informações e conhecimentos, para destruir os grupos dominantes, revelando todos os mecanismos dissimulados de dominação e controle,. Entrei para conhecer os truques dos poderosos e, em seguida, tirá-los do poder, banir definitivamente do poder esta minoria autoritária que escraviza a coletividade.

O poder pertece à maioria, à coletividade. Os legítimos donos do poder reclamam o trono, pois todo poder emana e pertence ao povo.

Isto poderá ser feito pacificamente ou violentamente. Podemos tirar os grupos dominantes apenas derrubando o Rei ou podemos fazê-lo como fizeram os bolcheviques, exterminando o Czar e toda alinha sucessória autoritária que quer o trono. A escravidão dissimulada dos grupos dominantes não passará da nossa geração...

Esta é a verdade... E isto está escrito... E será cumprido...

29/12/2007

O Bin Laden de novo ?
Que tecnologia será que eles utilizam para reproduzir a voz do Bin Laden ? Será que é uma tecnologia nova ? Só falta chamarem o Badan Palhares para fazer o teste de autenticidade da voz.. O que eu realmente penso de tudo isto ? Eu penso o seguinte: é uma conspiração Sith para centralizar poder nas Democracias e nas mãos de governantes que são Lord Sith.

O terrorismo, judô, Kung Fu, Karatê, etc... é tudo meio de luta, forma de luta. Se realmente quisessem acabar com o terrorismo atacariam as causas do terrorismo. Nenhuma forma de luta ou meio de luta sobrevive sem uma causa que o alimenta.

Contudo, como o terrorismo integra uma conspiração Sith, não há interesse em dissolvê-lo, mas sim em mantê-lo como uma ameaça constante sobre a população. Um truque eficiente que centraliza poderes nas mãos dos governantes "supostamente" ameaçados pelo terrorismo.

Portanto, na minha visão o terrorismo é uma construção dos governos. Então os atentados não são reais ? É lógico que são, mas a maioria dos atentados não são praticados pelos "supostos" terroristas, mas sim por agentes do Estado ou por grupos de mercenários contratos por agentes do Estado. Eles praticam os atentados e depois culpam os grupos que eles mesmos denominaram de terroristas.

Lembre-se que os tais homens-bomba explodem junto com a bomba. E com isso as provas se perdem. Mas e se não havia nenhum homem-bomba, mas tão somente a bomba colocada na mochila de alguém... E se quem assumiu a tal autoria do atentado, em nome do "suposto" grupo terrorista, não faz parte de tal grupo, mas tão-somente assumiu a autoria para culpar o grupo, etc... Percebam que há uma teia de mentiras e ameaças envolvendo toda a questão e qo resultado efetivo e visível de tudo isto é mais poder ao governantes que perseguem os tais terroristas...

É inegável... há uma conspiração Sith em curso e o terrorismo é uma construção de Lords Sith que estão espalhados por aí. Lords Sith que estão exterminando líderes democráticos para se manterem e se perpetuarem no poder.

O poder da Consciência
Muitos buscaram/buscam um caminho para unir todos os homens, toda a humanidade. Buscaram na religião, nos sistemas políticos, nas filosofias antigas, etc... Mas não acharam nada... Eu achei, ah, ah, ah, ah... Achei a Consciência...

Através da Consciência podemos unir todos os homens, toda a humanidade. Através de uma Consciência Cosmopolita podemos construir uma Liberdade Cosmopolita. Valores como democracia, direitos humanos, direito natural, etc... são valores comuns que todas as Consciências Individuais assimilam e adotam naturalmente. Por isso, as Democracias estão se expandindo, naturalmente, por todos os cantos do planeta... Há uma sintonia entre estes valores e a Consciência Individual.

Lembrem-se que a Consciência funciona através de processos mentais (pensamentos) que analisam informações e conhecimentos. Precisamos apenas dar/disseminar informações e conhecimentos que as Consciências irão captá-los e desenvolverão, naturalmente, uma Consciência Cosmopolita, gerando uma Liberdade Cosmopolita... A chave é a consciência !!!

Contudo, estou falando de Consciência. E a Consciência somente se desenvolve naturalmente e no seu próprio ritmo. Nenhuma espécie de imposição ou autoritarismo funciona aqui...

Todo homem tem Consciência. E toda Consciência se desenvolve utilizando a mesma base (informações e conhecimentos) e através dos mesmos processos mentais (pensamentos). Isto liga todos os homens, ou seja, todos eles possuem o mesmo sistema analítico.

Os iluministas erraram porque estabeleceram a razão como fundamento. O fundamento não é a razão, é a Consciência... A razão está dentro da Consciência... É um dos processos da Consciência.

Preciso rever os trabalhos iluministas, principalmente Kant... Acho que eu sou um iluminista liberal...

14/12/2007

Carlismo e Tucanismo
Depois de 16 anos governando a Bahia o Carlismo acabou. Sigla poderosa ACM. Em 2010, o tucanismo chega a 15 anos governando São Paulo. Sigla poderosa FHC. Portanto, é chegada a hora de acabar com o tucanismo, que começou com Covas em 1995. Mas o pior de tudo é que depois de 15 anos governando, as coisas não mudaram muito. Teve uma mudancinha aqui, outra ali, mas nada significativo.

É igual o governo do FHC. Oito anos e pouquíssimas mudanças. Nada muito significativo, a não ser o plano real. Mas dizem as más línguas que o plano real se originou de um erro tucano. Eles queriam fazer uma coisa, o negócio deu errado e saiu o plano real. É igual gente que só faz comida ruim, quando erra na medida sai comida boa.

Já o governo do Presidente Lula mostra serviço. Faz mudanças significativa e relevantes. Surgem coisas novas, novas idéias, mais petróleo, biocombustíveis, o IDH sobe, etc. Resumindo, é um governo que vale pena. E em 2010 todos os brasileiros dirão: "Foram oito anos de um bom governo !!!" E olha que governar com senador sabotador não é fácil.

Ninguém suporta o governo de um partido por muito tempo, principalmente se for um partido medíocre. Portanto, tucanada, depois de 15 anos brincando de governar São Paulo e sem fazer nada significativo e relevante, sem conseguir mudar a realidade das coisas, acho que em 2010 vão cortar a asinha de vocês fora. Inclusive, eu já estou afiando a minha tesourona de cortar asa.

Se em 15 anos vocês não conseguiram consertar as coisas em São Paulo, é porque são incompetentes, são excessivamente incompetentes. Basta olhar para a educação para ver o resultado danoso.

Caso vocês queiram, podemos negociar, ao invés de cortar a asa, cortamos o bico... 

29/09/2007

O poder do indivíduo no mundo globalizado

"Fraqueza não é um mal de nascença, mas sim cultural. Se aprende a ser fraco." (Lionel Luthor - SmallVille)

Leonildo Correa -- 29/09/2007 -- Somos adestrados, desde de pequenos, a sermos fracos e impotentes diante dos sistemas vigentes. Aprendemos a acreditar na fraqueza do indivíduo diante do Estado, da religião, da família e do poder dominante. Enfim, somos treinados, desde de criança, a sermos dóceis e, portanto, facilmente domesticáveis. É a subserviência inculcada na pessoa desde o berço.

Contudo, os tempos mudaram e a coragem para enfrentar um sistema, uma qualidade rara até então, se disseminou pelo planeta e se tornou comum nas sociedades. Uma evidência clara disso foi a ação de Bin Laden. Um homem e seu grupo desafiando e enfrentando a maior potência da terra.

O ato de Bin Laden rompeu o paradigma de que Estados agiam e guerreavam apenas contra Estados, pois os EUA (um Estado) declararam guerra a um grupo, a um homem. Assim, a chamada guerra ao terrorismo não é uma guerra contra o Afeganistão ou contra os países do eixo do mal, mas sim uma guerra contra indivíduos, contra pessoas e seus grupos, supostamente, terroristas.

Neste contexto, o terrorismo remodelou a distribuição de forças na sociedade, tanto no âmbito nacional, quanto no contexto internacional, e reacendeu no indivíduo a capacidade de ação e o poder que jazia adormecido em seu peito. Adormecido por causa da ação de mecanismos do sistema, que buscam inutilizar a força individual, fazendo-nos acreditar que somos frágeis, fracos e impotentes diante da força imponderável e inexorável do Estado e da classe dominante, fazendo-nos acreditar que ninguém consegue enfrentar sozinho e derrotar o sistema, assim como sozinho nada pode ser feito. Mas isso é mentira, pois se o sistema não pode ser derrotado, as pessoas que o controlam podem.

Assim, todo indivíduo possui em si e traz consigo a capacidade e o potencial para mudar a história humana, entretanto poucos tem coragem para acionar essa força, poucos ousam travar uma luta direta contra o poder hegemônico, perseguindo implacavelmente seus principais elementos (autoridades).

Porém, se não é possível ao indivíduo sozinho conquistar o Estado, é possível, e completamente possível, que um indivíduo sozinho redirecione e redefina este sistema. Assim, uma única pessoa é capaz de mudar completamente a história de uma nação. Um exemplo disso, foi o ataque simples e inusitado que vitimou o Presidente americano John Kennedy. Um homem sozinho, com um rifle e com um tiro, redefiniu a história dos EUA.

O que estou tentando dizer é que, na atualidade, não há necessidade de se ter um grupo grande, um exército invencível ou o poder de um senador para se modificar e redefinir a história, assim como não há necessidade de se constituir um exército de fanáticos seguidores para se atacar uma autoridade ou um Estado. Hoje o poder e a força estão com o indivíduo, basta que ele tenha informação, planejamento e coragem (iniciativa) para lutar por seus ideais e enfrentar o poder vigente, inclusive, dada a heterogeneidade dos grupos e dos interesses, é mais fácil um indivíduo sozinho obter sucesso, em uma ação ousada, do que um grupo de indivíduos.

Assim, hoje em dia, não é viável a montagem de uma guerrilha, rural ou urbana, com um grande número de indivíduos, para se enfrentar o poder da classe dominante, assim como não é inteligente constituir um grupo hierárquico e burocrático para esta luta. Grupos grandes podem ser detectados, infiltrados e eliminados. Grupos pequenos e ações individuais passam despercebidas e não são considerados perigosos pelo poder dominante. Portanto, na atualidade, os meios mais eficazes de luta contra o Estado e a classe dominante são aqueles que priorizam o indivíduo sozinho e a alta tecnologia, logo são as ações realizadas por grupos pequenos, flexíveis, independentes e altamente equipados. Além disso, a luta deve ser baseada em células sem identificação e comunicação direta, assim como no desenvolvimento de guerras de baixa intensidade e eliminação seletiva de inimigos. Enfim, as guerras futuras serão baseadas no terrorismo e na guerrilha urbana, composta de poucos membros e organizada em células.

Diante disso, as autoridades governamentais devem ouvir, não apenas os grupos hegemônicos, mas também os elementos isolados, considerando que estes últimos tem mais flexibilidade e capacidade de ação, principalmente no desenvolvimento de meios violentos de contestação, pois possuem pouco a perder e muito a ganhar, enquanto que os grupos dominantes são mais duros e de pouca mobilidade, possuindo muito a perder e pouco a ganhar, principalmente na propositura de uma ação radical. Basta lembrar que o poder dominante está ligado ao poder econômico e, numa quebra institucional, este último é o primeiro a sofrer as conseqüências mais fortes.

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O poder de ataque dos vírus


Leonildo Correa 13/08/2007


Eu li um texto no STOA falando dos seres unicelulares e da força de arrasto. Depois de ler esse texto resolvi escrever algo sobre o poder de ataque dos vírus.

O texto de Ewout Ter Haar (ler texto) diz que: "Para organismos unicelulares natação é bem diferente do que para organismos do nosso tamanho. Se você for muito pequeno, efetivamente a viscosidade e as forças de arrasto são tão grandes, que você vive num mundo “sem inertia” e as forças de gravidade são de pouca importância."


Certamente, as forças NATURAIS são inexoráveis, principalmente para seres tão pequenos. Contudo, o fato das forças Naturais serem inexoráveis não impede a ação deste pequenos organismos sobre o ambiente no qual estão inseridos. E a ação desses pequenos é tão forte e elaboradas que são capazes de atacar, controlar e destruir sistemas que são infinitamente maiores que eles.

Um exemplo claro disso é o vírus. Um ser exponencialmente menor do que os unicelulares e com um poder de fogo e de ataque capaz de dizimar todo o exército americano em questão horas. Portanto, o tamanho não significa inteligência e não quer dizer nada sobre o poder de ação de um ser. A ação feita com inteligência derruba e desarma quaisquer inimigos, quaisquer sistemas, não importando o número daqueles que estão do outro lado. Mas vamos às medidas.

Em uma busca rápida na internet descobri que "Os vírus apresentam uma grande variedade de forma e de tamanho. O diâmetro dos principais vírus oscila de 15-300 nm. O vírus da varíola é o maior vírus humano que se conhece (300x250x100 nm), enquanto que o da poliomielite é o menor vírus humano (20 nm de diâmetro). O vírus da febre aftosa, responsável por uma doença em gado, possui 15 nm, sendo portanto, menor que o poliovírus." (Texto da busca)

Mas quanto vale 1nm. Em outra busca mais rápida ainda, descobri que 1nm (Um nanometro) vale 1,0×10−9 (dez a menos nove) metros – ou um milionésimo de milímetro. Agora, qual é o tamanho de um ser vivo, por exemplo, o homem ? 1,7 m ? Compara o tamanho do homem com o tamanho do vírus e diga-me: um vírus pode atacar, controlar e matar um homem ? Não só pode, como mata. Basta ver o vírus da AIDS.

Contudo, a força de arraste continua existindo e carregando o vírus para toda a parte. Mas o vírus não está nem aí. A força de arraste não lhe interessa. Porém, isso não impede o vírus de agir sobre o ambiente que o rodeia e controlá-lo completamente, assim como matá-lo em pouco tempo.

E o negócio é tão surpreende que chego a pensar que os vírus usam táticas de guerrilha para controlar os outros seres. Parece até que há uma inteligência em ação, dada a estratégia desses pequeninos. Veja o caso do vírus da AIDS. "Ele penetra no corpo humano por vias bem definidas e ataca as células importantes que fazem parte do sistema de defesa do nosso organismo." O vírus não ataca as células gordas para se alimentar. Nem as mais gostosas ou desprotegidas. Ele não faz isso. Ele vai direto nas células de defesa. Nos soldadinhos chamados linfócitos. "O HIV destrói os linfócitos - células responsáveis pela defesa do nosso organismo -, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido."

Essa é uma estratégia eficientíssima. Tão eficiente que ninguém consegue encontrar um meio capaz de eliminar o vírus do organismo. Uma estratégia que consiste em atacar o sistema de defesa e deixar o organismo completamente desguarnecido, vulnerável, à mercê da vontade do vírus.

Não só isso, veja como essas coisinhas são inteligentes: "(...) os vírus só são replicados dentro de células vivas. O ácido nucléico viral contém informações necessárias para programar a célula hospedeira infectada, de forma que esta passa a sintetizar várias macromoléculas vírus-específicas necessárias a produção da progênie viral. Fora da célula susceptível, as partículas virais são metabolicamente inertes. Estes agentes podem infectar células animais e vegetais, assim como microrganismos. Muitas vezes não produzem prejuízos aos hospedeiros, embora demonstrem efeitos visíveis."

Enfim, as forças NATURAIS podem arrastar os seres prá e prá cá. Contudo, isso não quer dizer absolutamente nada quanto ao poder de ação desses seres sobre o ambiente que o rodeia e sobre o sistema no qual estão inserido. E a experiência mostra claramente, no caso do víru, que um ser de tamanho 10−9 (dez a menos nove) metros pode atacar, controlar, derrubar e matar um ser de 1,7 metros.

E para finalizar esse texto interessante, cito a reflexão do Agente Smith, falando para NEO, no filme MATRIX:

"Eu gostaria de lhe contar uma revelação que eu tive durante o meu tempo aqui. Ela me ocorreu quando tentei classificar sua espécie e me dei conta de que vocês não são mamíferos. Isso porque todos os mamíferos do planeta entram em equilíbrio com o meio ambiente onde vivem. Mas os humanos não. Vocês humanos vão para uma área e se multiplicam, e se multiplicam, até que todos os recursos naturais sejam consumidos. a única forma de sobreviverem é indo para uma outra área, reiniciando o ciclo de destruição. Há um outro organismo neste planeta que segue esse mesmo padrão. Você sabe qual é ? Um vírus. Os seres humanos não são mamíferos, mas sim vírus. São uma doença, um câncer neste planeta. Vocês são uma praga e nós somos a cura."

29/04/2007

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Artigo sobre Ségolène e Hillary

Publicada em 28/04/2007 às 20h00m - O Globo Online

Por Mônica Leite Lessa

Ségolène Royal, candidata do Partido Socialista francês à presidência da república, pode tornar-se a primeira mulher presidente da França - país onde o direito ao voto/eleição de candidatas do sexo feminino entrou em vigor apenas após a Segunda Guerra Mundial, em abril de 1945. Para além da expectativa de uma candidatura feminina com chances reais de vitória, soma-se o fato de que essa é também a possibilidade para o Partido Socialista de voltar à cena política após a humilhante derrota de 2002.

Do outro lado do Atlântico, Hillary Clinton vive atualmente o que Ségolène Royal vivenciou meses atrás: a luta dentro de seu próprio partido (Partido Democrata) para ser indicada como candidata à presidência da República em 2008. Observe-se que nos Estados Unidos o voto/eleição das mulheres entrou em vigor após a Primeira Guerra Mundial, em junho de 1919. Entretanto, com um quadro político bem mais conservador do que o francês, a "maior democracia do mundo" se destaca pelo bipartidarismo do resultado de suas eleições nas quais sempre se alternam o Partido Republicano e o Partido Democrata. Sem que isso incomode os analistas especializados ou suscite alguma crise no cenário politico norte-americano, a dobradinha entre o Elefante e o Burro tem agora um elemento novo: a primeira candidatura de uma mulher à Casa Branca.

O tabu de uma candidatura feminina ao posto máximo da nação será finalmente quebrado na França e/ou nos Estados Unidos ? Ambos os países estão bastante atrasados em relação à questão de gênero na política. Contudo, deve ser destacado, o governo socialista de François Mitterrand inovou ao nomear pela primeira vez na história da nação uma mulher como primeira-ministra, mas o governo de Edith Cresson foi também o mais curto da V República: durou apenas 11 meses. Outros países, tanto no Ocidente quanto no Oriente, há muito romperam com a primazia masculina na política. Por exemplo: Indira Ganhdi (Partido do Congresso) exerceu o cargo de primeira-ministra da Índia de 1966 a 1977 e de 1980 a 1984; Golda Meir foi eleita em Israel entre 1969 e 1974; de 1979 a 1990 Margareth Tatcher (Partido Conservador) esteve à frente da Inglaterra; Benazir Bhutto (Partido Socialista) foi eleita primeira-ministra do Pakistão em 1988; em 2000, Tarja Halonen (Partido Social Democrático) foi eleita presidente da Finlandia; Angela Merkel (Partido Democrata Cristão) foi eleita chanceler da Alemanha em 2005; Michelle Bachelet (Partido Socialista) foi eleita presidente do Chile em 2006. Se as mulheres já demonstraram que liderança política não é monopólio do sexo masculino, mas questão de competência e oportunidade política, porque a pátria dos Direitos do Homem e a "maior democracia do mundo" ainda não elegeram mulheres para a presidência da República é um mistério.

Talvez esse quadro mude em breve. Quem apostou na derrota do Partido Socialista francês desde o primeiro turno não levou em consideração o trauma de 2002, quando o Front National, partido de extrema-direita, chegou ao segundo turno derrotando o Partido Socialista, nem o descontentamento dos franceses com dois mandatos presidenciais da direita. A vontade da alternância ideológica, explicitada no primeiro turno das eleições 2007, é a única resposta para o Partido Socialista ir para o segundo turno ? Para muitos analistas sim porque consideram que a candidata socialista é dúbia em suas opiniões, assina um programa de governo incoerente com a ideologia que representa e, sobretudo, pouco factível. Para outros, ao contrário, Ségolène Royal faz a diferença enquanto candidata porque é tão preparada quanto seus concorrentes, representa os ideais socialistas renovados pragmaticamente à luz da realidade contemporânea e mostrou coragem ao enfrentar dentro do PS correligionários como Laurent Fabius e Dominique Strauss-Khan, ambos candidatos à indicação partidária para as eleições presidenciais. E ganhou.

A despeito de ser a 6ª nação mais rica do planeta (PIB-nominal) e a 7ª economia mundial (PIB-PPC), a França possui uma taxa de desemprego superior a 8%, a menor taxa de crescimento da União Européia (2%) e uma dívida interna em torno de 66% do PIB. Ao contrário de Nicolas Sarkozy, seu oponente de campanha nesse segundo turno das eleições, Ségolène Royal insiste que para reduzir os números negativos de sua economia a França não necessita abdicar de sua essência: solidariedade nacional ao invés da competitividade social; manutenção das 35 horas semanais de trabalho, conquista do governo Mitterrand; implantação de um salário mínimo europeu; manutenção do direito ao reagrupamento familiar dos imigrantes; reforma do FMI, do Banco Mundial e do Banco Central Europeu; referendo sobre novo texto que substitua a derrotada proposta da Constituição Européia. Ela também condenou repetidas vezes a postura "chauvinista" e "nacionalista" de Sarkozy, reafirmou que a União Européia é essencial para a França e defendeu o internacionalismo e a solidariedade como valores típicos da esquerda. Nesse sentido, ela atacou frontalmente a proposta de Sarkozy sobre a criação de um "Ministério da Imigração e da Identidade Nacional", bem como sobre a "imigração seletiva" e a "discriminação positiva" dos imigrantes.

Única candidata a lançar a proposta de uma iniciativa européia para a organização de uma conferência em prol da paz e da segurança no Oriente Médio, Ségolène Royal condenou a invasão do Iraque e afirmou seu distanciamento em relação à política norte-americana nessa região. A repercussão dessa posição foi grande e inegavelmente lhe creditou uma atitude de independência e autoridade que os franceses consideram indispensáveis a qualquer presidente da República. E, ao mesmo tempo, relembrou a criticada viagem do então ministro do Interior Nicolas Sarkozy ao presidente Bush, em setembro de 2006.

Por muitas razões Ségolène Royal está mais próxima de seu objetivo do que sua colega Hillary Cliton. Royal exerceu mais cargos na alta administração do Estado; recebeu o voto popular em mais mandatos; é diplomada por uma das mais prestigiosas instituições francesas, a École Nationale d'Administration, na qual é formada a elite política-administrativa do país; tem uma forte imagem de mulher independente porque permanece solteira, mas construiu uma família, composta de quatro filhos, com o mesmo companheiro com quem vive há mais de trinta anos; construiu sua carreira política sem a sombra de uma figura masculina; é conhecida pela defesa de suas posições dentro e fora do PS. Hillary Clinton, ao contrário, investiu mais na carreira política do marido; foi vitima de um escândalo pessoal impensável na França mas típico do puritanismo norte-americano; teve uma discreta atuação em seu primeiro mandato como senadora e, atualmente, é criticada por sua mudança de posição sobre a guerra no Iraque - ela votou pela invasão em 2003.

No próximo dia 6 de maio a França escolherá seu novo presidente. Apesar das sondagens serem favoráveis à Nicolas Sarkozy a candidata socialista continua crescendo nas pesquisas, multiplicando aparições e debates públicos e com isso demonstrando sua tenacidade e recursos políticos. Pode tornar-se a primeira mulher eleita presidente da França. Se isso acontecer ela promete que valores esquecidos serão ressucitados e um novo élan será dado à política francesa. E talvez sua eleição possa significar um grão de areia para a campanha da senadora Cliton. Tanto na França quanto nos Estados Unidos a representação feminina na política nacional tem aumentado decididamente indicando que o eleitorado é atualmente menos preconceituoso devido justamente à crescente presença das mulheres na sociedade civil. Esse último dado sem dúvida contribuiu para uma maior articulação e pressão das mulheres na arena política. Por fim, deve ser considerado que as forças políticas dos dois países devem inovar para, a longo prazo, não desaparecerem do horizonte político. E as mulheres podem representar o indispensável passaporte para o futuro.

Mônica Leite Lessa é professora de História da Uerj