Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

01/09/2008

Abin x STF: a outra versão
Esta história da Abin grampear o STF me interessou... Acho que dá até para escrever um ficção policial sobre o assunto... Uma ficção que tem um sujeito oculto, pessoas hipócritas e não confiáveis (lágrimas de crocodilo) e um conluio ou uma conspiração... Deixa eu misturar os ingredientes para ver se dá liga !!!

Primeiro eu devo ter um cenário de corrupção completamente fora de controle. Para ter essa corrupção vou precisar de dinheiro e grandes interesses... Muito dinheiro e muitos interesses... Dinheiro é com banco e com banqueiros... Portanto, de repente, eu posso colocar um banqueiro fazendo uma armadilha, uma espécie de vingança contra uma Instituição Pública que interferiu em seus interesses...

Como diz na roça: "Tá ficanu interessanti... Conta mais !!!" Então... o banqueiro, acostumado a grampear coisas e a usar o serviço da Kroll, resolve armar pra cima dos arapongas. Para isso ele tem que contar com seu amigo do peito, amigo que o defende nas horas mais tenebrosas... Ele precisa contar com o Gilmal Mente (personagem fictício) que é Presidente do STF (Superior Tribunal das Falcatruas)... E a história se desenrola !!!

Certamente, tudo tem que ter aparência de normalidade, se não a história não cola e ninguém acredita. Por isso, vamos pegar um terceiro que dê idoneidade para a armação... Mas quem ??? Pode ser um Filósofo Grego... Filósofo Grego sempre dá credibilidade para História... Platão, Sócrates... Melhor, vou utilizar um político grego que era bom de retórica. Vamos inserir o Demóstenes na história... A mera presença do Grego Demóstenes dá uma presunção de veracidade quase absoluta a qualquer fato, por mais falacioso que seja a coisa...

Portanto, o sujeito oculto (banqueiro) contrata os espalha grampo (pode ser da Kroll ou algum araponga infeliz). O espalha grampo enche a sala do Presidente do Superior Tribunal de Falcatruas de escutas e outros aparelhinhos que se compra pela internet... O Gilmal só precisa, agora, chamar o Grego Demóstenes para uma conversa (a fonte da legitimidade para a História) e tudo ser gravado pelos grampeiros...

A conversa existiu, pois o Grego presunção quase absoluta pode confirmá-la... Logo, os grampos estavam lá... E quem mais mexe com grampo são os arapongas... E como a idéia é jogar a culpa neles, o círculo fechou !!! Quase um xeque-mate...

Certamente, falta o elemento final: tudo tem que ser publicado em uma revista de humor...E, como não podia deixar de ser, a melhor revista de humor do Brasil é... O que eu não sei é se a revista de humor participa da história desde o início, ajudando a construí-la, ou se ela só entra no final, disseminando a confusão...

As lágrimas de crocodilo, as viagens desmarcadas, as manifestações públicas de autoridades sentidas, etc, são meras encenações para criar instabilidade na República Macunaíma...

Enfim, a ficção e a realidade podem ser duas faces de uma só moeda: a verdade... Tudo seria uma piada se não tivesse tanta gente com rabo preso no meio do caminho, assim como tanta gente querendo elementos para disseminar a discórdia... Esta história fará o Brasil recuar quantos passos ??? Pelo visto, além de dar em círculos ainda vamos andar de ré...