Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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25/07/2008

Quando o mal contamina a consciência
Quando o mal contamina e assume o controle da consciência de um indivíduo ou da consciência coletiva de um grupo ou sociedade, pouca coisa pode ser feita para recuperá-la... A consciência é a essência do homem. E a contaminação da essência contamina todos os processos mentais, todas as sentenças da consciência. Se uma fonte está contaminada, tudo aquilo que brota dela vem contaminado.

Isto significa que os corruptores e os corruptos não vão combater a corrupção. Significa que os exploradores não vão combater a exploração. Significa que os opressores não vão combater a opressão. Todos estes tipos possuem uma consciência contaminada e dominada pelo mal que produzem e do qual se alimentam. Logo, a tendência lógica é que cada um deles trabalhará para que suas respectivas área se expandam e suas ações ilícitas, ilegais e ilegítimas sejam cada vez mais camufladas, dissimuladas e lucrativas.

Somente o arrependimento e a respectiva conversão do homem, para o lado oposto daquilo que ele fazia, é capaz de limpar e regenerar a consciência. Sem arrependimento e conversão, não há como limpar a consciência, não há como regenerá-la.

O arrependimento modifica a consciência, refaz ligações mentais, restaura processos mentais, regenera pensamentos. Logo, é um fenômeno que ocorre no mundo do espírito. A conversão transforma o arrependimento em ação, em prática, em comportamento, revelando-o para os homens. Onde não há arrependimento e conversão, não há salvação.

O mundo antes Noé possuía uma consciência coletiva contaminada pelo mal. Somente Noé e sua família escapavam dessa dominação. Sodoma e Gomorra também tinham uma consciência coletiva contaminada pelo mal. Inclusive, Ló procurou e não conseguiu encontrar nem uma dezena de consciências sadias no meio daquele povo. E, na atualidade, o exemplo mais marcante de uma sociedade com uma consciência coletiva dominada pelo mal foram os nazistas na Alemanha de Hitler. Todas essas sociedades foram destruídas e riscadas do mapa, pois a contaminação da consciência coletiva ocasiona, inevitavelmente, a extinção da sociedade e de seus integrantes....

Hoje, o mal está se disseminando e dominando as sociedades atuais. Mal que tem várias faces e muitos tentáculos, por exemplo, o consumismo patológico, a corrupção desenfreada, a exploração dos mais fracos, a escravidão dos mais pobres, a exclusão dos marginalizados, as violações de Direitos Humanos, a indiferença da maioria, anestesiada pela mídia e pela propaganda, diante de tudo isso...

Enfim, vivemos uma época de intensa e ampla banalização do mal, banalização da humanidade, banalização do homem. Uma época de consciências resignadas, indiferentes, corrompidas. Uma época onde as consciências estão sendo contaminadas e dominadas, cada vez em maior número, pelo lado sombrio da força. Caminhamos a passos largo para a destruição.

E quando um grande número de pessoas adotar o mal como costume diário, como coisa corriqueira, como coisa banal. Quando um grande número de pessoas achar normal e inevitável a corrupção, as violações de Direitos Humanos, a exploração dos mais fracos, a escravidão dos mais pobres. Época de gente indiferente ao próximo, de gente desumana.

Nesta hora estaremos diante de uma consciência coletiva dominada pelo mal e da inevitável eliminação coletiva dessas consciências, eliminação dessa sociedade corrompida. Somente depois dessa limpeza haverá um Novo Céu e uma Nova Terra...

24/06/2008

A estupidez do TRE do Rio de Janeiro
A decisão do TRE do Rio de Janeiro de paralisar um projeto social por causa das eleições só perde em estupidez para quem prolatou a sentença... O Tribunal deveria mandar cobrir a obra com um pano preto e impedir as pessoas de falarem sobre o assunto, ou seja, deveria sentenciar o esquecimento completo do assunto até passarem as eleições...

Não adianta falar. Não adianta reclamar. Contra os ardis dos grupos dominantes somente uma coisa funciona: a violência... Diz a palavra: "Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido". Isto não se aplica somente a quem aperta o gatilho, mas também a quem se alimenta da violência... Certas pessoas precisam ver o que significa viver em um ambiente de extrema violência, precisam sentir a violência na pele, tanto na própria pele, quanto na pele de suas famílias. Somente assim irão se preocupar com realidade social. Somente assim irão tratá-la com respeito e como um probelma que tem que ser resolvido rapidamente e não protelá-la indefinidamente.

Cada hora arrumam uma justificativa diferente para impedir a realização do projeto social. Cada hora inventam uma coisa nova para prejudicar os de baixo, pisoteá-los, oprimí-los e excluí-los... São tão sem noção da realidade que, por exemplo, não perceberam que somente puderam ir reclamar no morro da providência porque os militares ocupavam a comunidade. Se os militares não estivessem lá, nenhum deles teria botado a cara lá...

Deveriam sequestrar os desembargadore, juízes e demais políticos, que usam suas influências e poder para paralisar projeto social contra a violência, e entregá-los para os traficantes do morro da mineira... Isto lhês daria noção da realidade, noção das coisas e dos fatos. Assim, ele saberiam o que é viver na extrema violência e parariam de criar artíficos para prejudicar as comunidades pobres do Brasil...

Se eles querem perpetuar a violência, nada mais justo, que sejam sugados para dentro dela. Se querem e toleram a violência para os mais pobres e para os mais fracos, nada mais justo que recebam um pesado fardo de violência sobre seus ombros...

Inegavelmente, a violência no Rio de Janeiro somente será levada a sério e tratada com o devido cuidado quando as autoridades públicas, de todos os poderes, começarem a serem vítimas diretas da violência, começarem a ser atingidos, abatidos e mortos pelo mal que plantaram e que alimentam sem cessar. As vítimas da violência deveriam vingar seus filhos e parentes mortos no corpos das autoridades públicas negligentes e proteladoras... Talvez a única forma desta realidade desaparecer seja aplicar o "olho por olho" ou "vida por vida"...

Enfim, não querendo desanimar aqueles que estão nas torres de vigia... mas, nada do que dissermos será ouvido ou considerado... Se fôssemos ouvido, o apocalipse não teria sido profetizado. Contudo, a nossa meta é avisar o justo e assistir à destruição do ímpio... Vão colher o que plantaram. Certamente vão. Inclusive, estão condenando seus descendentes a pagarem pelo que fizeram....

Mas por que nós temos que avisar e mostrar o que será o futuro ? A resposta está no livre-arbítrio. Para decidir é preciso saber. É preciso ter informações do passado, do presente e do futuro... Eles foram avisados, logo, não poderão alegar desconhecimento ou ignorância. Agiram dolosamente e responderão por isto...

12/03/2008

Todas as terras da Amazônia pertencem aos índios. E agora começaram a expulsá-los de suas próprias terras... Não há dúvidas, todos os índios serem extintos e mortos e suas terras dominadas pelos brancos exploradores. Se olharem bem, verão sociedades secretas por trás disso... É só investigar que aparece...

PM expulsa índios de área de invasão em Manaus

Estadão Online -- 11/03/2008

No confronto, a PM recebeu "flechadas" e usou bombas de gás lacrimogêneo para conter invasores

André Alves - especial para O Estado de S.Paulo

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MANAUS -

Luiz Vasconcelos/ A crítica

A Polícia Militar do Amazonas usou a força, nesta terça-feira, 11, pela manhã, para expulsar um grupo de 200 sem-teto de uma faixa de terra privada, de 180 mil metros quadrados, situada na comunidade Lagoa Azul, quilômetro 11 da rodovia estadual AM-010, zona rural de Manaus. Entre os sem-teto havia 105 indígenas de sete etnias que ocupavam a área havia três meses.

Há duas semanas, na mesma região, a PM já tinha cumprido mandado de reintegração de posse expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Na ocasião, a ação se deu de forma pacífica, já que o número de invasores era bem menor. Ontem, porém, os indígenas foram previamente avisados pela própria Polícia Militar que a reintegração ocorreria.

Eles decidiram se armar com arco e flecha e enfrentaram um batalhão de 150 homens da PM, que estavam munidos com bombas de gás lacrimogêneo e ainda contavam com a ajuda de cães e cavalos da corporação.

A estratégia da PM de cercar os invasores acuou parte dos ocupantes da área. Houve correria e choro. Mães com crianças no colo gritavam em tom de desespero. Alguns indígenas chegaram a atirar flechas contra os homens da PM, mas, a essa altura, o aparato policial se mostrou muito superior à resistência dos indígenas.

Um trator foi utilizado para derrubar dezenas de barracos que tinham sido construídos na área. Ao fim da operação, que durou duas horas, 17 pessoas foram detidas, entre elas, quatro índios. Arcos, flechas, terçados e facas também foram apreendidos.

Segundo o comando da Polícia Militar do Amazonas, membros da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual e da Fundação Nacional do Índio (Funai) foram convidados para acompanhar a ação, mas na compareceram.

Excessos

O cacique Luiz Sateré, de 49 anos, que pertence à etnia seteré-mawé, prometeu denunciar o que chamou de "excessos da PM" à Câmara de Vereadores de Manaus, à Assembléia Legislativa do Estado e ao Congresso Nacional. Segundo ele, a PM agiu com truculência e não mostrou aos indígenas o mandado de reintegração de posse.

"Chutaram uma grávida como chutam uma bola", denunciou Luiz Sateré. "Deram coronhadas nos nossos guerreiros porque eles tentaram se defender", afirmou o cacique. De acordo com ele, a área apontada como de propriedade do engenheiro civil Mitishu Inoue já foi de posse dos indígenas, mas, conforme afirma, não há documentos que comprovem a afirmação.

O chefe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), major Wálter Cruz., um dos comandantes da operação, negou que a Polícia Militar tenha agido com truculência. "Fizemos tudo dentro da legalidade", sustentou ele.

"Há mais de dois meses estávamos avisando que a reintegração iria acontecer. Há duas semanas foi feita a primeira reintegração e eles (invasores) retornaram ao local usando pessoas que se diziam indígenas", disse o major.

Segundo ele, a PM precisou agir "com rigor" para cumprir a determinação. "Algumas pessoas tentaram nos enfrentar e usamos instrumentos não letais", comentou. Ele disse não acreditar que alguns dos invasores realmente sejam nativos. "Não posso afirmar que quem usa um cocar na cabeça e se pinta de índio seja realmente indígena".

Texto atualizado às 20h40 para acréscimo de informações

22/02/2008

As prisões
Luis Fávio Gomes - Alice Bianchini - O Direito Penal na Era da Globalização
Sabe-se, entretanto, que nas verdade nela se concentra apenas uma estreita parcela de todas as ilegalidades que o homem 'moderno' pratica. É bem provável que em nenhuma outra época houve tanta corrupção como na era da 'economia globalizada'.

A globalização, aliás, encontra na corrupção um dos seus sinônimos mais expressivos. De qualquer modo, não é essa a ilegalidade que vai causar o encarceramento do criminoso. A prisão, assim, como afirmam os doutrinadores desenha, isola e sublima uma forma de ilegalidade que parece resumir simbolicamente todas as outras, mas que permite deixar na sombra as que se quer ou se deve tolerar.

Em outras palavras, ela "permite diferenciar, arrumar e controlar as ilegalidades" (Foucault). Para as ilegalidades dos de baixo, prisão; para as ilegalidades dos que mandam, compaixão; Fuga para o estrangeiro, prescrição.

Nosso velho discurso professoral de que a prisão é um fracasso na redução dos crimes deveria então ser substituído "pela hipótese de que a prisão conseguiu muito bem produzir (ou reproduzir) a delinqüência."

Aliás, ela, juntamente com todas as demais células do continuum carcerário (Febem, Casas de correção e tantas outras que formam o arquipélago carcerário), é a que melhor reproduz a delinqüência: os altos índices de reincidência facilmente atestam isso.

O grande sucesso da prisão reside exatamente nisto: ela retrata um tipo de 'delinqüência' e assim a isola e dissocia de todas as demais ilegalidades. Quem visita os cárceres do nosso país tem a nítida sensação de que somente os pobres delinqüem.

Concentrando nossa atenção, exclusivamente, nessas ilegalidades que resultam em prisão, os comunicadores sociais - gente da mídia -, a polícia e a justiça (promotores e juízes) integram a funcional engrenagem do exercício sábio do poder. Como não existe uma justiça penal que cuida de todas as ilegalidades, deve-se ver nessa justiça um instrumento para o controle diferencial das ilegalidades.

Os juízes (e os promotores), portanto, se não exercem seu miste com sentido agudamente crítico, acabam transformando-se em meros empregados desse torpe mecanismo de seleção das ilegalidades e de reprodução de uma espécie de delinqüência que é muito útil para determinados e privilegiados segmentos sociais.

A prisão, então, devemos concluir, é deveras um grande sucesso. Mesmo depois de dois séculos de contundentes críticas, ela continua vigorosa (só na última década cresceu no Brasil em mais de 100%). O legislador, em todo momento, cuidando da criminalização primária, dela faz uso (e abuso) contínuo.

Políticos e comunicadores sociais nefastos e inescrupulosos, que banalizam diuturnamente a violência, na medida em que já não necessitam vangloriar a pena de morte, que, em razão da AIDS, é automaticamente a sanção acessória da pena de prisão, louvam-na, particularmente em tempos eleitorais, com a estelionatária tese de sua perpetuidade (prisão perpétua).

Desapareceu ao longo da história o corpo marcado, recortado, queimado, aniquilado; o que veio em seguida foi o corpo e o tempo controlados; agora o que se pretende é a eternização do espetáculo de fabricação de um tipo específico de delinqüência (e de delinqüentes).

Se há um desafio político global em torno da prisão, afirma Foucault, este não é saber se ela será ou não corretiva; se os juízes, os psiquiatras ou os sociólogos exercerão nela mais poder que os administradores e guardas; na verdade ele está na seguinte alternativa: prisão ou algo diferente da prisão.

É hora de radicalizar
Eu estava pensando em parar as disciplinas que faria na Universidade neste semestre e ir desenvolver a minha pesquisa no Paraná. Mas decidi que não vou fazer isto. Vou radicalizar as minhas ações e passar caminhar para a violência aberta.

Por exemplo, noite após noite, um elemento tem jogado fumaça de entorpecente dentro do meu quarto. Já reclamei para a USP e a Universidade não fez nada. Logo, eu terei que dar um jeito no elemento... Vou pegá-lo em flagrante e levá-lo para a polícia... A legítima defesa está na lei. Para defender a própria vida, você pode, inclusive, matar o inimigo que está te atacando.

Já percebi que os indivíduos que estão me atacando mais abertamente, inclusive este que joga entorpecente no meu quarto, assim como aqueles que estão sabotando os trabalhos e projetos possuem uma raiz comum. São tucanos. São do PSDB. Inclusive um deles tem ligação direta com o FHC. Mero acaso ? Coincidência ?

Acaso e coincidência são explicações para tolos e idiotas. É lógico que os tucanos estão por trás disso. É lógico que a polícia dos tucanos está envolvida nisso. A USP está nas mãos dos tucanos. Professores tucanos estão por todas as partes fazendo tudo para prejudicar as pessoas que tem ligações com outros partidos ou que defendem outras idéias. É uma politização velada das instituições públicas. Lembra da Carta do Pinotti para a Reitora que eu publiquei, pois é, aquilo mostra a ligação íntima da máfia...

A minha idéia era ir para o sul e começar o levante lá. O sul tem tradição em levante, principalmente para derrubar política do café com leite. Talvez seja necessário um segundo levante para pôr fim à segunda instituição do café com leite. Lá tem gente disposta a partir pra cima. E, a partir de lá, posso começar a arregimentar as favelas e as periferias de todas as demais regiões. Porém, tudo tem que ser escrito e detalhado antecipadamente. Teremos que ter uma cartilha, um mal de instrução da revolução. Isto tirará a importância dos líderes e qualquer um que tenha a cartilha, sabendo os objetivos, poderá agir.

Porém, vou até minha casa deixar uma lista de nomes para, caso caia uma raio na minha cabeça, eles saberem por onde começar a sangria... Certamente, vou precisar de ferramentas extras. para me defender... Enfim, caminhamos, inegavelmente, numa linha de radicalismo.

O que será que estes elementos pensam ? Sabotando a ONG que eu estava construindo e os projetos sociais que eu estava desenvolvendo, vocês ganharão, inevitavelmente, um grupo extremista radical. Não só vou construí-lo como posso ligá-lo a grupos extremistas internacionais. Eu sei onde estão os contatos e sei como negociar com eles, não só com eles, mas com todas as redes do submundo que tem por aí...

Se vocês estão achando que eu desisto de minhas idéias ou me dobro a suas sabotagens, pode retirar o cavalinho da chuva. As mudanças serão feitas, se não podem ser pacíficas, serão violentas... Se terá que morrer uma centenas ou milhares de pessoas para que as mudanças sejam produzidas, isto será feito. Se a porta não se abre, nós vamos explodi-la...

Agora, prestem bem atenção, prestem muita atenção, as ações não serão dirigidas contra civis ou contra pessoas sem muita importância para o sistema... As ações serão direcionadas contra os operadores do sistema. São eles que impedem as mudanças, dominam, oprimem e exploram. São eles que sabotam os projetos e paralisam as ações sociais. São eles que nós queremos. E podemos pegá-los facilmente...

Propaganda pelo fato... Estes eram os métodos dos anarquistas russos. E isto dá muito resultado, principalmente, para atrair as pessoas para a luta...

E não se enganem... Eu sou a ala boa da coisa, pois tenho um acurado senso de ordem, democracia, justiça e de obediência ao Direito Natural. Conheço gente que também está na luta e que não pensa desta forma, inclusive fala em queimar os operadores do sistema com um maçarico... Gente que não hesitaria nenhum pouco em colocar carros-bomba nas áreas públicas freqüentadas por civis da classe dominante... O ódio contra a elite é muito grande e cresce dia após dia.

19/02/2008

A USP e a estrutura de dominação do sistema
Este é o post de número 666. Vou dedicá-lo à USP.
Eu sempre disse que a USP é um centro de formação da classe dominante. É uma Universidade pública que foi feita para servir à elite e aos grupos dominantes. Ela não foi feita para as classes baixas e nem para a coletividade ou para a maioria da população. E isto pode ser visto em várias ações dessa Universidade.

É uma Universidade que fixa, alimenta e reproduz o pensamento dos grupos dominantes. Passando as normas e regras de dominação de geração para geração.

A função da USP, dentro da estrutura de dominação, é manter intacto o pensamento hegemônico e dissimulá-lo, o máximo possível, nas informações e nos conhecimentos ensinados, nos projetos e pesquisas que realiza. Não só isto, como já dissemos, a USP, assim como outras Universidades Públicas, mas mais a USP, por ser hegemônica, forma a elite que opera o sistema de dominação. Autoridades públicas importantes e grandes capitalistas estudaram na USP, seja na graduação ou pós-graduação, ou são influenciados por professores da USP.

Se tanta gente importante do sistema passaram pela USP ou são influenciados por professores da USP, por que as coisas não mudam ? Não mudam porque a USP não foi feita para promover mudanças na sociedade. Foi feita para manter o status quo, a dominação de uma minoria rica sobre a maioria.

Por que você acha que existem poucos estudantes da escola pública na USP ? Por que os pobres são minorias aqui ? Por que os negros, que são a maioria da população, são minoria na USP ? Por que a definição de mérito, usada pela USP, é uma coisa que só os ricos tem ? Porque a USP é um centro de formação da elite, dos grupos dominantes. Porque a USP foi feita para reproduzir e perpetuar a dominação da minoria branca rica sobre a maioria de negros e pobres.

Olhem para as cotas... A USP não aceita o sistema de cotas. Diz que ela viola o mérito que só os ricos tem. Olhem para o sistema de pós-graduação da USP, a maioria dos pós-graduandos pertencem aos grupos dominantes. Os concursos para professor da USP são a mesma coisa. Para manter o sistema de dominação é preciso que os professores e a maioria dos alunos pertençam aos grupos dominantes, caso contrário a coisa não funciona.

E eles são tão diabólicos que mantém esta estrutura de dominação rodando bem na frente da cara de todo mundo. E pior, ainda mandam a conta para a maioria da população, os negros e pobres, pagarem. Em outras palavras, a USP é um centro de formação da elite. Os herdeiros dos grupos dominantes, da dominação, da opressão, da exclusão e da exploração, estão todos estudando aqui. E quem está pagando os estudos deles: os dominados, os oprimidos, os excluídos e os explorados.

Mas e os indivíduos das classes baixas que entram na USP ? O que eles fazem ? Quando entram, é em curso pouco concorrido ou de baixo poder de decisão dentro do sistema de dominação.

Se entram em cursos da elite, são transformados em operadores do sistema de dominação. Viram advogados do sistema, políticos do sistema, administradores de grandes empresas e bancos, etc. Esquecendo, completamente, o lugar de onde saíram ou de onde vieram. Pior do que isto, nada fazem para que o sistema de dominação seja quebrado, para que as portas da Universidade sejam abertas para todos, para a coletividade, para a maioria da população.

Enfim, de uma forma geral, o estudante da classes baixas acabam sendo assimilados ou cooptados, dentro da USP, pelos sistema de dominação. Além disso, podem ser doutrinados e formatados para aceitarem a opressão e a exploração do sistema, para ficarem passivos e resignados diante do mal e das injustiças. Falam em não-violência, em social-democracia, paz, etc, não percebendo que tudo isto é truque do sistema para evitar a revolução.

E isto não mudará... enquanto existir o sistema de dominação e uma minoria de grupos dominantes, a USP continuará sendo o que é e fazendo o que faz. Ela integra uma estrutura maior de dominação.

Uma estrutura que está ligada com a política, mais especificamente, com a democracia representativa. A democracia representativa é a democracia dos grupos dominantes. É a democracia de uma minoria dominando a grande maioria.

Está ligada com a estrutura de dominação do judiciário e da administração pública. Olhe para os concursos públicos, não são parecidos com os méritos da USP ? Nestes concursos, a maioria da população, principalmente os pobres e negros, estão completamente excluídos. Primeiro, porque exigem diplomas. Segundo, porque as provas são mais difíceis que o vestibular e só passa quem paga cursos caríssimos...

O que mudará esta realidade ? Uma revolução... Todo o sistema tem que ser quebrado. Toda a estrutura tem que ser modificada.
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Teorias sobre a educação escolar e a desigualdade
Bernstein: Códigos de linguagem
Anthony Giddens -- Sociologia --artmed -- 2005 -- p.412-414
Existem várias perspectivas teóricas sobre a natureza da educação moderna e suas implicações para a desigualdade. Uma dessas abordagens é a que enfatiza as habilidades linguísticas.

Na década de 1970, Basil Bernstein defendeu a tese de que crianças de origens diversas desenvolvem códigos diferentes, ou tipos de fala, na fase inicial da vida, as quais afetam suas experiências posteriores na escola. Seu interesse não está nas diferenças de vocabulário ou de habilidades verbais, como normalmente se sugere, mas nas diferenças sistemáticas no emprego da linguagem, especialmente no contraste entre as crianças mais pobres e as mais ricas.

O modo de falar das crianças pertencentes à classe trabalhadora, afirma Bernstein, representa um código restrito - uma forma de utilizar a linguagem que contém muitas suposições não-declaradas que os falantes esperam que os outros reconheçam. Um código restrito é uma espécie de discurso vinculado ao seu próprio cenário cultural.

Muitos indivíduos da classe trabalhadora vivem em uma cultura muito voltada à família ou ao bairro, na qual se parte do pressuposto de que todos conhecem os valores e as normas sem expressá-los através da linguagem. Os pais tendem a socializar seus filhos empregando diretamente recompensas ou repreensões para corrigir seu comportamento.

Em um código restrito, a linguagem adapta melhor à comunicação de experiências práticas do que à discussão de idéias, processos ou relações mais abstratas. Assim, o discurso do código restrito é típico de crianças que crescem em famílias de classe baixa e dos grupos sociais com os quais elas convivem. O discurso é orientado para as normas do grupo, sem que ninguém consiga explicar facilmente o motivo de estar seguindo os padrões de comportamento que segue.

Bernstein acredita que o desenvolvimento da linguagem das crianças da classe média, em contraste, envolve a aquisição de um código elaborado - um estilo de discurso em que os significados das palavras podem ser individualizados para satisfazer às demandas de situações específicas. Os modos pelos quais as crianças da classe média aprendem a utilizar a linguagem são menos vinculados a contextos particulares; as crianças conseguem fazer generalizações e expressar idéias abstratas com maior facilidade.

Dessa forma, quando mães de classe média controlam seus filhos, elas freqüentemente explicam os motivos e os princípios que estão por trás de suas reações ao comportamento da criança. Enquanto uma mãe da classe trabalhadora pode repreender seu filho por querer comer muitos doces dizendo simplesmente "Chega de doces !", é mais provável que uma mãe da classe média explique que exagerar nos doces faz mal à saúde e estraga os dentes.

Crianças que adquiriram códigos elaborados de fala, sugere Bernstein, têm mais condições de lidar com as exigências da educação acadêmica formal do que aquelas que se limitaram a códigos restritos. Isso não significa que o tipo de discurso das crianças da classe trabalhadora seja "inferior", ou que seus códigos de linguagem sejam "pobres", mas, sim, que o seu modo de falar não combina com a cultura acadêmica da escola. Aqueles que dominam códigos elaborados se adaptam com muito mais facilidade ao ambiente escolar.

Há evidências que fortalecem a teoria de Bernstein, mesmo que sua validade ainda seja discutida. Joan Tough (1976) estudou a linguagem das crianças da classe trabalhadora e da classe média, encontrando diferenças sistemáticas. Ela confirma a tese de Bernstein de que as crianças da classe trabalhadora geralmente têm menos oportunidades de ouvir respostas para suas perguntas ou explicações sobre o raciocínio dos outros. À mesma conclusão chegaram Barbara Tizard e Martin Hughes (1984) em uma pesquisa posterior.

As idéias de Bernstein nos auxiliam a entender por que pessoas que provém de determinados meios sócio-econômicos tendem a ter um desempenho abaixo do seu potencial na escola. São estes os traços associados ao discurso do código restrito que inibem as chances de uma criança em termos educacionais;

-- A criança provavelmente recebe respostas limitadas às perguntas que faz em casa; logo, é provável que ela fique menos bem-informada e menos curiosa em relação ao mundo em um sentido mais amplo do que aquelas que dominam códigos elaborados.

-- A criança encontrará dificuldades para responder à linguagem impassível e abstrata empregada no ensino, bem como aos apelos em relação aos princípios gerais da disciplina escolar.

-- É provável que muito do que o professor disser seja incompreensível para a criança, pois ele empregará a linguagem de uma forma com a qual a criança não está acostumada. Para lidar com esse problema,a criança não está acostumada. Para lidar com esse problema, a criança talvez tente traduzir a linguagem do professor para algo que lhe seja familiar - mas, nesse caso, é possível que ela deixe de compreender justamente os princípios que o professor pretende transmitir.

-- Embora decorar ou repetir não sejam atividades muito difíceis para a criança, ela pode encontrar grandes dificuldades para entender distinções conceituais que envolvem generalizações e abstração.
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Illich: o currículo oculto
Um dos autores mais controversos da teoria educacional é Ivan Illich. É reconhecido por suas críticas ao desenvolvimento econômico moderno, que ele descreve como um processo por meio do qual as pessoas, que anteriormente eram auto-suficientes, são privadas de suas habilidades tradicionais e obrigadas a dependerem de médicos que tratem de sua saúde, professores que as ensinem, televisão que as divirta e patrões que garantam sua subsistência.

Illich argumenta que a própria noção da obrigatoriedade da educação escolar - hoje aceita no mundo inteiro - deveria ser questionada (1973).

O autor enfatiza o elo existente entre o desenvolvimento da educação e as exigências da economia por disciplina e hierarquia. Illich afirma que as escolas evoluíram para lidar com quatro tarefas básicas: o cuidado custodial, a distribuição dos indivíduos em papéis ocupacionais, o aprendizado de valores dominantes e a aquisição de habilidades e conhecimento que sejam socialmente aprovados.

Quanto ao primeiro item, a escola tornou-se uma organização custodial, pois a freqüência nas aulas é obrigatória, e as crianças são mantidas longe das ruas desde a infância até o ingresso no mercado de trabalho.

Muito do que se aprende na escola não tem nada a ver com o conteúdo formal das aulas. As escolas tendem a inculcar o que Illich (1973) definiu como consumo passivo - uma aceitação irrefletida da ordem social existente - por meio da natureza da disciplina e da arregimentação que envolvem. Essas ligações não são ensinadas conscientemente, estando implícitas nos procedimentos e na organização escolares. O currículo oculto ensina à criança que seu papel na vida é conhecer o seu lugar e ficar sentada quietinha nele.

Illich defende uma sociedade sem escolas. A obrigatoriedade da educação escolar é uma invenção relativamente recente, salienta ele; não há por que aceitá-la como se fosse algo de certa forma inevitável. Já que as escolas não promovem a igualdade ou o desenvolvimento de habilidades criativas individuais, por que não abolirmos o seu formato atual ?

Com isso, Illich não quer dizer que todas as formas de organização educacional devam ser extintas. Todo aquele que quiser aprender deve ter acesso aos recursos disponíveis - em qualquer momento da vida, não apenas na infância ou na adolescência. Um sistema assim possibilitaria a ampla difusão e divisão do conhecimento, que não ficaria limitado aos especialistas.

Os estudantes não deveriam ter de se submeter a um currículo-padrão, devendo ter possibilidade de escolha em relação ao que estudam.

O que tudo isso significa em termos práticos não está totalmente claro. No lugar das escolas, entretanto, Illich sugere que haja diversos tipos de estrutura educacional. Recursos materiais para o aprendizado formal seriam guardados em bibliotecas, locadoras, laboratórios e bancos de armazenamento de informações, disponíveis a qualquer estudante.

Seriam instaladas "redes de comunicações" que ofereceriam dados a respeito das habilidades de vários indivíduos e de sua disposição para ensinar outras pessoas ou se envolver em atividades de aprendizado mútuo. Os estudantes receberiam vales que lhes possibilitariam utilizar os serviços educacionais quando e como eles desejassem.

Será que essas propostas são completamente utópicas ? Muitos diriam que sim. Mas caso, no futuro, haja uma redução ou uma reestruturação substancial do trabalho remunerado, como aparentemente é possível, essas idéias parecerão menos irrealistas. Se o emprego assalariado adquirisse um papel menos central na vida social, as pessoas poderiam se envolver em uma variedade maior de atividades.

Diante desse quadro, algumas das idéias de Illich fazem bastante sentido. A educação não seria apenas um primeiro treinamento, limitado a instituições especiais, mas ficaria à disposição de quem quisesse aproveitá-la.

As idéias de Illich, divulgadas na década de 1970, entraram novamente na moda nos anos de 1990 com o avanço das novas tecnologias das comunicações. Como vimos, algumas pessoas acreditam que os computadores e a internet possam revolucionar a educação e reduzir as desigualdades.

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Bourdieu: educação e reprodução cultural
A maneira mais esclarecedora de associarmos alguns dos temas dessas perspectivas teóricas talvez seja por meio do conceito de reprodução cultural (Bourdieu, 1986, 1988; Bourdieu e Passeron, 1977).

A reprodução cultural refere-se às formas pelas quais as escolas, juntamente com outras instituições sociais, ajudam a perpetuar desigualdades econômicas e sociais ao longo de gerações.

O conceito direciona nossa atenção aos meios pelos quais as escolas, através do currículo oculto, influenciam o aprendizado de valores, atitudes e hábitos. As escolas reforçam as variações nos valores culturais e nas visões selecionadas nos primeiros anos da vida; quando as crianças deixam a escola, essas variações têm o efeito de limitar as oportunidades de algumas crianças ao mesmo tempo que facilitam as de outras.

Não há dúvidas de que os modos de emprego da linguagem identificados por Bernstein estão relacionados a essas óbvias diferenças culturais, que subjazem às variações de interesses e de gostos.

Crianças provenientes da classe baixa, e muitas vezes de grupos minoritários, desenvolvem formas de conversar e de agir que estão em desarmonia com aquelas que imperam na escola. As escolas impõem regras de disciplina aos alunos, a autoridade dos professores volta-se para o aprendizado acadêmico.

As crianças da classe trabalhadora sofrem um baque cultural bem maior ao entrarem na escola do que aquelas que vêm de lares mais privilegiados - na realidade, as primeiras têm a impressão de estarem em um ambiente cultural estrangeiro. Não apenas é menos provável que elas encontrem motivação em alcançar um alto nível de desempenho acadêmico, mas também sua maneira habitual de falar e de agir, como defende Bernstein, não combina com a dos professores, mesmo que cada um faça o melhor para se comunicar.

As crianças passam bastante tempo na escola. Como enfatiza Illich, elas aprendem muito mais lá do que é oficialmente ensinado nas aulas. Bem cedo, as crianças têm uma amostra do que vai ser o mundo do trabalho, aprendendo que deverão ser pontuais e diligentes nas tarefas determinadas por aqueles que estã em posição de autoridade (Webb e Westergaard, 1991).

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Willis: uma análise da reprodução cultural
Uma célebre discussão a respeito da reprodução cultural aparece no relatório do estudo de trabalho de campo executado por Paul Willis em uma escola de Birmingham (1977). Mesmo tendo sido realizado há mais de duas décadas, esse estudo continua sendo um clássico da investigação sociológica.

Willis propôs a seguinte questão para investigação: como ocorre a reprodução cultural - ou como ele a colocou, "como os filhos da classe trabalhadora arranjam empregos na classe trabalhadora."

Normalmente se imagina que, durante o processo da educação escolar, crianças que provenham de meios de classe baixa ou de minorias simplesmente acabem percebendo que "não são inteligentes o bastante" para esperar conseguir empregos que garantam um status elevado e altos salários no futuro.

Em outras palavras, a experiência do fracasso acadêmico as ensina a reconhecer suas limitações intelectuais; aceitando sua "inferioridade", elas partem para ocupações com perspectivas de carreira limitadas.

Como enfatiza Willis, essa interpretação não está absolutamente de acordo com a realidade da vida e das experiências das pessoas. A "sabedoria das ruas" dos indivíduos que vêm de bairros pobres pode ter pouca ou nenhuma relevância para o sucesso acadêmico, porém envolve um conjunto de habilidades tão sutil, engenhoso e complexo quanto qualquer outra prática intelectual ensinada na escola.

Poucas crianças, se é que alguma, saem da escola pensando "sou tão burra que mereço passar o dia empilhando caixas em uma fábrica." Se as crianças de origem menos privilegiada aceitam trabalhos braçais, e não se sentem fracassadas pelo resto da vida, é porque deve haver outros fatores envolvidos na questão.

Willis concentrou-se em um grupo específico de garotos na escola, passando bastante tempo com eles. Os membros dessa turma, que se autodenominavam "os caras", eram brancos; a escola também tinha muitas crianças de famílias das Índias Ocidentais e da Ásia. Willis descobriu que esses rapazes tinham uma compreensão crítica e perspicaz do sistema de autoridade da escola - mas a utilizavam para combater esse sistema, e não para trabalhar a seu favor.

Eles viam na escola um ambiente hostil, mas que poderia ser manipulado para seus próprios objetivos. Tiravam prazer dos conflitos constantes - que, na maioria das vezes, eles mantinham em função de pequenas rixas - com os professores. Tornavam-se peritos em enxergar os pontos fracos das reclamações dos professores por autoridade, assim como os seus pontos vulneráveis enquanto indivíduos.

Na sala de aula, por exemplo, as crianças deveriam ficar sentadas e quietas e dar continuidade aos seus trabalhos. Mas "os caras" passavam o tempo todo se mexendo, exceto nos momentos em que o olhar fixo do professor pudesse imobilizá-los por um instante; ficavam fofocando dissimuladamente, ou faziam comentários em voz alta que beiravam à insubordinação, mas que poderiam ser explicados caso fossem contestados.

"Os caras" reconheciam que o trabalho seria parecido com a escola, mas não viam a hora de começarem a trabalhar. Não esperavam obter uma satisfação direta com o ambiente de trabalho, mas aguardavam com impaciência o momento de receberem um salário. Longe de considerarem as funções que exerciam - em trabalhos de borracharia, colocação de carpetes, encanamentos, pintura e decoração - atividades inferiores, eles demonstravam a mesma atitude de superioridade diante do trabalho que tinham em relação à escola. Gostavam do status de adulto que o trabalho proporcionava, mas não estavam interessados em "construir uma carreira".

Como salienta Willis, o trabalho em ambientes de produção, muitas vezes, envolve aspectos culturais bem semelhantes àqueles criados por esses rapazes em sua cultura de oposição à escola - brincadeiras, raciocínio rápido e habilidade para subverter as exigências das figuras de autoridade quando necessário. Só depois de muito tempo é que eles podem acabar percebendo que estão presos em um trabalho árduo, que não traz recompensas. Quando possuem uma família, é possível que olhem para o passado e percebam - sem esperanças - que a educação teria sido sua única saída. Entretanto, se tentam passar essa visão para seus próprios filhos, estes provavelmente não terão mais sucesso na vida do que seus pais o tiveram.

17/02/2008

Quem cria o totalitarismo ?
O totalitarismo é o resultado de uma série de eventos sociais. Porém, todos estes eventos estão ligados com a dominação, opressão, exclusão e exploração. Por isso, eu considero que o totalitarismo é exacerbação de tudo isto. Se a dominação antes estava na escala dez, no ambiente totalitário chega na escala 1000. A dominação se torna dominação completa. A opressão se torna opressão total. A exclusão é exclusão mesmo (pega o indivíduo queima em um forno, etc). E a exploração é a exploração máxima.

Tudo isto é gestado e criado de gota em gota, de ato em ato, desemprego em desemprego, dia após dia. Ninguém olha para as conseqüências da pobreza, da miséria, das violações de direito, das injustiças. São apenas, dizem todos, borboletas batendo suas asinhas, qual é o dano que uma pequena borboleta pode causar ? Um físico responderia: uma borboleta que bate as asas no Japão, pode causar um furacão no Caribe.

Eu pegaria isto e diria, pequenas borboletas de dominação, opressão, exclusão e exploração batendo suas asinhas hoje, pode gerar o totalitarismo nas décadas futuras. O efeito em cadeia é dado e transmitido pelo ódio social. Um ódio que contamina a sociedade, passando de pessoa para pessoa. Este ódio acumulado na cadeia ao longo do tempo explode em um sistema totalitário. O ódio social é a energia do totalitarismo.

Isto é teoria de sistema. É Teoria do Caos. Inegavelmente, o totalitarismo tem relação com o caos. Ele pretende destruir um mundo e construir outro sobre as cinzas. Um novo mundo no qual a sociedade é parecida com uma sociedade de formiga. E os homens são homens-formiga. Cada um faz exatamente o que tem de fazer, sem mudar as regras, sem criatividade, sem individualidade. Todas formigas arianas.

O ódio social está dentro da consciência totalitária. Ele pode ser fixado na consciência totalitária como um dogma, por exemplo, o anti-semitismo, anti-capitalismo, comunismo, etc. Inclusive o vazio de pensamento fixa o dogma com muito mais facilidade quando ele está diretamente ligado com uma emoção, com o ódio por alguém ou por alguma coisa. A mídia e propaganda, contando histórias mentirosas, podem potencializar infinitamente este ódio.

Uma dominação hoje, duas amanhã, dez no ano que vem e, de repente, dominação total... O mal vai entrando aos poucos, se tornando corriqueiro e comum e cada vez mais superficial em nosso pensamento. De tanto ver o mal, de tanto vê-lo todos os dias, chega uma hora que estamos completamente anestesiados. Olhamos para o mal, mas não o vemos. Praticamos o mal e não percebemos. Não refletimos sobre aquela ação, as conseqüências daquela ação. Nesta hora podemos falar em banalidade do mal. O mal se tornou banal em nossas vidas...

Não necessariamente esta dominação é feita por antigos dominadores, opressores e exploradores. Os antigos podem ser suplantados pelos dominados, oprimidos e explorados. Logo, a dominação total é feita por estes últimos e os antigos são perseguidos, capturados e exterminados.

Assim, uma das razões da exacerbação, seria o fato da ação dos líderes totalitários ser, não apenas a materialização dos dogmas que pregavam, mas sobretudo, uma vingança do ódio social acumulado. Vingança contra aqueles que são objeto desse ódio...

De acordo com Nerone, na obra "Hannah Arendt e o declínio da esfera pública":

"O totalitarismo, ponto de partida para o pensamento de Hannah Arendt em busca do sentido da política, é por ela conceituado como um fenômeno distinto das tiranias antigas e das ditaduras, posto que almeja impor o domínio total sobre a sociedade e cuja ideologia pretende, numa segunda etapa, açambarcar toda a população mundial.

Mediante a hipertrofia da política, "na qual toda a vida humana foi politizada por completo", e a destruição da esfera pública mediante o fim da liberdade, o governo totalitário objetiva controlar todas as dimensões da vida das pessoas através do terror. Para tanto, os movimentos totalitários tentaram abolir a separação entre as esferas públicas e privadas, e eliminar a própria essência da política: a liberdade.


Para Arendt, o totalitarismo, nas suas formas stalinistas e nazistas, foi conseqüência da conjugação dos seguintes fatores: por um lado, o surgimento da sociedade de massas, a dissolução de classes sociais e a atomização dos indivíduos sob a Revolução Industrial; por outro, a crise socioeconômica e do sistema partidário decorrente da Primeira Grande Guerra. (...) (p. 87)

Essas massas, desesperançadas pelo advento das altas taxas de infração e desemprego que se seguiram ao fim da Primeira Guerra, tenderam para o nacionalismo especialmente violento e foram arregimentadas e organizadas pelos movimentos totalitários, que delas exigem lealdade total e irrestrita, base psicológica do domínio total e subjugação internalizada.

O movimento totalitário aproveitou-se do ódio popular com relação aos partidos políticos para destruir esse sistema de representação. No entender de Hannah Arendt, tais episódios comprovariam que as liberdades democráticas necessitam de alguma forma de organização institucionalizada ou de hierarquia social e política para que possam funcionar adequadamente, afirmação que se coaduna com sua concepção de que a política é fruto da ação coletiva e que exige um espaço organizado para que a liberdade possa ser exercida, a esfera pública.

A atomização dos indivíduos sob o sistema produtivo industrial, acirrado pelo individualismo politicamente apático da sociedade de consumo, esta pautada pela concorrência interpessoal, teria reduzido a conexão dos indivíduos com seus semelhantes e eliminado a solidariedade comunitária. O individualismo da ideologia liberal, para quem a mera soma dos interesses individuais constitui o milagre do bem comum, incitava uma indiferença, e até mesmo uma hostilidade com relação à participação nas atividades da esfera pública, considerada como perda de tempo e energia; sob o totalitarismo, nada foi tão fácil de destruir quanto a privacidade e a moralidade pessoal de homens que só pensavam em salvaguardar suas vidas privadas. (p.88)

O domínio totalitário teria se instaurado mediante três etapas: a destruição dos direitos civis (a morte da sua pessoa jurídica), a destruição da pessoa moral do homem (corrupção da solidariedade) e por fim a destruição da individualidade (singulariedade e espontaneidade humana). O isolamento dos indivíduos atomizados teria sido a base para o domínio totalitário, concebido exclusivamente como força, que objetivou a abolição da liberdade e até mesmo a eliminação de toda espontaneidade humana em todos os aspectos da vida.

Para Hannah Arendt, a destruição do mundo comum e o isolamento dos indivíduos no âmbito de uma esfera privada controlada são as precondições para a instalação do governo totalitário, pois anulariam a capacidade de iniciativa de novas ações políticas. (p.89)"

Enfim, vou refletir mais sobre tudo isto...

O que nós temos para o totalitarismo
Temos um ambiente propício. Temos uma massa atomizada ou semi-atomizada. Uma maioria supérflua e descartável. Uma minoria dominante arrogante, estúpida e odiável, ideal para campo de concentração. Temos um conjunto de dogmas enraizados. Temos um discurso montado. Temos um sistema político falido. Temos um modelo de SS (Bope). Temos uma mídia dominante construída e pronta para ser assumida pelo Estado. Temos a incompetência dos sociais-democratas, ou algo parecido, na solução dos graves problemas sociais (Isto sempre vem antes da ação totalitária. Hindenburg na Alemanha. Kerensky na URSS).

Os dogmas ? Podem vir da escravidão e de suas conseqüências... O discurso ? Pode ser elaborado nas idéias de coletivização, confisco das riquezas da minoria dominante que roubou a maioria oprimida por centenas de anos, etc...

O que está faltando ? Movimentar a massa... O monstro totalitário está sendo gestado nas favelas e periferias. As sementes totalitárias estão germinando e as autoridades somente perceberão isto quando estiverem sendo embarcadas para os campos de concentração.

Quem está criando o monstro totalitário ? Resposta: aqueles que serão exterminados por ele, quem domina o sistema atual, gerando pobreza, miséria e desigualdades sociais...

Se liga, Zé mané !!! Se eu tivesse intenções totalitárias, não estaria contando isto...

15/02/2008

Encrenca com Professor da USP
Disse-me um Professor da USP "(...) não acho que a Bolsa de Iniciação seja feita para sustentar o aluno, é apenas uma ajuda." Disse isto em resposta ao meu email de que precisaria preencher os formulários para pedir uma bolsa de iniciação para continuar a pesquisa que estou fazendo agora.

Estou desenvolvendo e escrevendo esta pesquisa na raça e embaixo de sabotagem e fogo cruzado, uma pesquisa importantíssima. Enquanto levo a pesquisa nas costas e sem bolsa, tem um monte de gente dentro da USP recebendo duas ou três bolsas para produzir lixo. Para as minhas pesquisas as bolsas não são importantes... para os lixos que produzem por aí, recebem até financiamento internacional...

Contudo, certamente, a visão do professor está completamente errada. Se a bolsa de iniciação, o mesmo se aplica à bolsa de mestrado e doutorado, são apenas ajuda de custo, então, por que a lei obriga o aluno, que recebe estas bolsas, a abandonar todas as demais atividades remuneradas que exerce ? Cumular a bolsa com outra atividade remunerada é ilícito, inclusive se o individuo for pego cumulando, ele é punido: perde a bolsa, tem que devolver o dinheiro, etc... As bolsa são mais do que ajuda, é o "salário" por um trabalho que está sendo realizado...

Mas a questão aqui é outra. É a visão. A bolsa, da perspectiva do aluno, é o que o manterá estudando e pesquisando. Este aluno faz parte da maioria da população. A maioria oprimida que faz coisa relevante para este país. Já o professor tem outra visão. Ele é da classe dominante, da pequena elite opressora e dominante. Ele não precisa de bolsa, pois já tem outras fontes milionárias de recursos, logo, ele se dá ao luxo de ver nas bolsas de pesquisa somente ajuda de custo. Nada mais. Esta é a mentalidade da classe dominante: bolsa é ajuda de custo, programa social é paternalismo, etc.

Contudo, este email me mostrou uma outra coisa que eu não tinha percebido. Eu sou um subversivo radical. Ataco o sistema frontalmente e planejo destruir completamente este sistema dominate, opressor, excludente e explorador. Logo, submeter as minhas idéias e as minhas teorias aos operadores deste sistema é um coisa contraditória. Muito contraditória. É como se eu estivesse sentando à mesa com as pessoas que, mais tarde, terei de destruir. Muitos dirão que eu estou pedindo a benção dos grupos dominantes às minhas idéias e verão em mim, nada mais, do que um traidor...

Esta não é uma visão maniqueísta. É uma visão lógica. Quem reproduz o sistema opressor, quem alimenta a cultura da dominação (para os grupos dominantes) e da submissão, não-violência, falso Estado de Direito, etc, para a maioria oprimida, são as universidades. São as universidades que formam os dominadores, opressores e exploradores. São as universidades que domesticam os subversivos e os pensadores que vem das classes baixas, amarrando os com normas, regras e ameaças; ao mesmo tempo em que introjeta em suas cabeças a cultura da servidão, da escravidão e da domesticação.

As universidades transformam aquelas pessoas que podem lutar e destruir o sistema de dominação, opressão, exclusão e exploração em operadores do próprio sistema. Isto perpetua a escravidão, pois elimina, completamente, os líderes da resistência. As Universidades apagam a revolução e domesticam os rebeldes.

Se a Universidade é um centro de formação dos dominadores e opressores, ela terá que cair quando o sistema for derrubado. E quem contaminou a Universidade com seu veneno e ajudou a dominar e oprimir, também tem que ser enterrado junto com o sistema.

Isto me faz pensar que eu não devo submeter minhas idéias e meus projetos à avaliação da classe dominante. Também considerou que os títulos outorgados pelos grupos dominantes, certificando que estas idéias e projetos estão de acordo com a sua dominação e com a opressão que praticam (títulos de mestre, doutor, etc), não são relevantes e não servirão para nada quando o sistema cair. Logo, devo retirar minhas idéias e meus projetos da USP e do Brasil. Talvez eu devesse paralisar tudo e dedicar-me a destruir o sistema. Depois, no novo céu e na nova terra, eu retorno aos meus estudos contemplativos.

Portanto, dois caminhos se abrem diante de mim, neste momento. Primeiro, afundar de vez e de cabeça na luta de resistência, acelerando a destruição do sistema e de seus operadores ou, então, seguir para uma universidade estrangeira, onde eu possa terminar a teoria e os meus estudos contemplativos. Atiçando e orientando de lá a destruição do sistema.

A imagem que eu tenho para a situação na qual estou agora é de um judeu, em plena dominação nazista, na Universidade de Berlim, estudando borboletas. Enquanto isto, ao redor da Universidade, os campos de concentração funcionam a todo vapor e as chaminés das câmaras de gás não param de jogar cabelos no escritório do judeu que estuda borboletas...

08/02/2008

Quem deve temer o futuro ?
Quem deve temer o futuro é quem domina, quem explora, quem exclui e quem pratica injustiças. Não há espaço para estes indivíduos no futuro e todas as profecias dizem que eles serão destruídos e serão punidos pelo que fizeram. E se escaparem de nós, Deus os pegará.

Portanto, estes elementos é que devem temer o futuro.

07/02/2008

O sistema tem que ser destruído
Somos judeus (negros) tentando convencer os nazistas (sistema atual) a parar de exterminar judeus (negros). Eles vão nos ouvir ?
Quais eram as chances de um judeu implantar um sistema de direitos humanos na Alemanha nazista ? Nenhuma... Por que nenhuma ? Porque o judeu e suas idéias se chocavam diretamente com a natureza do sistema.

Olhando a realidade que vivemos hoje. Um sistema excludente e de exploração da maioria, dos negros e dos pobres. Um sistema que vive da exploração e da escravidão. Quais as chances de se implantar projetos que democratizem o conhecimentos e socializem os saberes ? Projetos que atingem o sistema em sua essência, no cerne, e quebram um dos braços da dominação.

A resposta é: nenhuma. Por que nenhuma ? Porque estes projetos se chocam diretamente com a natureza do sistema. Isto se aplica a quaisquer projetos que contrariem a natureza do sistema. Os projetos de democratização e socialização dos saberes e dos conhecimentos são só um exemplo.

Quando o sistema é o mal, só há uma coisa a ser feita: destruí-lo.
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Repetindo Henry Thoreau (A desobediência civil") de novo:

De fato, nenhum homem tem o dever de se dedicar à erradicação de qualquer mal, mesmo o maior dos males; ele pode muito bem ter outras preocupações que o mobilizem. Mas ele tem no mínimo a obrigação de lavar as mãos frente à questão e, no caso de não mais se ocupar dela, de não dar qualquer apoio prático à injustiça. Se me dedico a outras metas e considerações, preciso ao menos verificar se não estou fazendo isso à custa de alguém em cujos ombros esteja sentado. É preciso que eu saia de cima dele para que ele também possa estar livre para fazer as suas considerações.

Há milhares de pessoas cuja opinião é contrária à escravidão e à guerra; apesar disso, nada fazem de eletivo para pôr fim a ambas; dizem-se filhos de Washington e Franklin, mas ficam sentados com as mãos nos bolsos, dizendo não saber o que pode ser feito e nada fazendo; chegam a colocar a questão do livre comércio à frente da questão da liberdade, e ficam quietos lendo as cotações do dia junto com os últimos boletins militares sobre a campanha do México; é possível até que acabem por adormecer durante a leitura. Qual é hoje a cotação do dia de um homem honesto e patriota? Eles hesitam, arrependem-se e às vezes assinam petições, mas nada fazem de sério ou de eletivo. Com muito boa disposição, preferem esperar que outros remedeiem o mal, de forma que nada reste para motivar o seu arrependimento. No melhor dos casos, nada mais farão do que depositar na urna um voto insignificante, cumprimentar timidamente a atitude certa e, de passagem, desejar-lhe boa sorte. Há novecentos e noventa e nove patronos da virtude e apenas um homem virtuoso; mas é mais fácil lidar com o verdadeiro dono de algo do que com seu guardião temporário.

Na maior parte dos casos não há qualquer livre exercício de escolha ou de avaliação moral; ao contrário, estes homens nivelam-se à madeira, à terra e às pedras; e é bem possível que se consigam fabricar bonecos de madeira com o mesmo valor de homens desse tipo. Não são mais respeitáveis do que um espantalho ou um monte de terra. Valem tanto quanto cavalos e cachorros. No entanto, é comum que homens assim sejam apreciados como bons cidadãos. Há outros, como a maioria dos legisladores, políticos, advogados, funcionários e dirigentes, que servem ao Estado principalmente com a cabeça, e é bem provável que eles sirvam tanto ao Diabo quanto a Deus - sem intenção -, pois raramente se dispõem a fazer distinções morais. Há um número bastante reduzido que serve ao Estado também com a sua consciência; são os heróis, patriotas, mártires, reformadores e homens, que acabam por isso necessariamente resistindo, mais do que servindo; e o Estado trata-os geralmente como inimigos. Um homem sábio só será de fato útil como homem, e não se sujeitará à condição de "barro" a ser moldado para "tapar um buraco e cortar o vento”; ele preferirá deixar esse papel, na pior das hipóteses, para as suas cinzas.

Serei justo contigo e farei justiça
Quando as pessoas temem a justiça e a ação da maioria, a vontade do Povo, não tenha dúvidas, elas estão fazendo coisas erradas.

Se você diz para um negro ou para um pobre: "Serei justo contigo e farei justiça !!!" Eles ficam felizes, pois ninguém é justo com eles. Ninguém faz justiça para este Povo.

Se você diz para um rico ou para um indivíduo pertencente aos grupos dominantes: "Serei justo contigo e farei justiça !!!" Eles ficam revoltados, infelizes, brabos, pois sabem que terão problemas, que a sua fonte de riqueza secará, que terão prejuízo nos negócios...

06/02/2008

Discurso aos combatentes
A história nos ensina que a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração sempre foram derrotadas e destruídas. Impérios caíram. Imperadores, reis, czares e príncipes foram derrotados, decapitados e fuzilados. Ditadores e tiranos tombaram nos palácios e nos campos de batalha e com eles o sistema de opressão e tirania que criaram e alimentavam.

A história nos mostra armadas invencíveis sendo vencidas. Exércitos gigantescos perdendo batalhas. Impérios inimagináveis ruindo. Nações poderosíssimas perdendo guerras para camponeses e Mujahedins.

No futuro não há espaço para dominação, opressão, exclusão e exploração. Não há isto no futuro. E se não há, é porque foram destruídos no presente. Nós destruímos os dominadores, os opressores e os exploradores. Por isso, eles não estão lá. Eles não fazem parte do futuro. Não fazem parte do novo céu e da nova terra.

As correntes que carregamos foram colocadas, pelos opressores e dominadores, nos nossos antepassados. Eles não as colocaram em nós. Nós herdamos estas correntes de nossos antepassados e as prendemos às nossas vidas. A nossa tolerância diante do mal, a nossa aceitação e colaboração com o mal, a nossa omissão e indiferença é que estabeleceram a dominação, a opressão, a exclusão e a exploração sobre nós.

Os dominadores e opressores somente nos dominam e oprimem porque nós consentimos com a dominação e com a opressão. Somos dóceis. Somos patéticos. Somos resignados diante do mal. Nossos antepassados foram domesticados pela escravidão e nos passaram, culturalmente, a domesticação que receberam. Se não lutamos, eles vencem. Se aceitamos a exploração e não reagimos, eles dominam. Se nos calamos e resignamos, eles oprimem.

Temos que respeitar a vida e as diferenças. Contudo, não podemos respeitar o mal, a dominação, a opressão, as injustiças, as exclusões e as explorações. Quem diz que você tem que respeitar isto é seu inimigo. É uma pessoa que ganha com este sistema. Uma pessoa que está te explorando, oprimindo e dominando.

Os dominadores, opressores e exploradores devem ser destruídos, um por um. Se não quer ser destruído, então não seja um dominador, um opressor e nem um explorador. Respeite os outros, respeite as diferenças, seja justo e faça justiça.

Certamente, aderir a esta luta é uma escolha. Uma escolha entre continuar na escravidão e morrer grudado nela ou, então, morrer lutando pela liberdade, por um novo céu e uma nova terra. Morrer lutando para romper as correntes do mal.

A morte é inevitável. Todos morrem um dia. Mas você pode escolher. Pode morrer como um herói, morrer lutando contra a dominação e a exploração, ou morrer como um covarde resignado.

Devo alertá-lo, porém, que o seu tipo de morte determina o legado que você deixa para os seus descendentes. Pode ser um legado de luta e de reação contra o mal ou pode ser um legado de vergonha e de resignação. Para os seus filhos e netos, para as futuras gerações, se você aceitar o mal e não lutar contra ele, você deixa a mesma escravidão que viveu e a opressão que sofreu, deixa um mundo tão ruim, ou pior, do que quando entrou nele. Se você lutar e reagir contra o mal, lutar contra a dominação, a opressão e a tirania, você deixa um novo céu e uma nova terra, um mundo de liberdade, justiça e paz.

02/02/2008

Precisamos fazer um rastreamento histórico
Poderíamos fazer um rastreamento histórico para calcular a quantidade, aproximada, de riquezas que os negros produziram, ao longo de centenas de anos de escravidão, e que foi apropriada pelos brancos.
Poderíamos fazer um rastreamento para descobrir onde está esta riquezas, onde estão as famílias que adquiriram e usaram escravos, o que fizeram com a riqueza que acumularam, no que investiram.
Precisamos ver, com exatidão, a partir de que momento os negros, antigos escravos, começaram a estudar... E onde se estabeleceram.
Também temos que ver em que momento os negros começaram a adquirir propriedades, principalmente, terras e de que forma. Eles eram ex-escravos e descendentes de escravos, como conseguiram arranjar recursos para isto ?
Além disso, é preciso ver, após a escravidão, como ficou a questão das terras. Os brancos, pelo que consta, já tinham se apoderado de tudo, restando apenas as terras longíguas e inóspitas...
As respostas destas questões mostrarão, exatamente, porque os negros são pobres, porque são analfabetos e porque vivem nas favelas e periferias.
A resposta, certamente, pode ser antecipada: dominação, opressão, exclusão e exploração dos brancos contra os negros.

25/01/2008

Coisas inexplicáveis
Eu não ia escrever isto, pois, racionalmente, isto não faz muito sentido.Mas, 90% das coisas que eu penso não fazem sentido. Os 10% que fazem sentido, eu escrevo. Contudo, a força que me impele a escrever isto é irresistível. E o título de um texto que acabou de aparecer em um dos jornais online é outra evidência de que eu tenho que escrever a coisa. Portanto, lá vai...

Os Generais militares pensam que farão com o movimento negro a mesma coisa que eles fizeram com os guerrilheiros do Araguaia. Eles pensam que farão nas periferias a mesma coisa que fizeram na Guerra do Paraguai. Pensam que matão a maioria, incluindo mulheres, velhos e crianças. Eles pensam, mas não farão nada disso.

Não farão porque este movimento agrega uma maioria oprimida e dominada. É um movimento por Justiça, Liberdade e Igualdade de direitos e condições. É um movimento sobre o qual a mão de Deus está colocada. A força está do nosso lado...

Mas para os Generais isto não significa nada. São incrédulos, perversos e maldosos. E para eles o que conta são as armas. Aqui também a força estará do nosso lado, pois eu digo, tenho que dizer, e não sei como isto será possível, mas é uma questão de fé, nós teremos artefatos nucleares á nossa disposição. Artefatos que servirão para fazer o inimigo recuar e desistir da guerra. Farão o inimigo se dobrar à Justiça.

Como eu disse, é uma questão de fé. Não de razão. Eu não sei de onde virá isto. Mas virá. Talvez algum país amigo do movimento nos dê tais armas. Talvez venha do mercado negro. Talvez nós iremos desenvolver os artefatos. Talvez nos iremos pegar um reator nuclear e transformá-lo em uma bomba. Enfim, Deus estará do nosso lado e nos dará aquilo que precisamos na hora certa.

As armas nucleares estão garantido a disseminação das injustiças, da dominação, da opressão, das tiranias, etc. Os Seres Humanos estão se transformando em escravos e instrumentos do mal. Mal que está usando as armas nucleares e de destruição em massa para instalar o seu reinado de destruição por mil anos. Um reinado baseado no medo e no terror. Por isso, aqueles que lutam contra o mal terão acesso às mesmas tecnologias e ao mesmo poder. O equilíbrio será restabelecido...

Eu não ia escrever isto, até que apareceu a notícia:
Ciência 12h25

A dominação e a opressão dos brancos contra negros
Leonildo Correa - Faculdade de Direito -- USP -- 23/01/2008
Eu navego facilmente, tanto no mundo das idéias, quanto no mundo da ação. Inclusive posso criar pontes diretas entre estes dois mundos. Isto significa que eu já tenho os planos que precisamos para a resistência e para a rebelião. Agora é preciso encontrar pessoas leais, comprometidas e dispostas a enfrentarem a dominação e a opressão do sistema. Preciso encontrar Cavaleiros Jedi naturais que lutem pela Justiça, contra a tirania e contra o império dos grupos dominantes. Pessoas que queiram instalar a verdadeira República no Brasil, assim como restaurar a essência da antiga polis grega. Uma República livre da dominação dos grupos econômicos e dos corruptos. Uma República na qual o povo expresse livremente a sua vontade.

Eu estou pronto para iniciar o movimento e para enfrentar o mal em todos os níveis. Sou leal ao movimento e aos companheiros que entrarem na luta. Não deixaremos ninguém para trás. E aqueles que tombarem ao longo do caminho, como disse Getúlio, "sairão da Vida para entrar na História". Os negros podem iniciar algo novo. Algo que os brancos não podem iniciar, pois estão presos à dominação e corrompidos pelo poder.

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O problema dos pardos se resolve da seguinte forma: pardo pobre é negro; pardo rico é branco. Isto não está sendo imposto, mas proposto. A última palavra no assinto será dado pela consciência de cada um.

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A Câmara e o Senado são brancos, pois os políticos são todos brancos. Logo, a lei que produzem também é branca e representa o que eles pensam, a dominação que eles exercem, a opressão que executam, a exploração que os enriquecem.

A burocracia, a administração pública brasileira, assim como o poder executivo é branco, pois somente são aprovados nos concursos os brancos que dominam as melhores Universidades Públicas ou possuem recursos para pagar os cursinhos caríssimos.

A justiça brasileira é branca. O judiciário brasileiro é branco, pois os juízes brasileiros são brancos. Esta é uma das razões das prisões brasileiras estarem cheias de negros.

A polícia brasileira é branca, pois a maioria dos policiais são brancos. Esta é outra razão dos negros serem as maiores vítimas da polícia, principalmente, nas favelas. O mesmo se aplica aos oficiais graúdos das forças armadas.

Portanto, no Brasil, o executivo, o legislativo e o judiciário são brancos. A força de repressão também é branca. E a maioria da população é negra.

Isto me lembra Esparta na Grécia Antiga. Contudo, Esparta era uma cidade-estado militar. Esta era a única forma de manterem a opressão de uma minoria sobre uma maioria. De acordo com a Wikipedia, "os Hilotas eram os servos, que pertencendo ao estado espartano, trabalhavam nos kleros(lotes de terra), entregando metade das colheitas ao Espartano e eram duramente explorados. Deviam cultivar essa terra a vida inteira e não podiam ser expulsos de seu lugar. Levavam uma vida muito dura, sujeita a humilhações constantes. Foram protagonistas de várias revoltas contra o estado espartano. Para controlar as revoltas e manter os hilotas sob clima de terror, os espartanos organizavam expedições anuais de extermínio (krypteia ou criptias), onde os hilotas eram obrigados a participar. Tratava-se de um massacre anual que consistia na perseguição e morte dos hilotas considerados perigosos, no qual os espartanos competiam para ver quem matava mais hilotas. "(clique aqui para ler o verbete: Esparta)

E no Brasil, como uma minoria branca consegue manter uma violenta dominação e opressão sobre uma grande maioria negra ? A resposta está no conformismo, na resignação. A maioria negra foi domesticada pela escravidão e está passando o costume da resignação, culturalmente, para as gerações seguintes. A maioria negra é uma maioria silenciosa e conformada. Precisamos quebrar essa cadeia de dominação e opressão e interromper a passagem do costume da escravidão.

É hora de organizar e realizar uma grande rebelião. É hora de fazer valer o princípio democrático e a Constituição Federal que diz: o poder pertence a maioria. Os negros são a maioria.

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Eu não sou o criador da divisão brancos x negros. Eu apenas estou evidenciando uma divisão que foi criada pela escravidão e internalizada na História do Brasil e nas instituições brasileiras. É uma divisão artificial que se tornou costume, virou paradigma e fundamenta, atualmente, a dominação e a opressão.

Os brancos enriqueceram com o sangue dos negros. Não só enriqueceram como se apoderaram de todas as riquezas do Brasil.

Os negros não são pobres porque são preguiçosos ou porque são menos inteligentes. São pobres, miseráveis e analfabetos porque foram escravizados e tudo o que produziram, por centenas de anos, foi agregado ao patrimônio dos brancos e dos europeus. A fortuna dos brancos e dos países ricos é fruto de pirataria, de furto e roubo dos negros, da escravidão dos negros, seja aqui ou seja na África.

Os negros brasileiros são pobres, miseráveis e analfabetos por isto. Porque foram escravizados e porque os brancos se apoderaram de todas as riquezas do Brasil, de todas as terras, enfim, de tudo. Quando libertaram os escravos não lhes deram nada, simplesmente os expulsaram das fazendas com uma mão na frente e outra atrás.

Se os negros tivessem escravizado os brancos e tivessem se apoderado de todas as riquezas do Brasil, hoje estaríamos falando de dominação e opressão dos negros sobre os brancos.

Portanto, a dominação e a opressão que está fundada na cor, tem que ser quebrada pela cor. Chegou a hora dos brancos responderem pelos crimes que cometeram e devolverem a riqueza que roubaram ou construíram com o sangue e o trabalho dos negros.

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Em cada Favela construiremos uma Palmares. E cada negro será um Zumbi dos Palmares em ação. Agiremos em conjunto e buscando o mesmo objetivo: destruir o poder e as instituições que nos domina, oprime e escraviza há 500 anos. Derrubaremos os grupos dominantes opressores e seus aliados e em seu lugar reconstruiremos a polis ateniense - a Democracia Direta.

Portanto, se nas revoluções o grande problema era saber o que fazer depois de tomar o poder, aqui já temos a resposta: o poder pertence à maioria e será exercido pela maioria, sem intermediários, sem representações. Porém, continuará existindo um executivo e um judiciário, pois são poderes que não podem ser manejados pela multidão. Contudo, os membros desses poderes serão eleitos e poderão ser destituídos a qualquer momento pela maioria. As leis e todos os atos de grande relevância pública serão aprovados ou rejeitados diretamente pelos cidadãos.

A democracia representativa é a democracia dos grupos dominantes, é parcial, tendenciosa e corrupta. Não representa a maioria e nem representa a vontade popular, mas sim os interesses e a vontade da classe dominante. A democracia direta é legítima, pois representa os interesses e a vontade da maioria. A vontade da maioria é o interesse público e deve ser seguida.

A violência não gera poder. Mas a violência pode destruí-lo. Por isso, na luta contra o poder que domina e oprime, a violência é uma ferramenta necessária.

A minha preocupação era construir instituições para um novo céu e uma nova terra. Contudo, somente haverá um novo céu e uma nova terra quando o velho céu e a velha terra forem limpos da dominação, da opressão e da maldade. Nós nos acostumamos ao mal que está do nosso lado. Nós toleramos e colaboramos com aquilo que temos que destruir. O mal tem que ser destruído.

1- Um Juiz branco não tem competência e nem poder suficiente para impedir os negros de entrarem nas Universidades Públicas;

2- As Universidades Públicas não pertencem aos reitores brancos ou aos grupos dominantes brancos.

3- O Estado, a Administração Pública, enfim, a burocracia, incluindo a Polícia e os Militares, estão nas mãos dos brancos. Por isso, as coisas não mudam. Por isso, massacram os negros.

4- As leis são feitas por deputados e senadores brancos, são executadas por governantes brancos e fiscalizadas por um judiciário branco. A escravidão nunca terminou. São 500 anos de escravidão, exploração e opressão dos verdadeiros brasileiros.

5- A maioria, os verdadeiros brasileiros, que construíram este país com suor e sangue, são negros. A maioria é negra, é pobre e vive na periferia. Os ricos, a elite, os grupos dominantes são brancos.

6- De onde virá as mudanças que Você espera ? Dos brancos ? Você acha que a mão que escraviza e explora vai te libertar ? Quantos negros os brancos mataram nestes 500 anos ? E se não agirmos, quantos eles irão matar no futuro ?

E não se enganem, a mídia dominante pertence aos brancos e terá que ser destruída com eles, principalmente, porque a Democracia Direta não funciona onde a mídia quer dominar e constrói as notícias que necessita para defender os seus interesses.

7- São necessários apenas 40 dias. Em 40 dias levamos à decretação de estado de sítio. Em 40 dias paralisamos todas as instituições públicas e capturamos mais da metade das autoridades públicas que apunhalam os negros pelas costas. O que faremos com eles ? Usamos como escudos para as bombas que os militares irão jogar nas periferias.

O poder que domina e oprime é branco. Os líderes negros precisam enxergar o mal que está dizimando a coletividade. O povo negro está sendo dizimado nas favelas e nas periferias. Favelas e periferias que devem ser transformadas em focos de resistência. A resistência tem que ser armada. Novos Zumbi precisam se levantar. Os negros devem se preparar para guerra. É melhor morrer lutando numa guerra pela liberdade, por justiça e igualdade de direitos, uma guerra para tomar de volta aquilo que lhe pertence, do que ser morto pelas costas, pela polícia branca, na porta de um barraco da favela, na porta daquilo que lhe impuseram como casa.

FAÇA JUSTIÇA, MESMO QUE O CÉU DESABE.

Nós somos a esperança.

17/01/2008

Pessoas nocivas para a coletividade
A luta dos grupos dominantes, incluindo alguns professores graúdos da USP, para impedir a democratização do conhecimento e a socialização dos saberes, pode ser comparada com a luta dos senhores de escravo para impedir o fim da escravidão, ou a luta dos nazistas para manterem o extermínio nos campos de concentração.

Aqueles que querem impedir o acesso da sociedade ao conhecimento e aos saberes, que foram produzidos ao longo da história humana, não são pessoas comuns, não são iguais aos demais. São agentes do mal. São pessoas nocivas para o gênero humano, nocivas para a evolução cultural, nocivas para a humanidade.

Não há diferença entre estas pessoas e os nazistas. Os nazistas exterminavam o corpo. Estes indivíduos querem exterminar o intelecto, a razão, a capacidade de pensar da maioria da população. Fazem isto criando travas e barreiras para impedir a maioria da população de acessar o conhecimento e os saberes. Só eles e os grupos deles podem usufruir do legado das gerações anteriores, só eles podem beber da fonte que é pública e que pertence a todos. São ladrões da coisa pública. Estão se apropriando do conhecimento e dos saberes que é uma construção coletiva.

Não podemos aceitar isto, pois eles querem implantar, definitivamente, na sociedade a seleção econômica. Na seleção biológica somente o mais forte evolui. Não existe isto na evolução cultural. Porém, os grupos dominantes querem inserir uma regra de seleção cultural, ou seja, na evolução cultural, querem eles, somente o mais rico evolui. Só o mais rico faz os melhores cursos, as melhores faculdades, idiomas, especialização, pós-graduação, etc. Os mais pobres existem para serem bucha de canhão.

Com isto eles dominam as principais funções do Estado. As funções decisória e de poder: executivo, legislativo e judiciário... A maioria da população está excluída dos cargos que exigem curso superior. Estes cargos estão todos nas mãos dos grupos dominantes, da classe média para cima. Eles controlam a burocracia e, com isto, paralisam e travam quaisquer mudanças sociais relevantes. A estrutura pervera de dominação e controle se perpetua e se reproduz. Esta estrutura de poder tem que ser quebrada, arrebentada, destruída.

Só acessa o conhecimento e os saberes quem tem poder aquisitivo, poder econômico. Os demais, aqueles que não tem, devem viver na escuridão e na ignorância do saber. Devem estar abaixo da linha do poder e fora da burocracia. Os de baixo devem continuar embaixo. Esta é uma das vertentes da dominação nas sociedades atuais.

15/01/2008

Não há dúvida
Nós estamos embaixo da opressão, da exploração e da exclusão dos grupos dominantes. Somos cativos em nossa própria terra. Somos escravos e explorados por gente que caminha do nosso lado. São hipócritas, fingidos e dissimulados. Não mostram a cara para não serem reconhecidos e dizimados como traidores e malfeitores.

Estamos cercados. Eles nos cercaram com dogmas e mentiras. Falam em não-violência, Estado de Direito, legalidade e Leis... Contudo, tudo isto serve apenas para manter a dominação, a exploração e a exclusão. A legalidade é uma trava que foi criada para nos manter dóceis e quietos enquantos nos chicoteiam e nos exploram. A nossa submissão significa nossa escravidão e morte. A nossa resistência é o começo do fim da dominação.

Precisamos romper esta nuvem de mentiras e nos libertar. A face do inimigo tem que ser revelada. O inimigo tem que ser destruído.

20/12/2007

Como neutralizar o bispo ?
A coisa está preta. Para todo lugar que viro, lá está o bispo, fechando a diagonal, impedindo a evolução e o desenvolvimento. E o bispo entrou num ponto estratégico. Ele sozinho está segurando tudo. A questão que surge é: como neutralizar o bispo e fazer o negócio avançar. Será que o bispo tem razão ?

Estou mirando para ver se tem algo mais forte do que o bispo por perto. Não vejo nada. Nenhuma torre. Nenhum cavalo. A rainha está presa. E o rei muito longe. Será que um peão poderia fazer sua eminência se mover ? Acho que pode...Mas o peão só come na diagonal. Mesmo assim, podemos usar um peão para o ataque, desde que ele tenha cobertura. Tem cavalo nas proximidades ? Algum outro bispo disposto a colaborar ?

Enfim, é um jogo difícil. Certamente, precisamos ouvir o bispo e ver se ele tem razão, ou seja, se seus argumentos são lógicos e procedentes. Se forem, devemos considerar e ouvir, pois naquela região do nordeste a fome e a sede são negócios valiosos, pois garantem a dominação e o controle dos mais pobres. Esta dominação e este controle podem ser feito tanto pelos coronéis, quanto pela Igreja...

Esta região do nordeste é controlada pela turma do Renan ? Se for, é preciso redobrar a atenção e ver se a transposição do Rio está beneficiando só as fazendas dos políticos corruptos. Se estiver, a dominação será aumentada e não vai mudar nada na região. Apenas irá ampliar o poder dos coronéis da região que terão um Rio maior para controlar, mandar e vender a água...

Por isso, temos que ver de que lado está a dominação e o controle e se o desenvolvimento que será implantado irá romper esta dominação e este controle ou se irá intensificá-los. Mas como neutralizar o bispo ?

Eu arranjaria um outro bispo. Um faz jejum para parar a transposição e outro faz jejum para continuar a transposição. Logo, bispo com bispo se anulam... Esta é uma boa jogada.

16/11/2007

Para quem não entendeu...

Um dos pontos da reforma constitucional do Chavez dão amplos poderes para o Presidente "criar ou suprimir províncias federais, territórios federais, cidades, distritos funcionais, municípios federais, regiões marítimas, regiões estratégicas, distritos insulares e cidades comunais", além de "designar e remover suas autoridades". (Notícia do G1 -- 23/10/2007).

É estranho que um Presidente queira estes poderes em um país no qual as províncias e os municípios estão estabilizados há dezenas de anos. Certamente, desta perspectiva a questão é incompreensível, porém, se se olhar pelo prisma de um país expansionista a questão é perfeitamente compreensível.

Por exemplo, os exércitos da Venezuela conquistam partes da Guiana. Logo, o Presidente Venezuelano deverá ter poderes para criar uma ou mais províncias nestas novas terras, assim como município.

Outro exemplo, vamos fingir que o Governo Venezuelano consiga conquistar a Amazônia Brasileira. Logo precisará dos amplos poderes para criar as províncias e os tais municípios. Isso também se aplica à Colômbia e ao Panamá. Enfim, a todos os territórios que estão nos sonhos da Gran Colombia ou da Gran Venezuela de Hugo Chavez.

Por isso eu sempre digo: "Quer ver a verdade ? Então olha para as ações, para os pedidos, para os fatos e dados. Ignore os discursos e as promessas, pois estes sempre são enganadores e mentirosos."