Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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08/07/2008

Só para lembrar...
Enquanto estamos calados ou discutindo outras coisas, outros temas, a Amazônia continua sendo destruída. Continua virando lenha, carvão, mesa, armário e cadeira... E as terras amazônicas virando cerrado. Nada de relevante foi feito para conter a destruição, a devastação ou o desmatamento... Nada de relevante é feito para parar de uma vez por todas a destruição da floresta... Discurso de Presidente e de Ministro não resolve problemas sociais ou ambientais...

E quando o INPE soltar outro relatório com o tamanho do estrago na Amazônia, aí então, ficarão alvoroçados novamente, porém, no dia seguinte, outro tema entrará em pauta, tudo será esquecido e a destruição, a devastação e o desmatamento continuará como se nada tivesse acontecido.

Talvez seja este o truque da mídia e dos grupos dominantes: jogar um monte de temas, informações e problemas sobre o Povo. O excesso de informação e de problemas acaba perpetuando a desgraça, pois ninguém pensa com profundidade e detalhadamente, sobre uma mesma coisa, até resolvê-la completamente. Não buscam uma solução definitiva e duradoura para os problemas sociais e ambientais. Apenas aplicam paliativos, ou seja, sempre atacam os sintomas e nunca a causa do problema.

A mídia é a voz do sistema. A mídia não representa e nem defende o interesse público, mas sim o interesse de quem controla a mídia. Quando o interesse de quem controla a mídia é igual ao interesse público, o que ocorre em vários temas, então a mídia age, grita, berra, etc... Mas em temas onde o interesse público não é o mesmo dos donos da mídia, pode ter certeza, atacam, confundem e buscam esconder da população (maioria de analfabetos funcionais) o verdadeiro interesse público, fabricando o consenso da maioria...

Esta idéia de consenso fabricado é muito interessante. Preciso avançar mais nela...

Pior, quando aparece uma solução definitiva para o problema, como por exemplo o Projeto Cimento Social, atacam a idéia até paralisá-la ou destruí-la e depois saem pelas ruas reclamando da violência e dizendo que a polícia mata crianças, atira em todo mundo... É falta de noção que extrapola os limites do razoável...

A idiotice e a estupidez são fortes aliadas dos grupos dominantes. Idiotice e estupidez que é intensificada por falas de intelectuais, políticos e outros atores sociais que agem para proteger o sistema dominante, que agem para aplicar paliativos ao invés de soluções definitivas.

Certamente, porque a maioria dos problemas sociais são fabricados pelo sistema dominante, ou são efeitos colaterais de regras do sistema, ou são produzidos pelo sistema como forma de controle da população...

Sabemos que o sistema atual (econômico, político, jurídico, etc) existe para oprimir, explorar e excluir a maioria da população. A economia é dominada pelos ricos. Quem tem poder econômico controla o poder político. Por isso vivemos em uma Democracia Representativa e não em uma Democracia Direta. A Democracia é controlada pelos ricos, ou seja, a maioria dos representantes são oriundos da elite econômica. E o judiciário estabiliza o sistema, não deixando que os lobos comam os lobos ou que os cordeiros se rebelem e comam os lobos...

12/03/2008

Todas as terras da Amazônia pertencem aos índios. E agora começaram a expulsá-los de suas próprias terras... Não há dúvidas, todos os índios serem extintos e mortos e suas terras dominadas pelos brancos exploradores. Se olharem bem, verão sociedades secretas por trás disso... É só investigar que aparece...

PM expulsa índios de área de invasão em Manaus

Estadão Online -- 11/03/2008

No confronto, a PM recebeu "flechadas" e usou bombas de gás lacrimogêneo para conter invasores

André Alves - especial para O Estado de S.Paulo

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MANAUS -

Luiz Vasconcelos/ A crítica

A Polícia Militar do Amazonas usou a força, nesta terça-feira, 11, pela manhã, para expulsar um grupo de 200 sem-teto de uma faixa de terra privada, de 180 mil metros quadrados, situada na comunidade Lagoa Azul, quilômetro 11 da rodovia estadual AM-010, zona rural de Manaus. Entre os sem-teto havia 105 indígenas de sete etnias que ocupavam a área havia três meses.

Há duas semanas, na mesma região, a PM já tinha cumprido mandado de reintegração de posse expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Na ocasião, a ação se deu de forma pacífica, já que o número de invasores era bem menor. Ontem, porém, os indígenas foram previamente avisados pela própria Polícia Militar que a reintegração ocorreria.

Eles decidiram se armar com arco e flecha e enfrentaram um batalhão de 150 homens da PM, que estavam munidos com bombas de gás lacrimogêneo e ainda contavam com a ajuda de cães e cavalos da corporação.

A estratégia da PM de cercar os invasores acuou parte dos ocupantes da área. Houve correria e choro. Mães com crianças no colo gritavam em tom de desespero. Alguns indígenas chegaram a atirar flechas contra os homens da PM, mas, a essa altura, o aparato policial se mostrou muito superior à resistência dos indígenas.

Um trator foi utilizado para derrubar dezenas de barracos que tinham sido construídos na área. Ao fim da operação, que durou duas horas, 17 pessoas foram detidas, entre elas, quatro índios. Arcos, flechas, terçados e facas também foram apreendidos.

Segundo o comando da Polícia Militar do Amazonas, membros da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual e da Fundação Nacional do Índio (Funai) foram convidados para acompanhar a ação, mas na compareceram.

Excessos

O cacique Luiz Sateré, de 49 anos, que pertence à etnia seteré-mawé, prometeu denunciar o que chamou de "excessos da PM" à Câmara de Vereadores de Manaus, à Assembléia Legislativa do Estado e ao Congresso Nacional. Segundo ele, a PM agiu com truculência e não mostrou aos indígenas o mandado de reintegração de posse.

"Chutaram uma grávida como chutam uma bola", denunciou Luiz Sateré. "Deram coronhadas nos nossos guerreiros porque eles tentaram se defender", afirmou o cacique. De acordo com ele, a área apontada como de propriedade do engenheiro civil Mitishu Inoue já foi de posse dos indígenas, mas, conforme afirma, não há documentos que comprovem a afirmação.

O chefe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), major Wálter Cruz., um dos comandantes da operação, negou que a Polícia Militar tenha agido com truculência. "Fizemos tudo dentro da legalidade", sustentou ele.

"Há mais de dois meses estávamos avisando que a reintegração iria acontecer. Há duas semanas foi feita a primeira reintegração e eles (invasores) retornaram ao local usando pessoas que se diziam indígenas", disse o major.

Segundo ele, a PM precisou agir "com rigor" para cumprir a determinação. "Algumas pessoas tentaram nos enfrentar e usamos instrumentos não letais", comentou. Ele disse não acreditar que alguns dos invasores realmente sejam nativos. "Não posso afirmar que quem usa um cocar na cabeça e se pinta de índio seja realmente indígena".

Texto atualizado às 20h40 para acréscimo de informações

13/02/2008

Porcos e caviar
Para explicar a minha visão sobre o desmantamento da Amazônia, de uma forma simples e rápida, de maneira que todos compreendam, resolvi criar esta imagem: porcos e caviar.

Inegavelmente, a engorda de porcos para venda é um bom negócio. É um negócio bem lucrativo. Então, de repente, para engordar os porcos, os criadores resolvem, ao invés de usar ração comum, alimentar os bichos com caviar. Porcos de engorda alimentados com caviar.

Uma absurdo, dirão capitalistas....Uma estupidez, dirão os demais. E eu digo: é exatamente isto que está sendo feito na Amazônia. Derrubar a floresta para plantar monocultura é engordar porcos com caviar. Derrubar a floresta para montar plantation, monocultura de soja, gado ou cana, além de ser uma estupidez, é a expansão do latifúndio no Brasil, das desigualdades sociais e do conflito pela terra.

Vai aprofundar o conflito pela terra, pois quem está destruindo a floresta, construindo plantation e latifúndios, é o agronegócio. Não são os trabalhadores rurais ou a agricultura familiar. Pequenos trabalhadores rurais não possuem o maquinário necessário para derrubar a área desmatada que estamos vendo nos mapas.

O desmatamento gera concentração de terras, concentração de rendas, latifúndios, plantation, mais conflitos pela terra e destruição do meio-ambiente. Quem desmata e destrói ganha com isto. A sociedade e o Povo Brasileiro só perde.

A floresta intacta é o caviar. É a floresta utilizada para turismo ou como fonte de pesquisa científica. A floresta intacta pode gerar lucros infinitamente maior e inesgotável do que o advindo com o desmantamento. Por quantos anos as áreas desmatadas irão produzir ? Com quem ficará os lucros obtidos nestas áreas ?

A engorda de porcos com caviar não rende muito, pois a carne do porco vale muito menos do que o caviar. Contudo, as mentes obtusas só sabem criar porcos, só vêem lenha e madeira na floresta. Não sabem explorá-las de outra forma. Se não agirmos logo, farão com a floresta amazônica exatamente o que fizeram com a mata atlântica.

05/01/2008

Para Marina Silva
A idéia do zoneamento da Amazônia é muito interessante e pode ser uma medida efetiva para acabar com o desmatamento na região.

Por que o governo não faz o zoneamento e atribui o controle e fiscalização dessas zonas às Forças Armadas ? Os militares tem pessoal, tem transporte, tem armas e equipamentos para interferir em quaisquer pontos da Amazônia rapidamente...

Além disso, um acordo com os militares, para esta tarefa, daria mais verbas às Forças Armadas. Sem contar que eles poderiam utilizar os conhecimentos obtidos para os planos de defesa e estratégias de proteção do território nacional.

A idéia é matar dois coelhos...Desculpe-me !!! (Não pode falar em matar coelhos para ambientalistas.)

08/12/2007

Proteção da Amazônia e etanol
Há uma grande preocupação do mundo com a preservação da Amazônia. Mas pouca preocupação com o etanol e com os biocombustíveis. Acho que nós poderíamos juntar as duas coisas, ou seja, se o mundo quer proteger a Amazônia, então devem comprar os nossos biocombustíveis: etanol, biodiesel, etc. Certamente, deverá existir uma garantia concreta de que a cana não irá se expandir dentro da região amazônica.

Inclusive, o governo poderia criar uma espécie de fundo, para a preservação da Amazônia, cobrando uma taxa extra sobre os biocombustíveis exportados. Assim, os países usuários dos biocombustíveis contribuem duplamente com o desenvolvimento sustentável. Primeiro não poluindo, ou seja, usando biocombustíveis. E, segundo, dando uma contribuição direta para o fundo de proteção da Amazônia.

Certamente, este fundo tem que ser administrado por uma Agência a parte do Estado e com finalidade específica, pois se o dinheiro entrar no bolo dos tributos é capaz de acabar caindo na indústria agropecuária ou como empréstimo para algum fazendeiro que está ampliando o desmatamento no Brasil.

Isto é uma coisa que precisa ser pensada e detalhada. Contudo, os nossos ministros não tem usado muito a cabeça ultimamente. Está lhes faltando visão além do horizonte. Só estão enxergando o óbvio...

16/03/2007

Amazônia não será prejudicada com o aquecimento, diz Ab´Sáber

16 de março de 2007 - Paulo Toledo Piza - Estadão Online

SÃO PAULO - A tese de que a floresta Amazônica e a Mata Atlântica sofrerão grandes mudanças com o aquecimento global é considerada "uma besteira" por uma das mais importantes autoridades da geografia brasileira: o professor Aziz Ab´Sáber, 83 anos.

Divulgado em fevereiro, o relatório das Nações Unidas sobre o aumento da temperatura mundial afirma que, entre outros desastres, a Amazônia se transformará em cerrado. Porém, segundo o geógrafo, os organizadores do relatório se esqueceram de um detalhe: as flutuações do nível do mar nos últimos milhares de anos.

Ab´Sáber, professor honoris causa pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), afirmou que entre 22 mil e 11 mil anos atrás, época da última era glacial, o mar desceu algumas dezenas de metros devido a um grande congelamento de águas marinhas nos pólos norte e sul.

Há cerca de 12 mil anos o planeta começou uma transição para climas mais quentes, fenômeno chamado "retropicalização". Com o tempo, segundo Ab´Sáber, o gelo concentrado nos pólos derreteu e o nível do mar subiu. "Entre 6 mil e 5 mil anos atrás, o calor ficou tal que o nível do mar esteve a 2,80, 3 metros mais alto", afirmou o geógrafo.

Nessa época, a corrente marítima quente sul-brasileira, que entra pelo nordeste e desce até a Região Sul, barrou as águas frias que vêm do pólo sul. "Essa corrente quente, capaz de aumentar a evaporação das águas costeiras, empurrou massas de ar úmidas para dentro do continente."

Optimum Climático

Segundo o geógrafo, esse período é tão importante que recebe um nome genérico: optimum climático. Ou seja: "Maior calor, nível do mar mais alto, mais capacidade de evaporação das águas costeiras e empurrão dessa umidade para dentro do continente", explica.

Antes do optimum climático, desde Santa Catarina até São Paulo se estendiam vegetações do tipo das araucárias. Após esse fenômeno, São Paulo sofreu uma retropicalização, transformando a vegetação local em Mata Atlântica. "Isso é a maior prova que o aumento do nível do mar estendeu as florestas. Essas florestas atlânticas receberão mais calor, mas também mais umidade do mar."

Ab´Sáber afirma, porém, que há grandes problemas relacionados a essa elevação de temperatura, e o que mais o preocupa é o aumento do nível do mar.

Litoral

O geógrafo aponta como exemplar o alerta dado no relatório das Nações Unidas sobre o perigo que as regiões litorâneas correm. Com o derretimento das geleiras, o nível do mar subirá e, com isso, "todas as regiões costeiras (como Santos, Rio e Recife) sofrerão um alagamento muito grande, e os estuários também."

Segundo Ab´Sáber, caso o aquecimento não seja revertido, as cidades costeiras terão de se adaptar urbanisticamente, tornando-se o que ele chama de "mini-Venezas" (em referência à cidade italiana flutuante). Outra saída seria a construção de muros "para separar o mar das regiões já urbanizadas, como existe na Holanda".

Amazônia

Ab´Sáber demonstra ceticismo nos dados do relatório relacionados à Amazônia, mas mostra-se preocupado com a atual situação na maior floresta do mundo. "Falam muito do fim da Amazônia pelo aquecimento, mas se esquecem de tudo aquilo que está acontecendo hoje em dia na Amazônia."

Para ele, o desflorestamento causado pelas madeireiras e pelos fazendeiros é muito mais grave e urgente do que a suposta desertificação da floresta. "Ouvi da boca de um fazendeiro: ´A terra é minha, e faço com ela o que quiser e quando quiser.´ Hoje ele desmata para a agropecuária, mas depois, se quiser, desmata mais da floresta para plantar soja ou cana-de-açúcar."

Ab´Sáber acredita que a destruição atual da floresta é preocupante e que o governo pouco faz para contê-la. "Só conheço dois Estados paralelos no Brasil: os morros do Rio e a Amazônia."