Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

09/07/2007

As corporações não querem os biocombustíveis

Nós somos um país subdesenvolvido porque as nossas riquezas foram roubadas durante a colonização do país. Carregaram o máximo que puderam e utilizaram o nosso ouro para se desenvolveram e se transformarem em países de primeiro mundo, países desenvolvidos.

Agora nós descobrimos uma nova mina de ouro. Uma mina de ouro da energia, os biocombustíveis, e muitos se levantam para tentar nos impedir de fazer uso desse ouro. Não querem o nosso desenvolvimento. Não querem ver o nosso crescimento, menos ainda a nossa chegada no clube de países ricos e desenvolvidos. Querem que continuemos pobres e que deixemos nossas minas de ouro guardadas até que eles descubram um meio seguro para tomá-la de nós.

Alguns países se recusam, terminantemente, a ratificar os acordos internacionais de controle da poluição alegando direito ao desenvolvimento, ou seja, a forma de desenvolvimento que eles utilizam é suja, poluidora e destruidora. Nós queremos explorar e vender os biocombustíveis porque essa é a nossa forma de desenvolvimento. Uma forma de desenvolvimento limpa e segura, desde que determinadas técnicas de controle sejam observadas.

Refiro-me à produção de alimentos e ao uso de trabalho escravo nos canaviais. Não digo isso porque ouvi dizer. Digo isso porque existem pessoas da minha família que trabalharam nos canaviais do Paraná. Portanto, sei do que estou falando. E se não acreditam nisso, basta ir até um canavial e perguntar aos trabalhadores sobre a produção diária e quanto recebem por isso.

Esse perigo existe e é real, mas pode ser controlado por meio de normas e mecanismos concretos e confiáveis de controle da produção de biocombustível. Contudo, o governo ao invés de reconhecer o problema e criar rapidamente essas normas e esses mecanismos prefere ficar resmungando e falando besteira. Basta criar normas e mecanismos que impeçam o avanço dos canaviais sobre as áreas de alimentos e que inibam o trabalho escravo nessas plantações para que o problema se resolva e acabe quaisquer visões negativas sobre o assunto.

Contudo, o falatório do governo alimenta o discurso das corporações que querem tomar conta dos biocombustíveis e monopolizar a sua produção e distribuição. Grandes corporações querem dominar completamente esse mercado, igual fizeram com o petróleo. Por isso, atacam e descaracterizam os biocombustíveis. Eles querem o controle do negócio. Eles querem os lucros que esse negócio pode gerar. Querem centralizar e monopolizar a produção e distribuição nas mãos de poucos, nas mãos de pequenos grupos dominantes. Por isso, querem tirar a coletividade de lado. Querem que os pequenos produtores rurais de matéria-prima saiam do caminho do agronegócio.

Portanto, a coletividade dever ficar em alerta e de orelha em pé, observando a movimentação do que está acontecendo e aquilo que estão falando por aí, principalmente na mídia. E digo mais, não se enganem com a mídia, pois as corporações multinacionais controlam todas elas por meio das verbas publicitárias.

E se não acredita em mim, veja o documentário "A corporação", assim você perceberá o tamanho do poder dessas organizações e a sua capacidade de manipulação das informações e dos governos e corrupção das Democracias e das Repúblicas. Veja o documentário, eu recomendo.

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Noam Chomsky fala das corporações

Texto original

Origem, evolução e prognóstico das corporações

Noam Chomsky diz que as corporações são pessoas sem valores morais que visam somente os interesses de seus acionistas. Seguindo essa afirmação, quem deve ser a consciência dessas empresas: a opinião pública ou o Estado? Por quê?

Eu colocaria a palavra “pessoas” entre aspas em relação ao estado legal das grandes corporações nesse contexto. O ponto de vista de Noam é claro. As corporações não podem ter uma consciência. Essas entidades não são humanas e suas prioridades são ditadas pela lei. Milton Friedman sugere que os valores morais das corporações devem vir dos indivíduos das companhias, mas as pessoas são, geralmente, confrontadas por escolhas conflitantes quando executam seus papéis na estrutura das grandes empresas. Sam Gibara, da Goodyear, descreve como o seu papel na corporação excede o seu próprio sistema de valores – e faz piada de como é bem pago para fazer isso.


A opinião pública expressará preocupação moral quando for motivada e isso é uma resposta apropriada, dado os abusos ultrajantes de pessoas, animais e da natureza por parte de algumas corporações. Mas a forma mais democrática de controle é através do Estado – até onde ele puder ser descrito como democrático. Por fim, somos confrontados com a tentativa de controlar uma instituição não democrática via meios democráticos. O problema está tanto na essência da estrutura corporativa – que copia o fascismo – quanto no Estado que é suscetível à corrupção e a outras influências não democráticas.

Como o senhor vê o enfraquecimento do Estado perante as corporações? Não é paradoxal falarmos em retomada de controle do governo diante da atual tendência de privatizações?

Apesar de parecer paradoxal, não precisa continuar assim, a não ser que desistamos da democracia. O Estado é a única instituição cujo poder legal excede o das corporações. É uma questão de eleger pessoas e partidos que exercerão o poder para o benefício da população geral, e não de acionistas de grandes empresas.

Tirania contradiz, teoricamente, o espírito democrático. No entanto, quando pensamos nos abusos cometidos pelas corporações, cujos interesses estão acima do bem público, não podemos ver nesse poder quase ilimitado a falência do modelo democrático neoliberal?

Sim, apesar de não acreditar que o modelo neoliberal tenha tido um balanço positivo. Em sua aplicação internacional, a frase “democracia neoliberal” soa contraditória. Esse termo é usado para uma aplicação estadunidense, o que incorpora, a meu ver, valores liberais. Em todo o caso, eu acrescentaria que tirania contradiz o espírito democrático de fato, não só teoricamente.

Os interesses de uma corporação só dizem respeito ao Estado enquanto esse possibilita ou inibe a geração de grandes lucros para aquela empresa. Democracia é, geralmente, um obstáculo à geração de lucro e as corporações procurarão contornar, acordar com ou destruir qualquer obstáculo ao lucro. O fato de que os “Estados democráticos” tenham apoiado a expansão do poder das grandes corporações deveria nos levar a questionar a natureza do que consideramos Estados democráticos.

Como o cidadão comum poderá se salvaguardar das “externalidades negativas” quando o maior meio de informação, a televisão, faz parte desses jogos de interesses?

Educação. Alfabetização midiática o mais cedo possível. Internet. Mídia independente. Autodefesa intelectual. Chomsky foi questionado, no filme Manufactoring Consent, a respeito de como a mídia pode ser mais democrática. Ele respondeu: “isto é a mesma coisa que perguntar: como tornar as corporações mais democráticas?”. E ele disse: “a única maneira de fazer isso é se livrando delas”.

Em sua opinião, a que se deve o crescente interesse do público pelo documentário?

As pessoas percebem que há muito mais acontecendo no mundo do que a mídia elitista e mainstream descreve. Elas sabem que há análises que fazem mais sentido e têm mais relevância para suas vidas do que aquelas apresentadas pela mídia. E uma vez que alguém formula uma análise alternativa de forma atrativa, a idéia se espalha. Eu já vi isso acontecer duas vezes, primeiro com o filme Manufactoring Consent: Noam Chomsky and the Media e agora com The Corporation. O Canadá é um país com uma forte tradição de documentários e os dois filmes citados foram os maiores sucessos na história do país no gênero documentário. Uma vez ou outra, filmes como o meu, e outras críticas radicais, irão parar na TV comercial se for claro que terão audiência e, principalmente, se forem capazes de gerar dólares. Mas cada vez mais, mídias interessadas no lucro verão possibilidades de ganhos nesses documentários e, assim, eles terão que ser mais criativos para atingir o público. Em contrapartida, o público tem que se esforçar e ver esses filmes, ou simplesmente nada funcionará.

Michael Moore diz que um filme pode mobilizar a sociedade. Você acredita neste poder? Quais foram as reações do público ao The Corporation na América do Norte?

Uma maneira de começar a medir o impacto de um documentário é verificando o tamanho de seu público. Aqui, Michael Moore é um universo à parte. No entanto, The Corporation faturou mais de 4 milhões de dólares de bilheteria nos EUA e Canadá (*). O filme foi visto em cinemas comerciais e por mais de cinco meses em complexos de dez salas em grandes centros. Cinco meses! Isso é um recorde. Um público desse não é composto apenas por anarquistas radicais. Com certeza atingiu muito além!

Mais de 500 mil cópias foram baixadas ilegalmente via Internet. Mais de 100 mil DVDs foram vendidos na América do Norte, mais de 1.500 comprados por instituições educacionais e vários outros DVDs estão sendo usados por professores. Muitas escolas de administração – provavelmente a maioria – estão usando o filme também.

Mas, fora os números, eu posso contar algumas reações do público. Eu acabei de voltar da pequena cidade de Essex (Ontário). Ao longo do último ano, um professor incluiu The Corporation na grade curricular dos alunos de 13 anos. O autor do livro e do filme, Joel Bakan, e eu fomos conversar com os alunos e ver como o filme estava sendo usado. O nível de preocupação, compreensão e otimismo, mas também cinismo, dessas crianças foi uma grande surpresa. Nós filmamos tudo e vamos desenvolver um material em vídeo e impresso para outros educadores trabalharem com jovens. Eu recebo cartas de pessoas da área de negócios que abandonaram seus trabalhos em empresas grandes, corruptas e poluentes (essa descrição é deles e não minha) depois de ver The Corporation. A legislação em níveis municipais e estaduais nos EUA tem mudado como resposta ao filme. Leis que retiram das empresas direitos associados ao status de “pessoa” foram votadas e as pessoas que formulam a legislação citam o filme como inspiração inicial.

Esta carta chegou ontem do México:

“Olá! Eu acabei de ver seu documentário The Corporation e fiquei chocado. Eu sempre suspeitei que todas as grandes empresas eram as verdadeiras mãos por trás do boneco chamado governo. Eu pulei do sofá assim que o filme acabou e vim aqui escrever porque eu não vou deixar o dinheiro governar minha vida. Estou pensando em pegar todo o meu dinheiro e doar para uma comunidade em Tulum que protege as tartarugas, mas além disso eu vou me mudar para lá e lutar contra qualquer um que tentar interferir na vida dessas criaturas. Eu sei que isso não é muito, mas é por mim. Parabéns por me fazer mudar esse egocêntrico modo de vida. Grande abraço daqui do México.”

Sim, documentários podem mudar os indivíduos. E talvez estes possam mudar o mundo. Se essa mudança pode ser rápida o suficiente, é uma outra pergunta.

* Por favor, não confundam “faturado” com “lucro”. Lucro é o que sobra depois das despesas serem pagas. Apesar do faturado com a bilheteria eu já estive para falir, mesmo com o The Corporation. Muita gente leva uma parte do lucro antes de mim.

Tradução de Anderson Vitorino

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Ocupação de estudantes no Paquistão

Se as ocupações das universidades públicas no Brasil não tivessem se resolvido com negociação, as próximas ocupações seriam iguais a esta do Paquistão. Mas até mesmo lá o governo busca a negociação. A única coisa lamentável é o fato desses estudantes não terem computadores conectados na internet, nem blog, nem email, etc.

Enfim, o Direito de Ocupação vai se disseminar pelo mundo como uma forma de luta e repúdio ao autoritarismo e à incompetência dos administradores públicos na gestão dos interesses da coletividade. Governantes e administradores públicos que não ouvem as reivindicações coletivas ganham ocupação de presente.

Agora temos que garantir, na Constituição, o Direito de Ocupação e a obrigatoriedade dos governantes e administradores públicos negociarem com os movimentos coletivos, impedindo-os de cobrir sua incompetência, na gestão dos interesses da população, com ações judiciais e uso da força policial.
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Segunda-feira, 09 de Julho de 2007

Veja Online

Paquistão - Governo vai negociar com rebeldes islâmicos


O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, anunciou nesta segunda-feira que vai convocar uma equipe de negociadores para tentar pôr um fim à rebelião na Mesquita Vermelha da capital Islamabad, que já dura quase uma semana. Na última terça-feira, estudantes radicais islâmicos tomaram a mesquita e iniciaram um violento conflito contra tropas do governo que já deixou 21 mortos. Musharraf, que desde a semana passada defendia uma solução pacífica para o impasse, com o intuito de evitar mais mortes, delegou para o ex-primeiro-ministro Chaudhry Shujaat Hussain a tarefa de comandar o time de negociadores.

A decisão de chamar a equipe surge depois de o ministro de Assuntos Religiosos do Paquistão ter denunciado à rede BBC, neste domingo, que mulheres e crianças foram feitas reféns dentro da Mesquita Vermelha. O ministro Ejaz-ul-Haq foi além: afirmou que os responsáveis pela crise são militantes envolvidos com a rede terrorista Al Qaeda, procurados pelas autoridades. O líder dos estudantes rebelados, Abdul Rashid Ghazi, nega que haja terroristas na mesquita, e sustenta que só estudantes dos madraçais do templo – as escolas religiosas islâmicas – controlam o local, sitiado por militares.

Segundo nova reportagem da BBC, os negociadores devem trabalhar ao lado de líderes islâmicos, que farão a ponte entre o governo e os rebelados. “Estamos fazendo nosso melhor para evitar o derramamento de sangue”, disse à TV britânica Hanif Jalandri, líder da organização que administra os madraçais paquistaneses.

Chineses – Na cidade de Peshawar, noroeste do país, três trabalhadores chineses foram mortos em um ataque relacionado à crise na mesquita de Islamabad. Especula-se que militantes islâmicos radicais estejam perseguindo chineses que moram no Paquistão. De acordo com a reportagem da BBC, a rebelião no templo da capital teria começado com o seqüestro, por parte dos estudantes rebelados, de sete chineses acusados de administrar um bordel. O governo chinês se apressou em condenar os assassinatos, e pediu que o Paquistão abra uma investigação sobre o caso.

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Paquistão negocia com militantes de mesquita cercada

BBC-Brasil

Cerco de soldados em torno da mesquita já dura cinco dias
O presidente do Paquistão decidiu reunir uma equipe de negociadores especialistas em libertação de reféns para tentar encerrar o cerco à mesquita de Lal Masjid, a Mesquita Vermelha, de Islamabad.

O general Pervez Musharraf se reuniu com autoridades para discutir opções para colocar um fim ao impasse que já dura uma semana.

Ministros afirmam que dentro da mesquita estão militantes procurados pela polícia, que estão mantendo mulheres e crianças como reféns.

Em Peshawar, três trabalhadores chineses foram mortos em um ataque que seria ligado à situação da mesquita em Islamabad.

A China condenou as mortes em Peshawar e disse que o Paquistão precisa lançar uma investigação e tomar medidas apropriadas para proteger os cidadãos chineses no país, segundo a agência de notícias oficial do país, a Xinhua.

A correspondente da BBC em Islamabad Barbara Plett disse que o cerco à Mesquita Vermelha começou depois que estudantes da mesquita seqüestraram sete trabalhadores chineses que eles acusaram de manter um bordel.

Suprema Corte

Os últimos acontecimentos ocorreram enquanto a Suprema Corte do Paquistão anunciou que está analisando as questões legais cercando a operação para a retirada dos que estão dentro da mesquita.

Membros da oposição ao governo, a Aliança Islâmica, MMA, e clérigos da capital marcharam até a Mesquita Vermelha nesta segunda-feira.

Eles querem um cessar-fogo e acesso humanitário ao complexo, além de autorização da Suprema Corte para operações semelhantes no futuro.

Tiroteios teriam ocorrido durante a noite e na manhã de segunda-feira em volta da mesquita, mas os choques foram menos intensos do que os últimos dias, segundo testemunhas.

O general Musharraf realizou uma reunião com os serviços de segurança nesta segunda-feira na qual foi decidido o estabelecimento de uma equipe de negociação para garantir a libertação de mulheres e crianças que ainda estão no complexo.

Segundo informações, os negociadores trabalhariam com líderes islâmicos, que aconselharam o governo a não enviar soldados para dentro da mesquita enquanto ainda houver uma chance de acordo.

"Estamos fazendo de tudo para evitar o derramamento de sangue, especialmente de mulheres e crianças inocentes", disse Hanif Jalandri, uma autoridade de uma organização paquistanesa que supervisiona as escolas religiosas do país, as madrassas.

"Estamos tentando chegar a um compromisso que ponha um fim à crise de forma pacífica", acrescentou.

Mas o governo adotou uma postura mais severa contra os que estão dentro da Mesquita Vermelha.

O ministro de Assuntos Religiosos do país, Ejaz-ul-Haq, disse que os que estão no comando dentro da mesquita são "terroristas".

Pelo menos 21 pessoas morreram desde que o incidente começou com o Exército cercando a mesquita na semana passada. Entre as vítimas está um comandante do Exército morto a tiros dentro da mesquita no domingo.

Sem rendição

Ejaz-ul-Haq disse que os responsáveis pela tomada da mesquita são militantes envolvidos com a rede Al-Qaeda e procurados pelas autoridades.

O líder da mesquita, Abdul Rashid Ghazi, nega que haja militantes na mesquita e sustenta que só estudantes da escola religiosa dele e ele próprio controlam o local.

Ghazi disse também que ele e seus seguidores preferem cometer suicídio a se render. Ele ainda afirmou que cerca de 1,8 mil seguidores continuam no prédio, um número que não pode ser confirmado pelas autoridades.

05/07/2007

Uma coisa notável

Hoje, eu e mais dois colegas, fizemos uma coisa notável: criamos uma organização não-governamental que irá concretizar todos os projetos que temos e concebemos para a coletividade. Uma organização não-governamental que dará conhecimento e oportunidade para todos os cidadãos e principalmente para os excluídos das universidades públicas. Não adianta nada dar conhecimento e não dar oportunidade, assim como não adianta dar oportunidade sem dar conhecimento.

Criamos uma ONG que começa a implementar conceitos de Democracia Direta: Assembléias e votações pela internet. E que buscará desenvolver tecnologias e informações para a implantação em larga escala dessa Democracia.

Mas não só isso, é uma ONG que recupera o verdadeiro sentido de Universidade e que dará, a todos os interessados, acesso gratuito ao conhecimento e às informações que são produzidas e ministradas nas Universidades Públicas desse país. Posso dizer, sem medo de errar e sem hipervalorizar a idéia, que essa ONG abrirá caminho e implementará uma profunda transformação na estrutura arcaica (educacional, política, social, econômica) que impera nesse país.

Muitos entram nas melhores Universidades para alcançar, no mercado de trabalho, os melhores postos e os maiores salários. Eu entrei aqui, nesta Universidade de São Paulo, buscando informações e conhecimento que transformasse a realidade de onde eu saí e reduzisse as desigualdades que nos assola e castiga.

Encontrei o conhecimento e as informações, agora tenho que implementar as soluções que obtive. Esta ONG que criamos hoje pavimentará o caminho da transformação e quando tudo estiver concluído constituirá a própria transformação.

Que Deus nos ilumine e guarde da inveja do homem mau, amoleça o coração duro e sanguinário dos opressores e autoritários, dê-nos entendimento e sabedoria nas negociações, assim como abra as portas para a realização desse imenso e necessário projeto. Amém.

Em breve o site dessa ONG estará no ar, assim como o primeiro grande projeto.

01/07/2007

USP é a melhor da América Latina

Ranking da Universidade Xangai Jiao Tong, na China, coloca instituição em 134.º entre 500.

Renata Cafardo - Estadão Online

Durante os 50 dias de ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), encerrada há pouco mais de uma semana, os estudantes tomaram conta não só da sede administrativa de uma das maiores universidades do País, mas também de uma das instituições mais prestigiadas do mundo. Na classificação mais recente feita pelo Instituto de Altos Estudos da Universidade Xangai Jiao Tong, na China, a USP aparece em 134º lugar entre 500 instituições internacionais. Há só universidades americanas, inglesas e canadenses mais bem posicionadas que a USP. A brasileira ganha das latino-americanas, espanholas, chinesas e sul-coreanas.

O ranking de Xangai, segundo especialistas, é um dos mais respeitados atualmente quando se fala em produção científica das instituições. A mais bem qualificada é a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, com pesquisadores que venceram 43 vezes o Prêmio Nobel. A premiação é um dos critérios para ganhar pontos no ranking, assim como o número de artigos de pesquisadores publicados em revistas científicas, como Nature, Science e outras citações.

“A USP é uma instituição que tem pesquisa em quase todas as áreas do conhecimento”, diz o pró-reitor de Pós-Graduação da instituição, Armando Corbani Ferraz, explicando a posição no ranking. Sem poder entrar na sua sala na reitoria durante a ocupação, Ferraz lamenta a perda de convênios internacionais no período. “O intercâmbio entre doutores ou alunos de outros países tem sido muito salutar para a USP.”

As duas outras instituições públicas paulistas, menores e mais novas que a USP, também aparecem no ranking da Universidade de Xangai. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é a 312ª colocada. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) é a última das latino-americanas, na 480ª posição. A colocação, no entanto, não é demérito, já que a maioria das instituições brasileiras sequer é mencionada no ranking. A única outra brasileira, fora as paulistas, é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 348ª colocação.

Para o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, a tão falada autonomia, conseguida em 1989, foi a grande responsável pelo crescente sucesso das três paulistas. “A autonomia trouxe responsabilidade para administrar os recursos e gerou mecanismos para otimizar nosso trabalho”, diz. Nos últimos anos, as universidades aumentaram todos os seus índices, inclusive a quantidade de vagas - hoje há pelo menos 30% mais lugares disponíveis nas três instituições.

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Essa notícia é boa. E como não poderia faltar, os reacionários aproveitaram o ensejo para falar mal da ocupação. Se dependesse desses reacionários nós ainda estaríamos andando por aí de cipó e enviando email via pombo-correio.

Inclusive eu me lembro de uma entrevista do Prof. Schenberg na qual ele conta que um grupo de professores da USP, certamente congregando os reacionários, recusava-se a aceitar a instalação de computadores na Universidade. Vejam só: os reacionários não queriam que fossem instalados computadores na USP. Porém, como sempre, eles perderam e a história avançou, mas se dependesse deles nós ainda estaríamos na idade da pedra. (Clique aqui para ler a entrevista)

Se não fosse a ocupação os decretos estariam em vigor, o Pinóquio mandando na USP, na Unesp e na Unicamp, não teríamos conseguido mais um bloco no CRUSP, etc. Portanto, o Movimento de Ocupação trouxe benefícios para todos, tanto alunos, quanto funcionários e professores, mas principalmente para a sociedade e para a coletividade estudantil.

Certamente, aqueles que lutaram contra a ocupação deveriam fazer uma carta renunciando expressamente aos benefícios que esse movimento trouxe para a Universidade. Isso seria lógico e coerente, diria o vulcaniano SPOCk. Mas, como a hipocrisia humana, os que lutaram contra a ocupação serão os primeiros a se regalarem com seus frutos...

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Parte da Entrevista na qual o Prof. Schenberg fala dos computadores:

Ao voltar, o senhor se viu comprometido com a implantação do ensino e da pesquisa em Física em São Paulo...


Nessa época, o Marcelo Damy era o diretor do departamento de Física. O Paulus Pompéia também foi diretor. Primeiro a Física funcionou na sede da Politécnica, na rua Três Rios, depois foi para uma casa velha na rua Tiradentes, e mais tarde para a avenida Brigadeiro, depois para a Maria Antônia e, finalmente, passamos para a Cidade Universitária. Nunca quis exercer cargos administrativos; só aceitei após ter voltado da segunda viagem à Europa, já em 1953. Aí fiquei como diretor do Departamento de Física até 1961.

Contribui para fazer várias modificações, e fui muito auxiliado pelo reitor, doutor Ulhoa Cintra. Sem a sua ajuda não conseguiríamos fundar o laboratório de Física do Estado Sólido, e isso foi importante. Todo o pessoal do departamento ia só para a Física nuclear, mas eu tinha uma divergência de opinião muito grande, tecnológica, com o pessoal do departamento de Física. Eles achavam que ia haver um revolução industrial, e que essa revolução ia ter por base a energia nuclear. Eu achava que vinha realmente uma revolução industrial, mas não baseada na energia nuclear, e sim na informática, na eletrônica.

Por isso, achava que se tinha que desenvolver a Física do estado sólido. Ninguém no Brasil entendia disso. Já havia alguns grupos, como os liderados por Bernard Gross e Joaquim Costa Ribeiro, mas eram grupos pequenos. Tentaram também iniciar um trabalho em São José dos Campos, mas não deu certo.

O nosso programa foi feito com recursos maiores, de origem federal. Quem me ajudou muito foi o então deputado Ulysses Guimarães. Enquanto todo mundo achava que o futuro seria a Física nuclear, eu não só incentivei a Física do estado sólido, como fiz o reitor, doutor Ulhoa Cintra, comprar o primeiro computador aqui da USP, um IBM. Mas precisei enfrentar uma oposição forte. Até os professores Oscar Sala e Carlos Gomes tentaram me dissuadir da idéia de comprar um computador. Diziam que em Boston não havia..

Os físicos eram contra os computadores; não enxergavam que eles iam revolucionar a ciência. E como ocorreu a respeito da política nuclear brasileira. No começo, você contava nos dedos quantos estavam realmente contra: um desastre econômico, e o pessoal não se dava conta disso. Os físicos brasileiros não têm muita intuição no que diz respeito ao sentido em que a tecnologia se desenvolve. Há uma falta de senso de realidade econômica, por erro de formação.

Em relação à energia nuclear, isso foi claro: não há dúvida de que o reator nuclear não pode competir de modo nenhum com a energia hidrelétrica. O cálculo do potencial hidrelétrico que as pessoas faziam era absurdo. A energia nuclear poderia competir com a energia da queima do petróleo, mas não com a hidrelétrica. Confundiram as coisas, achando que a energia nuclear sairia mais barata que a hidrelétrica.

Os físicos achavam que era na área da Física nuclear que iria ocorrer uma nova revolução industrial, e que as outras áreas eram teóricas. Não compreendiam que os raios cósmicos foram a primeira fonte de partículas de alta energia — só depois é que vieram os aceleradores — e neles estava a questão da estrutura da matéria Era falta de Intuição sobre os caminhos que a Física iria seguir. A Física nuclear ficou sendo um ramo secundário, e só escaparia disso se se tornasse tecnologicamente importante. Importante era a Física das partículas elementares, e não a Física nuclear propriamente dita. Os fundadores da Física experimental no Brasil viram as coisas com certas limitações, sem muita amplitude. Ficaram fascinados com a energia nuclear.

Quintanilha é um boi de piranha

Por Leonildo Correa 01/07/2007 às 3:00

Tiraram o Ali Sibá e entrou o Ali Babá como presidente do Conselho de Ética. O consórcio da corrupção, digo governista, está se afundando cada vez mais e perdendo a oportunidade de resolver rapidamente a crise sem maiores estragos. Colocar o Ali babá, digo Quintanilha, na presidência do Conselho de Ética, ou foi uma coisa muito, mas muito, estúpida, ou foi uma jogada articulada. Como sabemos que o político mais de bobo de Brasília consegue dar nó em pingo d'água com os olhos bem fechados, a primeira hipótese está completamente descartada. Restou a segunda. Portanto, qual seria o plano do consórcio corrupto, digo aliado ?

E a explicação parece ser: boi de piranha. Quintanilha é um boi de piranha. Foi jogado nas águas para satisfazer as piranhas, enquanto a boiada atravessa o rio em segurança. Vão sacrificar o Quintanilha para salvar o Renan. Vão sacrificar um peixe menor para salvar o tubarão, que está acuado. E o plano já começou a dar certo, pois a imprensa parou de falar no tubarão, digo Renan, e começou a falar do boi de piranha, digo Quintanilha.

Essa constatação deriva do fato de que os aliados sabiam que o Ali babá, digo Quintanilha, estava sendo processado no STF. E se sabiam por que colocaram ele como Presidente do Conselho de Ética ? Será que não consideraram a hipótese de que a imprensa iria descobrir os fatos ? Certamente consideraram e, justamente por isso, o colocaram lá, ou seja, para desviar as atenções do caso Renan. Agora todo mundo vai falar do Quintanilha, que é um peixe menor, e esquecer do Renan que o vilão da história. Um bom ardil e funcionaria muito bem se não fosse descoberto.

A melhor solução para esse caso, goste o governo ou não, é Arthur Virgílio + Mercadante no Conselho, ou então, Suplicy + Jefferson Peres, pois o primeiro pressuposto é que um Conselho de Ética deve ser presidido por quem tem ética. Se fosse um conselho de corruptos, o ideal será indicar um ladrão para a presidência, mas não é. Então por que indicaram um ladrão para o caso ?
Inclusive houve uma inversão completa em Brasília. O PT que era o partido da ética e blá, blá, blá virou a casaca. Agora trabalha para proteger os larápios. De gente com ética no partido restaram poucos, pouquíssimos. E o PFL que sempre foi o lobo mal da história, agora está protegendo a vovozinha contra os ataques da chapeuzinho. A chapeuzinho vermelho ficou malvada e resolveu cozinhar a vovozinha. Mas quem realmente ganha com isso é o PSOL.

Enfim, o ideal para o Brasil e para a coletividade é que o Conselho de Ética esteja nas mãos da oposição, assim tudo será investigado a fundo, detalhadamente.

28/06/2007

O problema é o rabo preso

O Renan não cai do cargo de Presidente do Senado por causa do rabo preso. Tem muita gente com o rabo preso nas mãos do Renan. E se ele cair, como ele mesmo disse, pode levar muitos políticos com ele, ocasionando uma crise institucional.

Essa é outra desgraça implantada pelo legislativo representativo. Não são apenas políticos corruptos, são políticos corruptos que formam uma teia de corrupção. Todos os corruptos estão interligados. Todos eles tem o rabo preso. Por isso é muito difícil combater esse crime no Brasil, pois as ligações que unem os elementos da teia de corrupção é muito forte. Somente cai dessa rede maligna os peixes pequenos, os mais fracos. Por exemplo, os Severinos. Peixe graúdo não sai e não cai da teia. Tubarão então, nem se fala, pois tem força para puxar a rede junto com ele.

Contudo, ainda tem gente que gosta de repetir o refrão jurídico: "Todos são inocentes até que se prove o contrário". Repetem esse refrão até mesmo quando o contrário já está provado. É uma estratégia da corrupção para dificultar a acusação e enganar o povo que pede justiça.

No caso do Renan as provas são claras, inclusive o lobby da corrupção não está atacando as provas, mas sim os dirigentes do Conselho de Ética. Querem que o processo seja arquivado, querem que a impunidade continue e que as empreiteiras prossigam desviando recursos públicos para pagar os desgraçados. É isso que está ocorrendo hoje em Brasília.

Além disso, em todos os últimos casos de corrupção, mensalão, sanguessuga, etc existem dois pontos que tem sido sistematicamente esquecidos.

O primeiro é o dinheiro, ou seja, o dinheiro desviado e furtados dos cofres públicos some e ninguém fala nada. Contudo, ressalto que dinheiro não desaparece no nada. A grana está em algum lugar e com alguém. Logo, pode ser rastreado e recuperado. Mas ninguém faz isso. Por que será ? Esse é um ótimo filão para os caçadores de recompensa, ou seja, os caçadores vão atrás dos corruptos e do dinheiro, prendem o corrupto (vivo ou morto) e recuperam o dinheiro. Devolvem 70% para o Estado, junto com o corrupto (vivo ou morto) e embolsam os outros 30% como pagamento pelos serviços prestados. Bilhões de reais poderiams ser recuperados dessa forma.

O segundo ponto são os corruptores. Pegam os corruptos, mas deixam os corruptores ilesos e prontos para corromper outros agentes públicos. Os corruptores são tão desgraçados quanto os corruptos e devem ser atacados com a mesma força.

Enfim, a única notícia chocante de hoje veio da Colômbia e diz que as Farcs, em um confronto com as forças do governo, matou 11 deputados que estavam seqüestrados. Seqüestrar deputados e Senadores é uma coisa comum na Colômbia. Os guerrilheiros seqüestram e deixam os vagabundos amarrados em árvores no meio do mato, obrigando-os a trabalharem na roça.
Do jeito que a coisa está indo, essa moda vai chegar no Brasil em breve...

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27/06/2007

Se houver provas do sumiço de equipamentos, nós precisamos identificar os ladrões


O Movimento de Ocupação foi um movimento legítimo, sensato, coerente e justo. Foi um Movimento que envolveu muita gente. Certamente, muitos indivíduos, inclusive alunos vagabundos, viram neste movimento a possibilidade de acessarem as dependências da Reitoria para furtar equipamentos.

Para evitar esse tipo de coisa foi criada uma comissão de segurança e as portas da maioria das salas foram fechadas com cadeados. Contudo, isso pode não ter evitado os ataques.

Inclusive, houve o caso de um aluno ter furtado duas impressoras durante a ocupação. Contudo, o indivíduo foi descoberto e algumas pessoas do movimento foram até o apartamento do vagabundo pegar os equipamentos de volta. Assim, as impressoras foram devolvidas intactas no local onde estavam. Certamente, o vagabundo levou uma dura e foi impedido de entrar na Reitoria ocupada enquanto durasse o movimento.

Portanto, não podemos descartar a possibilidade de que outros ladrões estivessem infiltrados na ocupação e de que outros equipamentos tenham sido furtados.

Como esse movimento foi uma ação coletiva e tais comportamentos criminosos prejudicam todos aqueles que participaram da ocupação, se houver a comprovação dos furtos, não será apenas interesse da Polícia e da Reitora em pegar os ladrões. Nós também queremos pegá-los. De preferência pegá-los antes da Polícia e da Reitora, pois assim poderemos julgá-los e puni-los de acordo com as normas antigas de justiça: Talião, Alcorão, etc.

O Movimento de Ocupação foi um movimento legítimo e sério e não um movimento de vagabundos e ladrões. Por isso não podemos admitir ou permitir que alguns elementos manchem essa ação, manchem uma luta coletiva. Esses vagabundos, se existirem realmente, devem ser pegos e punidos. Certamente, caberá a uma assembléia de estudantes decidir o que faremos com eles.

A Reitora está dizendo que sumiu um monte de coisa da Reitoria

De acordo, a Reitora houveram muitos furtos de laptops, monitores, projetor multimídia, impressora, scanner, componentes de informática, DVD player, pen drives, microfones, telefones e algumas máquinas também. Também foram arrombados armários, chaves foram danificadas, janelas, portas. E, de acordo com ela, 46 computadores foram violados. Só 13 poderão ser recuperados.

Já esperávamos que depois da desocupação viria uma enxurrada de mentiras. Contudo, não esperávamos tanto. Não sei se a Reitora está descrevendo o prédio da Reitoria ou se ela está descrevendo furtos em uma loja de informática. O exagero é uma evidência de mentira. Não só isso, as incoerências também indicam mentira. Por exemplo, laptops são computadores pessoais. Computadores pessoais, geralmente, andam com os donos e não ficam nos escritórios. Mais do que isso, na hora da ocupação nenhum funcionário deixaria seu computador pessoal para trás.

Além disso, onde é que estavam todos esses equipamentos, pois as salas ocupadas eram escritórios comuns, sala de assessores e secretárias. Também é questionável a afirmação de que os computadores violados não funcionam mais. Primeiro porque os computadores não foram violados. Para usá-los rodavam-se linux em CD. Segundo as senhas dos computadores não foram quebradas.

Mas há um outro fato que quero apresentar aqui. E esse fato se refere à perícia que entrou no prédio da Reitoria no último final de semana. Não gostei dessa história. Se a perícia visava detectar depredações ou furtos era essencial a presença de funcionários da Universidade junto com os peritos. Sem os funcionários presentes como os peritos poderiam saber o que foi danificado ou furtado. Mesmo assim os peritos entraram na Reitoria no final de semana.

Esse fato é outra evidência de picaretagem no ar. Não poderiam ter deixado o prédio da Reitoria sozinho nas mãos dos peritos, ou seja, a presença de funcionário da Universidade junto com esses indivíduos era fundamental e eles deveriam fazer a perícia durante o horário normal de expediente. Lembro que o Instituto de Criminalística da Polícia Civil fica logo ali no portão da USP, junto com a Academia de Polícia. Um dos monumentos postado na frente da Academia e do Instituto são viaturas. Duas delas são viaturas do regime militar. Portanto, percebe-se que estamos falando de gente que aprova o autoritarismo.

Quaisquer besteira que for dita por esses peritos em laudos feitos em final de semana e no qual não houve funcionários da Universidade presentes deve ser rechaçado e invalidado por fraude, principalmente se acusarem alunos da USP de quaisquer ilícito. Contudo, agora é tarde demais para dizer que não fizeram nenhum laudo ou que não fizeram nada no final de semana.

Percebe-se claramente que estão tramando alguma coisa. Peritos no final de semana. Peritos sem acompanhamento de funcionários da Universidade, etc. E agora vem a Reitora com a lista de supostos equipamentos que sumiram ou foram danificados. A questão que se coloca é: quem furtou foram os alunos, foram os peritos ou foram os funcionários que não apoiavam a ocupação, depois que retornaram ao trabalho ? Quem quebrou foram os alunos ou foram os peritos ou foram os funcionários que não apoiavam a ocupação, depois que retornaram ao trabalho? As coisas que sumiram realmente existiram ou montaram uma lista para culpar os alunos e denegrir o movimento de ocupação ?

E não adianta dizer que os peritos são santos porque não são. Lembro que houve, recentemente, o caso de um desses peritos da Polícia Civil de São Paulo que furtou dezenas de notebook que estavam presos para investigação no Instituto de Criminalística. Se não acredita nisso, pesquisa nos jornais que você vai ter os detalhes do caso. Inclusive esse perito acusou um empregado terceirizado de ter praticado os furtos.

Além disso, a perícia entrou no local sem ter nenhuma evidência de crime. Primeiro os funcionários deveriam ter descrito um crime, para depois vir a perícia. Contudo, aqui na Reitoria da USP a perícia veio na frente. A pergunta é: veio investigar um crime, procurar um crime ou plantar um crime ? Nunca ouvir falar em perícia que sai por aí procurando crime.

Enfim, a Reitora terá que provar que esses equipamentos existiam, terá que provar que eles estavam na Reitoria e terá que provar que foram os alunos que furtaram, inclusive apontando quem furtou. Se não provar nada disso, não pode acusar ninguém. E se apontarem quaisquer alunos que estavam no movimento da ocupação como responsável por quaisquer coisa, sem provas, vão fazer uma grande, imensa besteira, pois vão começar tudo de novo. Para que as ocupações recomecem basta apenas um motivo grande e esse é um motivo grande.

Mas uma coisa eu sei que sumiu da Reitoria: as pingas que estavam no gabinete da Reitora. Disseram que foram os alunos que levaram bebidas alcoólicas para dentro da Reitoria. Tudo mentira. As pingas (Champanhe, etc) estavam no Gabinete da Reitora. Depois da vitória da ocupação, os alunos fizeram um brinde à saúde da Magnífica.

A corrupção em Brasília

Getúlio Vargas foi o pai dos pobres e a mãe dos ricos. E o Presidente Lula, se não corrigir suas ações, será o pai dos pobres e a mãe dos corruptos.

Um governo a favor dos pobres e excluídos não pode se transformar em um governo que salva e apóia os corruptos que roubam a República. Isso é uma contradição, uma insensatez, uma incoerência, pois o dinheiro que falta para investir em educação, saúde e desenvolvimento, enfim, o dinheiro que falta na guerra contra as desigualdades está nos bolsos dos políticos corruptos. Além disso, quem se envolve com corruptos, envolve-se com a corrupção. E dessa vez não vai adiantar dizer que não sabia, pois todo mundo sabe.

26/06/2007

Um rascunho para a Democracia Direta

A Democracia Direta que imagino deve substituir os deputados e os senadores da República. O poder pertence ao povo e por ele deverá ser exercido. Contudo, a meta não é eliminar o poder legislativo, mas sim acabar com o legislativo representativo. Mas a questão que surge é: como fazer isso ?

A minha idéia se baseia no uso intensivo da tecnologia. Hoje com a internet podemos reunir, simultaneamente, todas as vontades em um só local. Inclusive já temos o voto eletrônico e a urna eletrônica. Se o exercício da Democracia Direta era impossível por causa da distância e da dispersão da população. Hoje a distância e a dispersão já não constituem mais o problema.

Contudo, já considero a urna eletrônica ultrapassada e obsoleta. Precisamos criar um método que permita às pessoas votarem de suas casas via internet. Se o indivíduo pode movimentar sua conta bancária pela internet, por que não poderia votar ? Se o indivíduo pode pagar contas e impostos, assim como fazer compras pela internet, por que não poderia escolher uma lei ? Portanto, o primeiro passo é criar um mecanismo que permita aos cidadãos votarem nas eleições pela internet.

O segundo ponto é estabelecer como será a apresentação de novas normas e leis. Considero que qualquer cidadão possa fazer uma apresentação, assim como os movimentos sociais em sentido amplo, as ONGs, as organizações de classe (Médicos, advogados, Juízes) e, certamente, o Governo. Contudo, a norma não deverá ser apresentada e ir diretamente para aprovação da população. Antes disso deverá passar por um conselho (juristas, juízes, advogados e representantes do governo) que irá analisar a constitucionalidade e as implicações sociais da norma. Nesse conselho também deverá ter assento a pessoa ou grupo que propôs a norma.

Contudo, esse conselho não tem poder de veto. Pode apenas fazer sugestões e retirar inconstitucionalidades. Uma vez sanada a inconstitucionalidade e analisada as repercussões sociais da norma, ela irá a votação popular. Certamente, antes da votação, a população deverá ser informada sobre as repercussões, benefícios e desvantagens da norma proposta.

No caso de discordância entre o proponente da norma e o conselho, ou seja, o conselho diz que a norma é inconstitucional e o proponente diz que não é, prevalecerá a decisão de quem propôs a norma. Ela vai para votação popular. Uma vez aprovada, caberá ao STF dizer se a norma é constitucional ou não.

Uma vez cumprido o tempo para divulgação da norma será aberto o período para votação. Digo período porque nessa Democracia Direta que imagino não há necessidade de todo mundo votar no mesmo dia. Agora os cidadãos não votam mais em politiqueiros, mas sim para escolher as leis que irão regular suas vidas e restringir os poderes do Estado. Por isso, não precisam votar no mesmo dia. Podem fazê-lo em um período de 15 a 30 dias ou mais.

Certamente, aqui não está incluído as regras que devem ser produzidas com urgência. Assim, o poder executivo continua podendo emitir medidas provisórias para casos urgentíssimos. Além disso, somente será criada uma nova norma se aquela conduta ou ação não puder ser regulamentada de outra forma ou por outro meio. Também será função da Democracia Direta conter a voracidade legislativa dos legisladores, ou seja, somente deve se criar as normas estritamente necessárias.

Enfim, um cidadão ou grupo propõe a criação da norma. O conselho de notáveis avalia a norma, corrige as inconstitucionalidades e prepara a votação. O cidadão, de sua residência ou de algum órgão público, acessa a internet e vota na norma.

Também deverá haver proporções para escolhas, ou seja, um lei ordinária será aprovada se obtiver tantas votos, porém para aprovar uma emenda constitucional serão necessários x% da população.

Portanto, para viabilizar a implementação da Democracia Direta temos que desenvolver um mecanismo seguro de votação pela internet, assim como um mecanismo de identificação segura do eleitor e fornecer acesso a internet para toda a população, principalmente instalando cybercafé em escolas públicas e demais repartições públicas.

Contudo, isso ficará muito, mas muito fácil, com a instalação da TV digital que permitirá aos televisores acessarem a internet.

Entretanto, não basta só pensarmos nos mecanismos na tecnologia que irá viabilizar a Democracia Direta. Temos que pensar também nas picaretagens que pode surgir para desvirtuar o processo. Assim, precisamos refletir sobre o uso da máquina estatal a favor do governo, sobre os desvios ocasionados pela mídia autoritária, sobre o poder dos grupos dominantes dentro do processo, etc. Enfim, temos que analisar todos os pontos que possam afetar e desvirtuar a Democracia Direta antes de implementá-la.

Enfim, isso aqui é só um rascunho. É só uma idéia para começarmos a pensar a implementação da Democracia Direta no Brasil. Tudo está em aberto e tudo deverá ser pensado e discutido.

23/06/2007

A corrupção em Brasília e o caso Renan

O Presidente Lula e o PT devem decidir: ou lutam contra a corrupção ou salvam os corruptos. Meio termo não dá. De nada adianta a Polícia prender os corruptos e a justiça soltar. De nada adianta descobrirem esquemas de corrupção, desvios milionários, etc e o Governo e os Governistas fazerem manobras complexas para salvar a pele dos envolvidos. Se nós queremos limpar o Brasil, não podemos tolerar esse tipo de comportamento criminoso no âmbito da Administração Pública, seja do executivo, do legislativo ou do judiciário.

Primeiro, o Renan arrumou um filho fora do casamento. Isso já é uma coisa condenável, mas ultimamente parece que virou moda. Segundo, arrumou filho com uma jornalista. Pelo visto era uma relação interesseira: ele entrava com informações privilegiadas do Congresso e da política brasileira, enquanto a jornalista entrava com o corpo e com o rebolado. Outra coisa condenável, mas que, ultimamente, parece que virou costume, principalmente em Brasília onde a prostituição política é a atividade mais exercida.

E se não bastasse de degradação moral, o Senador resolveu transferir o pagamento da pensão alimentícia do seu filho para uma empreiteira. Vejam o tamanho do escândalo: uma empreiteira passou a pagar a pensão alimentícia do filho que o Senador da República arrumou fora do casamento. A simples descrição do fato já é um escândalo e qualquer um percebe que constitui um crime, pois não é função de empreiteira pagar pensão alimentícia de filho de Senador. Pergunta para os trabalhadores da empreiteira para ver se ela paga a pensão alimentícia devida por seus empregados. Não paga. E por que uma empreiteira pagaria a pensão alimentícia de um Senador da República ?

A resposta é simples: porque o Senador vai liberar obras para a empreiteira, porque o Senador vai ajudar a empreiteira a vencer licitações, porque o Senador vai fazer com que seus parentes e demais políticos ligados à máfia da corrupção utilizem os serviços da empreiteira. Enfim, se a empreiteira pagou uma pensão alimentícia de R$ 10.000,00 (dez mil reais), pode ter certeza, é porque a empresa vai ganhar, nos acordos com o Senador, mil vezes esse valor. Empreiteira não faz caridade para ninguém e não dá ponto sem nó.

Contudo, os Senadores, amigos do Renan, que presidem o processo, assim como os Governistas e o Governo, que são aliados do corrupto, digo Renan, dizem que não há indícios de crime. O Renan confirmou o pagamento da empreiteira, a empreiteira confirmou que fez o pagamento, a mãe do rebento disse que recebeu o pagamento da empreiteira... Enfim, o que está faltando ? Como assim não há indícios de crime ? Talvez eles tenham razão, não há indícios de crime. O que há é a certeza de um crime contra a Administração Pública. Não só a certeza, mas também a prova, etc.

Do meu ponto de vista, os dois primeiros fatos já seriam mais do que suficiente para derrubar um Senador da República. O terceiro então, nem se fala. Mas estamos no Brasil, terra dos macunaímas, do mensalão e dos sanguessugas. A coisa por aqui é mais complicada, principalmente quando o Governo e os Governistas estão em cena, trabalhando arduamente para salvar os corruptos flagrados em ação.

O corporativismo e o lobby da corrupção é muito forte em Brasília. O acordo é: um corrupto salva o outro. Como tem corrupto por toda a parte, a impunidade é generalizada e garantida. Como agora a moda é falar em ocupação, podemos dizer que o Congresso Nacional foi ocupado por corruptos e ladrões. Gente da pior espécie comanda a política brasileira. É um Congresso dos irmãos metralhas ou do Ali Babá e os quatrocentos ladrões.

Se o Renan não cair, nós temos que ocupar o Congresso Nacional por alguns meses. E nessa ocupação devemos instaurar uma CPI - Comissão Popular de Inquérito, para julgar e punir os corruptos. Certamente, durante a ocupação prendemos os corruptos e deixamos eles amarrados aguardando julgamento. Os corruptos conseguem escapar do judiciário, pois compram os juízes, porém do povo e da fúria popular eles não conseguiram escapar.

Uma pequena nota

Os Promotores e o Secretário da Injustiça, Luiz Antônio Guimarães Marrey, disseram que os alunos firmados ou fotografados na cena da ocupação poderão responder por crimes que, porventura, tenham sido cometidos ou que eles, Promotores, Delegados e Secretário inventarem.

Tudo bem, nós respondemos pelos crimes inventados. Contudo, o Serra também foi visto dentro de uma ambulância dos sanguessugas, não só isso, ele foi visto conversando e andando com os corruptos sanguessugas. Portanto, por coerência lógica, o Serra também deverá responder pelos crimes cometidos.

Delegados, Promotores e Secretário da Injustiça, aqui ninguém é idiota. Nós conhecemos a lei e sabemos que vocês estão falando mentira, pois uma fotografia ou um filme só valem como prova se flagraram a prática do crime, ou seja, se o aluno foi filmado ou fotografado praticando o crime. Caso contrário, é mais um filme ou uma foto qualquer. Certamente, vocês podem fazer montagem, picaretagens, etc. Contudo, serão desmoralizados publicamente.

Video do Serra com os Sanguessugas
Assista ao DVD que Darci Vedoin queria vender

Blog do Josias - Folha de São Paulo - 17/09/2006

A principal peça do kit que Luiz Antonio Trevisan Vedoin levou ao balcão no submundo eleitoral é um DVD de 23 minutos. Mostra uma solenidade realizada em 2001 num galpão da Planam, a empresa que comandava a máfia das sanguessugas, em Cuiabá. Inclui cenas em que o então ministro da Saúde, José Serra, aparece confraternizando com deputados hoje submetidos ao Conselho de Ética da Câmara por suspeita de recebimento de propina em troca de emendas orçamentárias para a compra de ambulâncias superfaturadas.

“É a primeira vez que vejo uma bancada de deputados fazer isso no Brasil, porque são investimentos relativamente modestos e que têm produtividade muito alta e atinge muitos municípios”, diz José Serra no vídeo. Referia-se a 41 unidades médicas que foram entregues na solenidade à qual compareceu. São furgões e ônibus. Custaram à época R$ 6 milhões. Verba assegurada por meio de uma emenda coletiva da bancada federal de Mato Grosso ao Orçamento da União.

As imagens foram veiculadas no sítio noticioso Olhar Direto. O blog confirmou a autenticidade da peça com um dos funcionários da Polícia Federal que cuidam do caso. Tomadas isoladamente, as cenas do DVD não constituem prova cabal do envolvimento de José Serra com os trambiques da máfia das sanguessugas. Sempre se poderá argumentar que Serra foi utilizado pela máfia. Fica patente, porém, que, no mínimo, o Ministério da Saúde, sob o comando de Serra, foi incapaz de detectar uma encrenca que, sabe-se hoje, começou no governo Fernando Henrique Cardoso e se manteve na gestão Lula: a farra da aquisição de ambulâncias superfaturadas com verbas da União.

As primeiras cenas do DVD que Luiz Antônio Vedoin pretendia vender mostram a chegada de furgões odontológicos ao galpão da Planam. Em determinados trechos, surgem no vídeo Darci Vedoin e o próprio Luiz Vedoin, donos da Planam e chefões da máfia das ambulâncias. Serra chegou ao local acompanhado do então governador de Mato Grosso, Dante de Oliveira (PSDB), morto recentemente. Vistoriando uma das unidades móveis de saúde, Serra comentou: “Muito legal”.

Os três parlamentares que mais aparecem nas imagens são: Pedro Henry (PP), Lino Rossi (PP) e Ricarte de Freitas (PTB). Integravam à época a bancada federal do PSDB. Acusados de receber propinas da Planam, os três foram incluídos pela CPI das Sanguessugas na lista de congressistas sujeitos à cassação de mandato por terem supostamente trocado emendas ao Orçamento por propinas pagas pela Planam.

"A intenção da bancada de Mato Grosso quando criou esse programa, com apoio do Ministério da Saúde, é justamente fazer o (trabalho) preventivo. Eu estou patrocinando R$ 6 milhões, acho que o Henry R$ 2 milhões (...), enfim, todos os deputados do PSDB estão patrocinando no orçamento deste ano uma emenda pra isso", diz Lino Rossi em entrevista exposta no DVD de 2001.

"Idealizamos uma nova forma de fazer a ação de saúde, ter um instrumento móvel para atender à necessidade da comunidade onde ela se encontra. Daí surgiu a idéia de trabalharmos numa ação da bancada federal de Mato Grosso do PSDB e patrocinar uma emenda que pudesse, através de recursos da União, proporcionar a obtenção de unidades móveis de saúde", ecoou Pedro Henry em outra entrevista contida no DVD.

Geraldo Alckmin não aparece no DVD. Segundo a Polícia Federal, o presidenciável tucano é visto apenas numa foto, também inserida no dossiê preparado por Luiz Vedoin. Além dele, há fotos do senador Antero Paes de Barros e da deputada Thelma de Oliveira, ambos do PSDB.

Escrito por Josias de Souza às 04h45

Video 1 --http://www.youtube.com/watch?v=AL7SRdNjL3A

Video 2 --http://www.youtube.com/watch?v=4L2x5P5EHf8

Video 3 --http://www.youtube.com/watch?v=KiRjBMCWcVo

A Coletividade venceu, a Democracia prevaleceu e o autoritarismo está sendo derrotado

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A mídia autoritária diz que a desocupação foi uma derrota. Derrota ? Por que foi uma derrota se a coletividade venceu ? Por que foi uma derrota se nós conseguimos tudo que queríamos e muito mais ? Mídia autoritária, se não tem o que dizer é melhor calar a boca.

Na ocupação da Reitoria da USP derrotamos um Estado autoritário. Derrotamos um judiciário autoritário. Derrotamos uma mídia autoritária. Derrotamos uma reintegração de posse autoritária. Derrotamos um Governador autoritário, uma Reitora autoritária e um grupo autoritário que insiste em permanecer dentro da Universidade Pública.

A ocupação da Reitoria da USP, por sua capacidade de contaminar os estudantes e de se reproduzir pelo país, foi mais do que vitoriosa. Foi um sucesso nota mil. Reacendeu o Movimento Estudantil e entrou para a pauta dos Movimentos Sociais. Não só isso, esta ocupação foi o começo de tudo, pois a partir dela vamos construir um Direito de Ocupação, um Direito da Coletividade contra o Estado, contra os Administradores Públicos, contra os Políticos e contra os Governantes.

Vamos construir um Direito de Ocupação que não pode ser derrogado pelo autoritarismo, nem pelo direito civil (que foi feito para regular conflitos particulares) e nem pelo Direito Penal (que regula atos criminosos). Se o poder emana do povo e da coletividade, esse poder pode ser exercido sem nenhum limite e contra todos, erga omnes. Não podem parar o povo, uma coletividade, com o Código Civil, menos ainda com o Código Penal.

Aqui na Ocupação da Reitoria da USP a coletividade mandou e o governo obedeceu. Isso não foi mérito individual de ninguém. Foi um movimento coletivo, onde cada um que participou deu o melhor de si. Quem sabia escrever, escreveu. Quem sabia desenhar, desenhou. Quem sabia cantar, cantou. Quem sabia dormir, dormiu. Quem sabia rezar, rezou. E tudo o que era feito tinha o mesmo objetivo: concretizar a pauta de reivindicações.

Conseguimos !!! Digo e repito mil vezes: conseguimos !!! Não obtivemos tudo o que precisávamos, porém não esperávamos obter tudo. Por isso pedimos bastante, para conseguir o suficiente. Inclusive, no início, só pedíamos um posicionamento da Reitora sobre os decretos do Joselito Serra. A Reitora não se posicionou e os decretos caíram. Não só isso, a Secretaria do Pinóquio será fechada, definitivamente, pelo Judiciário. O Pinóquio terá que voltar a trabalhar no circo, de onde não deveria ter saído.

Nada disso teria acontecido se não fosse a Ocupação da Reitoria da USP. Nenhuma mudança teria ocorrido se as coisas continuassem dependendo de DCE, UNE e vontade livre da Reitora. Certamente, a mídia autoritária desgraçada tende a reduzir o tamanho do Movimento para reduzir a importância dos Movimentos Sociais, do Movimento Estudantil e dos Movimentos Coletivos. Mas não adianta. Basta olhar para os jornais, para as manchetes e para os sites dos grandes jornais para se ver a importância do que aconteceu aqui na USP.

Portanto, esse Movimento de Ocupação não diminui, não prejudicou e não reduziu a USP em nada. Mostra que nessa Universidade germina a Democracia e daqui saem os Movimentos que catalisam mudanças na História do Brasil. Qual Universidade não gostaria de ter esse poder e essa capacidade ? Qual Universidade não gostaria de dizer: "Tudo começou aqui, com uma ocupação de alunos. Ocupação que repercutiu nos quatro cantos do país e que mudou a História da República." Mais uma vez a USP foi a vanguarda.

Não só isso, a solução pacífica do conflito, mostrou cristalinamente que, realmente, estamos na USP e que nessa Universidade, apesar dos deslize e dos sustos que a Magnífica nos deu, a Democracia é ensinada e os estudantes aprendem a lição. Também ensinam o autoritarismo e o fascismo, contudo, ninguém aprende. A USP continua sendo uma forja eficiente de intelectuais e líderes sociais. Espero que essa nova geração que se levantou aqui e que está se levantando nas demais Universidades Públicas corrijam os erros e as besteiras históricas de nossos antecessores.

Ao contrário da USP, a UNESP deu um exemplo de autoritarismo e estupidez. O Reitor da UNESP mostrou claramente que naquela Universidade Pública a precariedade não é só material, mas também está nas mentalidades. Os alunos da UNESP estão sob a direção de um Reitor autoritário e obtuso que mandou a Polícia invadir a ocupação e prender os estudantes. O que ele ganhou com isso ? O que a UNESP ganhará com isso ? Nada, absolutamente nada.

Mas a vitória não se deveu apenas à ocupação da Reitoria da USP e aos estudantes da Universidade de São Paulo. Se deveu também aos estudantes da UNESP, da UNICAMP e demais Universidades Públicas. Se deveu à greve dos funcionários da USP, UNESP e UNICAMP. Se deveu aos companheiros que nas sombras, sem que ninguém percebesse, usaram de suas influências e ajudaram a segurar o autoritarismo pelo rabo. Assim, mais uma vez, contribuíram para que a História avançasse e a Democracia se consolidasse, abrindo caminho para mudanças ainda maiores que estão por vir.

Também foram fundamentais para o Movimento de Ocupação a ação dos professores da USP e de outras Universidades Públicas que entenderam e explicaram para a sociedade o que os alunos buscavam com essas ações, assim como quais seriam as conseqüências de um avanço do autoritarismo dentro de uma Universidade Pública.

Além disso, foram essenciais as intervenções, explicações e esclarecimentos dos Professores da Faculdade de Direito da USP, principalmente do Professor Dalmo Dallari e da Professora Odete Medauar, que deram uma rasteira no autoritarismo dissimulado que estava embutido nos decretos inconstitucionais.

Também não podemos esquecer dos artistas que passaram pela Ocupação da Reitoria da USP. Artistas que com suas notas musicais e seus traços artísticos enganaram e fizeram adormecer o monstro autoritário. Artistas que demonstraram a sua preocupação com o social, com a luta coletiva e com os anseios da sociedade.

O vírus da Democracia Direta foi plantado. Mais poder para a coletividade, para os Movimentos Sociais e ampliação da participação popular nas decisões políticas e de governo foram exigidas. A ocupação da Reitoria da USP e todas as outras ocupações inseriram variáveis que estão redefinindo o futuro. A Democracia está enterrando o autoritarismo dissimulado e se consolidando no Brasil.

A Reitoria foi desocupada, mas as ocupações não terminaram. Estamos cansados, pois não é fácil viver sob o Terrorismo de Estado, sob ameaça de violência gratuita e injusta contra sua integridade física, sob coação moral e intimidações de autoridades públicas e governantes. Mas vencemos.

Contudo, não podemos esquecer os Estudantes de outras Universidades que estão mobilizados. Se por aqui a situação se resolveu de forma pacífica, sensata, coerente e justa, em outros locais o autoritarismo atacou ferozmente os alunos. O choque invadiu a ocupação, os estudantes foram presos e fichados na polícia. Esses estudantes não podem ser esquecidos, pois as suas ações e reivindicações, assim como as nossas, são legítimas, sensatas, coerentes e justas. Não podemos deixar esses companheiros para trás.

Portanto,a desocupação da Reitoria da USP não significa o fim do movimento. Devemos continuar mobilizados e batalhando junto com os companheiros das outras Universidades, ajudando-os a alcançarem as suas reivindicações e a enfrentarem o autoritarismo. A luta deles também é a nossa luta, pois o movimento estudantil é um só, formamos uma única coletividade. E os estudantes devem vencer em todas as partes, em todas as frentes.

A questão preocupante nesse momento é a resposta que será dada ao Reitor da UNESP, ao procurador que redigiu a reintegração, ao juiz que a concedeu e ao comandante que a executou. Esse Reitor maligno mandou o choque invadir a ocupação. Os alunos foram presos e fichados na polícia. Temos que decidir o que fazer com esse filhote da ditadura e seus comparsas. Isso não pode passar batido, pois é uma tentativa de intimidar o movimento estudantil e impedir que outras ocupações ocorram.

Para tentar impedir e conter manifestações coletivas legítimas, o Estado autoritário e seus dirigentes (Governantes, Juízes, Administradores Públicos) usam mecanismos e instrumentos do Direito Privado e do Direito Penal. Mecanismos de reintegração de posse, etc foram criados para resolver conflitos entre particulares, briga de vizinhos e outros conflitos pessoais. Os instrumentos do Direito Penal foram criados para aplicar penas e punir crimes tipificados na lei. Crimes cometidos por particulares ou quadrilha de criminosos.

Nada disso pode ser usado contra Movimentos Coletivos legítimos. Direito Civil e Direito Penal não são instrumentos para conter a coletividade e suas reivindicações. Todo poder emana do povo e da coletividade, portanto, não há nenhum poder capaz de submeter o povo e a coletividade. Aplicar instrumentos do direito privado contra um Movimento Social é uma distorção grotesca e estúpido. SOmente o autoritarismo pode ter uma idéia tão despropositada. Ao invés de resolver o problema social, procuram punir os militantes e as pessoas lutam pela coletividade e pelo povo. Tentaram fazer isso ao longo de toda a História Humana, nunca conseguiram obter sucesso, pois quando criminalizam um, levantam dez para continuar segurando a bandeira. A vontade coletiva é soberana e ilimitada.

Nós estudantes somos uma coletividade, somos um Movimento Social, e estamos usando o nosso Direito Constitucional de Manifestação e liberdade de expressão. Nós estamos exigindo direitos legítimos que nos pertencem. Dessa mesma maneira, os funcionários das Universidades Públicas que aderiram às ocupações também formam uma coletividade e também fazem uso de seus Direitos Constitucionais. E a união dessas coletividades e desses movimentos geram um campo de força que nenhum governo, por mais autoritário que seja, consegue resistir por muito tempo.

Enfim, o autoritarismo instalado na administração pública, as ocupações realizadas pelo país estão mostrando a necessidade de se fortalecer a coletividade contra o Estado, contra os Administradores Públicos, contra os políticos. Temos que criar, urgentemente, mecanismos e instrumentos que protejam os movimentos sociais contra a ação da polícia; mecanismo que facilitem a derrubada de administradores públicos, políticos e governantes que atacam a coletividade; mecanismo que permitam a participação efetiva da coletividade nas decisões da administração pública e do governo.

E é bom deixar bem claro para a mídia autoritária: a História é escrita pelos vencedores. E esse Movimento de Ocupação foi todo escrito por seus integrantes.

21/06/2007

Os instrumentos democráticos estão se esgotando

Um governo sem sensibilidade social se apoderou do poder e do Estado. Usa o poder e a força para proteger seus interesses autoritários. Usa o poder e a força contra os legítimos donos do poder: o povo. Um Governo que se esconde no Palácio. Isola-se para que nenhum cidadão se aproxime e o chame de ditador. Um Governo que governa por decretos. Decretos ditatoriais. Decretos inconstitucionais. Decretos ilegais. Decretos amaldiçoados. Estamos em uma Democracia ou vivemos numa ditadura dissimulada ?

A ocupação da Reitoria da USP foi uma decisão forte. Forte porém necessária. Único meio das reivindicações serem ouvidas e negociadas. A ocupação rompeu a indiferença da Reitora e mostrou aos dirigintes da Universidade e ao governo que os estudantes são a coletividade e possuem força e coragem para enfrentar e derrotar o autoritarismo. Estudantes que buscam direitos que lhes pertencem. Estudantes que buscam por constitucionalidade e pelo Estado de Direito. Estudantes que lutam por Democracia e justiça.

Contra os Estudantes posta-se o autoritarismo. Contra os estudantes levantam-se a truculência,ameaças e intimidações. Contra os estudantes há o terrorismo de Estado, as mentalidades autoritárias que implantaram a ditadura no Brasil, a falsa legalidade que mascara interesses e mentiras.

Essa é uma luta sensata, coerente e justa. Uma luta que tem objetivos claros expressos numa lista de reivindicações. Uma luta que se baseou em instrumentos democráticos de pressão da coletividade sobre o Estado. Porém, uma luta que chegou ao máximo uso desses instrumentos: a ocupação.

Ocupamos para sermos ouvidos. Ocupamos para que nossas exigências sejam atendidas. Ocupamos para alcançar nossos objetivos, os Direitos que nos pertencem, o fim de decretos inconstitucionais e do Terrorismo de Estado.

Contudo, agora eu pergunto: E se a ocupação não funcionar ? Existe mais algum instrumento democrático que nós, coletividade estudantil, possamos lançar mão para alcançar as nossas reivindicações ? Se o Terrorismo de Estado vencer e nos atacar com o choque, se o autoritarismo entrar na Reitoria e expulsar os estudantes, o que faremos no próximo movimento ?

A nossa luta é contra a opressão, contra a tirania, contra a exclusão e contra o Estado autoritário. Se a Ocupação não for suficiente para alcançar os nossos objetivos, os Direitos que nos pertencem, a justiça que buscamos,no próximo movimento teremos que ser mais fortes e mais violentos. Se a ocupação não alcançar os objetivos, o próximo movimento não poderá ser democrático, pois todos os instrumentos democráticos deram em nada, nenhuma negociação funcionou, nenhuma pressão deu certo, apenas nos deram mais enganação, mais mentiras, mais repressão, mais terrorismo de Estado, mais injustiças.

Se a ocupação não funcionar, a Democracia perdeu. Se a ocupação não funcionar, na próxima vez não iremos pedir mais nada, não iremos negociar mais nada, não iremos perder o nosso tempo. Tudo o que faremos será impor diretamente as nossas decisões, as nossas reivindicações e os nossos objetivos. Antes que usem o Terrorismo de Estado contra nós, nós usaremos o terrorismo contra eles. Antes que usem a força e a repressão contra nós, nós usaremos a força e a repressão contra eles. Antes que eles nos apunhalem e nos sangrem até a morte, nós iremos apunhalá-los e sangrá-los até morrerem.

Se a Democracia perdeu e morreu, só nos resta usar a força. Tenho certeza que as negociações seriam feitas rapidamente se tivéssemos capturado todas as autoridades envolvidas e obrigado elas a assinarem as nossas reivindicações, sob pena de não o fazerem e serem enforcadas em praça pública. Eles planejam invadir a reitoria ocupada para nos expulsar a pontapés, a tiro de borracha e a gás de pimenta. Portanto, também devemos planejar fazer coisas violentas com eles.

Percebam que caminhamos numa escala ascendente de radicalismo. Uma escala que começa com reuniões e negociações, mas que devido a boicotes, ausência das autoridades, etc vai se tornando cada vez mais inútil. Falam de negociação, mas não estão dispostos a negociar. Falam de não-violência, mas nos atacam com Terrorismo de Estado, coações, intimidações, sprays de pimenta, espingardas de tiro de borracha, rifles de longo alcance. Certamente, hoje poderão vir aqui e nos espancarem o quanto quiserem. Somos estudantes e estamos desarmados. Poderão fazer isso hoje, mas não poderão fazer isso amanhã, pois no próximo movimento seremos muito mais fortes e estaremos preparados para responder a quaisquer Terrorismo de Estado.

Não só isso, as autoridades públicas vão empurrando os movimentos sociais para becos sem saída. Os movimentos sociais são empurrados para o radicalismo e para a violência pelo Terrorismo de Estado. Os instrumentos democráticos e as negociações tornam-se inoperantes diante da truculência das autoridades públicas. Cercam todos os lados e usam a mídia para espalhar o medo e a discórdia. A mídia exerce um papel importante dentro do Terrorismo de Estado. É ela que espalha as ameaças e as intimidações.

As autoridades democráticas são obrigadas a usarem os instrumentos democráticos. São obrigadas a negociarem e a darem uma resposta rápida para os problemas sociais. Se essas autoridades cumprissem suas obrigações não teríamos problemas. Mas elas não cumprem nem as obrigações e nem as promessas que fazem. Voltam atrás nas negociações. Retiram o que haviam cedido.

Os Movimentos Sociais se levantam e começam a gritar porque as autoridades públicas falham na condução do Estado e dos órgãos públicos. Os movimentos sociais defendem a coletividade e são as raízes da democracia. Levantam e gritam legitimamente.

As autoridades democráticas respondem ao levante e aos gritos com Terrorismo de Estado e repressão. Ao invés de atacarem Os problemas sociais e suas causas, as autoridades preferem atacar a coletividade, os militantes e o movimento. Os problemas não são resolvidos e se acumulam. Contra o Terrorismo de Estado, os movimentos sociais radicalizam seus discursos e se armam. Se o Governo mata militantes, os militantes devem matar o governo. Essa é a lógica que
alimenta a contestação armada.

As autoridades democráticas preferem investir na repressão e na perseguição dos militantes e dos
movimentos do que resolver os problemas sociais, do que resolver as causas do levante. Resultado: uma guerra social começa a ser desenhada e orquestrada.

Depois da ocupação não resta mais nada democrático a ser feito. Se a ocupação não funciona, os instrumentos democráticos e de pressão não funcionam. Contudo, os problemas terão que ser resolvidos, de uma forma ou de outra. Diante disso só resta um caminho: exterminar as autoridades públicas responsáveis pela desgraça social. Exterminando as autoridades que criam a desgraça social e alimentam a opressão, a tirania e as exclusões, a tendência é que a desgraça cesse ou desapareça. Exterminando os controladores do sistema, o sistem muda, ou seja, terá que, obrigatoriamente, passar para outra pessoa que, certamente, não seguirá o mesmo caminho do antecessor, para não acabar exterminado também.

Por isso, é melhor que os instrumentos democráticos de pressão funcionem, que a Democracia funcione e que o Terrorismo de Estado cesse. É melhor e mais seguro para todos que os conflitos sociais sejam resolvidos pela negociação e não pelo extermínio de uma das partes. A negociação, negociação mesmo e não enrolação, deve avançar para que a Democracia continue existindo.

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20/06/2007

O que fazer quando estiver preso

Por Leonildo Correa 20/06/2007 - 16:00

Pelo encaminhamento das coisas, possivelmente, muitos companheiros, inclusive eu, serão presos pelo autoritarismo. A questão que surge é: o que fazer enquanto estiver na prisão ? a minha resposta é: acordos. Façamos acordos de cooperação e ajuda mútua com os presidiários que também são vítimas de uma intensa e dolorosa opressão e tirania.

Na prisão o autoritarismo é muito mais forte e violento, pois o indivíduo está sozinho e a mercê do Estado. É atacado em sua integridade física e moral, tendo os seus direitos constitucionais e humanos violados, não só por um momento, mas 24 horas por dia. Armazenam 60 presos onde cabem 16. E o judiciário autoritário não vê irregularidade nessa armazenagem. Diz que isso não é tratamento cruel e desumano e, pior, pune o juiz que manda soltar os presos que são submetidos a esse tipo de tratamento.

Nós e os presidiários temos inimigos comuns. Lutamos contra a mesma ordem, contra o mesmo autoritarismo, contra a mesma tirania e opressão.

Por isso, os companheiros que entrarem primeiro nas prisões devem buscar um acordo de cooperação com esse grupo de excluídos que são os presidiários, chamando os para a nossa luta e para as nossas trincheiras. E após a nossa vitória revemos suas condenações e penas. Assim, em pouco tempo constituiremos o exército dos excluídos e marcharemos sobre os grupos dominantes, sobre o autoritarismo, sobre a opressão, a tirania e as injustiças.

Somos dominados, oprimidos e excluídos porque somos separados e divididos. Uma coletividade não pode ser sufocada por muito tempo. Uma coletividade não pode ser oprimida por muito tempo. Se nós nos juntarmos não há poder capaz de nos parar. Precisamos reunir os oprimidos e mostrar-lhes a opressão e os opressores. Precisamos reunir os oprimidos e dar-lhes a possibilidade de escolher entre lutar contra essa ordem autoritária e excludente, buscando destruí-la de uma vez por todas, ou se dobrar a ela, aceitando a tirando e a opressão.

Certamente, os companheiros que estiverem fora da prisão deverão montar os planos e as ações para resgatar aqueles que estiverem encarcerados.

O que fazer quando estiver preso

Por Leonildo Correa 20/06/2007 - 16:00

Pelo encaminhamento das coisas, possivelmente, muitos companheiros, inclusive eu, serão presos pelo autoritarismo. A questão que surge é: o que fazer enquanto estiver na prisão ? a minha resposta é: acordos. Façamos acordos de cooperação e ajuda mútua com os presidiários que também são vítimas de uma intensa e dolorosa opressão e tirania.

Na prisão o autoritarismo é muito mais forte e violento, pois o indivíduo está sozinho e a mercê do Estado. É atacado em sua integridade física e moral, tendo os seus direitos constitucionais e humanos violados, não só por um momento, mas 24 horas por dia. Armazenam 60 presos onde cabem 16. E o judiciário autoritário não vê irregularidade nessa armazenagem. Diz que isso não é tratamento cruel e desumano e, pior, pune o juiz que manda soltar os presos que são submetidos a esse tipo de tratamento.

Por isso, os companheiros que entrarem primeiro nas prisões devem buscar um acordo de cooperação com esse grupo de excluídos que são os presidiários, chamando os para a nossa luta e para as nossas trincheiras. E após a nossa vitória revemos suas condenações e penas. Assim, em pouco tempo constituiremos o exército dos excluídos e marcharemos sobre os grupos dominantes, sobre o autoritarismo, sobre a opressão, a tirania e as injustiças.

Somos dominados, oprimidos e excluídos porque somos separados e divididos. Uma coletividade não pode ser sufocada por muito tempo. Uma coletividade não pode ser oprimida por muito tempo. Se nós nos juntarmos não há poder capaz de nos parar. Precisamos reunir os oprimidos e mostrar-lhes a opressão e os opressores. Precisamos reunir os oprimidos e dar-lhes a possibilidade de escolher entre lutar contra essa ordem autoritária e excludente, buscando destruí-la de uma vez por todas, ou se dobrar a ela, aceitando a tirando e a opressão.

Certamente, os companheiros que estiverem fora da prisão deverão montar os planos e as ações para resgatar aqueles que estiverem encarcerados.