Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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11/09/2008

Bolívia... Bolívia... Bolívia...
Seria a Bolívia o Oriente Médio do Brasil ??? Talvez mais do que isso, a Bolívia é um aviso para o Brasil. Um aviso dos grupos dominantes que querem abocanhar todos os recursos naturais. Não querem dividir nada com a maioria da população... Na Bolívia é o gás. No Brasil pode ser o petróleo. É preciso manter a mente aberta e aprender observando os fatos...

02/09/2008

Aos arapongas e militares o quarto poder
Eu estava redigindo este texto ontem. Porém, derrubaram a internet para que o texto não fosse terminado...Pelo visto, temem as coisas que eu posso dizer e propor... Temem que eu possa reunir a força necessária para estabelecer uma Nova Ordem no Brasil. Uma Ordem cujo poder emana da Democracia Direta, da supremacia da vontade popular, vontade da maioria, nas ações do Estado e nas decisões que afetam a maioria.

Hoje quem manda no Brasil é a corrupção. Vivemos em um cenário onde o poder é movimentado pela vontade e pelos interesses de corruptores e de corruptos. Foi dessa forma que privatizaram e venderam a Vale, salvaram o Renan, livraram os mensaleiros, o Dantas e outros criminosos escaparam da cadeia... Inegavelmente, estamos dentro do Estado Democrático da Corrupção.

Estamos perdendo terreno em todas as frentes e em todos os pontos. Primeiro a corrupção dominou o Senado. Ninguém conseguiu tirar o Renan Corrupto de lá. Agora dominou o STF. Gilmal e o banqueiro são duas faces de uma moeda corrupta. O STF est dominado... A corrupção controla dois poderes ou será que já controla os três ?

Quem luta contra a corrupção está sendo abatido e calado em todas as instituições públicas... Afastamentos, demissões, curso de especialização, Juízes incorruptíveis coagidos e ameaçados, corruptos e corruptores colhem os louros da vitória e repartem os frutos do crime que praticam e do mal que disseminam... Pouca coisa falta para que tomem o controle total do Brasil...

Eu não preciso dizer que a corrupção destruiu grandes e poderosos impérios ao longo da história da humanidade. Não preciso dizer que esse mesmo efeito atingirá o Brasil se não ouver uma reação popular. A resistência tem que ser construída e iniciar os combates. A corrupção só pode ser vencida/derrotada pela força da espada. Ela tem que ser atacada em todas as frentes e todos os pontos.

Os corruptos começam de baixo e vão subindo aos poucos. Quando chegam no topo é porque a maior parte já foi dominada. A vitória do Renan e do Dantas, a criminalidade organizada que funciona dentro dos presídios, a lagosta do Cacciola, a fila de transplante furada, licitações fraudadas, contrabando, descaminho, desmatamento e extração ilegal de madeira, biopirataria, etc, parecem coisas desconexas, temas distintos, um gráfico discreto, mas não é. Há uma linha que une todos estes pontos. Esta linha é a corrupção. A corrupção que destrói o Brasil e os Brasileiros. A corrupção de minoria imposta contra a maioria em benefício de outra minoria. É um negócio de minoria, pois de um lado há uma minoria de corruptos que vende e destrói as instituições públicas; do outro lado há uma minoria abastada, rica e branca. Uma minoria corruptora que compra sentenças, habeas-corpus, compra autoridades públicas, fura a fila do transplante, compra lagosta no presídio, compra os fiscais do Ibama, etc...

Grampo ??? Os corruptos temem o grampo. Temem que seus planos e suas ações, de repente, sejam reveladas para a coletividade... Certamente, quanto maior o número de tramóias, picaretagens e ilicitudes praticadas e escondidas pelo agente, maior é o medo de ser grampeado e descoberto. A cara-de-pau alisada com óleo de peroba pode esconder um cerne podre, cheio de cupim. Por isso, trabalham intensamente para coibir e eliminar quaisquer tipos de instrumentos que possam descobri-los e desmascará-los, que possam revelar a face do mal que encarnam e disseminam na sociedade.

Como o judiciário gosta de presunção, pode-se dizer que o medo de grampo é presunção de ilegalidade e de culpa no cartório. Quem não faz nada errado não tem o que temer. Pode ser grampeado, investigado, revirado de dentro para fora, que não dá nada, a não ser a canseira e a cara de idiota do grampeadores. Mas, quem tem o rabo preso e usa o cargo público para fazer negociata, só de ouvir falar em grampo, já treme nas bases. Inegavelmente, medo de grampo é presunção de culpa no cartório e de rabo preso.

Além disso, considero que quem exerce cargo público não possui, no exercício desse cargo, direito a privacidade. Tudo aquilo que o agente público faz, pode não ser aberto para o público em geral, mas está sujeito a controle e monitoramento dos órgãos de segurança. Quem não aceita este tipo de controle e monitoramento tem que pegar a trouxa e cair fora do serviço público... Em outras palavras, eu considero perfeitamente legal e justo o monitoramento, o controle das atividades de todos os agentes públicos pelos serviços de inteligência e segurança... Essa é a única forma de se proteger o Estado Democrático de Direito e impedir o acesso da corrupção ao cerne, ao núcleo duro, das instituições...

Inegavelmente, um serviço de inteligência não é um órgão político e nem é polícia, portanto, todos os dados que obtém devem estar marcados com tarja de secreto e a publicação desses dados na imprensa tem que ser punidos rigorosamente. Contudo, a punição deve estar prevista em lei... Caso os serviços de inteligência descubram que o Presidente do STF e outros ministros estão fazendo negociatas e vendendo habeas-corpus, cabe a ele reunir todas as provas e encaminhar os elementos para o Ministério Público e para um determinado Juiz. É aqui que a Polícia entra na história... É a polícia que tem que correr atrás de bandido. Eu disse, encaminhar para o MP e para um Juiz, não disse encaminhar para a imprensa...

Portanto, no exercício da função pública, os direitos individuais (privacidade, sigilo de correspondência, etc) não devem ser manejados contra os órgãos de segurança e inteligência que protegem o núcleo duro do Estado, que protegem as instituições... E todos esses monitoramentos devem ser ultra-secretos, incluindo os dados coletados, que somente podem ser abertos e revelados nos casos de crimes praticados pela autoridade pública. Devem ser revelados diretamente para o MP e para um Juiz. Nunca para a imprensa...

Além disso, considero que os órgãos de segurança e inteligência, unidos aos militares, devem formar um quarto poder. Não devem estar dentro do Executivo e nem podem estar sujeitos a decisões politicas, ou seja, a politiqueiros e a politicalhas... Um quarto poder com verba própria, uma gorda fatia das verbas públicas, e autonomia plena de administração, organização, etc... Um quarto poder destinado a proteger o Estado Democrático de Direito, o núcleo duro do Estado, a soberania do país, etc... Um poder que tem sua fonte na Constituição e em leis específicas... Um poder que segue a Constituição e as leis que o regulam, sem ter que lamber botas políticas.

Ressalto mais uma vez, o quarto poder está abaixo da Constituição e das demais leis. Porém, está no mesmo nível dos demais poderes da República. Não deve haver hierarquia entre os poderes. Cada um tem a sua função. Acho que o General Golbery do Couto e Silva adoraria essa idéia !!! Não faz sentido, é estupidez, manter o serviço de inteligência e os militares, uma estrutura completamente autônoma (inclusive no âmbito da Justiça) dentro do poder executivo...

Mas isso só pode ser implantado aqui por meio de uma revolução, por uma quebra no Estado Democrático da Corrupção. Deputados e Senadores corruptos só aprovam leis contra a corrupção quando elas atinge as negociatas suavemente, sem grandes prejuízos... Fora isso, não passa nada. Nessa mesma revolução podemos modificar completamente a estrutura do Estado, instaurar a Democracia Direta no legislativo, criar esse quarto poder e redesenhar o judiciário (Ministro do Supremo tem que ser eleito), etc... Uma revolução que se aproxima...

Voltando a atualidade... Querem criar uma central para reunir os dados de todas as pessoas que estão sendo investigadas e grampeadas no Brasil... Este é o grande sonho de consumo da criminalidade organizada e dos corruptos: saber direto da central de grampos e investigações que suas negociatas estão sendo levantadas pela polícia, ser informado que está sob invesigação... Isso evita, definitivamente, que os chefões da criminalidade organizada, as autoridades públicas corruptas sejam pegos de surpresa, caiam nas mãos de algum Juiz com consciência e com escrúpulos...

O rumo que estão traçando para o Brasil não inclui a maioria dos brasileiros. Inclui uma pequena casta de banqueiros, grandes empresários e os maiorais da burocracia... A casta que engloba corruptos e corruptores. Tudo o que eles querem são as nossas riquezas e o nosso sangue derramado na escravidão do trabalho que gera lucros exponenciais para suas corporações e empresas. De um lado o lucro, do outro desigualdades e pobreza para os trabalhadores urbanos e rurais. Salário mínimo não significa renda. Significa escravidão perpétua, ou você acha que quem ganha salário mínimo consegue fazer alguma coisa diferente de comer uma vez por dia...

A corrupção vive de riquezas. Não há corrupção onde não há riquezas que possam ser exploradas, furtadas, desviadas ou roubadas... Querem o poder, não para exercê-lo em benefício da maioria, mas sim para exercê-lo em benefício próprio, para garantir para seus grupos o domínio das riquezas do país. Exercem o poder contra a maioria. A maioria é considerada gado humano, pilha de energia ou mera mão-de-obra sem consciência e sem características humanas... Exercem o poder para tomar da coletividade as riquezas que foram dadas para o desenvolvimento de todos... A Petrobrás está na mira e vão atacá-la, exatamente como fizeram com a Vale. Os tucanos querem voltar para terminar o serviço inacabado...

Inclusive, se olharmos bem de perto, vamos descobrir o dedo dos tucanos, além do dedo do Dantas, nesta história dos grampos. Quando o Gilmal abre a boca, não tenha dúvidas, há um tucano assoprando no ouvido dele. É um serviçal de interesses sombrios...

E, a cada dia que passa, o Brasil se torna um país mais ricos. E os corruptos se tornam mais fortes para poder dominar tudo, para tomar tudo... Privatizaram a Vale, entregando para uma pequena minoria grandes jazidas de nossos minérios. Minérios que saem das terras brasileiras e vão direto para o exterior. Exatamente como fizeram com o pau-brasil, com o ouro e com o açucar nos séculos passados... As riquezas do Brasil são sugadas e dominadas por uma minoria parasitas. E para garantir/perpetuar o parasitismo contam com o valioso instrumento da corrupção. Os personagens da história são os mesmos grupos, os mesmos interesses, as mesmas pessoas.

Os militares controlam a força e os arapongas protegem as instituições. Contudo, proteger uma instituição não significa proteger os corruptos que infestam essa instituição, que destroem essa instituição. É função dos militares e dos arapongas protegerem o Estado Democrático de Direito, não o Estado Democrático da Corrupção. Não é função dos serviços de inteligência dar cobertura para o corruptos e nem é função dos militares ajudá-los a pilhar as nossas riquezas ou destruir as nossas instituições...

Enfim, vou detalhar melhor esta idéia de quarto poder. Acho que ela é fundamental para conseguir o apoio dos arapongas e militares para a revolução...

15/06/2008

Será que o Obama cobre a oferta ?
O candidato republicano John McCain está tentando impressionar alguém ? Quem será ?

Mas não é só isto, eu acho que a eliminação da tarifa do etanol brasileiro e o fim do subsído ao etanol de milho, acompanhada da adição de 20% de biocombustível na gasolina americana, pode ser uma arma eficiente contra as altas patológicas do petróleo. Seriam 20% a mais de gasolina disponível para consumo no mercado. Certamente, de gasolina misturada com etanol... Também, poderiam promover a substituição das tecnologias que usam gasolina ou diesel puros por tecnologias que usam álcool. Aquecedores a álcool, carros a álcool, etc...

Contudo, é difícil, muito difícil, aceitar idéias como esta quando se está ligado umbilicalmente com as corporações do petróleo...

McCain quer se aproximar do Brasil
Candidato promete fim de sobretaxa ao etanol brasileiro e propõe País na Conselho de Segurança da ONU e no G-8
Estadão Online -- Patrícia Campos Mello -- Domingo, 15 de Junho de 2008

O candidato republicano John McCain quer acabar com a tarifa de importação sobre o etanol brasileiro e eliminar o subsídio ao etanol de milho americano. Ele também apóia a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU e no G-8. Durante três dias da semana passada, a reportagem do Estado acompanhou McCain em campanha por Nova York, Boston, Filadélfia e Washington. E constatou que o republicano tem mais ligações com o Brasil que os brasileiros imaginam. Seu jatinho de campanha é um Embraer 190, da Jet Blue. McCain já esteve várias vezes no Rio de Janeiro nos anos 50, quando namorou uma carioca.

Se for eleito presidente dos EUA, o candidato republicano deve se aproximar do Brasil, nação que elogia por sua política de energia limpa. "Cometemos uma série de erros ao não adotar uma política energética sustentável - um deles são os subsídios para o etanol de milho, que eu avisei em Iowa que iriam destruir o mercado e foi de fato o que aconteceu: o etanol de milho está causando um sério problema de inflação", disse McCain em entrevista ao Estado em Boston. "Além disso, está errado impor uma tarifa de US$ 0,54 por galão de etanol de cana brasileiro, que é muito mais eficiente do que o etanol de milho." Já o candidato democrata Barack Obama defende uma cooperação energética com o Brasil, mas não quer acabar com a tarifa nem com o subsídio.

Além do setor energético, McCain prega uma aliança com o Brasil na chamada "liga das democracias" - uma união de países para se contrapor ao que chama de regimes autocráticos da China e Rússia. Ele apóia um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, a participação do País em um G-8 ampliado (que incluiria a Índia e excluiria a Rússia) e a retomada das discussões da Área de Livre Comércio (Alca) com o Brasil - o senador defende o livre comércio como forma de "espalhar" a democracia pelo continente.

Dentro da campanha de McCain, as posições de Obama para a América Latina são ridicularizadas. "Obama nunca pisou na região, não foi nem de férias para Cancún", diz um assessor. McCain já esteve três vezes na Colômbia e outras tantas no Brasil. A primeira vez foi em 1957, quando ele ainda estudava na Academia Naval e conheceu uma modelo brasileira. Segundo um assessor, ela se chamava Maria e morava "perto do Pão de Açúcar". Eles namoraram por alguns meses e McCain voltou ao Rio para vê-la.

Assessores do republicano afirmam que o projeto de Obama para a região se limita a "tomar chá" com Hugo Chávez , enquanto desencoraja aliados como Colômbia por sua oposição ao livre comércio. "Bloquear o acordo comercial com a Colômbia, impor medidas protecionistas e sentar para bater papo com ditadores como Chávez? Como é que isso vai dar certo?", diz um assessor.

06/05/2008

Terras, aqui e nos EUA
Carlos Lorena / Tamás Szmrecsányi - Retratos do Brasil, Ed. Política, 1984, Vol. II, p. 489-492

O modo democrático como se constituiu a posse das terras nos EUA, comparado com o autoritarismo no caso brasileiro, ajuda a explicar as duas histórias.

O estudo comparativo de situações em dois ou mais países contribui para a compreensão dos problemas de cada um deles. É com essa idéia que faremos uma comparação entre os problemas e as soluções fundiárias nos Estados Unidos e os mesmos problemas e soluções encontrados no Brasil.

No País, as lutas pela Independência, pela libertação dos escravos e pela República não foram marcadas por grandes conflitos armados de extensão nacional. Mesmo as diversas modificações que tivemos na estrutura governamental desde 1930 até os anos 80 se deram de forma mais ou menos pacífica. Os golpes militares - como em 1937 e 1964 - praticamente não encontraram resistência e portanto não houve grandes modificações nas classes dominantes, sempre constituídas, com pequenas modificações, pela mesma elite.

A proclamação da Independência foi liderada por dom Pedro I, rodeado da mesma corte que o apoiava como representante da metrópole; foi apoiada pela esquadra inglesa, o que nos custou assumir uma dívida de mais de 3 milhões de libras esterlinas, em parte contraída por Portugal para - ironia - combater a independência do Brasil e em parte para pagar indenização pelos "direitos" da Coroa portuguesa, dívida gostosamente aceita pelo príncipe poruguês.

A libertação dos escravos não lhes deu o direito a um pedaço da terra que desbravaram com seu sangue, nem sequer o direito ao trabalho remunerado, permitindo que eles fossem simplesmente expulsos das fazendas que construíram.

A proclamação da República foi mais um episódio com pouquíssima participação popular, realizada por uma fração da própria elite dominante.

Pretexto: salvar a cafeicultura. Mas salvam-se os cafeicultores

Na revolução de 30 chegou a haver ameaça de luta, e até algumas escaramuças; mas em pouco tempo víamos Getúlio Vargas salvando os barões da cafeicultura. Com a crise de 1929, muitos fazendeiros de café não apresentavam condições de sobrevivência; terras passavam para as mãos de colonos e empregados laboriosos em pagamento de dívidas; pequenas propriedades começavam a surgir e eis que um decreto de Vargas perdoa a metade das dívidas dos cafeicultores e estabelece prazos enormes para pagamento da outra metade.

O pretexto era a necessidade de salvar a cafeicultura, base da economia nacional; na realidade, salvou os cafeicultores, que puderam continuar a produzir e a ganhar, sem muita preocupação com melhor tecnologia e sem mais cuidados.

A revolução de 1964 foi feita também para impedir a reforma agrária embora de início ainda pretendesse mudar realmente alguma coisa, chegando a editar o Estatuto da Terra. Do Estatuto, porém, foram cumpridos apenas os dispositivos referentes à política agrícola, favoráveis aos grandes donos de terra, ecompletamente engavetados aqueles que levariam à reforma agrária.

Com todas essas mudanças que nada mudaram, é natural que o problema da posse da terra não se tenha resolvido; ao contrário, a concentração da posse da terra aumentou de forma constante. A legislação sobre terras, começando pelas capitanias hereditárias - a partir de 1534 -, passando pela lei das sesmarias - pela qual governadores ou capitães-gerais podiam ceder faixas de terras a quem se dispusesse a cultivá-las -, pelo período 1822-1850 - em que não houve legislação específica sobre a propriedade rural -, até a Lei Vergueiro, de 1850 - que dispunha que as terras públicas só poderiam ser vendidas em hasta pública -, apresentou sempre a tendência de impedir a posse da terra por pequenos lavradores e a aquisição da propriedade pelo esforço e trabalho.

A situação na década de 1980 persistia: pequenos proprietários eram constantemente esbulhados em seus direitos, constituindo o registro da propriedade em cartório verdadeira piada. Essa insegurança sobre a propriedade foi cuidadosamente preservada, apesar dos levantamentos aerofotogramétricos existentes no País, do conhecimento da tecnologia de cadastros, que poderia ser aplicada.

Lincoln, um homem da fronteira agrícola, lidera abolicionistas

Comparando isso com a situação nos Estados Unidos, torna-se chocante o contraste. A independência dos EUA foi conquistada na Revolução Americana, que rompeu completamente com os ingleses e seus aliados. A liderança da revolução foi assumida por comerciantes, advogados e plantadores, cujos interesses tanto econômicos como ideológicos conflitavam com os da Inglaterra.

A força diretora da revolução, porém, era fornecida por trabalhadores urbanos, mecânicos, pequenos lavradores e lenhadores que empurraram os líderes da classe média para posições extremadas. Boa parte dos autonomistas era compostas de homens da fronteira agrícola, descendentes de imigrantes que tinham ido para América em busca de terra e de liberdade. A libertação dos escravos resolveu-se com a Guerra de Secessão, que envolveu os Estados do Norte - abolicionistas - contra os Estados do Sul - escravocratas. Abraham Lincoln, também originário da fronteira agrícola, liderava os abolicionistas vitoriosos.

Antes disso, o Congresso Continental (que a partir de 1774 reuniria representantes das 13 colônias que lutariam pela independência, agindo como órgão central dos rebeldes) decidiria que todas as colônias deviam consfiscar as terras dos ingleses "e de seus aliados", dividindo-as em lotes, vendendo-as e aplicando o dinheiro em bônus da revolução. Como quase odas as grandes propriedades eram de ingleses ou aliados destes, foi realizada uma das mais drásticas reformas agrárias do mundo. A Pensilvânia, por exemplo, foi quase toalmente dividida em lotes de 500 acres (202 hectares), vendidos aos colonizadores que procuravam terra.

Essa reforma agrária não foi apenas drástica, mas permanente; as 13 colônias renunciaram, em favor do Congresso Continental, a todos os direitos às terras a oeste de suas divisas; desta maneira, o governo americano ficou proprietário da totalidade das terras em que se daria, posteriormente, a expansão do País.

Essa expansão deu-se sempre através da ocupação por grande número de pioneiros, cada um recebendo pequeno lote. Logo no início da caminhada para o Oeste, os lotes eram de no mínimo 640 acres (259 ha); esse limite foi diminuindo rapidamente, e em pouco tempo os lotes eram de no máximo 160 acres (65 ha).

Não havia possibilidade de especulação com terras, pois elas existiam à vontade, de graça ou quase de graça. Além disso, não havia possibilidade de formação de grandes latifúndios, pois como todos podiam obter lotes de 65 ha, suficientes para viver, ninguém iria se sujeitar a trabalhar para outros, por salários de fome.

EUA impedem a concentração e o Brasil consagra o latifúndio

A Lei de Terras americana, de 1862, consagrou definitivamente esse limite máximo de 160 acres. É interessante notar que, no Brasil, a Lei Vergueiro, 12 anos antes, consagrava a grande propriedade - para os ricos e poderosos -, enquanto a lei americana consagrava a propriedade familiar, impedindo a concentração da posse da terra. Aqui está a causa principal do desenvolvimento e poderio econômico de um país, e da triste situação do outro. Sem desenvolvimento agrícola não existe desenvolvimento industrial, e sem liberdade de acesso à terra para o pequeno lavrador não há desenvolvimento agrícola.

Nos anos 80, um terço das terras dos Estados Unidos pertencia ao governo federal; as terras agrícolas estavam distribuídas em praticamente sua totalidade, embora houvesse alguma tendência à especulação. A grande maioria das terras ainda nas mãos do governo caracterizavam-se por serem muito acidentadas (montanhas rochosas, por exemplo), ou muito áridas (deserto de Nevada, por exemplo), ou geladas (no Alasca). Eram terras para pastagens e para exploração florestal, ou ainda para recreação e preservação da vida selvagem. Essas terras eram exploradas sob forma de arrendamento, o que freava um pouco a especulação com terras agrícolas.

No Brasil, se não pudermos adotar tal legislação, seria preciso que, tanto do ponto de vista fiscal, como do ponto de vista do direito de propriedade e das relações de trabalho na agricultura, a legislação desestimulasse a posse improdutiva da terra. E seria também necessária uma reforma agrária drástica para corrigir inicialmente as injustiças existentes.

Terra na mão de poucos reflete a estrutura social e política

A evolução da estrutura fundiária do Brasil tem sido bastante diversa da dos Estados Unidos. Isto se deve menos a razões econômicas do que a fatores políticos e sociais. A extrema concentração da propriedade da terra em nosso país, assim como a sua imutabilidade através do tempo, constitui uma manifestação expressiva do tipo de sociedade e de regime político em que temos vivido durante a maior parte da nossa história.

Trata-se de uma sociedade caracterizada por uma rígida estrutura de classes; por grandes diferenças na distribuição da renda, da riqueza e do poder; e pela ausência de participação democrática dos seus membros.

Por outro lado, o País sempre contou com uma disponibilidade relativamente abundante de mão-de-obra não qualificada, havendo a persistência através do tempo de baixíssimos níveis de remuneração para a maior parte da força de trabalho, tanto rural como urbana. Com o crescente processo de urbanização a partir dos anos 50 e especialmente a partir da década de 60, a oferta de mão-de-obra acumulou-se nas cidades e possibilitou a manutenção dos salários em níveis baixos. Nos anos 80, o subemprego nas grandes cidades atingia taxas que variavam de 20% até 30%. É a existência e o contínuo crescimento dessa massa de miseráveis constituíam, pelo menos em parte, uma decorrência da falta de acesso à terra para uma crescente maioria dos trabalhadores do campo.

Baixos salários podem ser encarados como uma vantagem para o crescimento econômico. Trata-se, porém, apenas de uma vantagem a curto prazo, e que só beneficia diretamente as empresas. Além de não oferecerem quaisquer vantagens aos próprios trabalhadores, baixos níveis de remuneração da força de trabalho, mais cedo ou mais tarde, acabam impondo limitações ao desenvolvimento auto-sustentado da economia como um todo. Este é um processo que só se realiza através da expansão e da diversificação (ou ambos os processos) da demanda efetiva.

Na primeira metade dos anos 80, a economia brasileira parecia atingir um desses limites do seu desenvolvimento: o mercado interno encontrava-se virtualmente estagnado, e o externo, a médio e longo prazos, só chegava a constituir uma alternativa válida na cabeça de alguns dos nossos iluminados tecnocratas e governantes.

Nos anos 80, oposição à reforma agrária ainda era poderosa

A reforma agrária seria um instrumento de política econômica capaz de elevar, direta ou indiretamente, e em pouco tempo, os níveis de emprego, de renda e de consumo de toda uma massa de pessoas à margem de mercado consumidor de muitos produtos. É claro que o aumento da demanda efetiva não seria a única, nem a principal, motivação para se promover a realização da reforma agrária.

Trata-se, afinal, de uma questão de justiça social, de um imperativo político de redistribuição da renda, da riqueza e do poder. Além disso, uma redistribuição a favor dos que produzem riqueza por meio de seu próprio trabalho é capaz de gerar efeitos que vão muito além do setor agropecuário, atingindo a economia e a sociedade como um todo.

Nunca é demais lembrar, no entanto, que a reforma agrária não é algo que se faça de cima para baixo, e que as forças que lhe são contrárias continuavam sendo muito poderosas no Brasil da década de 80. Isto, porém, não impede que se possa afirmar que o desejável aumento de emprego, da remuneração e do consumo dos trabalhadores - tantos rurais como urbanos; quer dos setores industrial e de serviços - dificilmente iria materializar-se no contexto da vigente estrutura fundiária. Ou seja, embora a reforma agrária não constituísse a solução de todos os problemas, parecia inegável que todas as soluções teriam que acabar passando, mais cedo ou mais tarde, por ela.

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O poder do latifúndio: Velhas oligarquias
Clóvis Moura - Retratos do Brasil, Ed. Política, 1984, Vol. II, p. 249-250

Sobretudo até 1930, articulam-se as oligarquias, símbolos de um país agrário e atrasado que ainda em 1984 continuavam presentes na política brasileira.

Os resultados das eleições de 1982 trouxeram, para os observadores políticos, uma realidade bem delimitada dos poderes eleitorais em cada região do Brasil. Mosraram, ainda, uma conexão entre aquilo que se convencionou chamar de oligarquias políticas e os números das urnas. Assim, verificou-se que, na antiga área do latifúndio tradicional, a concentração de votos para o partido do governo reflete uma estagnação política que determina o prestígio eleitoral do PDS. Levando em conta que é ali onde o velho latifúndio se estratificou e que o ritmo de mudança social é quase inexistente, pode-se deduzir que essa concentração de votos favorável ao governo - que se estende por uma área que vai do Norte de Minas Gerais ao Estado do Maranhão, compactamente - reflete a conservação do poder político nas mãos de pessoas, grupos ou segmentos oligárquicos, capazes de manter o eleitorado subordinado (direta ou indiretamente) ao seu comando eleitoral.

O poder oligárquico é um tipo de poder que dominou nas principais regiões do Brasil, despoticamente, durante mais de 200 anos. Depois, houve uma reformulação nos seus métodos de mando, uma remanipulação nas suas lideranças, mas, no fundamental, continuou decidindo politicamente, de cima para baixo, através de leis consuetudinárias que não se discutiam. A sua presença se faz sentir, por exemplo, na existência de grotões (onde em 1982 o PDS chegou a obter mais de 90% dos votos) que substituíram os antigos currais eleitorais dos "coronéis" latifundiários.

O poder oligárquico pode ser regionalizado da seguinte maneira: as oligarquias pastoris dos pampas, no Sul; as oligarquias dos barões do café, em São Paulo e Minas Gerais; as oligarquias nordestinas; e oligarquias menores, como as do Paraná e Santa Catarina.

Os poderes de grupos oligárquicos se desenvolvem através de um processo histórico muito complexo, mas que tem como eixo fundamental o poder do latifúndio, especialmente o latifúndio na sua forma tradicional e arcaica, como o do Nordeste e Norte do País.

Sem levarmos em consideração a fase do Brasil Colônia, podemos ver na estrutura do Estado altamente centralizada do Império - com um imperador, um Senado vitalício e um Conselho de Estado também vitalício - a origem da formação das oligarquias como uma forma de distribuiçao do poder entre aqueles que representavam as classes sociais dominantes.

Protegidos pelo governo central, surgem os grupos e famílias que se faziam representar no poder, e que selecionavam os quadros políticos que poderiam ou deveriam representá-los na estrutura do Estado. Assim, abria-se a perspectiva para que esses grupos e seus representantes usassem métodos considerados válidos, alijando os seus adversários dos postos de liderança.

As oligarquias significavam a violência no poder. A violência eleitoral, como a instituição do voto em aberto que permitia a existência de fraude como norma; a violência política, através da perseguição dos grupos de oposição; e a violência física, o terrorismo puro e simples, através do assassínio de pessoas ou mesmo de famílias que eram eliminadas sem que os órgãos da Justiça procurassem apurar as causas e punir os criminosos.

O escritor Abguar Bastos afirma que "os destacamentos, os juízes e os fiscais subordinam-se aos 'coronéis', que passam a exercer, ostensivamente, o poder político regional e a formar a rede dos potentados latifundiários que afunilava aquele poder na direção dos centros urbanos".

Com o fim do Império, o voto transforma-se numa "mercadoria" política que o "coronel" negocia em troca de sua impunidade. A política transforma-se, portanto, em um exercício do poder através de votos de "cabresto".

O presidente Campos Sales (1898-1902) contemporiza através daquilo que se chamou "política dos governadores". Ou seja, uma política estabelecida de cima para baixo sem a participação popular.

Hermes da Fonseca (1910-1914) foi o primeiro presidente a se insurgir contra o poder oligárquico a esta altura urbanizado, em face do processo de desenvolvimento da sociedade brasileira. As oligarquias já urbanizadas tinham, porém, a sua raiz de poder na posse da terra. Por isso, a presença do jagunço era indispensável para que o "coronel" oligárquico mantivesse o seu poder. Um exemplo de violência foi a eleição do general Dantas Barreto, em 1911, para enfrentar a oligarquia pernambucana liderada pelo conselheiro Rosa e Silva, cabeça da oligarquia rosista. Tendo sido indicado e apoiado pelo presidente Hermes da Fonseca ao governo de Pernambuco, Dantas Barreto enfrenta uma reação violenta da oligarquia.

As escaramuças se sucedem durante os comícios. Os membros da oligarquia, assim como os seus adversários, andavam armados nos comícios e faziam constantemente o uso das suas armas. Segundo um cronista da época, "era uma situação de terror". Tiroteios eram comuns nas praças. Em um deles, em 19 de setembro, houve agressões, de lado a lado, saindo feridos vários políticos. Noutro, cinco dias depois, a 24 de setembro, foi assassinado o soldado João de Santana por se negar a dar um viva ao conselheiro Rosa e Silva. No ato de recolhimento do corpo da vítima, novos tiros foram dados e o comércio fechou as portas.

Verdadeira guerra contra os rosistas de Pernambuco

Por outro lado, havia um princípio de mobilização popular contra o poder oligárquico rosista. Foi criado um batalhão chamado "34 descalço", compostos exclusivamente de gazeteiros (vendedores de jornais), que lutou várias vezes em praça pública com a polícia da oligarquia.

Em um comício foi ferido o próprio chefe de polícia, Ulisses Costa. Estabeleceu-se um conflito entre os efetivos do Exército, que garantiam a candidatura de Dantas Barreto, e os elementos da polícia, que eram rosistas. Várias pessoas morrem vítimas da violência durante a campanha, entre elas o capitão José Lemos e Libânia Machado. Outros foram espancados, como o médico Gouveia de Barros. O povo invade o 2. Batalhão de Polícia, destruindo-o parcilamente. São levantadas trincheiras nas ruas. Em outros comícios há mortes e ferimentos. Finalmente, após as eleições, com a vitória de Dantas Barreto, o povo cantava: "O pau rolou, caiu,/Rosa desceu,/ Dantas subiu."

Hermes da Fonseca combate outras oligarquias. Ficaram famosas as intervenções no Pará, contra os Lemos; no Ceará, contra os Acciolys; em Alagoas, contra os Malta; na Bahia, quando o ministro da Justiça J.J. Seabra ordenou o bombardeio da cidade de Salvador; no Rio de Janeiro, primeiro a favor, depois contra Nilo Peçanha.

A década de 20 é o momento de crise do poder oligárquico, o qual não se desarticula, no entanto. Os dois 5 de julho (em 1922, o episódio conhecido como os 18 do Forte de Copacabana; em 1924, a revolta tenentista, sob o comando do general Isidoro Dias Lopes, em São Paulo) e a marcha da Coluna prestes alertam as populações do interior, criando um ambiente favorável à Aliança Liberal (1929-1930).

A própria Coluna Prestes e os seus membros não tomam consciência da origem social do poder oligárquico. Politicamente, os seus membros queriam destruir as velhas oligarquias que dominavam os mecanismos de poder do País e impunham as suas normas de conduta a todos os segmentos oprimidos da sociedade. Utopicamente, no entanto, achavam que, com simples reformas no corpo político, conservando-se, basicamente, a mesma estrutura social, o Brasil poderia democratizar-se.

Numa carta dos chefes da Coluna ao deputado Batista Luzardo, que os defendia na Câmara dos Deputados, eles afirmavam que, "como limite mínimo de nossas aspirações liberais, incluímos a revogação da lei de imprensa e a adoção do voto secreto. Com tais medidas, uma natural anistia e a impresncindível suspensão do estado de sítio, talvez seja possível ao governo trazer ao Brasil a paz e a tranqüilidade de que tanto necessita."

A ideologia pequeno-burguesa e reformista da Coluna Prestes, segundo o historiador Nelson Werneck Sodré, não podia ir muito longe politicamente. O próprio Lourenço Moreira Lima, secretário oficial da Coluna, limitou-se a queimar documentos de cartórios, sem fazer, porém, conexão política mais relevante e lúcida entre as injustiças cometidas pelos donos de terras e o poder das oligarquias. Por isso, os latifundiários (base social do poder oligárquico) temiam a Coluna Prestes por aquilo que ela poderia ter feito. Não pelo que ela fez.

Mas o movimento da Coluna Prestes faz revelar uma diferenciação profunda entre o ideal desse grupo e o da Aliança Liberal em relação às oligarquias, fato que leva o próprio Luís Carlos Prestes a não apoiar a revolução de 30. A relação dos adeptos da Aliança Liberal revela um número reduzido de aliancistas em todo o Norte e Nordeste - segundo depoimentos do historiador Hélio Silva - à exceção da Paraíba, onde os oligarcas e os "coronéis" acompanharam o governo local, do presidente João Pessoa, candidato à vice-presidência da República na chapa de Getúlio Vargas. Assim mesmo, houve uma forte reação do chefe sertanejo José Pereira, conhecida como o levante da Princesa, em fevereiro de 1930.

Vitoriosa a revolução de 30, o governo Provisório de Getúlio Vargas nomeou os "tenentes" para as interventorias do Norte do País. Juarez Távora ficou conhecido como "vice-rei". João Alberto Lins de Barros foi nomeado delegado militar e depois interventor em São Paulo. Após um início conflituoso, os tenentes interventores - sem base social para se manterem no poder - aliaram-se aos "coronéis". Assim, em 1934, vários interventores foram eleitos para o governo constitucional mediante coligações nas Assembléias Legislativas, com raras exceções, como no Rio Grande do Norte.

Em 1945, um fato político-militar vem refazer as relações e a correlação das forças políticas internas no Brasil: a vitória dos aliados contra a Alemanha nazista, o fascismo italiano e o militarismo japonês.

O governo autoritário de Getúlio Vargas, imposto em 1937 através de um golpe, entra em crise. Vargas trata de terminar como Estado Novo e o regime autoritário, providenciando a legislação eleitoral e a formação dos partidos políticos que disputarão a Assembléia Constituinte, em 1946.

Forma-se, então, o PSD (Partido Social Democrático), agrupando setores que apoiavam o governo. Segundo Hélio Silva, "é o partido no poder para sustentar o poder."

As oposições agrupam-se inicialmente em torno de um nome que tinha uma legenda revolucionária, vinda do episódio dos 18 do Forte de Copacabana: Eduardo Gomes. Esse movimento oposicionista que depois se irá diversificando, com mudanças na sua estrutura, terminará na organização da UDN (União Democrática Naciona). Dizendo-se democrática, conspira para o golpe militar que terminará com a destituição de Getúlio Vargas, em 29 de outubro de 1945. A partir daí, as oligarquias regionais têm posições diferentes: algumas apóiam a UDN; a maioria ingressa no PSD, que representa o latifúndio tradicional. Iso fez com que a UDN iniciasse um atividade política nitidamente golpista a partir de então.

Após o golpe militar de 1964, as oligarquias regionais são colocadas em quarentena, pois não havia necessidade de seu prestígio para eleger o presidente ou os governadores através do voto. Mas, com a evolução dos acontecimentos, o Regime Militar reativa essas oligarquias, dando a elas novos níveis de prestígio, a fim de manter uma aparência de democracia nos moldes da "velha República".

Com o Colégio, oligarquias readquirem importância

A formação do Colégio Eleitoral, que em janeiro de 1985 está encarregado de escolher o presidente da República, em parte baseia-se nas oligarquias mantidas e utilizadas pelos governadores nomeados até 1982. Reedita assim o "voto de cabresto" e os oligarcas readquirem o seu antigo prestígio. Não é por acaso que, nas eleições presidenciais indiretas para a sucessão do general Figueiredo, a oligarquia baiana da família Viana apoie o candidato do regime, Paulo Maluf. Rearticulam-se os mecanismos de dominação e a violência volta a ser uma sistemática de dominação.

Com a reelaboração pelo Regime Militar do esquema eleitoral, os métodos dos terroristas das oligarquias passam a funcionar de novo porque elas passam, também, a ter importância política no processo eleitoral. Assim, a fraude, a intimidação e especialmente a corrupção passam a ser cabos eleitorais do regime. Em face disso, foi criado um Colégio Eleitoral fraudulento, no qual cada um dos seus membros, em 15 de janeiro de 1985, vota por 122.796 eleitores que não podem votar.

Com isso se refuncionalizam as oligarquias, a democracia brasileira retrocede até à época do Poder Moderador e o povo paga politicamente por este retrocesso histórico sem precedentes.

Em 1984, o problema da terra no Brasil continuava intocado. Apesar da diversificação havida na composição da população brasileira na relação cidade-campo, tendo aumentado a população urbana e diminuído percentualmente a camponesa, o problema do campo brasileiro continuava sem solução. COm isso mantinham-se intocáveis as oligarquias autoritárias que ao longo da nossa história, mas especialmente depois de 1964, oprimem a massa camponesa.

25/04/2008

A resistência da Ordem
Márcio Bueno - Retratos do Brasil, Ed. Política, 1984, Vol. II, p.283-284

Desde a sua criação, em 1930, a Ordem dos Advogados do Brasil esteve presente - do Estado Novo ao Regime Militar - nas lutas pelas liberdades democráticas.

Em 1980, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) comemorou com solenidade, mas sem festas, o seu cinquentenário. Durante a fase de organização das festividades comemorativas, um atentado terrorista sacudiu as suas instalações e matou dona Lyda Monteiro da Silva, funcionária da Ordem havia mais de 40 anos.

Dois dias antes de morrer, dona Lyda prestara um depoimento ao advogado Alberto Venâncio Filho, que fazia um levantamento para escrever a história da OAB. Dona Lyda explicara que pouca coisa havia restado das discussões havidas nas sessões da OAB no período do Estado Novo (1937-1945), e sobretudo no período final, durante a campanha contra a ditadura varguista.

As atas da entidade eram publicadas no Jornal do Comércio (RJ) e passaram a sofrer censura, razão pela qual se decidiu omitir as manifestações de caráter público. A funcionária da Ordem fazia a ligação de duas fases (o Estado Novo e o Regime Militar) em que os advogados tiveram o mesmo posicionamento contra o arbítrio.

A OAB foi criada em 18 de novembro de 1930, com o desmembramento do antigo Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil, este de 1843. Objetivo: disciplinar e selecionar os profissionais. Apesar das intenções corporativas de sua criaçao, a força da tradição do instituto impediu que a OAB se tornasse uma entidade vinculada ao Estado. Até por volta de 1943 a Ordem se manteve dentro dos limites de órgão selecionador e disciplinador da categoria, quando então começa a reagir ao Estado Novo.

Antes, já havia a atuação do advogado Heráclito Fontoura de Sobral Pinto na defesa dos comunistas Luís Carlos Prestes e Harry Berger. Indicado pela OAB, este advogado de formação católica lutou durante nove anos para livrar seus constituintes das torturas degradantes a que eram submetidos, chegando a invocar em seu benefício a lei de proteção aos animais.

A luta contra a ditadura culminou com a eleição de Raul Fernandes, vinculado à UDN, o que marcou a ruptura definitiva com o Estado Novo. Na fase que se seguiu, a OAB permaneceu próxima à UDN, elegendo novos presidentes ligados a este partido.

Esta proximidade com a UDN pode explicar porque a OAB não reagiu ao golpe de 64. A OAB, porém, se desvincula do sistema com a eleição de José Cavalcanti Neves, em 1971. "A tortura e os métodos de brutalidade levaram os advogados a reagir", lembra o jurista Raymundo Faoro, presidente da Ordem no período 1977-1979. "Mas a reação não foi política", ressalva. "Os pressupostos da advocacia estavam sendo feridos - os juízes não tinham as garantias constitucionais."

De fato, Cavalcanti Neves pauta sua gestão pela defesa intransigente do restabelecimento das garantias da magistratura, da plenitude do habeas-corpus, do respeito aos preceitos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do respeito aos princípios do Estado de Direito.

A gestão seguinte é menos expressiva. Em 1975, com a eleição de Caio Mário da Silva Pereira, a Ordem volta a defender o restabelecimento das garantias constitucionais dos advogados e dos cidadãos e, em 1977, Raymundo Faoro é eleito presidente e torna a Ordem uma das entidades mais representativas da sociedade civil. Sua atuação foi pautada pela defesa do retorno ao Estado de Direito democrático. O novo presidente entendia que a Ordem deveria limitar-se às demandas específicas dos advogados.

Com isto poderia aglutinar os profissionais de todo o País, inclusive os que militavam no partido do governo. Defendeu o retorno ao Estado de Direito como pressuposto básico do exercício da advocacia. E, como forma de atingir este objetivo, a defesa da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

Interlocutor privilegiado do senador Petrônio Portela, presidente do Congresso, Raymundo Faoro limitou suas reivindicações aos pleitos específicos dos advogados: restabelecimento da plenitude do habeas-corpus, das garantias da magistratura e retorno ao Estado de Direito, através de uma Assembléia Constituinte.

Outra questão proposta por Faoro a Portela: a alteração do Artigo 185 da Constituição, que tornava inelegíveis todos os cidadãos que tivessem tido os direitos políticos cassados. O presidente da OAB alertava o senador Portela de que a anistia viria mais cedo ou mais tarde e de que este artigo seria um entrave.

O presidente do Senado argumentava que o problema era a existência de três nomes não absorvíveis pelo sistema: Luís Carlos Prestes, Miguel Arraes e Leonel Brizola. Ouviu então do presidente da OAB o desafio de encontrar uma fórmula legal de deixar apenas os três fora de um projeto de liberalização.

Petrônio Portela, porém, não encontraria a fórmula e a 13 de outubro de 78 caía o AI-5. Pela edição da Emenda Constitucional n. 11, eram restabelecidas as prerrogativas da magistratura, o habeas-corpus pleno e alterado o Artigo 185 da Constituição, caindo a inelegibilidade dos cassados e abrindo-se caminho para a anistia.

Eduardo Seabra Fagundes assume a presidência em 1979, reconhecendo as conquistas obtidas na gestão anterior e ressalvando que ainda faltava muito à plena restauração do Estado de Direito. Começa pregando a anistia ampla, geral e irrestrita e sem gradualismos; a convocação de uma Assembléia Constituinte que restaure as eleições diretas em todos os planos, assegure a liberdade de organização partidária e sindical e estabeleça uma justa distribuição de renda.

Como principal diferença do presidente anterior, havia o entendimento do caráter do Estado brasileiro: para Faoro, autoritário; para Seabra: totalitário. Foram cortadas as negociações com o regime e estabeleceu-se uma linha de luta intransigente pela restauração da democracia.

Outra diferença na gestão de Seabra Fagundes, ao contrário da gestão de Faoro, foi que a OAB passou a empunhar bandeiras gerais, indo além das demandas específicas dos advogados. A ordem se coloca contra a Lei de Segurança Nacional e a sobrevivência da comunidade de informações.

O projeto de anistia do governo também teve a repulsa da Ordem, pelo seu caráterde indulto e pela questão da reciprocidade. Participando do CDDPH (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Seabra Fagundes luta contra a imposição do sigilo e constitui uma comissão de 15 advogados para assessorá-lo.

Dezenas de pessoas passam a procurar a OAB, pedindo ajuda para questões como o esclarecimento desaparecimento de presos políticos. Entre estas questões figuram a tentativa de reabertura do processo do deputado Rubens Paiva e o acompanhamento da localização de uma antiga casa de torturas de presos políticos na cidade de Petropólis (RJ).

Em 84, a OAB participa com destaque da campanha das diretas.

O atentado contra a OAB ocorre nessa gestão. A Ordem contrata um perito independente para acompanhar as investigações, mas o caso permaneceu sem esclarecimento. Um militante de direita, Ronald Watters, foi preso, mas absolvido por falta de provas.

A gestão seguinte, de José Bernardo Cabral, caracteriza-se pela ênfase à questão dos direitos humanos dos presos comuns, à reforma do ensino jurídico e ao relacionamento internacional. Durante sua gestão ocorre o atentado do Riocentro. A OAB, através do CDDPH, reage energicamente, exigindo um completo esclarecimento do episódio.

No período iniciado em 1983, a OAB, sob a presidência de Mário Sérgio Duarte Garcia, continua participando das lutas pelas liberdades democráticas no País, às vezes se envolvendo com a truculência do Regime Militar. Em 24 de outubro de 1983, durante a votação do Decreto-Lei n. 2045, Brasília se encontrava sob regime das medidas de emergência.

Mesmo assim, o Conselho Seccional do Distrito Federal decidiu manter a realização do I Encontro dos Advogados. O executor das medidas, general Newton Cruz, o "Nini", mandou invadir e interditar as instalações da OAB-DF, mas o presidente do Conselho, Maurício Correa, resistiu à intervenção, posteriormente revogada pelo Planalto sob a alegação de ter havido um mal-entendido. Ao final do episódio, o general Cruz chegou a admtir, publicamente, que "havia quebrado a cara".

Em 1984, quando a campanha pelas diretas-já empolgou todo o País, a OAB, juntamente com outras entidades, compôs o Comitê Suprapartidário Pró-Diretas e teve participação destacada de seus representantes.

30/03/2008

A oposição ao Brasil
Observando os fatos recentes percebe-se, claramente, que a oposição atual não é apenas uma oposição política, é uma oposição ao Brasil e aos Brasileiros. É oposição ao desenvolvimento, ao avanço social.

A prova disso é o fato das pessoas que fazem oposição política serem as mesmas que ocasionaram e ocasionam grandes prejuízos ao Brasil e ao Povo Brasileiro.

Não podemos esquecer das privatizações. Cada vez que eu olho para a Vale do Rio Doce tenho vontade de chorar. O que a Vale paga de imposto é "0,000 alguma coisa" do que o lucro dessa empresa. Se a Vale fosse estatal o lucro de bilhões que ela obtém anualmente pertenceria ao Povo Brasileiro e não apenas o "0,000 alguma coisa" de imposto. A privatização da Vale e de outra estatais é serviço da oposição ao Brasil e aos Brasileiros.

Inclusive, acho que devemos somar os impostos que a Vale paga ao Brasil e, depois, somar os lucros e o patrimônio desta empresa. Isto vai mostrar o tamanho do prejuízo contínuo que a oposição causo e causa ao Brasil...

Outra coisa. A dengue no Rio é um exemplo de incompetência. Inclusive poderíamos fazer uma engenharia para ligar o ataque da dengue com o fim da CPMF e usar isto para culpar a oposição.

Enfim, a oposição tem o rabo preso em todos os níveis. Basta cavar um pouquinho para encontrar ações ilegais, corrupções, etc. Porém, a oposição, como esta infiltrada em todos os níveis da administração pública e em todos os poderes do Estado, eles possuem uma grande rede de proteção, dissimulação e de camuflagem. Eles escondem o mal que ocasionam bem escondido. Por isso, raramente, em um governo da oposição a coisa aparece.

O mensalão foi inventado e operado pelo governo FHC e por que ninguém descobriu ? Inclusive, dizem que foi com o mensalão que o FHC aprovou a reeleição e um monte de outra coisa... Ninguém viu nada e nem descobriu nada porque o FHC tinha a sua rede de proteção, dissimulação e camuflagem... Escondeu tudo bem escondido.

Inclusive, esta rede ainda opera para a oposição. É dessa forma que as coisas vazam para a imprensa de dentro do governo atual. Lembram do delegado federal e do monte de dinheiro fotografado pela Globo ? Lembram da armadilha que fizeram para o Palocci ? Tudo isto é a rede da oposição infiltrada na mídia e nos poderes do Estado atuando para prejudicar o governo, o Brasil e os Brasileiros...

Agora esta rede está atuando para queimar a Dilma... A saída é rastrear os elementos infiltrado e tirá-los de dentro do governo. Não só isto, o governo deve mostrar claramente as ações da oposição para o Brasil e para os Brasileiros. Mostrar que não é apenas uma oposição política, mas uma oposição ao Brasil e aos Brasileiros. A meta da oposição e afundar os Brasil e mantê-lo na dependência e na desgraça.

As ações da oposição não podem fazer o governo recuar. Se recuar, a oposição cresce e toma terreno. Portanto, a melhor defesa, neste caso, é o ataque direto e certeiro. Se eles tem o rabo preso, é hora de pisar no rabo deles ...

12/03/2008

A ineficiência dos órgãos federais nas pequenas cidades do Brasil
Eu estou em uma pequena cidade do Brasil, Ibaiti-Pr. E estou abismado com a ineficiência, incompetência e ações opressivas contra as populações hipossuficientes. As ações mais fortes e opressivas vem dos órgãos públicos federais.

Por exemplo, vamos falar do INSS de Ibaiti-Pr. Para pegar uma senha para ser atendido você espera trinta minutos e, depois que pega a senha, espera mais duas horas. No posto tem 10 guichês para atendimento, porém, somente três ou quatro guichês tem funcionários trabalhando. Além disso, estes funcionários enrolam o máximo possível e, de vez em quando, eles saem e ficam apenas dois ou um atendendo a fila gigantesca.

Mas o que me deixou mais revoltado foi a estupidez dos funcionários e o fato da advocacia administrativa (funcionário público defendendo interesses próprios, de amigos, parentes, etc dentro da repartição pública) correr solta. os amigos dos funcionários, alguns advogados e gente de sociedade secreta, tem prioridade. Chegam e vão direto falar com os atendentes, enquanto os demais tem que pegar senhar, sentar e esperar.

Fazem isto na frente de todas as pessoas que estão sentadas esperando o atendimento dos vagabundos dos servidores públicos.

No dia que eu estava lá, auxiliando um parente, fiquei estarrecido. O indivíduo na frente de todos, estava atendendo um empresário. E, de repente, começaram a conversar sobre plantação de eucalipto. Parece-me que o funcionário do INSS tinha terras e pretendia plantar eucalipto e o empresário que estava sendo atendido atuava na área. Para encurtar a história, no final da conversa de 30 minutos, trocaram cartões e telefones. Para negociarem mais tarde. Tudo isto sendo feito dentro de uma repartição pública, bem na cara de todas as pessoas.

Outra coisa que me deixou revoltado e brabo foi saber que o INSS de Ibaiti está suspendendo os pagamentos de benefícios que exigem dois médicos peritos. Agora você imagina, uma pessoa que recebe auxílio-doença tem seu tratamento interrompido porque o INSS não tem médico perito. Logo, o benefício é suspenso até que venha um médico de fora fazer a avaliação.

A pessoa passa pelo primeiro médico perito e, logo após, tem que passar pelo segundo médico perito, devido ao tal pedido de reconsideração. Porém, em Ibaiti-Pr, só tem um médico. Assim, a pessoa que teve o benefício aprovado pelo primeiro médico, tem seu benefício suspenso por falta do segundo médico. O indivíduo tem que ficar esperando vir um médico de fora para fazer a perícia.

A minha pergunta é: a doença também ficará suspensa esperando a vinda do médico de fora ? Se é um direito do segurado receber o benefício, o pagamento pode ser suspenso por incompetência do INSS ? A falta de médico perito não é culpa do segurado, é culpa do INSS, então, por que o segurado tem que arcar com o prejuízo ? Isto está acontecendo só aqui ou está acontecendo em todas as pequenas cidades do Brasil ? O Presidente Lula sabe disso ?

Não só isto, estão cortando benefícios legítimos de um monte de pessoas hipossuficientes. Deficientes físicos e deficientes mentais estão sendo reprovados em perícia. Alguém está cortando benefício legítimos por alguma razão, talvez para arranjar trabalho aos advogados da sociedade secreta.... Como o benfício é legítimo, depois de cortado, a pessoa arranja um advogado e entra na Justiça. Então, ganha a ação. Porém, o advogado comeu quatro ou cinco parcelas do benefício.

Eu estou contando isto porque o parente que estava comigo, que sofre de epilepsia, recebia o benefício. Porém, por falta de um segundo médico perito o benefício foi suspenso e ele ficará a espera da má vontade do órgão público em trazer médico perito para a cidade.

Além disso, informaram-me que não é possível entrar com processo administrativo contra o INSS em Ibaiti-Pr. Não é possível o segurado ir para uma cidade próxima para fazer a perícia lá. Não é possível fazer nada, a não ser suportar o dano que está sendo ocasionado pela autarquia e pela incompetência dos servidores públicos.

Eu só lembro uma coisa: o Estado tem responsabilidade objetiva e eu vou despejar uma caminhão de ações indenizatórias, por conta disso, sobre o INSS...

Outra coisa importante, a sociedade secreta também está infiltrada nesta autarquia. Por isso, alguns pedidos de benefício saem rapidamente, enquanto outros são enrolados por anos e anos. Os que saem rapidamente são promovidos pela máfia secreta e beneficia pessoas ligadas à máfia. As pessoas comuns, geralmente hipossuficientes (trabalhadores rurais, pessoas de idade, analfabetos, deficientes, etc) são prejudicadas de todas as maneiras e de todas as formas possíveis.

Além do INSS, outro problema é o Banco do Brasil da cidade. A fila desse banco também é gigante. Os funcionários são mal-humorado, estúpido e picaretas. Certamente, também estão ligados com a tal sociedade secreta, pois algumas pessoas recebem ligação em casa, do Banco do Brasil, de linha de crédito que pode usar, enquanto outros, mesmo podendo receber crédito disponibilizado pelo governo, são tirados fora e impedidos de receber os recursos, seja por excesso de exigência ou por não-aprovação. Eles criam uma forma lá para impedir que o indivíduo obtenha os recursos federais.

Outra coisa, não são confiáveis. Nenhum servidor público ligado a sociedade secreta é confiável. Eles acessam projetos e idéias com pedido de financiamento ou por alguma obrigação legal e repassam os projetos e idéias para outras pessoas ligadas à sociedade secreta que frequentam. Isto, na sociedade secreta, se chama ajuda mútua. Certamente, constitui crime tipificado na lei. Porém, como a sociedade secreta está infiltrada em todas as partes, tudo fica por isso mesmo.

Fica e ficará até que alguém comece a fazer justiça com as próprias mãos. O que acontecerá brevemente...

Ainda vou falar de outros órgãos...