Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

06/11/2007

A questão da CPMF e dos tributos

O caso da CPMF, neste momento, é crítico e sensível. Logo, precisamos usar o bom senso, a coerência e a inteligência para resolvê-lo. A carga tributária do país é alta e corrosiva, contudo a estrutura atual do Estado está atrelada a ela. Mas o que é pior, neste momento é fundamental a existência e o aporte de recursos, principalmente, na defesa do país, assim como para assegurar a estabilidade econômica e o avanço social do Brasil.

Promover a eliminação da CPMF pode comprometer tudo isto: defesa, estabilidade econômica, projetos sociais, etc. Não só pode comprometer, como pode trazer o caos inflacionário de volta.

Se isso ocorrer, não será o Presidente Lula que irá sofrer as conseqüências. Será o próximo Presidente que pode ser, inclusive, um tucano.

Portanto, é preciso ter cautela e agir com entendimento e sabedoria, principalmente para não ser denominado e apontado mais tarde como indivíduos que, por um desejo atroz de oposição, trouxeram de volta o caos inflacionário e desgraçaram, mais uma vez, o Brasil e o Povo Brasileiro.

Se a manutenção dos avanços e das conquistas obtidas exigem sacrifício, a CPMF é um sacrifício aceitável. Contudo, negociem o que é possível negociar, mas sem querer sabotar e desestabilizar o Brasil e o Povo Brasileiro.

Estamos no caminho certo e não podemos nos perder por causa de ninharias...

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Ampliar as leis de incentivo

Ampliação das leis de incentivo para a educação, saúde, meio ambiente, pesquisa científica (principalmente pesquisa básica), etc. As leis de incentivo permitem a aplicação direta de recurso privados, que seriam dados ao Estado na forma de impostos, em projetos de relevante interesse público.

Se tem uma escola precisando de computadores, penso que um empresário poderia dar os computadores para a Escola e abater isso no imposto devido. Se tem um hospital necessitando de equipamentos, penso que uma empresa poderia equipar o hospital e abater isso dos impostos devidos.

Isso fará com que muitos problemas sociais sejam resolvidos rapidamente, evitando desperdício e a unha dos corruptos. Certamente, essa lei deverá estabelecer formas de controle para que os empresários picaretas não usem isso como uma forma de enriquecimento ilícito ou lavagem de dinheiro. Penso que as empresas e pessoas física poderiam ter o Direito de usar até 40% dos impostos devidos em projetos aprovados pela lei de incentivo.

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O Estado confisca dinheiro dos cidadãos para dar aos corruptos

Enquanto as instituições estiverem nas mãos da corrupção e corruptos construindo fortunas com recursos públicos, os cidadãos não devem pagar mais impostos. Dizer que os recursos públicos são para programas sociais é uma mentira cabeluda. Basta olhar o valor dos programas sociais para ver que não necessitam de tanto dinheiro assim. Confiscar recursos dos cidadãos para guardar embaixo do colchão também é outra estupidez.

Eu pergunto para os movimentos de esquerda que querem re-estatizar a Vale do Rio Doce: Quantas Vale do Rio Doce a corrupção está roubando do Brasil ? Não seria melhor fazer um movimento para exterminar os corruptos do que ficar querendo re-estatizar empresas que estão gerando empregos e pagando impostos ?

O Renan é o símbolo máximo de que a corrupção tomou conta do Brasil. E decisões das instituições somente podem ser acatadas quando tomada de acordo com a lei e com os interesses da sociedade. Se é para aceitar a decisão do PCS (Primeiro Comando do Senado), então porque não aceitam a decisão do juiz que vendia sentença.

O truque da criminalidade organizada que domina as instituições públicas é justamente dar aparência de legalidade e legitimidade a decisões tomadas secretamente e oriundas de chantagem, dossiês, etc.

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O Estado é pródigo. E entregar fortuna para um pródigo é jogar dinheiro fora. Não só isso, o Estado é um pródigo voraz e guloso que não se contenta com aquilo que arrecada. Quanto mais arrecadar, mais vai gastar. Não só gasta, como esbanja por ter muito. Se tivesse pouco somente gastaria naquilo que é importante, mas como tem muito, joga dinheiro fora. Por isso, a voracidade tributária do Estado tem que ser contida.

Além disso, a dívida pública cresce porque o Estado sabe que vai arrecadar. É apenas uma questão de tempo até obter o dinheiro. Logo, se arrecada 100, gasta 1000. Se arrecada 1000, gasta 1.000.000. E se arrecada 1 trilhão, certamente, vai gastar um quatrilhão. Portanto, o único jeito de se controlar a voracidade tributário do Estado é reconhecendo a sua prodigalidade e se recusando a dar mais dinheiro para ele.

É preciso criar um tipo de mecanismo que aumente o resultado do dinheiro que é pago na forma de tributo, assim como mecanismos que evitem dar dinheiro vivo nas mãos pródigas do Estado, ou seja, mecanismo que inibam, o máximo possível, o desperdício de dinheiro público e maximizem os resultados do dinheiro arrecadado.

Hoje vivemos uma lambança tributária. Bilhões e mais bilhões são arrecadados e não saímos da miséria. Pior do que isso, vemos todos os dias escândalos e mais escândalos envolvendo o furto e o desvio dos recursos públicos. Não vemos resultados, mas vemos muitos funcionários públicos, legisladores e governantes se enriquecendo às custas do erário. As roubalheiras, a corrupção e as picaretagens não tem limites.

Você já bebeu soda cáustica e água oxigenada ?

Este é um dos mais recentes truques das empresas para aumentar seus lucros e vender produtos deteriorados. Adicionavam soda cáustica e água oxigenada no leite. Nós estávamos bebendo estes produtos químicos. As crianças estavam sendo alimentadas com estes produtos químicos. E tudo em nome do lucro e da riqueza dos donos da empresas.

Mas o que mais me estarreceu nesta história foram as consequencias dos fatos. Nada de relevante aconteceu com as empresas e com os culpados. No máximo tiraram os produtos das prateleiras. E os responsáveis pelas adulterações ? Isso não é crime hediondo ? Não estavam envenenando a população a fim de obter lucros e riquezas ? Eu não conheço ninguém que tem a soda cáustica e água oxiganada no menu. Cadê as autoridades públicas responsáveis pela saúde pública ? Cadê os promotores públicos ? Cadê as ONGs que monitoram as corporações e seus produtos no Brasil ? Tem ONG que faz isso no Brasil ? Cadê os órgãos de defesa do consumidor ? Estão dormindo ou estão nos bolsos das empresas envolvidas ?

As empresas que fizeram tais adulterações devem ser fechadas e seus produtos banidos do mercado. Além disso, os responsáveis pelas adulterações e demais envolvidos neste crime sórdido devem ser presos, julgados e condenados pela prática de crime hediondo. Tudo isso tem que ser feito exemplarmente.

O que me surpreendeu foi a reação fraca dos consumidores... Este caso deveria ter ocasionado um escândalo nacional, mas as pessoas deram pouca atenção. Estavam bebendo leite com soda cáustica e água oxigenada e não se importaram. Estavam alimentando seus filhos com soda cáustica e água oxigenada e não fizeram nada. Talvez o susto tenha sido tão grande que ainda estão anestesiados... Talvez a mídia tenha amenizado e jogado uma penumbra de fumaça sobre tudo... Contudo, não podemos deixar este caso passar em branco... Vamos remexê-lo e procurar mais casos parecidos...

A partir desse caso e com base em ações internacionais precisamos levantar a bandeira do controle social e ambiental das empresas e corporações... No documentário "The Corporation" vocês viram o estrago que essas organizações estão ocasionando ao meio-ambiente, às sociedades e às pessoas. Nos EUA são os hormônios e antibióticos aplicados no gado que estão indo parar na
carne e no leite... Será que isto também está acontecendo no Brasil ? Cadê a fiscalização ? Cadê as ONGs de defesa do consumidor ?

Documentário The Corporation

Primeira parte: http://www.guba.com/watch/3000084218

Segunda parte: http://www.guba.com/watch/3000084247

Outros documentários: http://www.guba.com/user/pfilosofia

Meu site: http://www.direitousp.freevar.com

Enfim, o meu recado foi dado. É hora de agir para que coisas como estas não voltem a acontecer...

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Dr Bactéria explica por que soda cáustica e água oxigenada não deveriam estar no leite
Notícias do G1 -- http://www.drbacteria.globolog.com.br/index.html?postId=437380

Na coluna de hoje, vamos entender o que acontece com o leite e por que algumas marcas foram fraudadas com adição de soda cáustica e peróxido de hidrogênio (água oxigenada).

Antes de tudo, vamos falar sobre a composição do leite.

O leite é uma combinação de diversos elementos sólidos em água. Esses elementos são, principalmente, lipídios (gordura), carboidratos (lactose), proteínas, sais minerais e vitaminas, e representam algo em torno de 12% a 13% do leite.

Como podemos ver, soda cáustica e água oxigenada não fazem parte da constituição normal do leite. Seu aparecimento implica em uma adição fraudulenta e inescrupulosa.

Ordenhado em condições precárias de higiene ou mantido em temperaturas inadequadas de conservação, o leite pode sofrer a ação de microorganismos, principalmente sobre a lactose, o açúcar do leite. Os micróbios quebram cada molécula de açúcar em quatro de ácido lático. Com isso, obviamente, a acidez do leite aumenta e ele pode coagular. Visualmente, seria como se você adicionasse ao leite algumas gotas de limão -- ele, popularmente, azedaria.

É esse o principal fator de degradação do leite. Podem haver outros sinais ocasionados também por microorganismos, como proteólise (putrefação) e lipólise (rancificação), com conseqüente sabor e odor desagradáveis.

A adição de conservantes químicos é prática proibida, pois mascara esses efeitos dos microrganismos, dificultando a sua detecção pelo consumidor.

As fraudes observadas foram as seguintes:

Soda cáustica = para neutralizar o ácido lático
Água oxigenada (peróxido de hidrogênio) = detém a proliferação microbiana

A soda cáustica tem a finalidade de esconder um leite que permaneceu em temperaturas inadequadas de conservação, que propiciaram um aumento significativo de microorganismos, com a conseqüente acidificação do produto.

Como a soda é alcalina, o objetivo é neutralizar o ácido lático. O azedamento é escondido e o consumidor, enganado.

Soda cáustica com água oxigenada vira um produto desinfetante muito bom contra microorganismos. Com ele, mesmo um leite ordenhado em condições precárias de higiene e deixado em condições inadequadas de temperatura, pareceria normal. O desinfetante impede a multiplicação dos microorganismos, diminuindo sua ação sobre as substâncias constituintes do leite e conseqüentemente, inibindo a coagulação, a putrefação e a rancificação.

A qualidade do leite seria mascarada e o consumidor seria, novamente, enganado.

É importante lembrar que estes problemas se referem ao leite e não a sua embalagem. A crucificação de leite de caixinha seria, no mínimo, injusta, pois estes problemas podem aparecer em quaisquer das embalagens, não sendo esta, neste caso, determinante da verdadeira qualidade do leite.

Mesmo sendo difícil diagnosticar, a população tem que ficar alerta, não consumindo leites:

- com sinais de alteração (mesmo leves)
- sem o carimbo do SIF
- em temperatura ambiente, quando sua embalagem mandar mantê-lo refrigerado
- com caixinhas estufadas ou alteradas
- fora do período de validade

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05/11/2007

Para quem o Presidente Lula está governando e para onde ele está olhando

Ao ler as últimas palavras do Presidente Lula sobre a Bolívia e sobre o Hugo Chavez, eu fico me perguntando: para quem o Presidente Lula governa ? Ao governar o Brasil, para onde o Presidente Lula olha ? Eu não consigo captar o foco do olhar do Presidente. Parece-me que ele olha para todos os lugares e esquece de olhar para o principal: o futuro, para as próximas gerações.

Os elogios do Presidente Lula para o Hugo Chavez não lhe trará maiores problemas. O mandato do Presidente Lula termina em 2010, daqui a 3 anos. Porém, os próximos presidentes é que enfrentarão o Chavez ditador, tirano, sanguinário, expansionista e imperialista. Somos nós, Presidente, somos nós que sonhamos governar o Brasil um dia que teremos que enfrentar e conter a ditadura do Chavez. Ditadura que hoje é apenas um bebê.

O Presidente Lula sai daqui a 3 anos e o Chavez continuará indefinidamente, causando um grande mal para todos. Até chegar o dia que não teremos mais saída: invadiremos a Venezuela e derrubaremos o Chavez...

O mesmo ocorre com a Bolívia. Precisamos do gás, mas sabemos que a Bolívia nós vê como imperialista, etc... Mais cedo ou mais tarde irão expulsar a Petrobrás novamente, assim como surrupiar os recursos investidos. Hoje o Presidente Lula tem paciência e tolera o índio doido, mas e os futuros presidentes do Brasil ? Eles irão tolerar esse tipo de coisa ou irão invadir e anexar a Bolívia para resolver o problema do gás ? A Petrobrás tem que encontrar outras saídas que não gerem dependência. Saídas que nos permita escolher entre uma coisa ou outra, sem nos prejudicar.

Algumas características são essenciais para um governante. Dentre essas características, eu assinalo algumas: retidão, ética, cumprir o que diz, visão de futuro, compromisso com a coletividade, com a Democracia e com o Estado de Direito. Isso não se aplica só ao governante, mas a todos os administradores públicos. Quem não tem essas características não deve assumir cargos decisórios ou lideranças....

O foco, Presidente, é o futuro e as próximas gerações. O futuro está sendo determinado pelas ações de hoje.

O Professor Milton Santos ...
(...)
Milton Santos não era filiado a partido político, religião, grupos internos da universidade.

Mas foi um militante, no sentido de dedicar toda a sua energia, até poucas semanas antes de morrer de câncer, em junho de 2001, à causa “dos de baixo” – como se referia às classes espoliadas. Tinha ojeriza à bajulação e nunca seria pego bajulando alguém.

Chegava a ser ríspido, quando tinha de ser. Conta-se que, numa palestra, um contendor, arrotando deleuzes, tentou desacreditá-lo perante platéia atenta de uma universidade do sudeste, com citações difusas e pouco acessíveis.

Pacientemente, Milton Santos esperou que o doutor concluísse. Retomando a palavra, objetou com trechos daqueles mesmos autores, mas contextualizando as citações.

Depois, virou-se para o sujeito e concluiu: “O senhor, para debater comigo, deve, antes, treinar dois dos seus músculos – o cérebro e a bunda”. Isto é: vá ler mais e com mais atenção! Generoso ele era. Testemunhei algumas de suas generosidades porque vieram em socorro deste que escreve. Convidado para ser membro da banca para meu título de mestrado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ao tentar ingressar no prédio da escola, foi barrado pelo porteiro na catraca de entrada.

O servidor terceirizado de uma dessas empresas prestadoras de serviço interceptou o seu caminho, exigindo-lhe identificação.

Discreto, ele, que já havia sido laureado internacionalmente com uma espécie de Prêmio Nobel da Geografia, mostrou a identidade. O incidente logo chegou aos ouvidos dos dirigentes da escola, que, constrangidos, foram em fila lhe pedir desculpas. Ele humildemente as aceitou.

Outra vez, ajudou a organizar e compareceu a almoço no Clube dos Professores da USP, em uma espécie de “ato de desagravo” a este escrevinhador, ameaçado pelo então reitor, em 1997, de expulsão dos quadros do doutorado da ECA. A reitoria movera “processo disciplinar” depois de uma série de manifestações políticas a favor de cotas para negros naquela universidade, culminando em nossa prisão em flagrante pela guarda universitária durante pichação no campus.

Milton Santos levantou a voz e defendeu, durante o almoço, que não aceitássemos a proposta do reitor, que exigia o reconhecimento de um suposto “crime” (o de pichar muros, degradando o “patrimônio público”) para que a ameaça de expulsão cessasse. “Não ceda, mantenha sua opinião!”, orientou.

Professor da USP desde o final dos anos 1970, quando regressou do exílio, foi graças a pessoas como Maria Adélia de Souza, então professora na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas daquela universidade, que ali foi aceito. Os defensores do seu contrato enfrentaram resistências departamentais internas, posto que os conservadores permaneciam fortes no âmbito acadêmico uspiano, como até hoje – e não apenas ali.

Agora mesmo, no âmbito da Universidade Federal da Bahia – onde Milton Santos lecionou, foi cassado e depois, em meados dos anos 90, reintegrado –, enfrenta-se o debate entre os que querem democratizar o acesso e permanência de alunos provenientes “de baixo” e os que se agarram ao discurso da meritocracia.

Aqui, fala-se em mérito para se manter privilégios de “raça” e classe, que fazem da universidade brasileira um antro de branquitude submisso a uma epistemologia do conhecimento que nega a diversidade dos baianos e se dobra a interesses e temas alienígenas. Milton Santos faz falta a esse debate.
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Os dois últimos parágrafos também se aplicam à USP.
Clique aqui para ler sobre

Perguntas para a COSEAS-USP responder:

COSEAS: Coordenadoria de Assistência Social da USP.

1 -- Se o CRUSP é para alunos pobres, por que eu divido o apto com um indivíduo que ganha R$ 4.000,00 por mês ?

2 -- Se o CRUSP é para alunos da USP, por que o outro indivíduo que mora no meu apto já se formou a um ano, inclusive colou grau, e continua como morador oficial regular do CRUSP ?

3 -- Por que a COSEAS manda os calouros ocuparem primeiro as vagas pagas no CEPEUSP (R$ 15,00 a diária) antes de ocuparem as vagas gratuitas existentes nos alojamentos do CRUSP ?

4 -- Por que a COSEAS tem que pagar pelas vagas do CEPEUSP se ele também é um órgão da USP e a ocupação dessas vagas não ocasionam nenhuma despesa extra para a Universidade ?

5 -- A Reitora sabe dessas questões ou vocês não contam nada para ela ?

6 -- Por que em 2005 eu fui impedido de entrar no alojamento do CRUSP quando fiz o pedido (no mês de junho - antes do início do segundo semestre), porém, depois que denunciei os fatos, liberaram o alojamento (em novembro) ? Quem impediu a minha entrada e por que ? Não adianta citar o Regimento, pois o mesmo diz que os alojamentos são para casos excepcionais como este ?

7 -- Por que impediram a minha entrada se a maioria dos alojamentos estavam vagos ?

Além dessas questões, eu tenho outras sobre compras e sobre os acordos que dão salas da COSEAS para o Banco Santander captar clientes ao lado das assistentes... Por que o Banco Santander usa salas da COSEAS se tem duas grandes agências desse banco dentro da USP ?

Enfim, eu tenho tantas perguntas sem respostas...

Conspirações, perseguições e humilhações que enfrento na USP

Desde que entrei na USP enfrento uma série de conspirações, perseguições e humilhações por parte de alguns funcionários e professores desta Universidade. Eles não aceitam a minha inteligência, o meu sucesso acadêmico e a minha presença na USP. Por isso, lutam de todas as formas e usam todos os meios para tentar me afastar desta Universidade, pois eu sou risco à estrutura de dominação e controle que instalaram aqui.

Inegavelmente, a minha história é uma história de sucesso, pois saí do zero e cheguei ao grande centro de formação dos herdeiros da classe dominante sozinho. Cheguei e entrei no centro sem ser herdeiro e sem ser da classe dominante.

Minha família pouco me ajudou, pois não tinham condições de me ajudar, inclusive acho que eles nem compreendiam o propósito de vida que eu tinha escolhido. Sem contar aquele ramo da família que podia ajudar, mas que preferiu puxar o tapete. Além de minha família, poucos me impulsionaram a continuar e muitos se levantaram e se levantam para me atacar, ameaçar, humilhar e derrubar. O mal está em toda a parte e eu me vejo cercado por conspiradores, traidores, opressores, espiões, exploradores, etc...

Certamente, eu devo possuir algo especial, pois a grande quantidade de pessoas que me atacam é surpreendente. Não só isso, meus projetos, minhas idéias e meus planos são sabotados, copiados e deturpados. As coisas que digo são desvirtuadas e denegridas na cara dura. Fazem tudo isso com um só intuito: tirar-me de cena e encobrir-me com o véu do esquecimento. Não vão conseguir, pois a luz que eu acendi não pode ser apagada e a força das minhas idéias suplantam quaisquer conspirações...

Basta ver os processos adminsitrativos que estão correndo contra a minha pessoa dentro da USP. Um dos procuradores da USP (PASCHOAL JOSE DORSA) teve a cara de pau de pegar os meus textos, inclusive as petições que encaminhei para o MP denunciando os ilícitos praticados na USP, e ir grifando as palavras que ele entende que sejam ameaças, violência, etc... Juntou tudo e pediu abertura de processo administrativo...

Eu vou solicitar uma cópia integral desse processo, assim como dos demais, em seguida vou escaneá-los e publicá-los integralmente no meu site. Quero fazer isso para desmoralizar aqueles que me acusam. Quero mostra o mal uso e o desvirtuamento da lei e do Estado de Direito. Quero mostrar o tamanho do abuso do Direito. Para quem diz que eu só vejo conspiração, etc, vai se surpreender quando ver a conspiração e a perseguição, que tenho sofrido na USP, documentadas.

As petições nas quais eu denunciei crimes e ilegalidades não deram em nada. Não apuraram nada. Arquivaram tudo. Inclusive o MP, maioria de ex-alunos da USP ou então de Pós-graduandos da USP, não fez nada, ou seja, colocou uma pedra em cima e disse: "esquece". Mas o que eu denunciei e relatei eram crimes e ilegalidades que me atingiam e que atingiam a coletividade. Mesmo assim, o MP tinha/têm interesse em não apurar nada contra a USP, em deixar a máfia que age aqui dentro funcionando a todo o vapor.

Não, não sou eu que destruo a USP com as minhas denúncias. Quem destrói a USP é quem a rouba na surdina. Quem desvia recursos encoberto pela falsa legalidade. Quem fecha a USP para a coletividade e acha que a USP é para a classe dominante, não para o povo. Chegaram a dizer e ainda dizem por aqui: "A USP é pública, mas não é para todos". Inclusive publicaram isso em um jornal. Essa frase resume perfeitamente a visão que a máfia tem da USP: "A USP é pública, mas não é para todos. É para eles, os grupos dominantes, e para seus filhotes."

Possivelmente, os promotores não queriam sujar a imagem da USP ou a sua imagem pessoal diante da USP. E realmente não sujaram a imagem da USP, mas sujaram a do MP que demonstrou ser um órgão tendencioso e parcial que só acusa e condena pobre, moradores da periferia e favelas. Um MP que tira o chapéu e se ajoelha aos pés dos criminosos de colarinho branco, da máfia da USP.

O indivíduos que aparecem nessa história são só a ponta de um iceberg, uma máfia, que corrói a USP por dentro, age na surdina. Certamente, eu sou o inimigo número um dessa máfia, pois a meta deles é usar a USP como uma extensão de seus negócios particulares, é usar a USP para darem seus cursos particulares, é desviar recursos de pesquisas e demais verbas do orçamento da USP e da assistência estudantil. Eu não tolerei e não tolero esse monte de coisas ilícitas e de crimes. Denunciei, mas a máfia é grande e tem as suas ramificações no MP, no Judiciário, na Polícia, etc, e conseguiu abafar tudo.

Por isso, tudo o que eu denunciei foi arquivado e estão usando as petições nas quais eu denunciei para tentar me prejudicar. Vocês precisam ler os processos administrativos para verem o tamanho da conspiração... E não se enganem, tem gente graúda trabalhando por baixo dos panos. A maior parte do iceberg podre está submersa.

Este blog é o início das publicações que visam mostra o lado tenebroso da USP, assim como as conspirações, humilhações e exclusões que enfrentei/enfrento nesta Universidade. Eu pretendo revelar os atos, as caras e os nomes dos desgraçados que me atacam pelas costas e buscam prejudicar-me de todas as maneiras. Quero revelar as faces desse mal para que não façam com outros o que fizeram comigo.

A verdade tem que ser revelada, pois esses elementos usam o segredo, a ação escondida, camuflada e dissimulada, para atacarem suas vítimas. Não envenenam a sua comida, mas envenenam a sua mente. Ameaças dissimuladas e indiretas buscam desestabilizar a sua sanidade e desequilibrar a sua conduta. Montam ardis e planos para fazê-lo cair em erro ou contradição e assim poderem te atacar. Usam a legalidade, a lei e a justiça como arma, como forma de ameaça, como meio de dominação, opressão e controle.

Os moradores do CRUSP sabem bem disso, pois são ameaçados constantemente de reintegração de posse, etc... Inegavelmente, a COSEAS é um órgão de opressão e de exclusão. Um órgão que anda a margem da lei e usa mecanismos sórdidos para se manter.

Por exemplo, neste momento os restaurantes da COSEAS estão fechados devido a tal paralisação de funcionários. As Unidades continuam funcionando normalmente, as aulas continuam sendo ministradas, mas a parte assistencial da Universidade, que cuida da comida dos bolsistas, etc, está paralisada e fechada. Isso mostra o quê ? Mostra que a lei não e aplica aqui. Basta lembrar que o STF decidiu no mês passado que a lei de greve da iniciativa privada se aplica nas paralisações públicas. E, mesmo assim, a COSEAS fechou completamente, pois eles dizem que comida não é essencial... E este é o segundo dia que a COSEAS fecha e o resto da Universidade continua funcionando...

A verdade é um antídoto poderoso contra esses indivíduos que praticam o mal e que vivem do mal. Quando a verdade é mostrada, a face do mal, que eles possuem, é revelada e todos os cidadãos podem vê-los e apontá-los. Não só isso, podem se precaver e se proteger dos ataques. Com isso o poder baseado no segredo é eliminado e dissolvido. Por isso, a verdade liberta.

Eu planejo contar tudo nos mínimos detalhes. Cada ação, cada ataque, cada ato que praticaram para tentar derrubar-me e tirar-me do centro de formação dos herdeiros da classe dominante. Tentaram, mas não conseguiram. Isso fica bem claro quando, na Casa do Estudante da Faculdade de Direito da USP, roubaram todos os livros jurídicos que eu tinham comprado a duras penas. Quando a Biblioteca da Faculdade de Direito da USP estabelece uma pena de 7 anos por não devolução de livros que eles se recusaram a receber na data da devolução. Impediram-me não só de emprestar, mas também de retirar o livro para ir até a xerox da própria Faculdade.

Eu quero escrever um livro virtual gratuito sobre tudo isto. Quero contar todos os fatos e mostrar todas as faces e todos os nomes. Quero publicar todos os processos administrativos, todas as petições encaminhadas ao MP, assim como todas as decisões do MP e da USP arquivando os Processos para encobrir os crimes e as ilegalidades. A verdade será mostrada, a face do mal revelada e os exploradores criminosos destruídos.

O que será que eles esperam ganhar com essas ações ? Será que eles pensam que é a USP a minha fonte de poder e inspiração ? Será que eles pensam que quando eu sair da USP não conseguirei escrever mais nenhuma linha ? Se eles pensam isso, são uns idiotas, pois a minha inteligência é natural. A USP somente possibilitou a inserção de mais informações na minha cabeça, mas não criou nada em mim. Eu sou o que sou, simplesmente nasci assim.

Mas o que a máfia da USP mais teme é a minha capacidade de liderança, minha capacidade de ver e mostrar a realidade. Temem porque eu não sou um deles e nem estou com eles. Estou com os excluídos, com os explorados, com os oprimidos. Estou com o povo das periferias, das favelas e do campo. Estou com os mais fracos de corpo e alma. A máfia é composta pelos opressores, pelos exploradores, pelas pessoas que ganham com a desgraça do Brasil e do Povo Brasileiro, ganham com o mal que provocam e disseminam sem mostrar a cara.

O ano que vem é o meu último ano na graduação da USP. Talvez eu vá para a Pós. Talvez eu vá para o exterior. E neste ponto em que cheguei, olho para trás e pergunto-me: valeu a pena ? Valeu a pena ter estudado tanto, ter se dedicado tanto, para entrar na USP ? Hoje, a minha resposta é: não, não valeu a pena. Se eu soubesse que iria enfrentar tanta conspiração, tanta opressão, tanta humilhação dentro desta Universidade, eu teria ido estudar em um outro lugar qualquer. A minha inteligência teria se desenvolvido da mesma forma, pois eu sou autodidata, ou seja, aprendo as coisas sozinhos.

Contudo, entrei na USP por minha capacidade. Apesar de tudo e apesar de todos. Logo, tenho o direito de estar aqui e por isso vou enfrentar com todas as armas possíveis essas conspirações, vou defender com unhas e dentes o direito que conquistei. A USP é uma Universidade Pública, é alimentada com recursos públicos, portanto, ela pertence ao Povo, não a máfia e nem aos grupos dominantes.

Por isso, eu e outros amigos criamos um Projeto chamado OCW-USP. Criamos este projeto para abrir a USP para aqueles que pagam a manutenção desta Universidade e não podem estar aqui, pois foram excluídos pelas desigualdades, pelo ensino público precário e pelos vestibulares. Eles também tem o direito de acessar o conhecimento que pagam para a USP produzir e ministrar. Eles também tem o direito de se desenvolverem, como quaisquer alunos da USP, usando a mesma base de informação e conhecimento.

Entretanto, a classe dominante não gostou nenhum pouco desse projeto, pois ele atinge o centro de poder dominante. Ele dissemina o conhecimento e quebra a estrutura de dominação. Acho que é por isso que estão me atacando neste momento. Querem que eu saia da USP o mais rápido possível para que a máfia continue reinando absoluta, continuem expropriando os recursos públicos, oprimindo, explorando e excluindo os alunos que vêm das escolas públicas.

A máfia da USP não quer me ver continuar na USP. Eu sou uma ameaça ao poder que eles tem aqui. Eu denuncio as coisas. Eu conto os fatos e mostro a realidade. Por isso, eles querem me ver pelas costas, longe daqui. Eu vejo isso claramente. Vejo isso nos processos administrativos sem fundamento que abrem, vejo isso nos editais de bolsas que fazem para me excluir, vejo isso nos comentários indiretos, nas ameaças veladas... Inegavelmente, eu sou um risco para muita gente que usa a USP como extensão de seus negócios particulares e desviam recursos da Universidade.

Enfim, o mal que eles me causam é apenas 0,0001% do mal que eu posso causar a eles, retribuindo-lhes aquilo que me dão de graça...

Para ler mais sobre as conspirações, crimes e ilegalidades praticadas na USP clique no link abaixo:

1 -- Resposta da Coseas ao pedido de moradia

2 -- Ilegalidades e arbitrariedades na Coseas

3 -- Racismo, preconceito e discriminação na Coseas

4 -- Representação contra a USP protocolada no MP/SP

5 -- Por que se mata na USP ?

04/11/2007

O Brasil deve ter medo de Chavez ?
Matéria da Revista Época -- 29/10/2007
Há mais de um século, o Brasil não se envolve em guerra com seus vizinhos. A última foi a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870. Morreram 60 mil brasileiros. De lá para cá, o Brasil, maior país em extensão territorial e população da América Latina, tem mantido relações pacíficas no continente. O Brasil hoje também não tem disputas de fronteiras. Isso contribuiu para firmar a imagem do continente como uma das regiões mais estáveis e desmilitarizadas do mundo. Segundo o Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), Instituto sueco dedicado ao monitoramento de gastos militares, a América Latina é a região do mundo que dedica proporcionalmente menos recursos aos orçamentos de suas Forças Armadas ? 1,4% do PIB regional.

Texto completo, incluindo os gráficos estão disponíveis no endereço:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG79793-6009-493,00.html

Lula reaparelha Forças Armadas de olho na transferência de tecnologia
Por causa da Venezuela, Aeronáutica inicia o processo com a compra de 36 caças, no valor total de US$ 2,2 bi.

Estadão Online -- Tânia Monteiro -- 04/11/2007

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, foi autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a tirar da gaveta em janeiro, finalmente, o projeto FX-2 e comprar 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), ao custo de US$ 2,2 bilhões - o projeto original, o FX-1, planejado no governo Fernando Henrique Cardoso, previa uma compra mais modesta, de US$ 700 milhões. Dois fatores, conjugados, contribuíram para a decisão política do Planalto: a precariedade a que chegou a FAB, com 37% da frota de 719 aviões sem condições de voar, e o presidente da vizinha Venezuela, Hugo Chávez, que, nas palavras dos militares, está se "armando até os dentes".

Texto completo no site do Estadão:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071104/not_imp75182,0.php

29/10/2007

A infiltração do Hugo Chaves no Brasil, inclusive no CMI-Brasil

A infiltração do Hugo Chaves no Brasil deve ser investigada minuciosamente e todos os envolvidos, inclusive os elementos do CMI que defendem o chavismo no Brasil, devem ser identificados e punidos.

Lembro que a liberdade de imprensa ou a liberdade de expressão não acoberta ações que visam a subordinação do Brasil a um governo estrangeiro ou a infiltração de interesses estrangeiros na política e nos movimentos sociais brasileiros, visando submeter o Brasil a uma nação estrangeira.

Certamente, isso deve estar sendo investigado minuciosamente pela ABIN e pela Inteligências dos Militares e das Polícias.

A interferência de um governo estrangeiro dentro do Brasil, cooptando partidos políticos e movimentos sociais, se comprovada, certamente, levará a um incidente internacional, inclusive pode acabar em uma guerra, e os envolvidos na conspiração, principalmente os brasileiros, serão punidos nos termos da lei.

Será que neste caso cabe pena de morte ? A Constituição fala em pena de morte em tempo de guerra...

Portanto, orelhudos do CMI, assim como outros traidores do Brasil e do povo brasileiro, que estão infiltrados e trabalhando para o Chavez dentro dos Movimentos Sociais Brasileiros, podem ter certeza: vocês foram vistos e estão sendo monitorados.

Textos escondidos no CMI Brasil:

Texto 1: Infiltração do Hugo Chaves em Movimentos Sociais do Brasil http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/10/400453.shtml

Círculos Bolivarianos no Brasil

A infiltração ideológica do governo venezuelano no Brasil vai muito além do lançamento do livro de Simon Bolívar. Hugo Chávez tem um projeto político especial para o país, no qual assenta as bases de uma luta revolucionária em prol do seu Socialismo do Século XXI.

?Durante vinte anos tive o poder e tirei umas poucas conclusões inquestionáveis: 1. A América é ingovernável por nós. 2. Quem serve à causa da revolução perde tempo. 3. A única coisa a fazer na América é emigrar. 4. Este País cairá infalivelmente nas mãos de um bando desenfreado de tiranos mesquinhos de todas as raças e cores, que não merecem consideração. 5. Devorados por todos os crimes e aniquilados pela ferocidade, seremos desprezados pelos europeus. 6. Se fosse possível que parte do mundo voltasse ao caos primitivo, esta parte seria a América?.

(Simon Bolívar, falecido em 17 de dezembro de 1830)

Em 24 de outubro de 2007, o jornal Correio Brasiliense, de Brasília, publicou matéria a respeito dos Circulos Bolivarianos existentes no Brasil, bem como o esforço do governo venezuelano, através de um grupo de diplomatas, de municiar essa organização ? Círculos Bolivarianos ? de política anti-imperialista para transformar o Brasil numa democracia socialista. O título do artigo é apropriado ao tema: Ameaça à Soberania.

Segundo a matéria, a infiltração ideológica de Hugo Chávez no Brasil vai muito além do lançamento e distribuição às universidades e escolas do livro Simon Bolívar - O Libertador. O livro é apenas a ponta de um iceberg do projeto político de Hugo Chavez para o Brasil, país no qual assenta as bases de uma luta revolucionária em prol do Socialismo do Século XXI.

O trabalho de campo está sendo articulado e coordenado pelo venezuelano Maximilian Arvelaiz, assessor de política internacional de Hugo Chávez ( http://www.cartanaescola.com.br/edicoes/19/o-brasil-e-imperialista/). Diz a matéria que a infiltração ideológica do governo venezuelano no Brasil vai muito além do lançamento do livro de Simon Bolívar. Hugo Chávez tem um projeto político especial para o país, no qual assenta as bases de uma luta revolucionária em prol do seu Socialismo do Século XXI. Nesse sentido, Maximilian Arvelaiz há quase um mês percorre várias capitais brasileiras com a missão de coordenar os Círculos Bolivarianos e outras unidades de apoio à causa chavista.

Tal articulação culminará com a realização da I Assembléia Bolivariana Nacional, em dezembro, no Rio de Janeiro, quando será lançada a versão tupiniquim do Movimento Bolivariano, uma frente anti-imperialista que não passa de um ambicioso projeto destinado a transformar o país numa democracia socialista. As linhas teóricas do Estatuto desse organismo ? obtido pelo autor da reportagem ? repetem, sem timidez, o ideário da reforma constitucional que está sendo feita na Venezuela, bem como a meta de Hugo Chávez de construir um poder popular para formar uma Federação Socialista Latino-Americana.

O Movimento Bolivariano terá um hino, um símbolo e uma bandeira, e prevê a cooptação de posições estratégicas em partidos políticos, sindicatos, associações de moradores, grupos religiosos, ligas camponesas e empresas. Nesse trabalho, Arvelaiz não está sozinho. Dispõe de uma equipe de 15 diplomatas lotados na embaixada e em diversos consulados, inclusive um Adido de Inteligência. Essas pessoas foram mandadas ao Brasil com a justificativa oficial de que se trata de um reforço diplomático para impulsionar as relações bilaterais. Sem dúvida, uma justificativa coerente, uma vez que o próprio presidente Luiz Inácio classifica Hugo Chávez como um parceiro importantíssimo e sua base parlamentar faz esforços para a imediata aprovação no Congresso do Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul.

Prossegue o autor da reportagem, escrevendo que o enviado especial de Chávez tem se reunido com os coordenadores dos vários Círculos Bolivarianos já existentes no Brasil, a fim de instruí-los sobre a mudança de status dessas células sociais: deixam de ser unidades para a disseminação da doutrina bolivariana e tornam-se parte de uma estrutura nacional, uma frente política aparelhada, composta por mulheres e homens dispostos a assumir a responsabilidade de conduzir a pátria brasileira e latino-americana à definitiva independência.

A convocatória para a realização da conferência para a criação dos Círculos Bolivarianos, dias 8 e 9 de dezembro, no Rio de Janeiro, termina com as seguintes palavras-de-ordem em uma página ( http://assembleiabolivariananacional2007.blogspot.com) mantida pelos Círculos Bolivarianos Leonel Brizola, coordenada pelo jornalista Aurelio Fernandes, membro da CUT e do Diretório Nacional do PDT:

Ousar sonhar! Ousar Lutar! Ousar Vencer!

Não ao imperialismo, não ao liberalismo, não ao reformismo!

Poder Popular!

Pátria, Socialismo ou Morte! Venceremos!

Recorde-se que os Círculos Bolivarianos Leonel Brizola são uma iniciativa do Partido Comunista Marxista-Leninista e as palavras-de-ordem Ousar Lutar! Ousar Vencer! eram as utilizadas pela Vanguarda Popular Revolucionária durante a luta armada dos anos 60 e 70.

Aurélio Fernandes conseguiu unificar todas as organizações similares existentes no Rio, como o Círculo Bolivariano Che Guevara, que reúne universitários e para isso recebeu apoio do Cônsul da Venezuela no Rio de Janeiro, embaixador Mario Guglielmelli Vera.

O Movimento a ser fundado em dezembro de 2007 terá como fachada jurídica a Associação Nacional pela Educação Popular e a Cidadania ( http://assembleiabolivariananacional2007.blogspot.com/), em cujo nome estarão todas as propriedades e documentos legais do Movimento Bolivariano, à semelhança do que já acontece com o MST, que legalmente não existe, e tem suas finanças geridas pela ANCA ? Associação Nacional de Cooperação Agrícola.

Os Círculos Bolivarianos reúnem em sua direção intelectuais, políticos, sindicalistas, empresários e estudantes. Há membros do PT, PSol, PDT, CUT e MST. O Rio de Janeiro é o estado com maior números de unidades bolivarianas (sete), grande parte sob o guarda-chuva do Círculo Bolivariano Leonel Brizola. Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Amazonas também têm organizações bolivarianas.

Trechos do Estatuto do Movimento Bolivariano do Brasil ( http://assembleiabolivariananacional2007.blogspot.com):

"É UMA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA QUE SE DEFINE COMO BOLIVARIANA, GUEVARISTA E BRIZOLISTA. FUNDAMENTA NA TEORIA MARXISTA SUA VISÃO CRÍTICA E REVOLUCIONÁRIA, CONTRA O CAPITALISMO (?) Se propõe a combater por meio da luta ideológica frontal. UTILIZAREMOS TODAS AS FORMAS de luta tendentes à resolução da luta de classes que tem COMO OBJETIVO A TOMADA DO PODER.

"LUTAMOS POR UMA SOCIEDADE SOCIALISTA QUE PREPARE AS CONDIÇÕES PARA UMA SOCIEDADE SEM CLASSES E SEM ESTADO: A SOCIEDADE COMUNISTA. Um movimento da luta socialista pela libertação nacional brasileira, pela unidade e independência da América Latina?.

"O POVO TRABALHADOR DEVE SER ORGANIZAR E LUTAR PARA CONSTRUIR O PODER POPULAR ATRAVÉS DA CONQUISTA DO ESTADO E O CONTROLE DOS MEIOS DE PRODUÇÃO. Precisamos de uma educação política que garanta a unidade da teoria à prática local concreta?.

?O Congresso Bolivariano Nacional é a instância máxima do Movimento. Reúne delegados de todos os círculos bolivarianos dos estados e municípios?.

?A Assembléia Bolivariana Nacional reunirá a Coordenação Nacional, os coletivos e equipes nacionais e dois representantes por estado?.

?As principais missões que deverão agrupar os companheiros e ter planos de ação são: Educação Política, Comunicação e Propaganda, Finanças, Mobilização. Haverá ainda o Coletivo de Relações Internacionais?.

?O Movimento deverá implementar e organizar seus militantes na forma de círculos bolivarianos, agrupando os companheiros, desde a base, em seus locais de luta no trabalho, na moradia e no estudo. Para o melhor funcionamento dos círculos, a coordenação nacional elaborará normas de funcionamento específicas?.

"EM TODAS AS ATIVIDADES DO MOVIMENTO DEVEM ESTAR PRESENTES A BANDEIRA E O HINO (a serem definidos). Todos os meios de comunicação possíveis, como rádio, folhetos, filmes, vídeos serão utilizados para divulgação?.

Essas atividades bolivarianas, no entanto, vêm de longe, como se observará pela leitura da página do Círculo Bolivariano de São Paulo

A Casa Bolivariana, no Rio, funciona na Praça da República 25-3º andar, local onde nos dias 13 a 17 de novembro de 2006, a pretexto de comemorar os dois anos de fundação dos Círculos Bolivarianos Leonel Brizola, foram realizadas uma série de conferências sobre os temas ?Pensamento Social Latino-Americano?, ?Marxismo, Bolivarianismo e Brizolismo?, e ?Poder Popular e Movimentos Sociais?, bem como um ato público em favor da reeleição de Hugo Chavez à presidência da Venezuela.

Antes disso, em 5, 6 e 7 de outubro foi realizada em São Paulo uma reunião do Grupo de Trabalho, preparatória para o Congresso Bolivariano dos Povos, realizado em Caracas em 20/23 de novembro de 2003, com a presença de membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Movimento Al Socialismo boliviano, Movimento Pachakutuk, do Equador, Movimento Piquetero Barrios de Pie, da Argentina e Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, de El Salvador, partidos e movimentos que organizaram o Congresso de Caracas. Fernando Bossi, historiador argentino, membro do Projeto Emancipação, foi o Secretário de Organização do Congresso.

Uma das decisões do Grupo de Trabalho foi a de articular o seguinte calendario de protestos com o objetivo de potencializar a boa capacidade de mobiização existente:

- 13 a 15 de novembro de 2003: Cúpula Social dos Povos Santa Cruz de la Sierra;

- 16 a 23 de novembro de 2003: Campanha contra a Militarização;

- 18 a 21 de novembro de 2003: Miami ? Mobilização contra a ALCA;

- 20 a 23 de novembro de 2003: Congresso Bolivariano dos Povos;

- 26 a 30 de janeiro de 2004: Havana ? Campanha Continental contra a ALCA;

- 08 a 12 de março: Quito ?Foro Social Americano.

O I Congresso Bolivariano dos Povos foi antecedido pela Reunião de um Grupo de Trabalho, realizado em Caracas dias 28 a 30 de agosto de 2003, e adotou as seguintes Resoluções:

- Criação de uma Secretaria Provisional do Congresso Bolivariano dos Povos;

- Criação de Comitês Nacionais que sirvam para comunicar o que for discutido e resolvido neste Encontro preparatório e impulsionar a mais ampla convocatoria, sem exclusões, às forças populares de cada país;

- Organização obrigatória, por parte dos Comitês Nacionais, de um encontro preparatório para a realização do Congresso Bolivariano dos Povos em novembro de 2003;

- São propostas as datas comuns de mobilização em todos os países latino-americanos e caribenhos, o 12 de outubro, Dia da Resistencia Indígena, e o 13 de abril, Dia da Democracia Participativa e em homenagem à vitória do povo venezuelano ante o golpe fascista de 11 de abril de 2002;

- Construção de uma ferramenta imediata de comunicação entre as organizações populares paricipantes desta convocatoria. A proposta é a criação de uma página-web onde se publiquem as Resoluções deste Encontro e as diferentes informações sobre iniciativas de cada país;

- Realização de um vídeo que sirva para propagandear o Congresso Bolivariano dos Povos a través de TVs de cada país;

- Preparação e edição de material didático sobre a reconstrução das lutas populares, onde se incluam acontecimentos e figuras das batalhas de libertação e independência de nossos povos, com ênfase na menção dos militares patriotas do nosso continente;

- Avançar na idéia de establecer convênios de educação popular e formação política entre nossos países e organizações, partindo da existencia da Universidade Bolivariana da Venezuela e auspiciando que seja esta que coordene a referida tarefa. Propiciar também a idéia de cátedras bolivarianas em cada um de nossos países, onde se estude a verdadeira história e realidade de nossos povos - realizar uma lista e cadastro de todas as organizações populares de nosso continente, a fim de que cada país convocante conheça o amplo marco de concorrência ao evento de novembro.

Para implementar as propostas acima, aprovadas por unanimidade, foi decidido designar os integrantes da Secretaria Provisional:

? Circulos Bolivarianos, Venezuela

? Comitês de Defesa da Revolução, Cuba

? Frente Farabundo Martí de Libertação Nacinoal, El Salvador

? Movimiento Al Socialismo, Bolívia

? Movimiento Piquetero Bairros de Pie, Argentina

? Movimento dos Sem-Terra, Brasil

Em 2004, a Resolução Final do II Congresso Bolivariano dos Povos (Caracas, 06/09 de dezembro de 2004) aprovada por cerca de 200 delegados de toda a América Latina, reiterou a necessidade de manter articulada uma rede de movimentos sociais do continente contra as políticas que ameaçam a livre determinação dos povos e sua sobrevivência. As políticas neoliberais e suas e suas variadas vertentes como os tratados de livre comércio, a militarização do continente e a exploração dos recursos naturais centralizaram as discussões do encontro que teve como consigna a unidade latino-americana. Entre as principais propostas está a formação de uma Organização Internacional de Trabalhadores, a consolidação de um Tribunal Bolivariano dos Povos, com atuação permanente e a criação de um banco de sementes crioulas, para preservar as variedades em ameaça pela expansão do agronegócio. O presidente venezuelano, que no encerramento do encontro de intelectuais, dia 5, propôs o enlace entre as redes dos intelectuais e dos movimentos sociais, reiterou a urgência para a formação de um movimento internacional para enfrentar as agressões a Cuba, à Venezuela e ?as que serão lançadas a qualquer governo ou qualquer país que se afaste do império? ( http://www.voltairenet.org/article123170.html).


PARTICIPANTES DO II CONGRESSO BOLIVARIANO DOS POVOS


ARGENTINA:

* MOVIMIENTO PIQUETERO BARRIOS DE PIE

Representante: Jorge Ceballos, Coordinador Nacional.

* PARTIDO COMUNISTA en IZQUIERDA UNIDA

Representante: Rubén Varone, Miembro de la Secretaria de Relaciones Internacionales y Coordinador de la Junta Popular Argentina del Congreso Anfictiónico Bolivariano.

* FEDERACION DE TRABAJADORES DE LA ENERGIA DE LA REPUBLICA ARGENTINA (FeTERA)/ CENTRAL DE TRABAJADORES ARGENTNOS (CTA)

Representante: José Rigane, Secretario General y miembro de Dirección Nacional de la CTA.

* CORRIENTE PATRIA LIBRE

Representante: Daniel Ezcurra, Miembro del Comité Internacional y Coordinador de la Junta Popular Argentina del Congreso Anfictiónico Bolivariano.

BOLIVIA:

* MAS ? MOVIMIENTO AL SOCIALISMO

Representante: Evo Morales, Presidente.

* COORDINADORA DE PUEBLOS ÉTNICOS DE SANTA CRUZ (CPESC)

Representante: Bienvenido Zacu, miembro de la dirección.

* FUNDACIÓN CHE GUEVARA DE BOLIVIA - MAS/CONVERGENCIA

Representante: Osvaldo Peredo Leigue, Presidente de ambas instituciones.

BRASIL:

* MST. MOVIMIENTO DE LOS TRABAJADORES RURALES SIN TIERRA

Representante: Egidio Brunetto, miembro de dirección nacional.

* PARTIDO DE LOS TRABAJADORES/PT BRASIL SOCIALISTA/INSTITUTO DE ESTUDIOS POLÍTICOS MARIO ALVES

Representante: Bruno Costa de Albuquerque Maranhão. Miembro Ejecutiva Nacional del PT. Coordinador Instituto de Estudios Políticos Mario Alves y del Movimiento de Libertação dos Sem Terra.

* UNIÓN NACIONAL DE LOS ESTUDIANTES

Representante: Pedro Campos Pereyra. Miembro dirección ejecutiva.

* MOVIMIENTO REVOLUCIONARIO 8 DE OCTUBRE

Representante: Susana Lischinsky, miembro de la dirección nacional.

COLOMBIA:

* PARTIDO COMUNISTA Y FRENTE COLOMBIANO CONTRA EL ALCA

Representante: Alfredo Holguín, Dirección Nacional.

* SINTRATELEFONOS

Representante: Rodrigo Acosta ? Rafael Galvis, miembros de la Dirección Nacional.

* CABALLO DE TROYA

Representante: Gloria Gaitán ? Candidata a Alcaldía Mayor de Bogotá por AICO ? Autoridades Indígenas de Colombia.

* REVISTA DESDE ABAJO

Representante: Omar Rodríguez, Director Editorial.

* CORPORACIÓN BOLIVARIANA SIMÒN RODRÍGUEZ

Representante: Hernán Darío Vergara.

CUBA:

* PARTIDO COMUNISTA CUBA (PCC)

Representante: Jesús Lancha, Dirección Nacional.

* COMITÉS DE DEFENSA DE LA REVOLUCIÓN (CDR)

Representante: Glenda Azoy. Directora de la Escuela de Formación

* CENTRAL DE TRABAJADORES DE CUBA (CTC)

Representante: José Miguel Hernández Mederos, Secretario de Relaciones Internacionales.

CHILE:

* LA SURDA

Representante: Rodrigo Ruiz, miembro de Dirección Nacional

* MELI WIXAN MAPU

Representante: Alihuén Antileo, Secretario General.

* PARTIDO COMUNISTA

Representante: María Cristina Lártiga, miembro del Comité Central.

* FRENTE UNIDOS VENCEREMOS / MOVIMIENTO PATRIÓTICO MANUEL RODRIGUEZ

Representante: Roberto Muñoz, miembro de dirección.

ECUADOR:

* PACHAKUTIK

Representante: Víctor Hugo Jijón, Dirección Nacional.

* CONAIE - CONFEDERACIÓN DE NACIONALIDADES INDÍGENAS DEL ECUADOR

Representante: Blanca Chancoso, Dirección Nacional de Ecuarunari/CONAIE y Coordinadora del Capítulo Ecuador del Foro Social Mundial.

* APDH ? ASAMBLEA PERMANENTE POR LOS DERECHOS HUMANOS

Representante: Alexis Ponce, Vocero Nacional.

EL SALVADOR:

* FRENTE FARABUNDO MARTÍ DE LIBERACIÓN NACIONAL (FMLN)

Representante: Roger Alberto Blandino Nerio, miembro de la Comisión Política.

GUATEMALA:

* CLOC ? COORDINADORA LATINOAMERICANA DE ORGANIZACIONES DEL CAMPO CONIC - COORDINADORA NACIONAL E INDÍGENA Y CAMPESINA

Representante: Juan Tiney, Coordinador Nacional.

* URNG - UNIDAD REVOLUCIONARIA NACIONAL GUATEMALTECA

Representante: Silvia Solórzano, Secretaria de Relaciones Internacionales.

HAITI:

* ORGANIZACION PUEBLO EN LUCHA (OPL)

Representante: Fritz-Pierre Joseph. Miembro del secretariado.

HONDURAS:

* VÍA CAMPESINA

Representantes: Doris Gutiérrez - Rafael Alegría, Miembros de la Dirección Nacional.

* UNIFICACIÓN DEMOCRATICA

Representantes: Matías Funes, Secretario General.

MEXICO:

* FUNDACIÓN PARA LA DEMOCRACIA

Representante: Cuauhtémoc Cárdenas, Presidente .PARTIDO DEL TRABAJO / PT

Representante: Arturo Aparicio. Dirección Nacional.

* MOVIMIENTO MEXICANO JUARISTA BOLIVARIANO

Representante: Cuauhtémoc Amezcua, Coordinador General.

NICARAGUA:

* FRENTE SANDINISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL - FSLN

Representante: Samuel Santos López, Secretario de Relaciones Internacionales y Nelson Artola, Diputado Nacional y Miembro de la Asamblea Sandinista.

PANAMA:

* FUNDACION OMAR TORRIJOS ? PARTIDO DE LA REVOLUCION DEMOCRATICA (PRD) Regional

Representante: Álvaro Menéndez Franco, miembro de Dirección.

* FUNDACION CASA AZUL

Representante: Carlos Wong. Presidente

* CENTRAL NACIONAL DE TRABAJADORES DE PANAMA

Representante: Alberto Aguilera, Secretario Adjunto.

PARAGUAY:

* PARTIDO PATRIA LIBRE (PPL)

Representante: Camilo Soares, miembro de la Dirección Nacional.

PERU:

* FRENTE POPULAR

Representante: Héctor Béjar Rivera, miembro de dirección.

PUERTO RICO:

* TODO PUERTO RICO CON VIEQUES

Representante: José Paralitici, Portavoz.

* CONSEJO NACIONAL DE INSTITUCIONES CULTURALES AUTÓNOMAS

Representante: José Ignacio Jiménez, Asesor Internacional.

REPUBLICA DOMINICANA:

* FUERZA DE LA REVOLUCION

Representante: José Noel Germán, dirección nacional.

* MOVIMIENTO IZQUIERDA UNIDA

Representante: Miguel Mejía, Presidente.

* CENTRAL GENERAL DE TRABAJADORES

Representante: Francisca Peguero, Relaciones Internacionales.

URUGUAY:

* FEDERACIÓN DE ESTUDIANTES UNIVERSITARIOS DEL URUGUAY ? FEUU.

Representante: Leandro Grille, Presidente.

* FEDERACIÓN URUGUAYA DE COOPERATIVAS DE VIVIENDA POR AYUDA MUTUA - FUCVAM

Representante: Gustavo González, Secretario General.

* CONOSUR

Representante: Beatriz Briozzo, Secretaria.

VENEZUELA:

? Círculos Bolivarianos, ? Congreso Anfictiónico Bolivariano, ? Fuerza Bolivariana de Trabajadores, ? Federación Bolivariana de Estudiantes, ? Coordinadora Simón Bolívar

? Movimiento Quinta República (MVR), ? Unidad Popular de Venezuela, ? Asociación Nacional de Redes y Organizaciones Sociales (ANROS), ? Campaña Admirable/Cooordinadora Continental Bolivariana, ? Consejo Nacional Indígena de Venezuela (CONIVE), ? Fundalatín, ? Movimiento Electoral del Pueblo (MEP), ? Universidad Bolivariana de Venezuela (alumnos y profesores), ? Juventud de Patria Para Todos (PPT)

? Misión Robinson, ? Partido Comunista de Venezuela (PCV), ? Pueblo Soberano

? Tupamaros, ? Comité Bolivariano de Solidaridad y Amistad con los Pueblos (CBSA)

? Frente Agrario ? Fuerza Bolivariana Internacional, ? Podemos, ? Agrupación de Profesionales y Técnicos, ? Otras organizaciones locales.

Para concluir, em dezembro de 2006 foi fundado no Rio de Janeiro o Partido da Revolução Bolivariana Nacional, com 109 assinaturas de eleitores de 11 Estados. Seus integrantes dizem se inspirar em Simón Bolívar (1783-1830), herói da independência de colônias espanholas na América, e no presidente da Venezuela Hugo Chávez, que diz promover uma revolução ?bolivariana? e socialista. Os militantes do PRBN iriam propor a Chávez, que estava no Rio para a cúpula do Mercosul, uma ?Internacional Bolivariana?, que una organizações de ideários semelhantes. O PRBN diz-se nacionalista e defensor da economia de mercado com presença forte do Estado. O presidente do PRBN é o empresário Paulo Memória, que já foi do PMDB e do PT do B. Como não poderia deixar de ser, o PRBN apóia o governo federal, mas seu modelo não é Lula, e sim Chávez, disse Paulo Memória ( http://www.panoramabrasil.com.br/noticia_completa.asp?p=conteudo/txt/2006/12/27/21788722.htm).

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Texto 2: Cardeal venezuelano sofre na própria carne as pressões do Regime de Chavez
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/10/400450.shtml

Castillo Lara: o maior venezuelano da História Contemporânea

O Cardeal Rosario Castillo Lara viveu na própria carne as pressões do Regime que tratou sem sucesso desprestigiá-lo e silenciá-lo.

A Venezuela vive, sem dúvida, a crise mais grave de toda sua história porque o atual regime destrói os tecidos sociais, tergiversa a História e acaba com a identidade nacional, com o objtivo de criar outro país, feito à imagem e semelhança de Cuba. O principal instrumento para conseguir estes fins é o terror: o uso da desqualificação, a mentira, os tribunais e até as armas, para aniquilar aos que discordem do projeto.

O Cardeal Rosario Castillo Lara viveu na própria carne as pressões do Regime que tratou sem sucesso desprestigiá-lo e silenciá-lo. Porém, Sua Eminência, guiado por sua fé cristã, fez caso omisso dessas pressões e atuou de maneira valente e patriótica.

Cumprindo com seu dever de venezuelano, Castillo Lara advertiu publicamente o perigo: ?Nos encontramos em uma situação de extrema gravidade como muito poucas em nossa história. Um governo eleito democraticamente há sete anos perdeu seu rumo democrático e apresenta lampejos de ditadura, onde todos os poderes estão praticamente nas mãos de uma só pessoa que os exerce arbitrária e despoticamente, não para procurar o bem maior da nação, mas para um torcido e anacrônico projeto político: o de implantar na Venezuela um regime desastroso como o que Fidel Castro, a custa de tantas vidas humanas e do progresso de sua nação, impôs a Cuba?, disse Sua Eminência em 14 de janeiro de 2006, em uma Homilia em Barquisimeto (1), no dia da Divina Pastora.

Cumprindo com sua função de sacerdote, Castillo Lara expôs os motivos espirituais desta situação: ?Nosso Senhor Jesus Cristo quis dar-nos uma dura lição por nossas infidelidades, por não termos sabido aproveitar os dons que nos deu de uma natureza tão fértil e rica, de um povo inteligente, trabalhador e generoso, e por não termos ajudado devidamente os mais necessitados e não termos vivido limpamente nossa fé cristã?, disse na mesma Homilia.

Castillo Lara instou o povo a orar para superar a crise: ?Ante a triste situação que vivemos e ante o perigo de que, se o povo venezuelano não tomar consciência de sua gravidade, e não se pronunciar categoricamente a favor da democracia e da liberdade, nos encontraremos submetidos a uma ditadura de tipo marxista, vamos pedir, todos unidos, à Divina Pastora: ?Virgem Santíssima, que em nossa história manifestaste muitas vezes tua benevolência e carinho por este povo, te pedimos que não nos abandones neste momento! Apoia-nos, doce Divina Pastora, a aprender a lição e dá-nos a todos a clareza da mente para conhecer e evitar o perigo, e a força para superar democraticamente este momento difícil??.

Porém, provavelmente, a contribuição mais valiosa do Cardeal na atual crise foi inspirar os venezuelanos, transmitindo ? com sua atitude e com seu testemunho ? tranqüilidade, confiança, esperança e, especialmente, valentia. Sua Eminência jamais mostrou medo frente às pressões do Regime, porque sua fé inquebrantável o fazia ver as ameaças terrenas como o que são: provas que se atravessam no caminho para a eternidade.

Castillo Lara foi o compatriota que alcançou os cargos mais altos no Vaticano e isto já é dizer muito, porém, sobretudo, foi o mais importante líder espiritual do povo venezuelano nos momentos mais graves de sua história.

Para aqueles que amparam-se numa cosmovisão materialista, Castillo Lara simplesmente deixou de existir. Porém, quão equivocados estão! Seu trabalho apenas começou, porque desde o Céu implorará ao Senhor Deus Todo-Poderoso e Eterno, e à Santíssima Divina Pastora, para que se apiadem dos venezuelanos e nos salvem do totalitarismo marxista.

Quanto a nós, a melhor maneira de agradecer a Deus ter-nos deleitado com a presença de Rosario Castillo Lara é continuar lutando, como ele fez, com humildade, com confiança, com firmeza e com valentia. E, além disso, comprometermo-nos conosco mesmos a experimentar uma profunda conversão que nos leve, de agora em diante, a ?ajudar os mais necessitados e a viver limpamente nossa fé cristã?, como nos pediu o Cardeal.
URL:: http://www.analitica.com/bitblio/castillo_lara/homilia.asp
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28/10/2007

Coletânea de documentários gratuitos na Web

Aproveita para baixá-los todos, pois na internet a gente nunca sabe por quanto tempo a coisa ficará disponível.

Coletânea de documentários na Web:

http://www.guba.com/user/pfilosofia

27/10/2007

Documentário "The Corporation" disponível na Web

Todos os militantes dos movimentos sociais e de proteção da coletividade devem analisar e estudar o documentário "A Corporação" para conhecerem os truques dos capitalistas.


Documentário "The Corporation"

Primeira parte: http://www.guba.com/watch/3000084218

Segunda parte: http://www.guba.com/watch/3000084247

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Noam Chomsky fala das corporações

Texto original: http://www.2001video.com.br/email/especial/corporation2.htm

Origem, evolução e prognóstico das corporações

Noam Chomsky diz que as corporações são pessoas sem valores morais que visam somente os interesses de seus acionistas. Seguindo essa afirmação, quem deve ser a consciência dessas empresas: a opinião pública ou o Estado? Por quê?

Eu colocaria a palavra ?pessoas? entre aspas em relação ao estado legal das grandes corporações nesse contexto. O ponto de vista de Noam é claro. As corporações não podem ter uma consciência. Essas entidades não são humanas e suas prioridades são ditadas pela lei. Milton Friedman sugere que os valores morais das corporações devem vir dos indivíduos das companhias, mas as pessoas são, geralmente, confrontadas por escolhas conflitantes quando executam seus papéis na estrutura das grandes empresas. Sam Gibara, da Goodyear, descreve como o seu papel na corporação excede o seu próprio sistema de valores ? e faz piada de como é bem pago para fazer isso.

A opinião pública expressará preocupação moral quando for motivada e isso é uma resposta apropriada, dado os abusos ultrajantes de pessoas, animais e da natureza por parte de algumas corporações. Mas a forma mais democrática de controle é através do Estado ? até onde ele puder ser descrito como democrático. Por fim, somos confrontados com a tentativa de controlar uma instituição não democrática via meios democráticos. O problema está tanto na essência da estrutura corporativa ? que copia o fascismo ? quanto no Estado que é suscetível à corrupção e a outras influências não democráticas.

Como o senhor vê o enfraquecimento do Estado perante as corporações? Não é paradoxal falarmos em retomada de controle do governo diante da atual tendência de privatizações?

Apesar de parecer paradoxal, não precisa continuar assim, a não ser que desistamos da democracia. O Estado é a única instituição cujo poder legal excede o das corporações. É uma questão de eleger pessoas e partidos que exercerão o poder para o benefício da população geral, e não de acionistas de grandes empresas.

Tirania contradiz, teoricamente, o espírito democrático. No entanto, quando pensamos nos abusos cometidos pelas corporações, cujos interesses estão acima do bem público, não podemos ver nesse poder quase ilimitado a falência do modelo democrático neoliberal?

Sim, apesar de não acreditar que o modelo neoliberal tenha tido um balanço positivo. Em sua aplicação internacional, a frase ?democracia neoliberal? soa contraditória. Esse termo é usado para uma aplicação estadunidense, o que incorpora, a meu ver, valores liberais. Em todo o caso, eu acrescentaria que tirania contradiz o espírito democrático de fato, não só teoricamente.

Os interesses de uma corporação só dizem respeito ao Estado enquanto esse possibilita ou inibe a geração de grandes lucros para aquela empresa. Democracia é, geralmente, um obstáculo à geração de lucro e as corporações procurarão contornar, acordar com ou destruir qualquer obstáculo ao lucro. O fato de que os ?Estados democráticos? tenham apoiado a expansão do poder das grandes corporações deveria nos levar a questionar a natureza do que consideramos Estados democráticos.

Como o cidadão comum poderá se salvaguardar das ?externalidades negativas? quando o maior meio de informação, a televisão, faz parte desses jogos de interesses?

Educação. Alfabetização midiática o mais cedo possível. Internet. Mídia independente. Autodefesa intelectual. Chomsky foi questionado, no filme Manufactoring Consent, a respeito de como a mídia pode ser mais democrática. Ele respondeu: ?isto é a mesma coisa que perguntar: como tornar as corporações mais democráticas??. E ele disse: ?a única maneira de fazer isso é se livrando delas?.

Em sua opinião, a que se deve o crescente interesse do público pelo documentário?

As pessoas percebem que há muito mais acontecendo no mundo do que a mídia elitista e mainstream descreve. Elas sabem que há análises que fazem mais sentido e têm mais relevância para suas vidas do que aquelas apresentadas pela mídia. E uma vez que alguém formula uma análise alternativa de forma atrativa, a idéia se espalha. Eu já vi isso acontecer duas vezes, primeiro com o filme Manufactoring Consent: Noam Chomsky and the Media e agora com The Corporation. O Canadá é um país com uma forte tradição de documentários e os dois filmes citados foram os maiores sucessos na história do país no gênero documentário. Uma vez ou outra, filmes como o meu, e outras críticas radicais, irão parar na TV comercial se for claro que terão audiência e, principalmente, se forem capazes de gerar dólares. Mas cada vez mais, mídias interessadas no lucro verão possibilidades de ganhos nesses documentários e, assim, eles terão que ser mais criativos para atingir o público. Em contrapartida, o público tem que se esforçar e ver esses filmes, ou simplesmente nada funcionará.

Michael Moore diz que um filme pode mobilizar a sociedade. Você acredita neste poder? Quais foram as reações do público ao The Corporation na América do Norte?

Uma maneira de começar a medir o impacto de um documentário é verificando o tamanho de seu público. Aqui, Michael Moore é um universo à parte. No entanto, The Corporation faturou mais de 4 milhões de dólares de bilheteria nos EUA e Canadá (*). O filme foi visto em cinemas comerciais e por mais de cinco meses em complexos de dez salas em grandes centros. Cinco meses! Isso é um recorde. Um público desse não é composto apenas por anarquistas radicais. Com certeza atingiu muito além!

Mais de 500 mil cópias foram baixadas ilegalmente via Internet. Mais de 100 mil DVDs foram vendidos na América do Norte, mais de 1.500 comprados por instituições educacionais e vários outros DVDs estão sendo usados por professores. Muitas escolas de administração ? provavelmente a maioria ? estão usando o filme também.

Mas, fora os números, eu posso contar algumas reações do público. Eu acabei de voltar da pequena cidade de Essex (Ontário). Ao longo do último ano, um professor incluiu The Corporation na grade curricular dos alunos de 13 anos. O autor do livro e do filme, Joel Bakan, e eu fomos conversar com os alunos e ver como o filme estava sendo usado. O nível de preocupação, compreensão e otimismo, mas também cinismo, dessas crianças foi uma grande surpresa. Nós filmamos tudo e vamos desenvolver um material em vídeo e impresso para outros educadores trabalharem com jovens. Eu recebo cartas de pessoas da área de negócios que abandonaram seus trabalhos em empresas grandes, corruptas e poluentes (essa descrição é deles e não minha) depois de ver The Corporation. A legislação em níveis municipais e estaduais nos EUA tem mudado como resposta ao filme. Leis que retiram das empresas direitos associados ao status de ?pessoa? foram votadas e as pessoas que formulam a legislação citam o filme como inspiração inicial.

Esta carta chegou ontem do México:

?Olá! Eu acabei de ver seu documentário The Corporation e fiquei chocado. Eu sempre suspeitei que todas as grandes empresas eram as verdadeiras mãos por trás do boneco chamado governo. Eu pulei do sofá assim que o filme acabou e vim aqui escrever porque eu não vou deixar o dinheiro governar minha vida. Estou pensando em pegar todo o meu dinheiro e doar para uma comunidade em Tulum que protege as tartarugas, mas além disso eu vou me mudar para lá e lutar contra qualquer um que tentar interferir na vida dessas criaturas. Eu sei que isso não é muito, mas é por mim. Parabéns por me fazer mudar esse egocêntrico modo de vida. Grande abraço daqui do México.?

Sim, documentários podem mudar os indivíduos. E talvez estes possam mudar o mundo. Se essa mudança pode ser rápida o suficiente, é uma outra pergunta.

* Por favor, não confundam ?faturado? com ?lucro?. Lucro é o que sobra depois das despesas serem pagas. Apesar do faturado com a bilheteria eu já estive para falir, mesmo com o The Corporation. Muita gente leva uma parte do lucro antes de mim.

Tradução de Anderson Vitorino

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Viagem a uma empresa utópica

No sul da Espanha, uma companhia que não visa lucro, pratica o comércio justo e paga salários iguais a todos os sócios e funcionários atua há vinte anos ? e está em perfeita saúde econômica

Carola Reintjes -- Le Monde Diplomatique
http://diplo.uol.com.br/2007-10,a1983

A ilha que descobriremos, por meio de um de seus povoados, é a da Economia Alternativa e Solidária. Um dos tesouros guardados a sete chaves ? tesouro privado-intimista ? é um pequeno povoado chamado Ideas. O nome é referência às visões de mundo ? rebeldes, insubmissas, transformadoras ? que se cultivam por lá. Idéias nobres, que se encontram no pólo oposto da suposta nobreza do sangue azul. (Alíás, nunca entendi como se pode associar classismo e elitismo à cor-símbolo do mar, do alto vôo sobre horizontes esperançosos).

Venham comigo a um rincão de Andaluzia, ao extremo sul da Espanha, mais próximo da África do que do coração da velha Europa, para conhecer uma organização de Economia Alternativa e Solídária, denominada Ideas. O que o ela tem de especial? Comecemos pelo que diz sua página web:

?Ideas (Iniciativas de Economia Alternativa e Solídária) é uma Organização de Comércio Justo, cuja missão consiste em transformar o plano econômico e social, com o fim de construir um mundo mais justo e sustentável, desenvolvendo iniciativas de Comércio Justo, Economia Solidária e Consumo Responsável, tanto no âmbito local quanto internacional. Todas as ações da organização fundamentam-se em princípios de igualdade, participação e solidariedade?.

Belas palavras... Mas o papel é paciente, e entre a missão declarada de tantas organizações e a prática há uma pequena fratura, ou um abismo. O que existe de fato de alternativo e transformador na organização? Vejamos.
Quando os "donos" renunciam a sua propriedade

Quantas empresas existem no mundo, nas quais a gestão econômica não obedece a lógica de maximizar lucros? São denominadas empresas de Economia Solídária. Os lucros eventualmente obtidos não são repartidos entre acionistas e sócios ? mas utilizados para ampliar as ações em curso. Os "donos" renunciam também à propriedade. Ao deixarem a empresa, oferecem ao coletivo sua "parte" no capital. Existem empresas assim, e não são poucas. Ideas é uma de muitas...

Quantas empresas dedicam-se a atividades que vão contra a lógica de mercado, deixando de se apoiar na competitividade, na lei do mais forte ou na lógica de oferta e procura do comércio tradicional? Essas também existem. E crescem cada vez mais, seja pelo ?esgotamento do modelo globalizador excludente?, por suposta responsabilidade social ou pelo verdadeiro compromisso. Ideas é uma dessas.

Em quantas empresas comerciais as compras e vendas são baseadas em outras lógicas, que não as do mercado? Recusa-se o poder do comprador sobre o provedor, mais débil. Rompe-se a lógica de desigualdade e se desenvolvem, em vez dela, relações de cooperação e práticas de comércio justo, a serviço do empoderamento dos pequenos produtores marginalizados. São as Organizações de Comércio Justo. Ideas, mais uma vez, está neste grupo, credenciada pela Associação Internacional de Comércio Justo (IFAT).

Quantas empresas comerciais investem energia e recursos na reivindicação, campanhas, sensibilização, incidência política e educação de consumidores, jovens e cidadãos em geral? Neste caso, são poucas ? Ideas solitárias.
Almoxarife e diretor: mesmo empenho, igual salário

Em quantas empresas pratica-se a horizontalidade salarial? Os trabalhadores com formação acadêmica ou experiência em setores valorizados no mercado recebem salário igual ao daqueles que não tiveram a mesma sorte. Acredita-se que o encarregado do armazém emprega o mesmo esforço e empenho de um diretor. Ainda não há muitas empresas assim, mas posso assegurar que Ideas é uma delas.

Quantas empresas conhecemos onde o número de mulheres em cargos diretivos é igual ou proporcional ao número de homens? Em Ideas, nunca houve um debate sobre a denominada ?questão de gênero?: há a prática natural diária de respeito e igualdade.

E, por fim, em quantas empresas a revolução se faz de segunda-feira a sábado? Os sócios e trabalhadores expressam o protesto contra a globalização econômica, a guerra e tantas misérias mais. Possuem militância construtiva no tecido social, contribuindo, com ativistas e consumidores, na formulação de alternativas sociais, econômicas e ecológicas. Ideas que, de outra forma, estariam em perigo de extinção.

Em perigo de extinção? Depois de vinte anos, estas boas e nobres Ideas ? idéias rebeldes, insubmissas e transformadoras ? sobrevivem, resistem e constróem. Gozam de muito boa saúde...

Tradução: Carolina Gutierrez
carol@diplo.org.br

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26/10/2007

Irã hoje. Venezuela amanhã.
Não há espaço no mundo atual para autoritarismo e totalitarismo.

"O Povo não deve temer o governo, o governo é que deve temer o povo." (V de Vingança -- Filme)

No mundo atual não há espaço para o autoritarismo e nem para o fundamentalismo. Os últimos regimes de opressão política estão sendo sufocados e isolados: Coréia do Norte, Cuba, Irã, China, etc. Isto porque tais regimes contrariam a natureza humana que necessita de liberdade para viver. O homem é um ser que nasceu para ser livre e não para ser escravo.

A trilha do autoritarismo, assim como a trilha do totalitarismo (mil vezes pior), foram seguidos por inúmeras nações e todas elas chegaram no mesmo ponto: a queda do regime.

Isto porque um regime autoritário e o totalitário carregam consigo o germe de auto-destruição. Mais cedo ou mais tarde, nesta geração ou na próxima, daqui a 10, 100 ou 1000 anos o germe de autodestruição é ativado e o regime desmorona. Por que isso acontece ? Acontece por uma razão simples: o autoritarismo e o totalitarismo tiram dos homens a individualidade, a liberdade, a iniciativa, a capacidade de pensar, criar e ser feliz. E sem esses elementos o homem não se desenvolve e não evolui. Quando os indivíduos, dentro do sistema autoritário ou totalitário, percebem isto, o germe é ativado e o regime cai. Cai porque o autoritarismo ou totalitarismo são sistemas. E são os homens que criam os sistemas e não os sistemas que criam os homens.

Portanto, um sistema autoritário ou totalitário está fadado ao fracasso e à destruição. Contudo, enquanto sobrevive causa grande mal e sofrimento aos seres humanos.

Irã e Venezuela caminham, inegavelmente, para o mesmo fim: a destruição do regime de opressão. No Irã os aiatolás, com seu fundamentalismo religioso, sangram a sociedade dia após dia. Na Venezuela os ferros do carrasco e os grilhões ainda estão sendo forjados e construídos. O Povo venezuelano ainda está vendendo e abrindo mão de sua liberdade. Quando se derem conta do que fizeram, será tarde demais, pois os ferros do carrasco e os grilhões estarão terminados e prontos para serem usados naqueles que contestarem o regime.

O discurso de V, no filme V de vingança, pode ser aplicado ao Povo da Venezuela. Basta substituir o terror forjado pelo governo pela pobreza que assola o país. O Povo da Venezuela abre mão de sua liberdade em troca de uma grande mentira chamada socialismo do séc. XXI. Buscam um sonho, mas encontrarão o pesadelo do autoritarismo no fim do túnel.

Os discursos são mentirosos. As ações mostram a realidade e indicam o futuro. A pobreza está servindo, como sempre serviu, como uma boa justificativa para instauração de um regime autoritário ou totalitário.

Diz V:

"Boa noite, Londres. Primeiro, quero pedir desculpas por utilizar esse canal de emergência. Como muitos de vocês, eu também aprecio os confortos da rotina diária, a segurança do que é familiar, a tranqüilidade do repetitivo. Gosto disso, como qualquer um.

No intuito de comemorar eventos importantes do passado, geralmente associados à morte de alguém ou o fim de alguma horrível luta sangrenta, vocês celebram um feriado legal.

Achei que podíamos marcar esse dia 5 de novembro, um dia que certamente não é mais lembrado, tirando um dia das nossas vidas diárias para sentar e bater um papinho.

Claro que há alguns que não querem que falemos. Neste momento estão gritando ordens nos telefones e homens armados estão a caminho. Por que ?

Porque enquanto o cassetete é usado no lugar da conversa as palavras sempre manterão seu poder. As palavras expressam um significado e são para aqueles que aceitam ouvir a revelação da verdade. E a verdade é que há algo terrivelmente errado com este país, não é ?

Crueldade e injustiça, intolerância e opressão. Enquanto que antes vocês tinham a liberdade de objetar, de pensar e falar o que quisessem, hoje têm a censura e sistemas de vigilância coagindo vocês a conformidade e a submissão.

Como isso aconteceu ? De quem é a culpa ? Certamente uns são mais culpados que outros, mas serão responsabilizados. Mas o certo é que se quiserem achar o culpado, basta olharem no espelho.

Sei porque fizeram isso. Sei que estavam com medo. Quem não estaria ? Guerras, terror, doenças. Milhões de problemas conspiraram para corromper sua razão e roubar seu sentido comum. O medo os dominou. E em seu pânico, recorreram ao Alto Chanceler. Ele lhes prometeu ordem e paz. E a única coisa que pediu em troca foi seu consentimento calado e obediente.

Ontem à noite, busquei acabar com esse silêncio. Ontem à noite destruí o velho Barley (Edifício da Justiça) para lembrar este país o que está esquecido.

Mais de 400 anos atrás um grande cidadão quis incrustar o dia 5 de novembro para sempre em nossa memória. Sua esperança era lembrar ao mundo que retidão, justiça e liberdade não são meras palavras. Elas são perspectivas. (...)".

Enfim, talvez em um futuro próximo V de Vingança seja uma grande inspiração para a resistência democrática na Venezuela.

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A união Irã + Venezuela não é apenas perigosa, é perigosíssima, pois se o Irã conseguir obter armas atômicas, certamente, essas armas chegarão à Venezuela.

O Irã não consegue atingir cidades americanas de sua posição, somente Israel... Mas mísseis nucleares na Venezuela conseguirão atingir o território norte-americano.

Portanto, o caminho mais seguro será cortar estes regimes autoritários pelo meio, pois eles colocam em risco a paz e a segurança internacional.
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Irã Hoje. Venezuela amanhã...

Sanções dos EUA podem afetar 300 empresas

Entre elas está a Petrobrás, que pode perder investimentos americanos

Estadão Online -- Patrícia Campos Mello -- WASHINGTON
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071026/not_imp70922,0.php


No mundo, cerca de 300 empresas de capital aberto, como a Petrobrás, mantêm negócios com o Irã e podem ser afetadas, ainda que indiretamente, pelas sanções anunciadas ontem pelo governo dos EUA contra Teerã. A informação é do grupo DivestTerror (algo como "desinvista do terror"), grupo que prega o boicote a investimentos em países considerados "patrocinadores de terrorismo" pelo Departamento de Estado - Irã, Síria, Coréia do Norte e Sudão.

"As empresas precisam escolher. Ou fazem negócio com os Estados Unidos ou com o Irã", disse ao Estado Christopher Holton, diretor do DivestTerror. "Essas novas sanções são muito bem-vindas, esperamos que o governo americano seja realmente rígido na aplicação das medidas."

Ontem, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, divulgou uma lista de 18 empresas iranianas proibidas de manter negócios com os Estados Unidos, entre elas os grandes bancos estatais iranianos Melli, Mellat e Saderat. Todas as empresas americanas estão proibidas de manter negócios com o Irã e os bens das companhias iranianas relacionadas pelo Tesouro nos EUA serão congelados.

Atualmente, segundo pesquisa do instituto conservador American Enterprise Institute, são pouquíssimas as empresas com sede em solo americano que ainda mantêm ligação direta com o Irã. Neste ano, só a Pepsi e a Coca-Cola fizeram negócios diretos com o país. A Halliburton - onde o vice-presidente americano, Dick Cheney, trabalhou - só parou este ano de fazer negócios com o Irã.

A Casa Branca não pode forçar empresas de outros países a deixar de negociar com o Irã, mas espera que companhias européias e latino-americanas gradualmente cortem seus negócios com o país, por medo de retaliações. Isso já vem ocorrendo com vários bancos europeus, entre eles o Deutsche Bank, que se retiraram do mercado iraniano.

"Bancos e empresas responsáveis ao redor do mundo" não devem ter relacionamento com essas entidades ligadas ao governo iraniano, disse ontem o secretário do Tesouro americano. "Muitos bancos no mundo decidiram que manter negociações com o Irã simplesmente não vale a pena. Instituições de boa reputação não querem ser os banqueiros desse regime perigoso", declarou Paulson

O DivestTerror divulga uma lista das empresas que mantêm o maior volume de negócios com os iranianos e prega boicote contra elas - são as "12 empresas sujas", entre elas Alcatel, BNP Paribas, ENI, Hyundai e Siemens. O DivestTerror conclama investidores a não aplicar seu dinheiro em fundos que investem em empresas presentes no Irã.

Uma lei tramitando na Câmara dos EUA prevê penalidades para empresas estrangeiras de energia que mantenham negócios com o Irã. Essa lei, se aprovada, vai atingir em cheio a Petrobrás.

A Petrobrás é a única empresa brasileira citada na pesquisa do American Enterprise Institute. Alguns Estados americanos, como Califórnia e Flórida, já promulgaram leis que proíbem seus fundos de pensão de investir em empresas que negociam com países considerados terroristas - e os Estados devem se desfazer de investimentos na Petrobrás.

24/10/2007

Luta contra o crime ou Terrorismo de Estado no Rio de Janeiro ?

O Terrorismo de Estado é a forma mais típica e dissimulada de Terrorismo, pois é acobertada pelo manto da suposta legalidade do Estado.

A polícia entra na favela e pode matar qualquer um. Pode chamar qualquer pessoa da favela de traficante e meter bala no indivíduo. Depois colocam uma arma na mão do infeliz e alguns papelotes de cocaína no bolso dele para que ninguém diga nada, ou seja, há uma completa ausência do Estado de Direito nas ações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. E não é só isso, mesmo que seja ação policial contra bandidos, a polícia não está autorizada a matar ninguém, pois não existe pena de morte no Brasil.

Isso sem contar que a maior parte das pessoas mortas nos "supostos" confrontos, foram assassinadas a queima roupa. Tiro a queima roupa não é tiro dado em confronto, é execução. Neste contexto, o que estamos vendo no Rio de Janeiro não é guerra contra o crime, é o terrorismo de Estado invadindo as favelas e as periferias para assassinar pessoas, moradores. Isso se torna mais evidente quando se verifica que a maioria dos mortos não tem passagem pela polícia.

Outro elemento que reforça essa idéia de terrorismo de Estado é o filme Tropa de Elite. Este filme foi produzido com uma única finalidade: legitimar a matança desenfreada que tem sido cometida no Rio de Janeiro. Matança que se acentuou com o governo Cabral e sua política de extermínio dos pobres. Matam traficantes ? Mentira, estão matando trabalhadores. Depois que matam chamam de traficante e colocam uma arma na mão do infeliz para que ele seja fotografado como traficante.

O BOPE é uma polícia terrorista que invade um bairro civil e executa pessoas sem nenhum tipo de julgamento. Qualquer um pode ser vítima, inclusive quem está passando pela favela, não é morador, pode ser chamado de traficante e ser morto pela polícia. Isso é terrorismo de Estado contra os moradores da periferias e das favelas.

O Governador do Rio e o BOPE devem ser denunciados nas Organizações Internacionais por violações de Direitos Humanos. Não adianta denunciar no Brasil, pois o Poder Judiciário Brasileiro, certamente, vai legitimar o terrorismo de Estado. Não só isso, o Rio de Janeiro deveria ser considerado área de conflito. Assim, ao menos, seriam aplicadas as convenções internacionais de proteção a civis em regiões de guerra.

O que temos que fazer é levantar provas do que está acontecendo no Rio de Janeiro e denunciar o Governador e o BOPE nas Organizações Internacionais por violações de Direitos Humanos, etc... As ONGs de Direitos Humanos devem começar a estudar essa saída... Não dá para esperar mais...

Além disso, eu quero deixar a seguinte questão para reflexão: se as drogas fossem descriminalizadas teríamos tantas mortes por overdose ? Teríamos tantos assassinatos pela Polícia ? Teríamos necessidade de ter BOPE entrando em favelas para matar pessoas ?

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COMO APRESENTAR UMA QUEIXA INDIVIDUAL POR VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS ÀS NAÇÕES UNIDAS
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/queixa-violacao-dh/queixa-onu.html

Além do Tribunal Penal Internacional, o indivíduo pode pessoalmente representar junto às Nações Unidas por crimes contra os Direitos Humanos cometidos por um Estado terrorista. Mas quais são os tipos de comunicação sobre direitos humanos que as Nações Unidas podem receber e como elas resolvem os problemas que levantam?

A possibilidade da ONU tratar casos individuais de violações de Direitos Humanos foi aberta quando o Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos entrou em vigor, em 1976. E essa possibilidade consta de dois procedimentos específicos: o procedimento 1503 e o procedimento facultativo.

Além disso, as queixas podem ser recebidas quando originárias de pessoas - indivíduos ou grupos - que alegam ter sido vítimas de violações dos direitos humanos. Podem também ser admitidas quando originárias de uma pessoa ou de um grupo de pessoas com conhecimento direto e seguro das violações. Quando uma organização não governamental (ONG) apresenta uma comunicação relativa a uma violação, é necessário que a ONG atue de boa-fé, de acordo com princípios reconhecidos de direitos humanos e que tenha provas diretas e seguras da situação que descreve.

3.3.1 Confidencialidade

Todas as medidas adotadas nos termos do "procedimento 1503" permanecem confidenciais, a não ser que a Comissão apresente um relatório ao Conselho Econômico e Social. Enquanto este estádio não é alcançado, as reuniões de todas as entidades de direitos humanos envolvidas realizam-se à porta fechada e a confidencialidade dos seus registros e dos documentos que tratam é preservada.

3.3.2 O Procedimento do "Protocolo Facultativo"

O Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e respectivo Protocolo Facultativo entraram em vigor em 23 de Março de 1976. Um Estado, que seja parte no Pacto e no Protocolo, reconhece que o Comitê dos Direitos do Homem das Nações Unidas - uma entidade composta por 18 peritos independentes que reúne três vezes por ano - pode receber e considerar comunicações por parte de particulares que aleguem que os seus direitos humanos foram violados por esse Estado.

Dos 148 Estados que aderiram ao Pacto ou que o tinham ratificado até 19 de Março de 2001, 98 reconheceram a competência do Comitê para apreciar queixas individuais.

As comunicações dos particulares são apreciadas pelo Comitê em reuniões à porta fechada. As suas cartas, e outros documentos do Comitê permanecem confidenciais.

3.3.3 Quando a queixa é admissível

Para ser apreciada, uma queixa não pode ser anônima e deve advir de uma pessoa ou de pessoas que vivem sob a jurisdição de um Estado Parte no Protocolo Facultativo. Normalmente, a comunicação deve ser enviada pelo particular que alega que o seu ou os seus direitos, tal como definidos no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, foram violados pelo Estado.

Quando pareça que a alegada vítima não pode apresentar a queixa, o Comitê pode apreciar uma comunicação proveniente de outra pessoa, que justifica o seu interesse em agir por ela. Uma terceira parte sem ligações aparentes com a alegada vítima não pode apresentar a comunicação.

A queixa, naturalmente, deve ser compatível com as disposições do Pacto e não pode ser apreciada se o mesmo problema estiver sob apreciação em outro foro internacional de investigação ou de resolução deste tipo de conflito. Todos os recursos internos devem estar esgotados antes de a queixa ser apresentada ao Comitê.

Ainda antes de decidir se uma comunicação é admissível ou não, o Comitê - ou o seu Grupo de Trabalho sobre Comunicações - pode pedir à alegada vítima ou ao Estado em questão para fornecer informações adicionais ou emitir observações, sob forma escrita, e determinar um prazo para o efeito. Se o Estado responder nesta fase, o queixoso recebe uma cópia para comentários. Se o caso for remetido ao autor da comunicação, apenas para ser prestada mais informação, e for então julgado inadmissível, nada será transmitido ao Estado.

O Comitê pode decidir não considerar uma queixa, sem decisão escrita; por exemplo, nos casos em que o seu autor a retire, ou mostre, por qualquer outra via, que não pretende ir mais adiante relativamente à sua comunicação.

3.3.4 A apreciação da queixa

Uma vez que uma queixa tenha sido declarada admissível, o Comitê pede ao Estado em causa para explicar ou clarificar o problema e dizer se algo foi feito para o resolver. É concedido um prazo de seis meses para que o Estado dê a sua resposta. É então concedida ao autor da queixa uma oportunidade de comentar a resposta do Estado. Em seguida, o Comitê formula o seu parecer e envia-o ao Estado em questão e ao autor da queixa.

O Comitê coloca, no decurso do procedimento, em pé de igualdade os particulares que se queixam e os Estados que violaram os seus direitos. Cada parte tem o direito de comentar os argumentos da outra.

3.3.5 Procedimentos cautelares

As pessoas que alegam ser vítimas de violações dos direitos humanos podem necessitar de proteção antes do Comitê ter tido tempo de tornar pública a sua decisão final. Sem afetar o fundo da questão, o Comitê tem por vezes de emitir uma opinião provisória dirigida aos Estados em causa.

Na pendência de um caso, o Comitê informou um Estado de que a alegada vítima "tendo procurado refúgio no país X não deveria ser expulsa ou levada para o país Y". Noutro momento, o Comitê exprimiu a sua preocupação relativamente ao estado de saúde de uma alegada vítima, e pediu ao Governo interessado que ela fosse urgentemente examinada por um corpo médico competente. O Comitê também pediu uma cópia do relatório médico.

3.3.6 Prova e ônus da prova

O Comitê deve apreciar toda a informação escrita que as partes interessadas lhes fizeram chegar. De acordo com o GDDC (2005), em vários casos relativos ao direito à vida, à tortura e a maus tratos, bem como a detenções arbitrárias e a desaparecimentos, o Comitê decidiu que o ônus da prova não pode recair apenas na pessoa que se queixa de uma violação. O Comitê também sustenta que não é suficiente fazer-se uma refutação, em termos gerais, de uma queixa por violação dos direitos humanos.

3.3.7 Em que diferem os procedimentos

A principal diferença entre os procedimentos, da Resolução 1503 (XLVIII) e do Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, é de que o primeiro cobre o exame de situações, e o segundo debruça-se sobre o exame de queixas individuais: casos isolados de violações dos direitos humanos. Mas há outros elementos para a diferenciação dos dois procedimentos:

O "procedimento 1503" assenta numa Resolução de um organismo das Nações Unidas: o Conselho Econômico e Social. Para o tornar operacional, a cooperação voluntária dos Estados é indispensável. O "procedimento do Protocolo Facultativo" retira a sua autoridade de um Tratado internacional, nos termos do qual os Estados Partes se vincularam a aceitar um procedimento específico para o exame de queixas apresentadas contra eles.

O "procedimento 1503" aplica-se a todos os Estados. Nos termos do Protocolo Facultativo, o procedimento aplica-se apenas aos Estados que aderiram ou que ratificaram o Protocolo.

As violações de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais estão cobertas pelo primeiro, enquanto o segundo apenas se ocupa dos direitos civis e políticos que estão protegidos pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.
Qualquer pessoa, grupo de pessoas ou organização não governamental pode invocar o "procedimento 1503" se tiver um conhecimento direto ou indireto das violações alegadas. Uma comunicação nos termos do Protocolo Facultativo deve ser assinada pela alegada vítima ou por alguém com legitimidade para agir no seu interesse.

Os autores de comunicações nos termos do "procedimento 1503" não estão envolvidos em qualquer estágio do seu desenvolvimento nem são informados de qualquer medida adotada pelas Nações Unidas - a não ser que seja tornada pública. Os autores são meramente informados pelo Secretariado das Nações Unidas de que as suas comunicações foram recebidas, de que cópias foram enviadas aos Estados implicados e de que textos resumidos vão ser entregues aos membros da Subcomissão para a Prevenção da Discriminação e para a Proteção das Minorias e aos membros da Comissão dos Direitos Humanos.

Por outro lado, o autor de uma comunicação apresentada ao Comitê dos Direitos do Homem, nos termos do Protocolo Facultativo, é considerado parte. É informado de todas as medidas tomadas pelo Comitê ou pelo seu Grupo de Trabalho sobre Comunicações. O Estado envolvido também é informado. O autor tem a possibilidade de comentar quaisquer peças escritas apresentadas pelo Estado.

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OAB-RJ vê 'política de extermínio' em ação da polícia de Cabral

Presidente do órgão rebate governador, que ironizou entidades que criticaram operação na Favela da Coréia

Felipe Werneck, do Estadão -- 20/10/2007
http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid67933,0.htm

RIO - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio, Wadih Damous, elevou neste sábado, 20, o tom de crítica à política de segurança do Estado ao rebater uma entrevista do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) na qual ele defendera a operação da polícia na Favela da Coréia, na zona oeste, que resultou na morte de 12 pessoas, entre elas uma criança de 4 anos, na quarta-feira. "O que se afigura é uma política de extermínio pura e simples, sem qualquer eufemismo", afirmou Damous.Foi uma resposta ao governador, que na véspera afirmara, com ironia, que se pudesse pediria aos criminosos:

" Por favor, me devolva o seu fuzil, me devolva a sua .30 que derruba até helicópteros e a sua granada. Vamos fazer um seminário para discutir a devolução desse armamento?' Aí eu ficaria feliz da vida, mas a realidade é outra." Na mesma entrevista, Cabral disse respeitar a opinião da OAB-RJ, mas afirmou que a polícia agiu corretamente.

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Bandidos não devolvem fuzis, ironiza Cabral

Governador rebateu críticas da OAB e de entidades civis à operação na Favela da Coréia, que deixou 12 mortos, entre eles um menino de 4 anos

Pedro Dantas -- Estadão Online -- 20/10/2007
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071020/not_imp67713,0.php

O governador Sérgio Cabral (PMDB) rebateu com ironia as críticas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de entidades civis à operação na Favela da Coréia, em Senador Camará, na zona oeste do Rio, que terminou com a morte de 12 pessoas, entre elas uma criança de 4 anos. "Se eu pudesse chegar para esses marginais e pedir: olha aqui, me devolve o fuzil, a ponto 30, que derruba helicóptero, a granada, ou fazer um seminário para discutir como eles podem devolver, eu ficaria feliz da vida. Mas infelizmente não é assim", disse Cabral. O governador acusou os traficantes de "tocar o terrorismo" dentro e fora da comunidade.

"São criminosos selvagens e nós fomos com mais de 300 homens, como iremos em outras comunidades, porque quem sofre mais com isso são as pessoas que lá moram", declarou Cabral. Ele disse que os moradores apoiaram a ação e que as declarações contrárias à ação são compradas. "Na contabilidade apreendida na operação há registros de remunerações para as mulheres que vão denunciar a polícia."

O Ministério Público do Rio solicitou à TV Globo as imagens feitas por cinegrafista da emissora que mostram a perseguição de helicóptero que resultou na morte de dois homens. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio, Alessandro Molon (PT), entrou com representação pedindo ao MP que investigue a operação. Uma audiência pública para discutir a ação ocorrerá na próxima semana com moradores e representantes da Secretaria de Segurança Pública.

Ontem, integrantes da OAB e da Justiça Global criticaram as autoridades que defenderam a operação. "Vamos externar nossa preocupação à Secretaria Nacional de Direitos Humanos sobre as declarações do ministro da Defesa, Nélson Jobim, que apoiou a ação. Ele elogia esta tática de extermínio, mas não apresenta uma estratégia para fechar a rota do tráfico de armas e drogas", disse Sandra Carvalho, diretora da Justiça Global.

"São operações pirotécnicas para dar sensação de segurança para a população, que sempre são realizadas em comunidades distantes das regiões nobres", disse a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Margarida Pressburger. Ela considerou pífia a quantidade de armas e drogas apreendidas em relação ao número de mortes.

OPERAÇÃO

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) fez uma incursão na Cidade de Deus , em Jacarepaguá (zona oeste), na noite de anteontem, que resultou na morte de dois homens. Segundo a polícia, eles morreram ao trocarem tiros com os policiais em uma localidade da favela conhecida como Karatê. Duas pistolas calibre 9 mm, 110 pedras de crack e 33 papelotes de cocaína foram apreendidos. Pela manhã, policiais realizaram um cerco à favela e entraram com carros blindados e tratores para retirar os trilhos de trem postos no asfalto por traficantes.