Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

31/01/2008

Clonagem humana e escravidão
Cientistas norte-americanos anunciaram em 17/01/2008 (notícia aqui) terem produzido embriões que eram clones de dois homens. O trabalho foi publicado na revista "Stem Cells. E, o fato mais interessante da notícia e que passou despercebido para a maioria, é que Samuel Wood, co-autor do estudo, é executivo-chefe da Stemagen Corp, de La Jolla, na Califórnia.

Muita gente criticou a notícia sem apresentar argumentos fortes. Afinal, estão pesquisando a clonagem e clonaram os embriões para descobrir a cura para doenças graves. Logo, de um lado a clonagem e de outro as tais doenças graves. Resultado: um cenário difícil de argumentar e compor.

A minha visão disso é clara, claríssima. É mentira. É tudo mentira. A clonagem dos tais embriões não são para pesquisas médicas. As pesquisas médicas é a neblina que cobre as reais intenções do mal. As tais doenças graves que podem ser curadas com as células-tronco são desculpas, dissimulações, para se realizar pesquisas que produzam clones humanos. Isto fica evidente quando se observa que existem outros meios para realizar estas pesquisas, sem utilizar embriões ou criar clones.

Mas por que querem os clones ? Se olharmos para a notícia veremos uma empresa por trás dela. Vemos uma corporação. Esta corporação não está interessada na cura de doenças graves. Está interessada na produção dos clones. Está interessada em dominar a tecnologia que produz clones humanos.

A segunda pergunta por que ? Depois que dominar a tecnologia dos clones, a corporação, certamente, irá patentear a tecnologia e irá alegar que não são pessoas, não são seres humanos, são clones. Vão utilizar o mesmo argumento que usaram para dizer que as bactérias que comiam petróleo não eram seres vivos, logo, podiam ser patenteadas. E foram patenteadas pela Shell. (Mais sobre isto no documentário The Corporation). O caso das bactérias é o precendente que precisam para patentear a tecnologia que produz clones, assim como os clones produzidos.

Isto abrirá, inegavelmente, uma nova era de violações de Direitos Humanos, escravidão e opressão sobre a face da Terra. O mal tem diversos truques e métodos de ação. E este é mais um deles. Vão utilizar a idéia de que aquilo que não é junção de um óvulo com um espermatozóide não é humano. Logo, os clones não são humanos. São coisas. Logo, podem ser produzidos em série e escravizados.

É este o negócio que a corporação quer dominar com a tecnologia dos clones. Produção em série de seres humanos para trabalho escravo e para reposição de órgãos nas pessoas comuns. Um negócio, sem dúvida nenhuma, bilionário.

Precisamos rever, rapidamente, a definição que diz que seres humanos são oriundos da junção de um espermatozóide com um óvulo, pois se a clonagem for um fato, como está sendo descrito, vão produzir seres humanos de outra forma. Estes clones também são pessoas, também são seres humanos, também possuem vida e também possuirão consciência ou alma.

E se mantermos a definição de humano na junção do óvulo com o espermatozóide condenaremos estes novos seres humanos à escravidão e à coisificação. Serão considerados coisas e não pessoas. Não estarão protegidos pelos Direitos Humanos e repetiremos aquilo que fizeram com os índios nos tempos da colonização. Lembrem-se que os índios, no início da colonização, não eram considerados pessoas, mas sim animais. Eram perseguidos e caçados pelas matas, pois podiam ser escravizados e usados como coisas.

A bactéria do petróleo, o patenteamento da vida e a clonagem abrem espaço para o advento de uma nova era de violções de Direitos Humanos e de banalização da vida. Produção em série de pessoas supérfluas e descartáveis. Produção em série de clones humanos. Restauração da escravidão e uso de pessoas como coisas.

Inclusive restaurará uma antiga área do Direito, que nós ainda estudamos no Largo São Francisco: o Direito Romano. Agora os casos do Tício que mata um escravo do Caio, do escravo que mata o Mévio, do Semprônio que queria casar com a escrava, etc, se tornarão reais. O Direito Romano terá que ser restaurado para reger as relações dos humanos com os clones humanos, dos nascidos da junção do óvulo com o espermatóide com os nascidos da clonagem, dos senhores com os escravos. O Professor Eduardo Marchi vai gostar de ouvir isto...

A clonagem é a tecnologia dos sonhos do totalitarismo. É a tecnologia que se enquadra com perfeição na construção de uma sociedade perfeita, pois ela permite a produção em série de pessoas com características específicas. Pode-se produzir pessoas que só mandam, pessoas que só obedecem, pessoas que só trabalham, pessoas que só cantam, pessoas que só escrevem, pessoas dóceis, saudáveis, arianos, etc.

E, como não são humanos, pois alegarão que não vieram da junção de um óvulo com um espermatozóide, são produtos da Stemagen Corp, podem ser exterminados em série, quando não tiverem mais utilidade. São produzidos em série. Logo, podem ser exterminados em série e queimados em fornos industriais ou utilizados para fazer sabão, ou então, como adubo orgânico. Já conhecemos esta história, não conhecemos ?

Talvez a Stemagen Corp, para facilitar a vida de seus clientes e melhorar os seus produtos, já insira neles un gene de auto-destruição. A pessoa não quer mais o produto, o clone humano, não quer vendê-lo, mas sim destruí-lo, então, a pessoa pega um pó, mistura no leite e dá para o clone beber. O clone bebe e morre e a pessoa o enterra no jardim, ou joga ele no lixo, ou corta-o em pedaços e usa na ração para os cães, ou então, queima o clone humano junto com a folhagem e usa as cinzas como adubo.

E a Stemagen Corp poderá ter centenas, talvez milhares, de produtos, clones humanos, diferentes. Pode produzir clones para o exército - o soldado perfeito; clones para os bórdeis - a prostituta ideal; clones para as fábricas - o operário ideal; clones para o agronegócio - o agricultor ideal; clones para as universidades - os intelectuais ideais; clones para as escolas - o professor ideal; clones para a política - os políticos ideais; clones para a advocacia - o advogado ideal; clones para a Igreja - os pastores e padres ideais; clones para tudo - tudo ideal. Tudo produtos da marca Stemagen Corp.

Além disso, por que fazer filhos da forma natural, se é mais fácil fazer um clone com todas as características que queremos ? Inclusive podem alterar os genes do clone de tal forma que ele não se desenvolva. Um bebê que é sempre bebê. Um bebê que vai até certa idade e não se desenvolve mais, etc... As possibilidades são infinitas. Tudo tecnologia da Stemagen Corp ,que produz os melhores clones para você, o clone dos seus sonhos...

28/01/2008

A vida e a consciência no Livro de Gênesis
Vamos fazer a seguinte experiência. Vamos raptar um Pajé de um tribo indígena isolada. Vamos levar este Pajé até um cinema e vamos lhe mostrar o documentário da BBC sobre a Origem e Evolução da vida. Pedimos para o Pajé anotar tudo para transmitir aos seu Povo. Em seguida o levamos de volta à sua tribo.

Este Pajé irá transmitir a revelação ao seu Povo ? Certamente, irá. Porém, com qual linguagem ? Como ele irá explicar o que viu ? Como ele irá descrever o que viu ? Como ele irá exemplificar o que viu ? Isto também ocorre quando a consciência humana é levada à presença de Deus. Quando Deus revela a sua verdade. Nem sempre nós temos palavras ou linguagem para descrevermos o que estamos vendo. Nem sempre compreendemos o que vemos e, muita vezes, não conseguimos nem exemplificar a revelação divina. Isto também se aplica à revelação do Gênesis e outras revelações, por exemplo, o apocalipse.

O tempo de Deus é diferente do tempo do Homem. Deus é energia consciente. Logo, podemos ter uma noção do tempo de Deus olhando para a fórmula de Einstein E= M.C.C, onde E é a energia, M é a massa e C é a velocidade da luz. Massa acelerada à velocidade da luz ao quadrado... é a nossa matéria se aproximando da natureza de Deus. Contudo, Deus não é uma forma qualquer de energia. É energia consciente. Logo, algo muito superior à energia comum.

Sobre os livros sagrados... Há muito conhecimento nos livros sagrados. Inclusive, é importante observar, os livros sagrados foram escritos sob orientação e inspiração divina. Deus revelou a verdade ao homens. As verdades foram ditas claramente por Deus, mas os homens nem sempre tinham, e talvez ainda não tenhamos, um conhecimento e uma linguagem adequada para compreender/traduzir a revelação divina.

Os livros sagrados, tendo a mesma origem e a mesma inspiração e orientação, não se excluem, mas se complementam... Há uma linha comum que transpassa todos eles. Lembrem-se, porém, que as interpretações, traduções, etc, são humanas, nem sempre são divinas. Logo, uma pessoa sob inspiração divina é capaz de juntar todos os livros sagrados em um só. Assim como capaz de eliminar tudo aquilo que foi inserido nos livros sagrados pelo interesse e pela vontade humana. Inseridos pelo Homem, não por orientação ou inspiração divina.

Mas agora eu quero falar de outra coisa. Quero falar do Gênesis, capítulo I. Este capítulo descreve a criação do mundo. Certamente, há muitos símbolos e muitas coisas neste livro que fogem à nossa compreensão ou escapam à nossa percepção. Mas alguns pontos podemos compreender à luz da ciência de hoje.

Vou falar da separação entre vida e consciência. Isto está no Gênesis. Não acredita ? Vou mostrar.

A vida surge em Gênesis, capítulo I, versículo XI:"E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi."

Em seguida aparece o versículo XX - " E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu." e XXI - "Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom."

Eu observo, neste ponto, que a ordem dos versículos pode ter sido trocada, ao longo do tempo, pelos homens que copilaram ou traduziram o livro. A ordem pode não ter sido considerada importante, apenas buscaram registrar a verdade como um todo: a criação das coisas e do mundo por Deus. A ordem não muda esta verdade. Muda apenas a seqüência dos fatos, pois muda a seqüência dos versículos.

É preciso olhar os manuscritos antigos e ver se houve alteração da ordem por ordem de pessoas que tentavam inserir uma seqüência lógica, para seu tempo, no livro sagrado.

Por que eu estou dizendo isto ? Porque se reordenarmos os versículos do Gênesis, teremos a seqüência da Teoria da Evolução. Fatos da Teoria da evolução estão descritos no Gênesis. Não foi Moisés que copiou Darwin, mas Darwin pode ter visto a seqüência correta da criação na Bíblia e saiu à procura dos fatos, que comprovasse a sua Teoria da Evolução. Há no Gênesis fatos importantes da evolução, na natureza.

Por exemplo, os primeiros animais, criados por Deus, surgem no mar, são os peixes. Outro exemplo, o homem é o último ser da criação. As plantas são criadas na Terra. As aves no céu, etc. A criação dos seres são as novas ramificações genéticas da árvore da vida. Cada novo ramo foi induzido pela vontade divina.

Isto tudo, para a natureza divina, pode ter durado apenas seis dias, mas para a natureza humana pode ter durado milhões de anos. Não esqueçam do E=M.C.C. O tempo da energia é muito diferente do tempo da matéria. O tempo da energia é o tempo de Deus. O tempo da matéria é o nosso tempo.

E Deus contando isto para um homem de milhares de anos atrás teria que, necessariamente, resumir a história. Não teria como falar em DNA, hereditariedade, genes, evolução, genética, etc; ou então, o homem de milhares de anos atrás só tinha estas palavras para descrever aquilo que Deus estava lhe contando.

A consciência do homem que captou e escreveu a revelação divina não tinha as ferramentas, informação e conhecimento, que nós temos hoje para compreender a criação. Além disso, se o homem que escreveu a revelação tivesse as ferramentas que nós temos, ele também não escreveria a revelação usando tal linguagem. Ninguém compreenderia. E a história da criação tinha que ser contada ao Povo. Por isso, que ela foi revelada.

Eu considero um erro pensar a ciência como inimiga da religião e de Deus. A ciência busca, ao contrário do que pensam os ateus, compreender a natureza e as ações de Deus. Não há como afastar Deus do Universo. Não há como afastar Deus do Homem, pois nós carregamos, dentro de nós, em nosso âmago, a essência divina.

E isto aparece na criação do Homem, que ocorre no versículo XXVI do capítulo I do Gênesis: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra."

E como Deus fez esta criação ? Isto aparece no capítulo II, versículo VI:"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente."

Portanto, a vida foi criada antes do Homem. Primeiro Deus criou os animais. Logo, criou primeiro a vida. Mas o homem não era só um animal. Ele é um ser com consciência. Um ser semelhante ao seu criador. Semelhante em quê ? Na vida não era, pois os animais foram criados antes, ou seja, os animais já tinham vida e não eram semelhantes ao criador. Semelhante em consciência.

É a consciência que torna o Homem semelhante a Deus. Como Deus faz isto ? Deus insere a consciência no Homem com um sopro em suas narinas. Certamente, o sopro de Deus não é vento, mas sim energia. O sopro de Deus é a energia que movimenta a nossa consciência. Por isso, a nossa consciência é um sistema que movimenta a energia divina. Por isso, somos alma vivente, somos consciência vivente, somos matéria com um pedacinho da consciência. Um pedacinho da consciência divina presa na matéria.

Outro coisa interessante do versículo VI, capítulo II, é o fato de estar escrito no Gênesis que Deus formou o homem do pó da terra. Inegavelmente, somos pó da terra. O nosso corpo pode ser reduzido e separado em pó, em elementos químicos que constam da tabela periódica. O nosso corpo é, na mais, nada menos, do que elementos químicos reunidos.

Enfim, o primeiro dom de Deus foi a vida. A vida que os demais animais também possuem. Contudo, temos outro dom de Deus. E é este dom que nos torna semelhantes a Deus e que é um pedaço da essência divina dada a nós. Um pedaço da essência divina presa na matéria: a consciência. Uns chamam de alma, outro de espírito, mas é a mesma coisa.

10/12/2007

STJ autoriza corte de água de inadimplentes em Palestina (SP)
O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, autorizou a concessionária responsável pelo abastecimento de água do município de Palestina (493 km a noroeste de São Paulo) a cortar a água de nove imóveis, por motivo de inadimplência. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira.

Segundo o STJ, o corte estava suspenso por força de liminares concedidas pela Justiça de Palestina e mantidas pelo TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo. Na ação, os consumidores contestavam os valores cobrados pela empresa.

No pedido de suspensão das liminares aceito pelo STJ, o município alegava que as liminares podiam inviabilizar o serviço público de água da cidade.

Para Monteiro Filho, a concessionária pode cortar a água quando o consumidor permanece inadimplente mesmo após aviso prévio. O que é proibido é cortar sem aviso, como forma de pressionar o pagamento.

Na decisão, o ministro entendeu ainda que a "discussão sobre a alegada distorção nos valores das tarifas cobradas pela concessionária será objeto de análise pelas instâncias ordinárias, não podendo servir de justificativa para a interrupção no pagamento".
---------------------------------------------------------
Comentários do Leonildo
Esta notícia parece ser uma notícia boba, não parece ? Mas não é. Não é uma notícia boba porque envolve, de um lado, o direito à vida e de outro o lucro de uma corporação. No meio a mentira: sem pagamento torna-se inviável o fornecimento de água. E a decisão do STJ foi contra a vida e a favor do lucro da empresa, ou seja, mandou cortar a água.

Os serviços essenciais para a sobrevivência das pessoas não podem, em lugar nenhum, serem privatizados. O Estado pode fornecer água de graça para as pessoas, garantindo a sobrevivência e a vida. Já uma empresa privada só entra no ramo se tiver lucro.

A privatização de um serviço público, ou seja, a passagem da prestação do serviço de um ente público para uma empresa privada, que visa lucro, transforma o cidadão, usuário do serviço público, em um consumidor, um cliente, da empresa privada. Ser um cidadão usuário de um serviço público é uma coisa, ser um cliente, um consumidor, de uma empresa privada é outra.

Quando uma empresa privada, que visa lucro, entra em um negócio público, os cidadãos se tornam reféns da lucratividade da empresa. Inclusive, é válido dizer que uma organização privada não tem nenhum compromisso com seus consumidores, nem com a vida e nem com o bem estar deles. Se não podem pagar pela água, cortam a água. Se não podem pagar pela educação, expulsam da escola. Se não podem pagar pelo Hospital, jogam o doente na rua. Não há compromisso com as pessoas, só com os lucros.

Por conta disso, precisamos iniciar uma série de movimentos para parar e reverter a privatização dos serviços públicos essenciais, assim como criar mecanismos que estabeleçam um controle público sobre as corporações e as pessoas jurídicas. Não só isto, decisões como estas que desconsideram direitos fundamentais em benefício do lucro de empresas devem ser ignoradas e desconsideradas.

Quanto mais o judiciário julga contra a realidade e contra os direitos fundamentais do homem, mais ele é desacreditado e perde força perante a sociedade. A água é um bem fundamental para a vida humana, não pertence a nenhuma empresa. E se a empresa monopolizou o seu fornecimento, deverá arcar com as conseqüencias do monopólio, garantindo o fornecimento para todos. O que é inaceitável é a chantagem que o judiciário e a empresa estão tentando impor juntos: se não pode pagar pela água, então morram de sede.

08/12/2007

Tem gente revirando o meu passado
Ouvindo algumas referências e algumas indiretas percebi que tem gente revirando o meu passado. Nada fora do comum, pois parece até que a minha vida virou a casa da mãe Joana. Meus emails são capturados e invadidos regurlamente, para não dizer diariamente, meu acesso a internet é monitorado incessantemente. Olham os sites que visito, as coisas que leio, etc...

É uma seqüência assustadora de violações de direitos fundamentais. Certamente, tudo é feito por hacker e cracker de partido político e sociedade secreta. Não vou revelar os nomes agora, pois vou fazer isto na hora apropriada.

Mas, quanto ao meu passado, não há nada que me envergonhe ou rebaixe. Há apenas estudos e busca do conhecimento. E tudo o que eu fiz, ao longo de minha vida, foi necessário fazer e eu não me arrependo de nada. Se pudesse refazer meus passos, faria tudo do mesmo jeito, pois é uma trajetória de sucesso. Não de fracasso como é a vida de muita gente. Inclusive pretendo contar tudo, ponto por ponto, no meu site da internet.

Certamente, vou contar tudo, inclusive o que fizeram/fazem para me prejudicar e parar. Isto vai travar a língua dos desgraçados que reviram a vida dos outros, buscando rabo preso, etc. Pior, não só reviram como distribuem os dados por listas de emails.

Enfim, não há nada no meu passado que me envergonhe. Possivelmente, pensaram que iriam encontrar um passado promíscuo e cheio de álcool e drogas, adolescência alienada e estúpida, como é o passado das pessoas que me investigam e que violam os meus direitos fundamentais. Mas quebraram a cara de pau. Não há nada disso na minha vida.

Quando eu entrar para a política, o meu passado será mostrado como um exemplo de trajetória de sucesso e de luta aberta e contínua contra os grupos dominantes, contra os interesses dominantes, contra a opressão, contra a exploração, contra a tirania e as exclusões. Quando eu começar a contar as histórias pelas quais eu passei, muitos serão atraídos para o meu lado. O meu passado me impele para frente e mostra-me que estou no caminho certo.

Inclusive, na minha história e no meu passado há todos os elementos necessário para a construção de um mito. Certamente, a minha história é melhor do que a de Hitler. E tenho, assim como o Führer, o poder de seduzir as pessoas com palavras e de mostrar novas perspectivas e realidades. Contudo, não pretendo e não vou usar isto para benefício próprio ou interesse pessoal. Só vou usar em benefício da coletividade, para defender os interesses públicos, a coisa pública, a democracia e os direitos humanos.

Hoje, temos pouquíssimos líderes capazes de movimentar a multidão e as massas. Isto ocorre porque são poucas as pessoas que possuem substância, que possuem uma trajetória de vida de sucesso, que possuem um comprometimento histórico com a coletividade e com a sociedade. O poder não está no discurso, está na convicção, na história de quem fala e nas obras que praticou ao longo de sua vida.

Inclusive, há um texto do Padre Vieira que explica isto muito bem. È um texto do Sermão da Sexagésima e diz o seguinte:

"No pregador deve-se considerar a pessoa, a ciência, a matéria, o estilo, a voz. A pessoa: uma coisa é o semeador, outra o que semeia; uma coisa é o pregador outra o que prega. As ações é que dão ser ao pregador: Hoje pregam-se palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. De nada vale a funda de Davi sem as pedras. Até o Filho de Deus, enquanto Deus, não é obra de Deus, é palavra de Deus. No céu Deus é necessariamente amado porque é Deus visto, o que não acontece na terra onde é apenas Deus ouvido. Os sermões fazem pouco efeito porque não são pregados aos olhos mas aos ouvidos. Seguir o exemplo do Batista. Os ouvintes e as ovelhas de Jacó. Contra esse argumento lá o exemplo do profeta Jonas.

Mas como em um pregador há tantas qualidades e em uma pregação há tantas leis, e os pregadores podem ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No pregador pode-se considerar cinco circunstâncias: a pessoa, a ciência, a matéria, o estilo, a voz. A pessoa que é, a ciência que tem, a matéria que trata, o estilo que segue, a voz com que fala. Todas estas circunstâncias temos no Evangelho. Vamos examinando uma por uma, e buscando estas cousas.

Será porventura o não fazer fruto hoje a palavra de Deus, pela circunstância da pessoa? Será porque antigamente os pregadores eram santos, eram varões apostólicos e exemplares, e hoje os pregadores são eu e outros como eu? Boa razão é esta.

A definição do pregador é a vida e o exemplo. Por isso Cristo no Evangelho não o comparou ao semeador, senão ao que semeia. Reparai. Não diz Cristo: saiu a semear o semeador, senão, saiu a semear o que semeia: Ecce exiit qai seminat semiitare. Entre o semeador e o que semeia há muita diferença: uma coisa é o soldado, e outra coisa o que peleja; uma coisa é o governador, e outra o que governa. Da mesma maneira, uma coisa é o semeador, e outra o que semeia: uma coisa é o pregador, e outra o que prega. O semeador e o pregador é nome, o que semeia e o que prega é ação, e as ações são as que dão o ser ao pregador.

Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito, qual cuidais que é? E o conceito que de sua vida têm os ouvintes. Antigamente convertia-se o mundo; hoje por que se não converte ninguém? Porque hoje pregam-se palavras e pensamentos; antigamente pregavam-se palavras e obras.

Palavras sem obras são tiro sem bala: atroam mas não ferem. A funda de Davi derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo senão com a pedra: infixus est lapis in fronte ejus. As vozes da harpa de Davi lançavam fora os demônios do corpo de Soul, mas não eram vozes pronunciadas com a boca, eram vozes formadas com a mão: David tollebat citharam, et percutiebat manu sua. Por isso Cristo comparou o pregador ao semeador. O pregar, que é falar, faz-se com a boca: o pregar, que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras: para falar ao coração, são necessárias obras.

Diz o Evangelho que a palavra de Deus multiplicou cento por um. Que quer isso dizer? Quer dizer que de uma palavra nasceram cem palavras? Não. Quer dizer que de poucas palavras nasceram muitas obras. Pois palavras que frutificam obras, vede, se podem ser só palavras? Quis Deus converter o mundo, e que fez? Mandou ao mundo seu Filho feito homem. Notai. O Filho de Deus, enquanto Deus, é palavra de Deus, não é obra de Deus: Gertitum, nonfactum. O Filho de Deus enquanto Deus e Homem, é palavra de Deus e obra de Deus juntamente: Verbum caro factum est De maneira que até de sua palavra desacompanhada de obras, não fiou Deus a conversão dos homens.

Na união da palavra de Deus com a maior obra de Deus consistiu a eficácia da salvação do mundo. Verbo divino é palavra divina, mas importa pouco que as nossas palavras sejam divinas, se forem desacompanhadas de obras. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras vêem-se; as palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos, e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos. No céu ninguém há que não ame a Deus, nem possa deixar de o amar. Na terra há tão poucos que o amem; todos o ofendem. Deus não é o mesmo, e tão digno de ser amado no céu como na terra? Pois como no céu obriga e necessita a todos ao amarem, e na terra não?

A razão é porque Deus no céu é Deus visto; Deus na terra é Deus ouvido. No céu entra o conhecimento de Deus à alma pelos olhos: Videbimus eum sicut est na terra entra-lhe o conhecimento de Deus pelos ouvidos: Fides ex ouditu. E o que entra pelos ouvidos, crê-se, o que entra pelos olhos, necessita. Viram os ouvintes em nós o que nos ouvem a nós, e o abalo e os efeitos do sermão seriam muito outros.

Vai um pregador pregando a Paixão, chega ao pretório de Pilatos, conta como a Cristo o fizeram rei de zombaria, diz que tomaram uma púrpura e lha puseram aos ombros; ouve aquilo o auditório muito atento. Diz que teceram uma coroa de espinhos, e que lha pregaram na cabeça; ouvem todos com a mesma atenção. Diz mais que lhe ataram as mãos e lhe meteram nela uma cana por cetro; continua o mesmo silêncio e a mesma suspensão nos ouvintes. Corre-se neste passo uma cortina, aparece a imagem do Ecce homo: eis todos prostrados por terra, eis todos a bater nos peitos, eis as lágrimas, eis os gritos, eis os alaridos, eis as bofetadas. Que é isto? Que apareceu de novo nesta igreja?

Tudo o que descobriu aquela cortina tinha já dito o pregador. Já tinha dito daquela púrpura, já tinha dito daquela coroa e daqueles espinhos, já tinha dito daquele cetro e daquela cana. Pois se isto então não fez abalo nenhum, como faz agora tanto? Porque então era Ecce homo ouvido, e agora é Ecce homo visto; a relação do pregador entrava pelos ouvidos, a representação daquela figura entra pelos olhos. Sabem, padres pregadores, porque fazem pouco abalo os nossos sermões? Porque não pregamos aos olhos, pregamos só aos ouvidos. Porque convertia o Batista tantos pecadores?

Porque assim como as suas palavras pregavam aos ouvidos, o seu exemplo pregava aos olhos. As palavras do Batista pregavam penitência: Agite poenitentiam: Homens fazei penitência (Mt. 3,2) e o exemplo clamava: Ecce homo: eis aqui está o homem que é o retrato da penitência e da aspereza. As palavras do Batista pregavam jejum e repreendiam os regalos e demasias da gula, e o exemplo clamava: Ecce homo: eis aqui está o homem que se sustenta de gafanhotos e mel silvestre. As palavras do Batista pregavam composição e modéstia, e condenavam a soberba e a vaidade das galas, e o exemplo clamava: Ecce homo: eis aqui está o homem vestido de peles de camelo, com as cerdas e cilicio à raiz da carne. As palavras do Batista pregavam despegos e retiros do mundo, e fugir das ocasiões e dos homens, e o exemplo clamava: Ecce homo: eis aqui o homem que deixou as cortes e as cidades, e vive num deserto e numa cova. Se os ouvintes ouvem uma coisa e vêem outra, como se hão de converter?

Jacó punha as varas manchadas diante das ovelhas quando concebiam, e daqui procedia que os cordeiros nasciam manchados. Se quando os ouvintes percebem os nossos conceitos, têm diante dos olhos as nossas manchas, como hão de conceber virtudes? Se a minha vida é apologia contra a minha doutrina, se as minhas palavras vão já refutadas nas minhas obras, se uma coisa é o semeador e outra o que semeia, como se há de fazer fruto?

Muito boa e muito forte razão era esta de não fazer fruto a palavra de Deus, mas tem contra si o exemplo e experiência de Jonas (Jon. 1,2-4). Jonas, fugitivo de Deus, desobediente, contumaz, e ainda depois de engolido e vomitado, iracundo, impaciente, pouco caritativo, pouco misericordioso, e mais zeloso e amigo da própria estimação que da honra de Deus e salvação das almas, desejoso de ver sovertida a Nínive, e de a ver soverter com seus olhos, havendo nela tantos mil inocentes. Contudo, este mesmo homem com um sermão converteu o maior rei, a maior corte e o maior, reino do mundo, e não de homens fiéis, senão de gentes idólatras. Outra é logo a cousa que buscamos. Qual será?"