Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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21/08/2008

A falta de lei no Paraná
Eu vou relatar, exatamente, o que aconteceu comigo nos últimos dias e vocês verão como é que funciona as violações de Direitos Humanos e os excessos das autoridades públicas e da Polícia no Brasil... Mais do que isso, vocês verão uma ação clara dessas autoridades a favor dos ricos e poderosos.

O Paraná é um Estado tosco, rural e completamente sem lei. A Constituição aqui é mera hipótese. Contudo, no papel tudo funciona perfeitamente. Mas a realidade, a forma como agem, exploram e oprimem e excluem os hipossuficientes é surpreendente.

Por exemplo, tentaram obrigar-me a assinar um Termo Circunstanciado, porém, o policial queria escrever sozinho as versões dos fatos. Disse que eu apenas assinaria o que ele escrevesse. Recusei-me a assinar essa coisa... Logo, prenderam-me em flagrante e aumentaram o número de crimes. Se eu tivesse assinado o tal termo responderia por um pseudo crime de dano. Como não assinei acusaram-me de cometer dano, lesão corporal e difamação. Pior, eu sozinho quebrei uma loja, bati em três pessoas, incluindo um faixa preta e um indivíduo que portava uma barra de ferro. Já viu isso...

Quem armou tudo isso ??? Sociedade secreta... Quando não agem diretamente, usam seus testas-de-ferro para agir e como as autoridades públicas integram o bando, coisas toscas, ilegais, graves violações passam batido e são validada como legais pelo sistema, inclusive pelo Judiciário.

Daqui a pouco vou publicar a versão completa dos fatos e vocês verão que só há uma forma de fazer justiça no Brasil e ela se chama: V de Vingança....

11/06/2008

Escrevi em 02/01/2007

No texto abaixo, que escrevi em 02/01/2007, eu só corrigiria o ponto que fala do confronto entre narcotraficantes e as milícias. O confronto não foi, e nem está sendo, tão sangrento quanto eu esperava. Possivelmente, pelo fato das milícias serem formadas por policiais corruptos que já tinham relação direta com os bandidos ou já conheciam os bandidos. Porém, eu não descartaria a possibilidade das últimas matanças, ocorridas nas favelas do Rio, terem o dedão de policiais das milícias.

Portanto, se as autoridades públicas tivessem ouvido o meu alerta naquela época e agido rapidamente contra as milícias, a coisa não teria crescido tanto. Enfrentar narcotraficantes semi-analfabetos é uma coisa. Enfrentar paramilitares, treinados pelas forças armadas, é outra. Além disso, a maioria desses paramilitares são policiais do Rio. Logo, conhecem detalhadamente o sistema, sem contar que eles tem poder suficiente para sequestrar e ameaçar todas as autoridades públicas que podem desmontar esta organização ou colocá-los na prisão.

Certamente, o "agir" que aparece no parágrafo anterior não significa matar, mas sim prender e processar. Não há pena de morte no Brasil, seja para quem for.

Os grupos paramilitares no Rio de Janeiro

Os grupos paramilitares que estão se disseminando no Rio de Janeiro mostram, mais uma vez, a estupidez das políticas de repressão às drogas, ou seja, o surgimento desses grupos paramilitares é conseqüência direta da criminalização dos entorpecentes e do aparato militar, seja legal ou ilegal, que acompanham tais políticas.

Mais do que isso, esses grupos paramilitares estão se estruturando e construindo em cima das fraquezas das facções criminosas que dominavam as comunidades. Facções que se caracterizavam pela fragmentação e disputa de territórios. Além disso, os avanços dos paramilitares está catalisando a união das antigas facções criminosas e formando as condições necessárias para a explosão de uma guerra civil sem fim.

É válido observar ainda que, a partir da entrada dos paramilitares nessa história, podemos falar, sem nenhuma dúvida, que está ocorrendo uma "colombianização" do Brasil. A única coisa que está faltando nessa guerra civil é o discurso político contra o governo central.

Outro ponto que deve ser observado deriva do fato dos grupos paramilitares constituírem uma reorganização da criminalidade, ou seja, os narcotraficantes, pertencentes a facções fragmentadas e sem um comando centralizado, estão sendo expulsos e dando lugar aos grupos paramilitares estrategicamente organizados e com comando centralizado.

Apesar do discurso de proteção das comunidades, esses grupos não deixam de ser uma vertente da criminalidade, agora sim, organizada. O discurso social serve apenas para ganhar o apóio e a confiança das comunidades, legitimando a presença e posição desses elementos nesses locais.

O lado criminoso dos paramilitares evidencia-se na exploração de serviços clandestinos de TV a cabo, na cobrança de ágio na venda de gás e na cobrança compulsória de mensalidade dos moradores. Logo, esses grupos são constituem a mesma forma de opressão e de exploração das comunidades pobres e excluídas.

Certamente, mais dias ou menos dias, após expulsarem todos os narcotraficantes, os grupos paramilitares anunciarão o retorno do negócio das drogas, ou seja, colocarão na entrada das comunidades uma placa bem grande dizendo: "NARCOTRÁFICO SOB NOVA DIREÇÃO". Essa afirmação é uma conseqüência lógica da essência desses grupos que é a obtenção de lucros e dinheiro fácil. Certamente, não irão abandonar o narcotráfico, que é um negócio de milhões, pela exploração clandestina de TV a cabo.

Além desses grupos paramilitares não possuírem as fraquezas das organizações criminosas tradicionais, são constituídos por policiais, bombeiros, guarda-civis, menbros de serviços de inteligência, etc. Nesse contexto a questão que se impõe é a seguinte: quando esses paramilitares assumirem o negócio das drogas, virando narcotraficantes, e blindarem as comunidades, transformando-as em fortaleza, quem irá combatê-los ? Com que força ? Se o Estado não conseguiu derrotar narcotraficantes desorganizados e estúpidos, como poderá derrotar grupos paramilitares treinados pelo próprio Estado ?

Portanto, mais uma vez a única saída possível, capaz de conter e quebrar essa escalada de violência e morte, é a descriminalização das drogas, ou seja, temos que secar a fonte de recursos que financiam as armas, os atentados, as facções, os paramilitares e a violência.

É preciso observar...

Uma coisa é certa: os ataques no Rio de Janeiro estão sendo praticados pela criminalidade meio organizada. Contudo, quem está atacando: os narcotraficantes das favelas ou as milícias disfarçadas de narcotraficantes tentando legitimar as suas ações e as sua presença nas comunidades ?

O surgimento dessas milícias criam o ambiente adequado para a explosão de uma guerra civil sem fim. De um lado os paramilitares, de outro os narcotraficantes e no meio os moradores das comunidades. E o que está em jogo é o negócio da drogas. Os paramilitares estão cativando as comunidades para assumirem o lugar dos narcotraficantes e se instalarem definitivamente nesses locais. Depois de instalados e controlando os moradores, etc, reabrirão as bocas de fumo com uma placa bem grande na porta: "SOB NOVA DIREÇÃO".

Além disso, os ataques dos últimos dias tiveram outro grande efeito: desviaram as atenções que denunciavam as manipulações da GLOBO na política brasileira. As denúncias e matérias que descortinavam as tramóias e conspirações orquestradas nas redações da GLOBO foram substituídas por manchete de ônibus queimados, ataques a polícia, etc. Acontecimentos tão convenientes que eu chego a pensar que tem o dedo da GLOBO nos ataques. Será ?!!!

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13/05/2008

A motivação nos ataques do PCC
Com a descoberta da relação dos tucanos com o PCC, descobriu-se também que alguns ataques, por exemplo, o ataque de Suzano, foi motivado por negócio entre o bando tucano com a facção do PCC. O bando de tucanos não cumpriu o avençado, ou seja, libertou o enteado do Marcola, e a facção respondeu com bala.

Será que os demais ataques do PCC também foram motivados por negócios desse tipo ? Esta questão tem que ser investigada...

Portanto, os ataques do PCC contra delegacias era resultado de negócios de gente do Governo Tucano com a facção. Como os amigos do Serra não cumpriram o acordo que fizeram com os bandidos, os ataques aconteceram.

E todo mundo pensava que os bandidos eram loucos varridos que estavam atacando a polícia gratuitamente. Mal sabíamos que os ataques do PCC era acerto de contas entre os bandidos da facção e os bando do Governo Serra.