Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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14/07/2008

M3C (Milícia contra corrupto e corruptores)
Basta falar da criminalidade organizada para começarem a bloquear o meu site. Contudo, se acham que possuem força suficiente para se impôr e querem radicalizar o negócio, eu aceito o desafio. Inclusive, tenho várias idéias para desmantelar a criminalidade e atingir a corrupção no miolo.

Começo sugerindo a criação de uma milícia privada para atacar os corruptores e os corruptos. Atacá-los em todas as áreas e em todos os lugares... Atacar não só eles, mas toda a organização, incluindo aqueles que se alimentam dessas organizações criminosas... Uma milícia privada que tome de volta, usando força bruta se preciso, todos os recursos que eles roubaram/roubam da coletividade. Não adianta esperar por ação da polícia ou o judiciário, pois os criminosos dominam as autoridades e pagam ministros para defenderem seus interesses.

Dizem que Beira-mar, Marcola ou o Abadia é gente da criminalidade organizada. Mentira cabeluda, pois a verdadeira criminalidade organizada tem coleção própria de políticos, de juízes, de policiais e Ministros em sua folha de pagamento... Beira-mar, Marcola e Abadia não possuem essas regalias, não possuem o Estado de Direito nas mãos, torcendo as leis para que elas os beneficiem... A verdadeira criminalidade organizada é uma empresa dúbia, camuflada, que age tanto nos negócios lícitos quanto nos ilícitos, pegando dinheiro ilícito e jogando para atividades lícitas. Fazem isto na frente de todos, pois são empresas comuns da era globalizada: bancos, corretoras, casas de câmbio, comércios em geral, etc...

Eu vejo, como única saída contra o domínio do Estado pela criminalidade organizada, a ação de uma milícia privada que promova a justiça como ela deve ser feita. Uma justiça privada que não se dobre ao dinheiro e nem aos poderosos e castigue, com a mesma força tanto, os corruptos quanto os corruptores. O Dantas escapa facilmente da polícia e do judiciário, pois estas instituições estão nas mãos deles e em sua folha de pagamento... Mas ele não escaparia de uma milícia disposta a fazer justiça a qualquer preço...

se autoridades corruptas escapam de uma policia corrupta e de um judiciário corrupto, mas não escapariam de milicianos dispostos a capturá-los onde quer que estejam e a recuperar tudo o que eles furtaram e mandaram para o exterior. Sabemos onde os corruptos e os corruptores estão, onde moram, onde trabalham, onde estão suas famílias e suas empresas... Precisamos apenas agir contra eles. Precisamos apenas levantar as mãos e bater na cara deles...

Inclusive esta milícia privada pode ser financiada com o próprio dinheiro que eles furtaram/furtam do patrimônio coletivo ou de dinheiros confiscado de seus negócios ilícitos. São bilhões que podem ser tomados de volta e aplicados na milícia privada. Dinheiro que pode ser usado para destruir aqueles que trabalham contra o interesse coletivo, contra a sociedade, corrompendo a justiça, as leis e o Estado de Direito. Essa gente tem quer ser tirada de circulação e receber a punição que merecem... Devem ser punidos em praça pública e diante dos olhos do povo...

Somente uma milícia privada... uma milícia que promova a justiça privada pode atingir essa gente no cenário atua em que nos encontramos. Não podemos respeitar as regras de um Estado de Direito corrompido, um Estado deste tipo é um mal que tem que ser combatido. Somente a ação direta de cidadão, buscando a justiça, é capaz de restaurar a ordem e descontaminar a sociedade da presença nefasta destes indivíduos e destas autoridades que promovem abertamente a idéia de que o crime compensa e remunera muito bem...

Enfim, um Estado de Direito corrompido é um mal que tem que ser exorcizado e combatido. Isso somente pode ser feito por uma organização que não se dobre ao dinheiro e ao poder... O ente estatal perde, dia após dia, a sua legitimidade em fazer cumprir as leis e em fazr todos os cidadãos iguais perante a lei. Se o ente estatal perde a legitimidade, o Povo tem que agir por conta própria...

11/06/2008

Escrevi em 02/01/2007

No texto abaixo, que escrevi em 02/01/2007, eu só corrigiria o ponto que fala do confronto entre narcotraficantes e as milícias. O confronto não foi, e nem está sendo, tão sangrento quanto eu esperava. Possivelmente, pelo fato das milícias serem formadas por policiais corruptos que já tinham relação direta com os bandidos ou já conheciam os bandidos. Porém, eu não descartaria a possibilidade das últimas matanças, ocorridas nas favelas do Rio, terem o dedão de policiais das milícias.

Portanto, se as autoridades públicas tivessem ouvido o meu alerta naquela época e agido rapidamente contra as milícias, a coisa não teria crescido tanto. Enfrentar narcotraficantes semi-analfabetos é uma coisa. Enfrentar paramilitares, treinados pelas forças armadas, é outra. Além disso, a maioria desses paramilitares são policiais do Rio. Logo, conhecem detalhadamente o sistema, sem contar que eles tem poder suficiente para sequestrar e ameaçar todas as autoridades públicas que podem desmontar esta organização ou colocá-los na prisão.

Certamente, o "agir" que aparece no parágrafo anterior não significa matar, mas sim prender e processar. Não há pena de morte no Brasil, seja para quem for.

Os grupos paramilitares no Rio de Janeiro

Os grupos paramilitares que estão se disseminando no Rio de Janeiro mostram, mais uma vez, a estupidez das políticas de repressão às drogas, ou seja, o surgimento desses grupos paramilitares é conseqüência direta da criminalização dos entorpecentes e do aparato militar, seja legal ou ilegal, que acompanham tais políticas.

Mais do que isso, esses grupos paramilitares estão se estruturando e construindo em cima das fraquezas das facções criminosas que dominavam as comunidades. Facções que se caracterizavam pela fragmentação e disputa de territórios. Além disso, os avanços dos paramilitares está catalisando a união das antigas facções criminosas e formando as condições necessárias para a explosão de uma guerra civil sem fim.

É válido observar ainda que, a partir da entrada dos paramilitares nessa história, podemos falar, sem nenhuma dúvida, que está ocorrendo uma "colombianização" do Brasil. A única coisa que está faltando nessa guerra civil é o discurso político contra o governo central.

Outro ponto que deve ser observado deriva do fato dos grupos paramilitares constituírem uma reorganização da criminalidade, ou seja, os narcotraficantes, pertencentes a facções fragmentadas e sem um comando centralizado, estão sendo expulsos e dando lugar aos grupos paramilitares estrategicamente organizados e com comando centralizado.

Apesar do discurso de proteção das comunidades, esses grupos não deixam de ser uma vertente da criminalidade, agora sim, organizada. O discurso social serve apenas para ganhar o apóio e a confiança das comunidades, legitimando a presença e posição desses elementos nesses locais.

O lado criminoso dos paramilitares evidencia-se na exploração de serviços clandestinos de TV a cabo, na cobrança de ágio na venda de gás e na cobrança compulsória de mensalidade dos moradores. Logo, esses grupos são constituem a mesma forma de opressão e de exploração das comunidades pobres e excluídas.

Certamente, mais dias ou menos dias, após expulsarem todos os narcotraficantes, os grupos paramilitares anunciarão o retorno do negócio das drogas, ou seja, colocarão na entrada das comunidades uma placa bem grande dizendo: "NARCOTRÁFICO SOB NOVA DIREÇÃO". Essa afirmação é uma conseqüência lógica da essência desses grupos que é a obtenção de lucros e dinheiro fácil. Certamente, não irão abandonar o narcotráfico, que é um negócio de milhões, pela exploração clandestina de TV a cabo.

Além desses grupos paramilitares não possuírem as fraquezas das organizações criminosas tradicionais, são constituídos por policiais, bombeiros, guarda-civis, menbros de serviços de inteligência, etc. Nesse contexto a questão que se impõe é a seguinte: quando esses paramilitares assumirem o negócio das drogas, virando narcotraficantes, e blindarem as comunidades, transformando-as em fortaleza, quem irá combatê-los ? Com que força ? Se o Estado não conseguiu derrotar narcotraficantes desorganizados e estúpidos, como poderá derrotar grupos paramilitares treinados pelo próprio Estado ?

Portanto, mais uma vez a única saída possível, capaz de conter e quebrar essa escalada de violência e morte, é a descriminalização das drogas, ou seja, temos que secar a fonte de recursos que financiam as armas, os atentados, as facções, os paramilitares e a violência.

É preciso observar...

Uma coisa é certa: os ataques no Rio de Janeiro estão sendo praticados pela criminalidade meio organizada. Contudo, quem está atacando: os narcotraficantes das favelas ou as milícias disfarçadas de narcotraficantes tentando legitimar as suas ações e as sua presença nas comunidades ?

O surgimento dessas milícias criam o ambiente adequado para a explosão de uma guerra civil sem fim. De um lado os paramilitares, de outro os narcotraficantes e no meio os moradores das comunidades. E o que está em jogo é o negócio da drogas. Os paramilitares estão cativando as comunidades para assumirem o lugar dos narcotraficantes e se instalarem definitivamente nesses locais. Depois de instalados e controlando os moradores, etc, reabrirão as bocas de fumo com uma placa bem grande na porta: "SOB NOVA DIREÇÃO".

Além disso, os ataques dos últimos dias tiveram outro grande efeito: desviaram as atenções que denunciavam as manipulações da GLOBO na política brasileira. As denúncias e matérias que descortinavam as tramóias e conspirações orquestradas nas redações da GLOBO foram substituídas por manchete de ônibus queimados, ataques a polícia, etc. Acontecimentos tão convenientes que eu chego a pensar que tem o dedo da GLOBO nos ataques. Será ?!!!

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14/03/2008

Uma milícia para fazer justiça
É tanta picaretagem, ilegalidades, injustiças, opressão, exclusão e exploração, que eu começo a considerar seriamente a possibilidade de montar e armar uma milícia para fazer justiça. Acho que não basta denunciar os vagabundos, eles tem os tribunais, os juízes, os promotores e as autoridades públicas nos bolsos.

Temos que ir atrás deles, pegá-los pelos cabelos, arrastá-los para a rua e fuzilá-los na frente do povo e das câmeras. Isso pode corrigir as coisas, pois mostrará para esses desgraçados que agem na surdina conspirando e sabotando as instituições públicas, a retidão e a justiça, que a violência e o mal que eles praticam e distribuem na sociedade, mais cedo ou mais tarde, baterá em suas portas...

Mas os direitos humanos ? Direitos Humanos só devem existir se a aplicação for uniforme. Hoje existe direitos humanos para os ricos e grupos dominantes, mas não há estes direitos para a maioria da população. Inclusive, os grupos dominantes usam os Direitos Humanos como uma forma de opressão. Usam para se proteger e manter os mecanismos de opressão e de exploração funcionando sobre a maioria.

Acho que aquilo que fazem contra a maioria, é legítimo e justo, que a maioria retribua na mesma moeda... Que se aplique o mesmo peso e a mesma medida...