Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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25/01/2008

O Holocausto está se repetindo
Não adianta usar o discurso do Holocausto para manter a dominação. É sempre a mesma coisa, falam em Holocausto, falam em não violência, falam em resistência pacífica, etc... Mas tudo isto é um truque para manter o poder com uma minoria e continuar excluindo, explorando e oprimindo a grande maioria.

Eles te chicoteiam, te açoitam, roubam o que você produziu por quinhentos anos. E quando você vai revidar, eles apelam para a não-violência, para Deus e lembram do Holocausto. Contudo, quando estão matando negros nas favelas e nas periferias, eles não lembram da não-violência, de Deus e do Holocausto. Eles não vêem que a periferia é um gueto pior do que o gueto dos Judeus ou que as prisões são campos de concentração sem a câmara de gás.

Periferias, prisões, pobreza, miséria, escravidão, etc, são coisas onde predominam um único povo: os negros. Os mesmos negros que há dois séculos atrás estavam sendo escravizados pelos brancos. Os mesmos negros que construíram o Brasil, pedra por pedra, ponta por ponta...

Depois dos Judeus na Alemanha, o Holocausto se repetiu várias vezes. Rússia, China, Camboja (Pol Pot e o Khmer vermelho), África, etc. E vai continuar se repetindo. A diferença entre estas repetições são apenas os métodos, mas o resultado é sempre o mesmo: milhares, milhões de pessoas supérfluas e descartáveis são mortas em um curto espaço de tempo.

Qual é a razão do extermínio ? Dominação, opressão, exclusão, desigualdades, etc...É possível viver com as diferenças e o Ser Humano está formatado para ser diferente. Contudo, não é possível conviver com diferenças que determinam e originam a dominação e a opressão de uns sobre os outros.

É a relação de dominação, exploração, exclusão e desigualdades que leva ao extermínio de milhões. Seja dos dominadores exterminando os dominados. Seja dos dominados exterminando os dominadores. As diferenças aparecem diante da dominação e elas são usadas, seja para dominar, seja para quebrar a dominação.

O extermínio é conseqüência, não é causa. Portanto, não é possível falar em Holocausto nunca mais se as causam que levam ao Holocausto continuam existindo e estão sendo intensificadas por todas as partes. Inclusive os Judeus, que foram a grande vítima do Holocausto, agora também estão fazendo coisas terríveis com os Palestinos. Coisas que eles não deveriam fazer e que colocará o mundo contra eles. É o Apocalipse se cumprindo...

O Holocausto está se repetindo de forma diferente, usando outros meios, mas está se repetindo. E a coisa vai piorar ainda mais, pois agora existem tecnologias que matam pessoas sem deixar vestígio ou rastro. Tecnologias que desintegram Seres Humanos supérfluos e descartáveis.

E os negros, como outras maiorias oprimidas do mundo, devem se preocupar com isto. Devem se preocupar porque os negros, sendo pobres, miseráveis, analfabetos, etc são uma maioria supérflua e descartável. O capitalismo é branco e é rico.

03/12/2007

É hora do Brasil intervir

Depois da derrota de Hugo Chavez, no referendo para ditador, é preciso premiar a decisão sábia do povo da Venezuela. O Brasil pode fazer isto aprovando a entrada daquele país no Mercosul.

Eu não vejo razão para continuar impedindo o acesso da Venezuela à integração sul-americana. Contudo, o Chavez deve ser alertado para não recomeçar seus planos expansionistas e autoritários.
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Não sei se vocês perceberam, mas há um levante autoritário ocorrendo no mundo. Venezuela, Paquistão, Rússia, Bolívia, Equador... Os governantes, aliados a uma maioria legislativa, e com adesão do judiciário estão abrindo as constituições democráticas para inserir normas autoritárias e super-poderes.

Querem terceiro mandato ou reeleição infinita. Querem virar imperadores e reis e não saírem mais do poder. Certamente, há um levante autoritário tentando recuperar as posições que perderam com o avanço da democracia e dos direitos humanos.

Precisamos reagir e impedir que as conquistas da humanidade sejam perdidas e que as constituições democráticas se transformem em instrumentos de opressão e autoritarismo. O poder pertence ao povo e o povo não pode transferi-los definitivamente para os governantes.

12/09/2007

Subornos movimentam US$ 1 trilhão por ano, diz estudo

BBC-BRASIL -- 12/09/07 --

A democracia ao redor do mundo está sob ameaça devido ao número crescente de subornos, estimados em US$ 1 trilhão por ano, segundo um estudo do Projeto do Milênio, coordenado pela organização não-governamental internacional World Federation of UN Associations.

O relatório "Estado do Futuro" - que faz uma avaliação da situação mundial e das tendências para o futuro em diversos temas, como saúde, política, segurança e meio ambiente - diz que, ao contrário do que se pode imaginar, apenas uma minoria das propinas é paga em países em desenvolvimento.

"A grande maioria dos subornos acontece em países ricos" em que a tomada de decisões está "mais vulnerável a vastas quantidades de dinheiro", diz a pesquisa.

Os autores enfatizam que o crime organizado é outra ameaça global que movimenta US$ 2 trilhões por ano, superando dos orçamentos militares de todos os países do mundo combinados.

O estudo alerta ainda para o fato de que os 15 milhões de órfãos da Aids constituem uma enorme base de recrutamento para os criminosos.

O Projeto do Milênio, responsável pelo documento, conta com 2,5 mil analistas, acadêmicos, cientistas e políticos de mais de 50 países trabalhando para estudar as mudanças no mundo e as perspectivas para a humanidade.

Escravidão

Segundo os dados compilados pelo "Estado do Futuro", há mais escravos hoje em dia que no auge no período do comércio de escravos vindos da África.


As estimativas variam entre 12,3 e 27 milhões de pessoas trabalhando em condição de escravidão atualmente, a maioria delas, mulheres asiáticas.

O relatório também chama atenção para a violência sofrida pelas mulheres, revelando que uma em cada cinco será vítima de estupro ou de uma tentativa de estupro durante a vida.

"A violência de homens contra mulheres continua a causar mais mortes que as guerras hoje em dia", diz o documento.

O balanço geral feito pelo estudo revela que o mundo está se tornando um lugar mais saudável, rico e pacífico, mas ao mesmo tempo mais corrupto, quente e perigoso, e alerta que as desigualdades continuam grandes demais.

Segundo os dados do documento, enquanto a economia mundial cresceu 5,4% em 2006, as 225 pessoas mais ricas do mundo têm a mesma quantidade de dinheiro que os 2,7 bilhões de pessoas mais pobres, o que representa 40% da população mundial.

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Outros dados do Estudo no site da BBC-Brasil (Clique aqui para acessá-lo)