Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

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29/01/2008

O poder e o dinheiro
O poder não está no dinheiro. E quem é muito rico não tem tanto poder quanto imagina. O dinheiro apenas dá mais bens materiais, mais coisas, mais quinquilharias e cacarecos. Fora isto, não dá mais nada.

O dinheiro não dá conhecimento. O indivíduo pode pagar os melhores professores e as melhores escolas, mas se não estudar ele não aprende nada. Além disso, o dinheiro lhe dá informações e acesso a conhecimentos que outros possuem, não lhe dá uma identidade própria ou uma voz própria. O dinheiro não lhe dá inteligência. Certamente, ele pode tentar comprar de alguém e dizer que é dele, mas isto é apenas um subterfúgio, uma máscara de mentira que ele veste.

Eu já vendi muito trabalho acadêmico por aí... Eles compraram o papel, a tinta e a informação. O conhecimento ficou comigo.

O dinheiro não dá segurança. Ele paga seguranças, mas não dá segurança. E um exemplo claro disso é o fato dos vigilantes, contratados para proteger, de repente, resolverem seqüestrar ou extorquir o protegido. Cadê a segurança do dinheiro ? Não só isto, o dinheiro trás insegurança, pois torna a pessoa visada pelos bens materiais que ela possui.

Além disso, o dinheiro não imortaliza ninguém. Os ricos morrem, suas heranças se dividem e dissolvem no nada e, um ano depois, ninguém lembra mais do falecido milionário que ganhou cinqüenta milhões na megasena.

E se o dinheiro realmente trouxesse poder, a nobreza não teria sido decapitada pelos revolucionários franceses. O Czar continuaria governando a Rússia, etc...

O dinheiro apenas dá mais bens materiais e aliena o indivíduo, tornando-o refém do consumo e das banalidades. O rico é tão banal e descartável quanto o pobre, talvez um pouco mais, pois ele poderia ajudar o outro a avançar e se desenvolver, mas, ao contrário, ele prefere explorar e arrancar o pouco que o pobre tem.

Mas então, o que dá poder e para que serve a riqueza ? O que dá poder é o conhecimento e a ação. Aplicar o que sabe. Descobrir coisas novas, novos caminhos, novas visões. Isto dá poder e imortaliza o homem. Dá-lhe um lugar na História. Este Homem fez isto... A História está cheia de pensadores e Heróis.

Quem tem poder é quem tem conhecimento para construir a bomba atômica e pode construí-la, não quem tem dinheiro para comprá-la.

E a riqueza, para que serve ? Para adquirir bens materiais necessários para uma vida sem necessidades, para fazer aquilo que se deseja fazer, para manter a família que possui, etc. O que passa disso, é ganância, vaidade e patologia. É doença mesmo, pois nada justifica o fato de um indivíduo ter dinheiro suficiente para manter quatro gerações no luxo, sem precisar trabalhar, e ainda continuar trabalhando como um louco para ganhar ainda mais. O pior é que ganham muito tirando de quem tem pouco e não pode se proteger ou se defender.

Eu não vou gastar a minha vida correndo atrás de riqueza. Vou gastá-la adquirindo conhecimento e aplicando o que aprendi para controlar e segurar a voracidade destruidora do capitalismo e dos ganaciosos, principalmente, fazendo projetos sociais para os de baixo e lutando contra a dominação e a opressão do econômico sobre o Humano. O econômico é um sistema. São os homens que constroem os sistemas e não os sistemas que constroem os homens.

Hoje, a maioria das pessoas só pensam em si mesmas e em riquezas. Pessoas que banalizam a vida, o conhecimento e a humanidade. Banalizam os outros e banalizam a si mesmas.

27/12/2007

A culpa não é das mulheres
As mulheres, nesta história toda, são vítimas da indústria da propaganda e do consumo... Uma indústria que investe, anualmente, mais de doze bilhões de dólares para te convencer a comprar o produto deles. É possível resistir a truques montados com doze bilhões de dólares ? São mais de doze bilhões de dólares investidos em argumentos para convencer a pessoa a ser consumista, fútil, banal e descartável...

Por isso, eu disse que o assunto precisa ser estudado e mapeado. Precisamos criar zonas e barreiras de imunidade, proibindo as mídias e as propagandas de adentrarem a certas áreas e manipularem certos valores, crenças, idéias e pessoas. Precisamos acabar, principalmente, com as propagandas direcionadas para crianças.

Em outras palavras, precisamos fechar as fábricas de Eichmanns. Esta é a grande verdade !!!

Para quem não entendeu o post anterior, talvez este esclareça as coisas... O problema não é só a riqueza, são as futilidades, as irrelevâncias, a falta de noção das coisas e da realidade. Acho que os cientistas deveriam investigar o tema. Algo me diz que as mulheres são muito mais sensíveis e influenciáveis pelas propagandas consumistas do que os homens, principalmente as mais jovens (década de 80 para cá), logo, o capitalismo está transformando todas elas numa espécie de alcóolatras do consumo e das banalidades... Por que o sapato da mina tem que combinar com a cor do cabelo dela ?
Avô doa fortuna, e Paris Hilton fica 97 por cento menos rica
NOVA YORK - A futura herança de Paris Hilton diminuiu dramaticamente na quarta-feira, quando seu avô, Barron Hilton, anunciou a intenção de doar para a caridade 97 por cento de sua fortuna de 2,3 bilhões de dólares.

Isso inclui 1,2 bilhão de dólares que Barron Hilton deve ganhar com a venda já concretizada da rede hoteleira Hilton, fundada em 1919 por seu avô Conrad a partir de uma pensão em Cisco (Texas), e a possível venda da maior empresa mundial de cassinos, a Harrah Entertainment.

O dinheiro será colocado em um fundo a ser usado no futuro pela Fundação Conrad N. Hilton, que anunciou a doação em nota. Seu patrimônio passará a 4,5 bilhões de dólares.

Paris Hilton ainda não se manifestou sobre a perda da herança.

Jerry Oppenheimer, que escreveu um perfil da família em 2006, disse que Barron, de 80 anos, fica constrangido com o comportamento da neta socialite, a quem supostamente acusa de ter manchado o nome dos Hiltons.

A fundação que ele preside apóia projetos que fornecem água potável na África, educação para crianças cegas e moradia para pacientes de transtornos mentais.

Paris, símbolo da elite fútil norte-americana, ficou famosa em 2003 quando apareceu na Internet um vídeo caseiro em que ela fazia sexo com um namorado.

Ela não desperdiçou a notoriedade, alimentada sobre as manchetes dos tablóides sobre suas vida baladeira. Paris já teve um reality show na TV, lançou livro, perfume, disco e participou de filmes.

Neste ano, passou mais de três semanas presa por violar uma proibição de dirigir depois de ser pega dirigindo embriagada.