Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

25/06/2009

Relembrando Norberto Bobbio
Norberto Bobbio - A Era dos Direitos - pp. 144-152
A constitucionalização dos remédios contra o abuso do poder ocorreu através de dois institutos típicos: o da separação dos poderes e o da subordinação de todo poder estatal (e, no limite, também do poder dos próprios órgãos legislativos) ao direito (o chamado constitucionalismo).

Por separação dos poderes entendo - em sentido lato - não apenas a separação vertical das principais funções do Estado entre os órgãos situados no vértice da administração estatal, mas também a separação horizontal entre órgãos centrais e órgãos periféricos nas várias formas de autogoverno, que vão da descentralização político-administrativa até o federalismo.

O segundo processo foi o que deu lugar à figura - verdadeiramente dominante em todas as teorias políticas do século passado - do Estado de direito, ou seja, do Estado no qual todo poder é exercido no âmbito de regras jurídicas que delimitam sua competência e orientam (ainda que freqüentemente com certa discricionariedade) suas decisões. Ele corresponde àquele processo de transformação do poder tradicional, fundado em relações pessoais e patrimoniais, num poder legal e racional, essencialmente impessoal, processo que foi descrito com muita penetração por Max Weber.

Também com relação às exigências que visavam a dar alguma garantia contra as várias formas de usurpação do poder legítimo - ou, como se diria hoje, contra a sua deslegitimação -, parece-me que a maioria dos remédios pode ser compreendida nos dois principais institutos que caracterizam a concepção democrática do Estado (os dois remédios anteriores: os relativos ao abuso de poder, são mais característicos da concepção liberal.).

O primeiro é a constitucionalização da oposição, que permite (isto é, torna lícita) a formação de um poder alternativo, ainda que nos limites das chamadas regras do jogo, ou seja, a formação de um verdadeiro contra-poder, que pode ser considerado, embora de modo um tanto ou quanto paradoxal, como uma forma de usurpação legalizada.

O segundo é a investidura popular dos governantes e a verificação periódica dessa investidura por parte do povo, através da gradual ampliação do sufrágio, até o limite, não ulteriormente superável, do sufrágio universal masculino e feminino: o instituto do sufrágio universal pode ser considerado o meio através do qual ocorre a constitucionalização do poder do povo de derrubar os governantes, embora também aqui nos limites de regras preestabelecidos, um poder que estava anteriormente reservado apenas ao fato revolucionário (também aqui, trata-se de um fato que se torna direito ou, segundo o modelo jusnaturalista, de um direito natural que se torna direito positivo).

Quando comparada à democracia de inspiração rousseauísta, com efeito, a participação popular nos Estados democráticos reais está em crise por pelo menos 3 razões:

a) A participação culmina, na melhor das hipóteses, na formação da vontade da maioria parlamentar; mas o parlamento, na sociedade industrial avançada, não é mais o centro do poder real, mas apenas, freqüentemente, uma câmara de ressonância de decisões tomadas em outro lugar.

b) Mesmo que o parlamento ainda fosse o órgão do poder real, a participação popular limita-se a legitimar, a intervalos mais ou menos longos, uma classe política restrita que tendeu à própria autoconservação, e que é cada vez menos representativa.

c) Também no restrito âmbito de uma eleição "una tantum" sem responsabilidades políticas diretas, a participação é distorcida, ou manipulada, pela propaganda das poderosas organizações religiosas, partidárias, sindicais, etc. A participação democrática deveria ser eficiente, direta e livre: participação popular, mesmo nas democracias mais evoluídas, não é nem eficiente, nem direta, nem livre.

Da soma desses 3 déficits de participação popular nasce a razão mais grave de crise, ou seja, a apatia política, o fenômeno, tantas vezes observado e lamentado, da despolitização das massas nos Estados dominados pelos grandes aparelhos partidários. A democracia rousseauísta ou é participativa ou não é nada."

Coisas do Senado
Primeiro descobriram os atos secretos... Depois descobriram as contas secretas... Agora só falta descobrir um senado secreto, nos subterrâneos do senado atual, de onde realmente vem as decisões e as leis, ou seja, descobrir que os senadores que vemos e conhecemos e achamos que elegemos são apenas laranjas...

Corruptocracia brasileira
O Brasil está passando por uma transição. A democracia está sendo substituída pela CORRUPTOCRACIA...
Corruptocracia é uma versão específica da democracia, modificada pelos macunaímas, para transferir o poder popular aos corruptos...
A lógica é simples: todo poder emana do povo e vai direto para as mãos dos corruptos...

Visão ocidental
Os aiatolás foram pintados, na visão ocidental, como fanáticos religiosos radicais. Contudo, lendo a notícia abaixo, vemos que a visão disseminada não traduz a realidade, ou seja, mesmo entre os aiatolás iranianos existem pessoas sensatas, coerentes e razoáveis, preocupadas com a democracia, com a defesa da vontade popular, com a justiça, etc...

Certamente, o problema é que essas consciências iluminadas, assim como a democracia, a verdade e a justiça, sempre são subjulgadas pela violência, pelas armas, pela repressão, pela censura, etc... Quem não tem razão, sempre precisa de armas e de violência para impor a sua vontade, impor as decisões que contrariam a realidade das coisas, a verdade e a vontade popular...

É sempre a mesma imagem: soldados armados marchando sobre uma multidão desarmada. Contudo, o final dessa história já conhecemos bem: o Povo derruba a Bastilha !!! Pode demorar, mas o final é esse...

Aiatolá dissidente diz acreditar numa possível queda do governo

TEERÃ (AFP) — O grande aiatolá dissidente Hosein Ali Montazeri advertiu nesta quinta-feira que se a repressão às manifestações pacíficas no Irã prosseguir, a situação pode provocar a queda do governo.

"Se o povo iraniano não puder revindicar seus direitos legítimos em manifestações pacíficas e for reprimido, o aumento da frustração pode eventualmente destruir os cimentos de qualquer governo, por mais forte que seja", afirma o grande aiatolá em um comunicado.

Montazeri, que ocupa a maior hierarquia no clero xiita iraniano, também pediu aos compatriotas que rejeitam a legitimidade da reeleição do presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad a continuidade do movimento de protesto.

O grande aiatolá foi um dos primeiros a criticar com veemência o governo e as eleições presidenciais de 12 de junho.

"Infelizmente esta excelente oportunidade tem sido utilizada da pior maneira", afirmou o clérigo quatro dias depois da votação, ao descrever a esmagadora vitória do presidente ultraconservador como "algo que nenhuma mente sã pode aceitar".

Na ocasião também condenou a violência e a repressão das manifestações.

O grande aiatolá, que no passado foi um potencial sucessor do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, foi submetido mais tarde a uma prolongada prisão domiciliar pelas críticas ao poder político.

Montazeri também pediu nesta quinta-feira ao governo a criação de uma comissão imparcial com total autoridade para encontrar uma saída aceitável à eleição, denunciada como fraudulenta pelos candidatos derrotados.

Ele expressou assim um desafio ao Conselho dos Guardiães da Constituição, uma instituição ligada ao guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, responsável por examinar as demandas relacionadas às eleições.

O Conselho já anunciou que vai validar os resultados.

Mir Hossein Moussavi, principal adversário de Ahmadinejad nas eleições, foi o primeiro a pedir a criação de uma comissão independente.

23/06/2009

America Army, counter strike, etc
Esses jogos de tiro possuem um lado pouco observado. Não apenas servem para ensinar o manuseio de armas e táticas bélicas como serão muitíssimo úteis para a nova geração de armas teleguiadas que sairão em breve.

Basta observar que esses jogos são modelos ideais para a condução de equipamentos teleguiados... Por que enviar uma pessoa para lutar com o inimigo se você pode enviar um robô teleguiado armado até os dentes e operado a distância ??? Essa é a lógica da coisa...

Quer saber mais sobre isso ??? Pesquise sobre robótica e mecatrônica..

Déficit da previdência
Antes eu me preocupava com o déficit da previdência, mas depois que vi os governos distribuindo, a fundo perdido, bilhões de dólares para bancos e empresas falidas, conclui que o déficit da previdência não significa nada...

Ao menos os benefícios pagos pela previdência distribuem renda, pois são pagos, em sua maioria, para pessoas que não possuem renda, enquanto os recursos dados aos banqueiros e às empresas falidas concentram renda e geram mais desigualdades...

Troca-troca de juízes
Estou estarrecido com essa aberração do judiciário... Na faculdade a gente aprende que o processo tem 3 vértice, quais sejam: parte1, parte2 e Juiz. E você supõe que o processo será dirigido do princípio ao fim pelo mesmo juiz. Não disseram que o vértice Juiz era n*Juíz (onde n é um número natural diferente de 0), ou seja, que o processo seria dirigido por um rodízio de juízes dançando olla...

Vou explicar melhor: o advogado protocola a inicial que é recebida pelo Juiz1 (n=1), na instrução aparece o Juiz2 (n=2), pois o TJ mandou o Juiz 1 para outra comarca. E a sentença é proferida pelo Juiz3 (n=3), pois assim como o Juiz1, o Juiz2 também foi para outra comarca a mando do tribunal... Isso se o processo andou rápido, caso contrário, a coisa pode bater em n=10 ou mais...

Inegavelmente, é uma coisa surreal... E, na minha perspectiva, esse comportamento viola a Constituição, inclusive acho que viola o princípio do juiz natural, pois juiz natural é uma autoridade competente fixa e não um rodízio de autoridades competentes...

A causa fica prejudicada, pois o advogado, na inicial, apresenta argumentos para convencer um juiz comunista, porém, no meio do processo, a causa vai parar nas mãos de um juiz fascista, que faz a instrução, e no final a sentença é dada por um magistrado anarquista... Resumindo, os advogados ficam sem rumo para argumentar e sem elementos para estabelecer uma estratégia jurídica para dirigir o caso...

Não só isso, e a questão do livre-convencimento do Juiz ??? O Juiz que dá a sentença não foi o que dirigiu o processo ou fez a instrução... Ele vai julgar papel, o que está escrito, desconhece a realidade das coisas, nunca viu as partes ou seus advogados...

Isso acontece só aqui no Paraná ou a lambança é geral ???

E chamam isso de justiça...

Direita e Esquerda
Quanto mais se distanciam do centro, mais se identificam, tornam-se parecidas, principalmente nos métodos de ação: ditaduras, tiranias, dominação, opressão, etc...

Quanto mais próximas do centro, mais se diferenciam, porém são mais tolerantes e democráticas.

Isso não faz muito sentido, mas é a realidade...

21/06/2009

Osmose democrática
Vou fazer uma coisa que faz tempo que não faço: navegar na maionese para bater o pênalti. Quem terminou o segundo grau, certamente, deve ter estudado em biologia a tal da osmose... Osmose é um assunto muitíssimo interessante. E, na minha perspectiva, não se restringe apenas à biologia e química, mas pode ser aplicada a quaisquer outras áreas que envolvem relações humanas... Vou explicar.

Na biologia, com a ajuda da Wikipedia, aprendemos que a osmose é o nome dado ao movimento da água entre meios com concentrações diferentes de solutos separados por uma membrana semipermeável. É um processo físico importante na sobrevivência das células. A osmose pode ser vista como um tipo especial de difusão em seres vivos.

A água movimenta-se sempre de um meio hipotônico (menos concentrado em soluto) para um meio hipertônico (mais concentrado em soluto) com o objetivo de se atingir a mesma concentração em ambos os meios (isotônicos) através de uma membrana semipermeável, ou seja, uma membrana cujos poros permitem a passagem de moléculas de água, mas impedem a passagem de outras moléculas.

Agora começo a navegar na maionese. Vamos considerar que o soluto seja as tiranias, ditaduras, autoritarismo, opressão, repressão, dominação, exclusão, fanatismos, etc... E vamos considerar a água, extremamente abundante no planeta terra, como a democracia, o Estado de Direito, amplo exercício da liberdade, predomínio da vontade da maioria e garantia de direitos para as minorias... Características democráticas que, assim como a água, também são extremamente abundante no planeta, ou seja, características adotadas pela maioria dos países...

Qual é a tendência, ou seja, o caminho lógico das coisas ??? Uma movimentação osmótica, ou seja, que ocorra a osmose democrática... Mais especificamente que as características democráticas caminhem do ambiente de menor concentração de soluto para dentro do ambiente de alta concentração de soluto. Estabelecendo, em todo o sistema, um equilíbrio osmótico, ou seja, a mesma concentração em qualquer ponto do sistema....

Esse caminho lógico é o caminho natural. Assim como a água cai do ponto mais alto para o mais baixo. A água vai do meio com pouco soluto para o meio de alta concentração de soluto naturalmente. Certamente, é possível se ôpor a essa movimentação natural, ou seja, é possível impedir a água de escorrer pela gravidade. Só que para isso é necessário gerar uma força que anule a gravidade. No caso da osmose, uma força que impeça a movimentação natural da água.

E para paralisar a osmose democrática, violência, assassinatos, prisões, massacres, campos de concentração, etc... Mesmo assim essas forças artificiais que se opõem às forças naturais não resistem por muito tempo. São forças artificiais se opondo a uma força natural, uma força quase eterna...

Mais cedo ou mais tarde, as barragens se rompem, a água democrática invade o meio concentrado de tiranias, ditaduras, autoritarismo, opressão, repressão, dominação, exclusão, fanatismos, etc... dissolvendo tudo e estabelecendo o equilíbrio...

E a osmose democrática foi multiplicada exponencialmente pela globalização...

Além disso, a natureza humana e a evolução humana só prosperam em ambientes equilibrados e de ampla liberdade, onde reina a verdade, a paz e a justiça... Aquilo que contraria a natureza humana e a evolução humana não prospera por muito tempo e está fadado à extinção...

Enfim, usando as palavras de Hannah Arendt: "A natureza humana é imutável", escreveu ela. "Mesmo na ausência de todo ensinamento e na presença da doutrinação esmagadora, um anseio de liberdade e verdade sempre surgirá do coração e da mente do homem."

Outras fotos do novo tipo de nuvem
Será ?!? Dá a impressão de coisa montada no photoshop... E o nome "Asperatus" ???





Um novo tipo de nuvem

Isto É Online 

Uma formação de nuvem, até então nunca vista, foi identificada pela Sociedade Real de Meteorologia do Reino Unido. Batizada como "Asperatus" (áspero, em latim), ela se caracteriza pelo fato de sua superfície se assemelhar a um mar extremamente agitado. É a primeira vez desde 1951 que uma nova variedade de nuvem poderá ser oficialmente reconhecida.


Os verdadeiros inimigos da Democracia e da República
São os corruptos e corruptores de todas as especies...
A corrupção está destruindo a democracia, derrubando a república...
A corrupção pode trazer de volta o império... Império imposto pela força, violência e armas, último caminho capaz de conter a corrupção e aniquilar os corruptos e corruptores...

A corrupção das instituições e a instalação do império

Observe que a República é uma construção humana recentíssima e com pouco uso, enquanto que o império é uma forma de governo com mais de 4000 anos e com uso intenso pelas sociedades humanas.

Eu disse que a corrupção das instituições leva, necessariamente, à instalação de um império, ou uma ditadura. Certamente, muitos não gostaram de ler isto, pois pensam que a República e a Democracia possuem mecanismos internos capazes de curar o mal que a corrói. Contudo, quem pensa desta forma está errado, pois a corrupção é um câncer maligno que se alastra por todo o organismo, destruindo-o e matando-o.

Somente a centralização do poder, nas mãos de um líder, ações arbitrárias e o uso da força, simultaneamente, podem restabelecer os princípios da República e curar o mal, ou seja, limpar as instituições públicas. Fora isto, todas as demais instâncias do poder estão contaminadas e possuídas pela corrupção.

Um legislativo corrupto produz leis corruptas. Um judiciário corrupto legitima e aplica as leis corruptas. Um executivo corrupto governa corruptamente. Uma mídia corrupta dá ares de normalidade a tudo. E se tudo estiver corrompido, o sistema se fecha sobre si mesmo. Logo, a única forma de destruí-lo é centralizando o poder em um líder que não seja corrupto e que tenha força e poder suficiente para enfrentar os corruptos e a corrupção, destruindo o sistema que instalaram para dominar, explorar e excluir a população.

Pessoas corruptas podem ser combatidas. Instituições corruptas não podem, pois são as instituições que regulam e legitimam o uso da força. Logo, elas não agirão contra si mesmas, ou seja, estão tomadas e possuídas pela corrupção. Por isso, a essência do sistema não pode ser contaminada, as instituições não podem ser transformadas no mal, ou seja, em um instrumento de dominação, controle e opressão; a lei não pode emanar da corrupção, não pode banalizar a coletividade e os seres humanos.

A lei deve representar a vontade da maioria, a vontade do Povo, não a vontade da classe dominante, dos ricos e dos poderosos. A democracia representativa é isto. É democracia da classe dominante, é democracia de rico, é democracia dos poderosos. Não há vontade popular na democracia representativa. Há apenas vontade da classe dominante.

A corrupção na República é alimentada e construída pela classe dominante, pois os corruptos são, em sua maioria, da classe dominante. E os corruptores são todos da classe dominante. Percebam que a corrupção é um negócio de família que envolve membros da mesma classe. Contudo, o objeto negociado não lhes pertence. O objeto da corrupção é o interesse público, é a vontade popular. São recursos públicos que são desviados. São bens públicos que são privatizados. São normas do sistema coletivo de governo que são violadas.

Resumindo, o poder pertence ao Povo e emana do Povo. Contudo, a classe dominante conseguir se infiltrar neste poder, por meio da democracia representativa, e tomá-lo para si, construindo um império dissimulado dentro de uma República Democrática, escondendo e passando os seus interesses particulares dentro de normas que vendem como sendo de interesse público. A casca da norma é interesse público, mas o miolo, o interior da norma, é interesse da classe dominante.

Contudo, a classe dominante somente consegue controlar e dominar o sistema, enquanto as pessoas acreditarem na falsa idéia de participação popular em democracia representativa. Quando houver esclarecimento suficiente de que a democracia representativa é democracia da classe dominante, de que a corrupção é um negócio de família da classe dominante e de que somos escravos dentro deste sistema opressor, explorador e excludente, as cadeias serão abertas e as instituições corruptas quebrarão.

Nesta hora a República cai e o império se levanta. A fé na República é enterrada junto com a classe dominante, ou seja, a República passa a ser identificada como mecanismo de dominação dos grupos dominantes. Um mecanismo criado para escravizar, explorar e excluir dissimuladamente.

Quanto mais enfraquecem e corrompem a República, mais se aproxima o império.

Major Curió
Inegavelmente, a decisão do Major Curió de contar o que sabe e abrir os arquivos que possui, sem vincular as interpretações dos mesmos, faz a democracia brasileira dar um passo adiante... A verdade liberta e o Brasil precisa se libertar dos esqueletos da ditadura militar...

Além disso, é um militar que mostra sensatez, coerência e razoabilidade... Certamente, não estou me referindo às suas ações na época da ditadura, mas sim por ter este comportamento e falas:

"Um dos algozes do movimento armado na Amazônia, ele mantém um costume da época: não se refere aos guerrilheiros como terroristas, como outros militares. “Em hipótese alguma procuro denegrir a imagem dos integrantes da coluna guerrilheira, daquela juventude”, diz. “O inimigo, por ser inimigo, tem de ser respeitado.”

Ele ressalta que, como um jovem capitão na selva, tinha ideal: “Queria ser militar porque queria defender a pátria, achava bonito. Alguns guerrilheiros tinham os mesmos ideais que nós. Mas nossos caminhos eram diferentes. Eu achava que o meu caminho era o correto. Eles achavam que o deles era o correto. Não eram bandidos, eram jovens idealistas”.

Curió abre arquivo e revela que Exército executou 41 no Araguaia

(...)
DESCRIÇÕES

O guerrilheiro paulista Antônio Guilherme Ribas, o Zé Ferreira, teve um final trágico, descrito assim no arquivo de Curió: “Morto em 12/1973. Sua cabeça foi levada para Xambioá”. O piauiense Antonio de Pádua Costa morreu diante de um pelotão de fuzilamento em 5 de março de 1974, às margens da antiga PA-70. O gaúcho Silon da Cunha Brum, o Cumprido, entrou nessa lista. “Capturado” em janeiro de 1974, morreu em seguida. Daniel Ribeiro Calado, o Doca, é outro da lista: “Em jul/74 furtou uma canoa próximo ao Caianos e atravessou o Rio Araguaia, sendo capturado no Estado de Goiás”.

Só adolescentes que integravam a guerrilha foram poupados, como Jonas, codinome de Josias, de 17 anos, que ficou detido na base da Bacaba, no quilômetro 68 da Transamazônica. Documento datilografado do Comando Militar da Amazônia, de 3 de outubro de 1975, assinado pelo capitão Sérgio Renk, destaca que Jonas ficou três meses na mata com a guerrilha, “sendo posteriormente preso pelo mateiro Constâncio e ‘poupado’ pela FORÇA FEDERAL devido à pouca idade”.

Curió permitiu o acesso do Estado ao arquivo sem exigir uma avaliação prévia da síntese, das conclusões e análises dos documentos. Ele disse que essa foi uma promessa que fez para si próprio. Passadas mais de três décadas, a história da terceira campanha ainda assusta as Forças Armadas: foi o momento em que os militares retomaram as estratégias de uma guerra de guerrilha, abandonadas havia mais de cem anos.

“Até o meio da terceira campanha houve combates. Mas, a partir do meio da terceira campanha para frente, houve uma perseguição atrás de rastros. Seguíamos esse rastro duas, três semanas”, relata. “A terceira campanha é que teve o efeito que o regime desejava.”

Um dos algozes do movimento armado na Amazônia, ele mantém um costume da época: não se refere aos guerrilheiros como terroristas, como outros militares. “Em hipótese alguma procuro denegrir a imagem dos integrantes da coluna guerrilheira, daquela juventude”, diz. “O inimigo, por ser inimigo, tem de ser respeitado.”

Ele ressalta que, como um jovem capitão na selva, tinha ideal: “Queria ser militar porque queria defender a pátria, achava bonito. Alguns guerrilheiros tinham os mesmos ideais que nós. Mas nossos caminhos eram diferentes. Eu achava que o meu caminho era o correto. Eles achavam que o deles era o correto. Não eram bandidos, eram jovens idealistas”.

No livro A Ditadura Escancarada, o jornalista Elio Gaspari diz que “a reconstrução do que sucedeu na floresta a partir do Natal de 1973 é um exercício de exposição de versões prejudicadas pelo tempo, pelas lendas e até mesmo pela conveniência das narrativas”. E emenda: “Delas, a mais embusteira é a dos comandantes que se recusam a admitir a existência da guerrilha e a política de extermínio que contra ela foi praticada”.

19/06/2009

Preservação da Amazônia

Agora só falta eles nos convencerem que a melhor forma de preservação da Amazônia é por meio de fotos, videos, desenhos, poemas, etc... 

Quanto à floresta propriamente dita, deixa os bois comerem... Depois nós comemos os bois que comeram a floresta... E a justiça foi feita... É isso que estão fazendo e dizendo ou eu bebi demais ???



Enfim

A USP passou... Agora eu quero ir para a UNILA...

Contudo, apesar dos pesares, a USP continuará sendo a minha mãe intelectual e defender essa Universidade é defender o diploma que possuo... Quem tem diploma da USP tem que se preocupar com as coisas que estão fazendo com essa Universidade. Se destroem a USP, por derivação, destruirão os nossos diplomas... 

O que eu sei e muito do que penso devo à Universidade de São Paulo (USP)...

Associação Nacional de Bolsistas

Quando ainda estava na USP, defendia a construção de uma Associação Nacional de Bolsistas. Essa idéia tem que avançar...

Por que criar uma Associação de Bolsistas ?

Antes de responder esta questão é preciso delimitar alguns pontos e dizer quem são os bolsistas. O primeiro ponto a ser delimitado refere-se à extensão do termo "bolsista" que será restrito à educação e ao conhecimento. O segundo ponto implica numa delimitação do primeiro ponto, ou seja, serão considerados bolsistas os profissionais e estudantes que estão envolvidos com o Ensino Médio e Superior, tanto nos níveis de graduação, quanto de pós-graduação, etc.

Neste contexto, bolsistas são profissionais ou estudantes que recebem benefícios (bolsas) do Estado, portanto, da Coletividade, para desenvolver determinadas pesquisas ou estudos. Os bolsistas podem ser profissionais ou estudantes. Profissionais porque existem bolsas de estudo e reciclagem para professores, técnicos científicos, etc, ou seja, para pessoas que já tem uma formação específica. Contudo, são mais comuns e em maior número as bolsas destinadas a estudantes do ensino superior, tanto de graduação, quanto de pós-graduação, que ainda não possuem uma formação específica.

Além disso, o termo "bolsista" abarcará tanto indivíduos das instituições públicas, quanto das organizações privadas de educação, sendo o elemento identificador de um bolsista o fato do indivíduo receber auxílio da coletividade (recursos público) para estudar ou pesquisar. Vale ressaltar ainda que o auxílio pode ser em dinheiro (Bolsas científicas, etc) ou em espécie (Bolsa moradia, bolsa trabalho, bolsa alimentação, etc).

Portanto, os bolsistas formam uma classe de indivíduos que recebem recursos da coletividade, recursos público, para desenvolver estudos e pesquisas, realizando e aprimorando a sua formação ou reciclando seus conhecimentos.

A partir destas informações surgem as seguintes questões: Quem defende e protege os bolsistas das arbitrariedades e ilegalidades praticadas pela burocracia estatal (agentes públicos), que verifica as qualidades do indivíduo para a concessão das bolsas, assim como realiza o pagamento/entrega das mesmas ? Quem defende e protege os bolsistas dos excessos e arbitrariedades cometidas pelos orientadores, grupos de pesquisa ou instituição de ensino ? Quem defende os interesses do bolsista e sua participação nos resultados/frutos da pesquisa que realizou ? Por que somente o Orientador ou os Chefões do grupo de pesquisa recebem ganham com o resultado do coletivo e o bolsista tem que se contentar com a bolsa?

Enfim, as questões anteriores demonstram claramente o grande desnível entre o bolsista e o Estado na relação jurídica, ou seja, a grande dificuldade de um bolsista sozinho, sem nenhum apoio externo organizado, pleitear direitos, enfrentar e derrotar as ilegalidades e arbitrariedades perpetradas pela Administração Pública ou por organizações que administram recursos públicos para concessão de bolsas. Resumindo: Bolsista não é coisa e nem escravo. Tem direitos que precisam ser protegidos e resguardados por uma organização forte e atuante: uma associação de bolsistas.

Além disso, outra questão pertinente é: o que a coletividade ganha concedendo estas bolsas ? Alguns dirão que a coletividade ganha o resultado da pesquisa (que nem sempre resulta em coisa relevante) e quando produz algo importante os capitalistas abocanham a coisa toda, ou seja, transformam o resultado da pesquisa em mais uma mercadoria. Então, a coletividade que pagou a pesquisa, se quiser usufruir do resultado terá que pagar o preço. Pior: qual é o resultado da bolsa moradia, alimentação e trabalho ?

Outros dirão que a coletividade ganha formando um indivíduo com extensos conhecimentos e consciente de seu papel social. Porém, isto também é pouco, pois a maioria dos ex-bolsistas utilizam os extensos conhecimentos obtidos para enriquecer, esquecendo a coletividade e o papel social que deveriam exercer. Isto quando não se transformam em administradores públicos corruptos, algozes do povo, ladrões da coisa pública.

Neste contexto é primordial que exista uma organização de bolsistas que pleiteie direitos, mas que também cobre deveres e compromisso dos bolsistas com a coisa pública e com a coletividade. Os bolsistas têm direitos, mas também tem deveres com a coletividade que pagou a sua formação e a sua pesquisa. Deveres que precisam ser explicitados, fiscalizados, cobrados e cumpridos.

Além disso, penso que os bolsistas formam uma classe com um grande potencial intelectual para a realização de projetos coletivos de grande impacto na sociedade. Assim, uma organização de bolsistas possui uma diversidade de talentos entre seus associados, logo tem todos os ingredientes para promover, alavancar, implementar e fiscalizar projetos sociais nas áreas educacionais, democratizando e transmitindo o conhecimento que receberam, assim como o conhecimento que está retido nas Universidades Públicas. Resumindo: os bolsistas são capitais intelectuais sub-utilizados que precisam ser comandados e direcionados para projetos sociais de grande impacto.

Focalizo a minha atenção em projetos sociais porque os bolsistas recebem recursos da coletividade, dinheiro público, e precisam dar um retorno concreto maior àqueles que financiam seus estudos e pesquisas. Assim, uma associação de bolsistas pode elaborar, implementar e administrar projetos sociais, utilizando o talento e a genialidade dos bolsistas para alcançar soluções adequadas para os problemas e conflitos do dia-a-dia da sociedade.

Assinalo também que é fundamental a construção de uma Associação de Bolsistas para nivelar (contrabalançar) a disseminação de fundações dentro das Universidades Públicas. As fundações são monopolizadas e controladas por professores, defendendo seus interesses e suas idéias e, geralmente, os interesses das fundações são diferentes dos interesses da Universidade Pública e da coletividade. Assim, é fundamental que existam organizações paralelas, formada por alunos e funcionários, capazes de questionar e fiscalizar de perto as fundações, pleiteando, inclusive, a extinção daquelas que forem nocivas à coletividade e que foram criadas, tão-somente, para pagar salários milionários aos professores e privatizarem o patrimônio público.

Como os bolsistas estão infiltrados em todas as pesquisas e em todas as instâncias da Universidade Pública formam o grupo ideal para fiscalizar e acompanhar as pesquisas e os trabalhos desenvolvidos nas fundações, assim como podem fiscalizar a aplicação dos recursos públicos pela própria Universidade, detectando anomalias e desvio de dinheiro público. Assim, cabe ao bolsista informar a Associação que tomará as providências cabíveis contra os administradores públicos, inclusive protegendo o bolsista contra possíveis retaliações.

Além disso, é necessário que exista uma organização de bolsista que pleiteie mais recursos públicos para a assistência estudantil, assim como mais bolsas para os alunos das Universidades Públicas e particulares. A busca de mais recursos se justifica pelo fato das Universidades Públicas e Particulares, assim como o Governo, promoverem, nos últimos meses, a inclusão acelerada de alunos das escolas públicas no ensino superior. Aluno pobre precisa de bolsa para estudar. Se aumentam o número de alunos pobres nas Universidades é preciso aumentar, na mesma proporção, a quantidade de bolsas assistenciais.

Enfim, estas foram algumas das motivações que me levaram a idealizar e a estruturar a criação de uma Associação de Bolsistas.

Acho que deveriam investigar

Acho que deveriam investigar toda as pesquisas cientificas realizadas nas Universidades Públicas, começando pela USP, principalmente verificando o patrimônio dos professores, pesquisadores e das empresas que construiram e mantém nos arredores da Universidade...

Fatos e nomes podem aparecer de repente...

O sindicato dos funcionários da USP deveria levantar esses dados, pois são justamente os professores e pesquisadores picaretas, que roubam a Universidade, que atacam e sabotam as greves e os grevistas... Esses picaretas são todos pelegos... Não fazem greve porque ganham muito desviando recursos das pesquisas, vendendo pesquisas da Universidade para empresas privadas ou transferindo os resultados da pesquisas para suas empresas particulares...

A CARTA DO PINOTTI não foi uma coisa isolada da época da ocupação, tem muitas outras coisas escabrosas escondidas debaixo do tapete daqueles que dominam e controlam a USP... 

Pesquisas Científicas na USP

Hoje não estou na USP, pois já me formei e cai fora... Mas enquanto estava lá vi e anotei muitas coisas. Por exemplo, vi que existem muitíssimas pesquisas científicas na USP, porém, poucas tinham um alto grau de relevância. 

Além disso, a pesquisa científica virou um negócio para ganhar dinheiro e não para produzir conhecimento. Por exemplo, uma pesquisa que poderia ser desenvolvida por uma única pessoa, um só pesquisador, era dividida em vários pontos e distribuido para vários pesquisadores. Por que faziam isso ??? Para pedir várias bolsas aos órgãos de fomentos. Contudo, toda a pesquisa poderia ser feita por um só pesquisador, com uma só bolsa... 

Há também os casos onde os pesquisadores fazem uma pesquisa, mas, na verdade, por baixo dos panos, estão realizando várias pesquisas para entidades privadas, ou seja, usam os laboratórios, equipamentos e recursos da universidade, para desenvolver produtos e serviços para suas próprias empresas ou empresas de fora...

Sem contar os casos em que a pesquisa é realizadas pelos estudantes de pós-graduação e o resultado é publicado como se fosse pesquisa exclusiva do orientador... Não só a publicação vai para a exclusividade do orientador, mas também as patentes e os lucros de exploração da coisa, ou seja, os alunos de pós viram mão-de-obra barata para fazer o trabalho pesado da pesquisa, os burros de carga... Inclusive, esses alunos tem muitas coisas para contar...

Tudo isso somado resulta na constatação do ranking abaixo, ou seja, a USP em 877 lugar no ranking de citação... Não estão produzindo conhecimento, mas sim produtos e serviços para interesses específicos...

Outra coisa odiável que eu via na USP era o fator QI (Quem Indica)... Segue carreira acadêmica quem está alinhado com os grupos que dominam a USP ou tem ligações estreitas com gente da USP. Quem tem pensamento e inteligência fora desses grupos, não avança em carreira na USP, seja na pós-graduação, seja na docência... É excluído na cara dura... Para isso usam o artifício das avaliações subjetivas, ou seja, entrevistas, indicações, etc...

Resumindo, ações que estão emburrecendo,  banalizando, afundando, a Universidade de São Paulo... Nas falas comuns isso aparece nas denúncias de sucateamento da Universidade. Sucateamento que, sem dúvida nenhuma, pode ser intencional... Sucateia agora e depois transfere/privatiza os pedaços, as unidades, para as fundações... Fundações que já foram estrategicamente posicionadas para isso.

USP em 877 lugar no ranking

Monica Weinberg - Veja Online

Em meio a uma greve sem sentido nem fim, a USP desperdiça tempo precioso que poderia dedicar a compreender melhor o que diz um novo ranking sobre a produção acadêmica mundial – e a da própria USP. Foram contabilizados, por área de conhecimento, o número de citações aos artigos científicos publicados por pesquisadores em milhares de universidades no mundo, incluindo as brasileiras. As informações coletadas se referem ao período de 2003 a 2007 e se originam do banco de dados Scopus, que cataloga tudo o que saiu em mais de 16 000 periódicos, entre os mais respeitados no mundo da ciência. As citações na qual o ranking se baseia importam na medida em que ajudam a aferir a relevância dos trabalhos acadêmicos.

O Brasil, mais uma vez, amarga um resultado ruim. A primeira instituição brasileira a aparecer na lista é a Universidade Federal de Pelotas, na 699ª colocação. Apesar de estar na rabeira, é a única no país a se situar ligeiramente acima da média mundial no quesito citações a artigos publicados. Depois vem a federal de Santa Maria seguida da do Rio Grande do Sul. Com as três gaúchas no pódio, onde está USP? Em quarto entre as brasileiras e no 877º lugar no ranking mundial. Vexame que passou em branco. Eis um assunto que, esse sim, merece a atenção de alunos e professores. Não a greve.

17/06/2009

Videos do Professor Milton Santos
Mire os posts abaixo que contém os videos do Professor Milton Santos. Veja os videos e reflita. Contudo, não reflita, por enquanto, no conteúdo dos videos, mas sim no seguinte fato: quanto ganharíamos em conhecimento, saberes e informações, quanto a educação e a disseminação de idéias ganhariam, se todas as aulas ministradas por esse Professor na Universidade de São Paulo estivessem disponíveis gratuitamente na internet ???

Não apenas as aulas do Professor Milton Santos, mas também as aulas do Professor Comparato, Dalmo Dallari, Antonio Cândido, Marilena Chauí, Aziz Ab Saber, etc... Quanto o Brasil ganharia com um projeto desses ???

Pois é, foi isso que tentamos fazer no Projeto OCW USP (mais informações aqui) e fomos tesourados pela Magnífica e Autoritária Reitora e seus coiotes, em conjunto ou a mando, do ilustre governador careca José Serra...

Pretendíamos gravar todas as aulas e disponibilizar tudo gratuitamente na internet, formando, para cada professor, um banco de dados daquilo que ele ministrou, ao longo de sua carreira, na Universidade Pública. Certamente, garantindo que os ensinamentos e as idéias desses professores passassem, por meio de suas aulas, para as próximas gerações...

Uma idéia simples e de grande impacto social... O professor já é pago pela sociedade para produzir e ministrar aulas... Não há necessidade de pagá-lo novamente para disponibilizar essas aulas para toda a sociedade . Isso é maximização dos recursos públicos investidos na Universidade Pública...

Mas, para a Reitora e seus coiotes fazer isso não é possível, pois viola propriedade intelectual, viola copyright. Logo, a sociedade, se quiser acessar essas aulas e conteúdos, deve pagar royalties... Pagar royalties para acessar as aulas produzidas e ministradas pelos professores servidores públicos... Professores remunerados por recursos públicos, para produzir e ministrar aulas em uma universidade pública...

Compromisso social da universidade pública, democratização e socialização dos conhecimentos, dos saberes e das informações, para a Reitora e seus coiotes, é o de menos... Só importa aquilo que eles ganham e aquilo que podem vender... E estão vendendo a Universidade de São Paulo, os cursos da USP, através de suas fundações...

É lamentável, é muitíssimo lamentável, que em uma Universidade como USP existam pessoas de mente tão estreita. Pior, pessoas de mente estreita e com poder nas mãos, capaz de prejudicar, por meio de ações interesseiras, projetos de grande impacto e relevância social.

Memória Roda Viva
Texto de 417 entrevistas realizadas pelo Programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo com personalidades do Brasil e do Mundo... Inegavelmente, é uma excelente fonte de pesquisa e leitura para quem quer aprender mais, saber mais, olhar o mundo por outra perspectiva...

Para acessar clique aqui

Dessa vez o dinheiro da FAPESP rendeu e foi bem aplicado !!!

16/06/2009

Professor Milton Santos no Roda Viva

Aprendendo com o Professor Milton Santos
Quem não pode participar do seminário da USP, encontra no You Tube uma série de videos e entrevistas dadas pelo Professor Milton Santos... As idéias desse Professor são fundamentais para os movimentos sociais e seus militantes...
Documentário de Silvio Tendler sobre o Professor Milton Santos.





























Seminário na USP debate o pensamento do Professor Milton Santos

Mais informações aqui

Milton Santos fala da Universidade
"A universidade é o lugar de intelectuais, o sujeito que dedica todo o tempo a busca da verdade, e também de letrados. Você pode ser um bom professor e um pesquisador. Tem espaço para os dois na universidade. Mas, é verdade também que, embora ela esteja formando intelectuais, ela tem produzido em maior número letrados. O espaço universitário se define por ser o lugar do livre pensar, de criar idéias e discuti-las. Esse é o sentido real da vida universitária. No entanto, acho que o clima atual não favorece a liberdade de pensar."

"Nesta fase de globalização, onde as coisas mais importantes são precedidas por um discurso ideológico, as idéias são apresentadas de forma confusa. Fica difícil criticá-las. (...) Uma das razões de hoje existir a tendência ao pensamento único, está dentro da própria instituição de ensino (...) A regra vigente é a regra do resultado. Não existe ética nesse contexto. O sistema universitário, no qual deveria prevalecer a diversidade de idéias, tem sido vítima da doença da globalização, isto é, a tendência a um pensamento único. E a universidade não tem defesa completa contra essa doença."

Clique aqui para ler outras falas do Professor Milton Santos

Entrevista do Professor Milton Santos

















Deus e Darwin

Posts antigos

A Teoria Criacionista não contradiz a Teoria de Darwin. A Teoria de Darwin não contradiz a Teoria Criacionista. São duas perspectivas diferentes descrevendo um mesmo fato.

O primeiro referencial, da Teoria Criacionista, está no mundo dos espíritos, no mundo da energia. O Criador descreve a sua Criação. Essa descrição é feita em uma linguagem peculiar. Linguagem da divindade.

O segundo referencial está no mundo dos homens. Darwin, um homem, buscando parâmetros comuns e conectividades entre as espécies, descreve a Criação. Um homem, objeto da Criação, tenta descrever o processo que o gerou, tenta descrever a Criação...

Portanto, ambas as descrições, diferem na linguagem e na perspectivas. Isso indica que existem variáveis comuns capazes de eliminar as diferenças e juntar as visões... Basta apenas encontrar os parâmetros que transformam uma linguagem na outra e compensam os referenciais..

Acho que essa história pode se repetir... Caso os computadores desenvolvam algum tipo de consciência e alcancem independência, certamente, vão descrever a sua criação de uma forma diferente daquela descrita pelos homens que os inventaram... A visão do criador versus a visão da cria...

Teoria de Darwin
Não vejo contradição entre a criação, descrita na Bíblia, e a Teoria de Darwin. Somente quem tem mente estreita faz essa oposição. Uma hora dessas, mais especificamente no meu livro, vou explicar como a Teoria de Darwin se encaixa nos fatos bíblicos...

Temas que tenho que encarar
1- Deus e Darwin: perspectiva da Criação e Evolução Humana;
2- Consciência e DNA - Como a Consciência afeta a genética;
3- A Fé de Abraão e a chave da Nova Era;
4- Adaptação das instituições à Teoria da Consciência e Liberdade;
5- Democratização do Conhecimento e socialização dos saberes;
6- Outros Temas em aberto que deixei para trás...

Também tenho que desenvolver este tema:
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Vamos movimentar a nossa centelha de Deus, centelha de Energia Consciente que há em nosso cérebro, ou seja, vamos pensar !!! Primeiro vamos comparar, de um lado a árvore do conhecimento do bem e do mal, do outro lado Isaque... No meio uma escolha - obedecer a Palavra de Deus... Se Abraão estivesse no Éden, ele teria comido o fruto da árvore ???

Na minha perspectiva, Abraão recupera algo que foi perdido no Éden... Tanto recupera que Deus faz-lhe uma promessa, dando-lhe, justamente, outro Jardim... Um Jardim que não era bem um Éden, mas que dá para o gasto... E além do Jardim, Deus faz a promessa da descendência... Perspectiva interessante esta, não é mesmo ???
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Além disso, tenho que continuar destilando aquilo que já foi escrito... Há muito a ser feito, principalmente, pensado...

O tempo de Deus
Deus fez o mundo e o homem em seis dias... E no sétimo descansou... Você acha que os dias de Deus são iguais aos dias do homem ??? O dia do homem é a medida do giro da terra ao redor do próprio eixo (24 horas dividida em dia e noite)... O dia de Deus não adota essa mesma medida... Vocês acham que Deus está girando ao redor do eixo da terra... Usa a terra como referência para contar os seus dias ???

O tempo de Deus não tem essa medida, inclusive, porque o tempo de Deus já existia quando a terra foi criada... Portanto, os sete dias de Deus são diferentes dos sete dias do homem...

O tempo de Deus é diferente do tempo do Homem. Deus é uma Consciência na forma de energia. Logo, podemos ter uma noção do tempo de Deus olhando para a famosa fórmula de Einstein (E= M.C2) que relaciona matéria (o mundo em três dimensões) com energia (o mundo em quatro dimensões). É interessante observar que essa fórmula dá uma idéia de espaço e tempo na quarta dimensão. Isso aparece no fator C2 (C ao quadrado), ou seja, na velocidade da luz ao quadrado.

Um dia de Deus podem ser milhões, talvez bilhões, de anos no tempo dos homem. Portanto, a descrição do Gênesis não contradiz as teorias de Darwin... O Gênesis descreve a criação da perspectiva de Deus, do tempo de Deus... Darwin descreve a criação da perspectiva do homem, do tempo do homem...

Um capítulo inteiro do livro "Metafísica da Consciência" explicará como isso ocorreu exatamente e como as Teorias de encaixam...

Darwin e Newton

Darwin será ultrapassado... Exatamente como Newton, na física, foi ultrapassado por Einstein... Darwin não está errado, apenas incompleto... Por isso, toda essa exaltação de Darwin, que temos visto na mídia dominante, é insignificante, palavras ao vento...

Além disso, a ciência é um instrumento humano importantíssimo, desde que seja usada para preservar e melhorar a vida, não para destrui-la, assim como respeita a consciência e as diferenças humanas...

A ciência é apenas uma forma de saber e ver a realidade... Inegavelmente, existem diversas outras formas de saber e ver a mesma realidade...

O mal está na ciência materialista... Uma ciência que não respeita o Criador e nem respeita a Criação... E o resultado disso é, justamente, o que vimos em um passado próximo e vemos hoje: campos de concentração, armas de destruição em massa, degração ambiental... Enfim, destruição de seres humanos e destruição da natureza...

Aventura da vida 5 - Documentário da BBC

Vida Humana

Comentários

Leonildo Correa - Instituto OCW Br@sil - 02/12/2007

Eu assisti, recentemente, um documentário da BBC de Londres - "Aventura da Vida" - sobre o desenvolvimento e a evolução da vida na Terra (ver documentário). Não é um documentário só. São vários documentários, mas o mais interessante é o último deles, o de número 5. Este último trata da evolução do homem na Terra e busca responder à questão: se nós possuímos 99% dos genes que possui um chimpanzé, por que somos tão diferentes deles ? Certamente, é uma questão muito interessante, e, sem dúvida nenhuma, a resposta é surpreendente. Tão surpreendente que, enquanto o documentário se desenrolava, eu o relacionava com os projetos OCW e com o Ensino Público via internet. Mas, certamente, você só entenderá esta relação, se assistir o documentário ou ler o pequeno resumo que apresento abaixo.

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Inicialmente, diz o documentário, que as melhores pistas para desvendar o nosso passado estão nos chimpanzés. Isto porque quando estudamos estes parentes descobrimos indícios de que realmente descendemos de um ancestral simiesco e isto está marcado no âmago de nossos corpos, em nossos genes. 99% de nossos genes são exatamente iguais aos dos chimpanzés. E o que há no 1% restante é o que nos faz ser homens, em vez de macacos.

Fugindo um pouquinho do tema, no episódio quatro deste documentário, há uma informação interessante. Ele diz que há uma ser marinho, parecido com uma planta, que possui cerca de 80% dos genes que nós possuímos, inclusive aqueles genes que formam o coração.

Retornando ao episódio cinco. No princípio, a diferença entre homens e macacos não tinha nada a ver com a potência cerebral. Entre quatro e cinco milhões de anos atrás, os ancestrais dos homens começaram a passar mais tempo no chão do que nas árvores, onde ficaram os chimpanzés. Assim, os chimpanzés desenvolveram o caminhar apoiado nas articulações dos dedos e suas mãos permaneceram grossas e firmes para sustentar seu peso. Já os homens escolheram uma solução mais radical e este foi o primeiro passo na jornada humana. Os homens ficaram de pé sobre as duas pernas. Depois disso, avançaram sem olhar para trás.

Contudo, os cérebros humanos não eram tão grandes como são hoje. Há cinco milhões de anos atrás eram bem menores. Tinham o mesmo tamanho do cérebro dos chimpanzés.

Então, por que o caminhar ereto foi um passo tão crucial para os homens ? A resposta é: apoiando todo o peso sobre os pés, os homens deixaram as mãos livres para fazer outras coisas. Inclusive, isto originou o movimento de pinça delicado e preciso entre o indicador e o polegar. Uma característica exclusiva dos seres humanos.

Além disso, nossos polegares são mais longos e flexíveis que os dos chimpanzés, pois não precisamos andar apoiados nas mãos. Assim, as mãos humanas tornaram-se instrumentos de precisão que podem ser utilizados de maneiras extraordinariamente variadas. Mas não foi só isso que obrigou o aumento do cérebro. Também contribuíram a união e formação de grupos. Maneiras de evitar ser devorados pelos predadores. Logo, a vida comunitária trouxe novos desafios e obrigou o homem a começar a usar a cabeça.

A convivência trouxe um elemento novo: a vida social. Mas, quanto maior o grupo, mais problemas sociais podem aparecer. E, mais uma vez, há a necessidade de um cérebro grande para lidar com eles. Assim, pouco a pouco e milhões de anos depois, comparado aos chimpanzés, o homem se transformou em um cabeçudo.

Vivendo em grupo, criar amizades e alianças é algo crucial. É preciso lembrar quem é quem e o que é o quê. Logo, o próximo passo na evolução dos cabeçudos, digo dos homens, foi conquistar a cultura e a civilização. Uma evidência antiga disso foi descoberta na Caverna Blombos, perto da Cidade do Cabo, na África do Sul. Nesta Caverna foi descoberto um artefato de argila com óxido de ferro. Objeto denominado ocre. Este artefato possui cerca de setenta mil anos.

Este artefato histórico possui entalhes surpreendentes. Formas abstratas que são o primeiro registro que se tem de uma obra de arte. A peça é um marco das raízes do que chamamos cultura e civilização. É importante ressaltar que a arte e a religião diferenciam o homem do resto dos animais. Não só isto, são estas características que possibilitaram a construção das grandes civilizações.

Muitos cientistas crêem que a chave para o avanço extraordinário dos seres humanos é uma coisa em que não costumamos pensar muito: a linguagem. Mas por que a fala é tão importante na história da raça humana ? E a resposta está na transferência de conhecimento. Os chimpanzés adquirem habilidades por imitação. Os pequenos chimpanzés aprendem observando as mães.

Como os chimpanzés, as crianças menores também aprendem imitando as maiores. Assim, as habilidades passam de geração para geração. Contudo, há uma grande diferença entre os humanos e os macacos. Esta diferença é que os chimpanzés podem levar até seis anos para dominar totalmente a técnica de quebrar nozes, enquanto os humanos, por outro lado, podem usar um atalho. Os humanos podem ensinar, até as crianças mais novas, simplesmente falando com elas. Assim, estas crianças podem aprender uma técnica instantaneamente.

E com a linguagem continuamos a aprender coisas novas pelo resto de nossas vidas. Assim, há cem mil anos atrás já resolvíamos problemas conversando uns com os outros. Além disso, com nossos cérebros avantajados, criamos uma comunicação que nunca havia sido tentada antes. Quando nos tornamos seres falantes, nossa evolução cultural pode começar. E este é o segredo escondido atrás do 1%.

Evolução cultural foi uma idéia totalmente nova. Enquanto nossos parentes chimpanzés ficaram presos à evolução biológica, os humanos deram um salto quântico usando a evolução cultural. Uma evolução que não se baseia nos genes como a evolução biológica, mas sim no ato de partilhar idéias.

Com a fala, o conhecimento pôde ser disseminado depressa. Este foi um dos avanços mais revolucionários da Aventura da Vida, que nos colocou no caminho para dominarmos o mundo.

Mas não foi só isto. A erupção de um vulcão na Ilha de Sumatra - Vulcão Toba - cobriu a maior parte do planeta com uma nuvem tóxica, impedindo a passagem dos raios de sol. Isso ocasionou uma grande extinção - extermínio da maioria das espécies, incluindo a maior parte dos seres humanos. Hoje, cientistas acreditam que o que pode ter salvado uma pequenas parte dos homens da extinção foi o trabalho em conjunto e a troca de informações.

Em um ambiente hostil e árido, uma dica dos vizinhos pode salvar sua vida. Sem essa troca regular de conhecimentos, os vários povoados ficariam isolados e, sem ajuda externa, acabariam extinguindo-se. Hoje, supõe-se que foi nossa habilidade para falar e ajudar uns aos outros em um ambiente hostil que nos salvou depois da erupção do vulcão Toba.

Assim, os humanos não estavam apenas falando e compartilhando idéias, mas, mais do que nunca, já trabalhavam juntos. Com isso, a evolução cultural estava em pleno curso por todo o planeta.

Embora contar aos outros o que se sabe por meio da fala continue sendo primordial para o homem, a sua capacidade de armazenar conhecimento individualmente é muito limitada. Uma pessoa sozinha não pode saber tudo. Se alguém morre sem passar suas idéias e sua cultura adiante, elas estarão perdidas para sempre. A menos, é claro, que sejam escritas.

A solução foi preservarmos nossas idéias e conhecimentos nos livros. Com isto, a evolução cultural acelerou ainda mais. Com a escrita, gerações futuras expandiram idéias que já haviam sido delineadas. Ninguém pode lembrar sozinho como se constrói um foguete, mas, se estiver escrita, esta informação estará ao alcance de muitas pessoas.

Por dois mil e quinhentos anos, preservamos nossa preciosa cultura em livros. Mas a quantidade de conhecimento que pode ser armazenada no computador excede a de todos os livros, de todas as bibliotecas do mundo inteiro. Na era da internet, qualquer pessoa, de qualquer lugar, pode explorar esse repositório único.

Nunca as idéias foram disseminadas com tanta rapidez, seja para fins comerciais, educativos ou por mero prazer. Os computadores são o centro da cultura moderna.

Sem a escrita e sem esse poder de armazenar conhecimento, onde será que nós estaríamos ? A resposta é: na idade da pedra, pois os humanos daquela época e os humanos de hoje são exatamente iguais. Na Idade da Pedra os humanos já eram tão inteligentes quanto nós. Tirando o nosso aparato tecnológico, no fundo, todos continuamos sendo os mesmos homens das cavernas. Isto porque nossos genes não mudaram nada. Logo, bebês das duas eras, se pudessem ser colocados juntos, seriam indistinguíveis geneticamente, ou seja, possuem a mesma composição genética.

Além disso, a atualidade evidencia que a evolução cultural tende a acelerar cada vez mais. Contudo, o mais surpreendente desta história é que nós humanos conquistamos, pela primeira vez na história, o poder de controlar a nossa evolução e o nosso futuro biológico.
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Clique aqui para ler o texto completo

Nova versão do Opera permite trocar arquivos e músicas pelo navegador

A Opera Software, que desenvolve o software Opera, mostrou nesta terça-feira (16) um novo sistema gratuito que permite troca de imagens, arquivos e música de computador a computador. A transferência direta, que será parte da nova versão do browser, acaba com a necessidade de armazenamento de dados em servidores.

Para compartilhar um arquivo, por exemplo, é preciso apenas selecioná-lo no computador. O programa vai gerar uma URL para aquele arquivo --para enviar aos amigos, é só enviar o link. O programa também terá sistema de bate-papo instantâneo e painel de recados.

Tecnologias semelhantes já estão disponíveis para os consumidores com maior conhecimento técnico, mas é preciso baixar um software e pagar taxas de uso. A Opera integrou alguns desses serviços de troca --o de fotos e mídia-- ao navegador e abriu a plataforma para que programadores independentes criem serviços próprios de compartilhamento de arquivos.

"Acreditamos nisso como a revolução na internet. Estimamos que essa tecnologia vá abalar os serviços na web em um período de um a cinco anos', afirma Phillip Gronvold, analista de produtos da Opera.
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Veja o Vídeo do Opera Unite

O problema da imigração
Como combater a imigração na era da globalização, da extinção das fronteiras ??? Na minha perspectiva a resposta é óbvia: usando os instrumentos inventados/construídos nessa era...

A mesma substância que constitui o problema também forma a solução... Basta apenas saber configurá-los para que se neutralizem... Eu tenho algumas idéias sobre isso...

Inclusive há um filão, na economia globalizada, completamente inexplorado. Talvez inexplorado porque ainda não perceberam a revolução que isso ocasionará. Um filão que será a marca dos empregos manuais do futuro.

Por falar nisso, você já leu o artigo "Em busca do ócio" de Domenico de Masi ??? Se não leu, clique aqui para ler...

14/06/2009

Por que é fundamental compartilhar ???

"“Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e nós trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma idéia e nós trocamos essas idéias, então cada um de nós terá duas idéias” (Bernard Shaw)."

Ilustrativamente - Compartilhando o milho

Esta é a história de um fazendeiro bem sucedido. Ano após ano, ele ganhava o troféu "Milho Gigante" da feira da agricultura do município. Entrava com seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo seu peito. E o seu milho era cada vez melhor.

Numa dessas ocasiões, um repórter ao abordá-lo, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar seu qualificado e valioso produto. O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos.

"Como pode o Senhor dispor-se a compartilhar sua melhor semente com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?" - indagou o repórter.

O fazendeiro pensou por um instante, e respondeu: "Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meu vizinhos a cultivar milho bom".

Ele era atento às conectividades da vida.

O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade melhorada. Assim é também em outras dimensões da nossa vida. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos. (Autor: anônimo)
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Os insurretos do século 21: a I Insurreição Pirata

“Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e nós trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma idéia e nós trocamos essas idéias, então cada um de nós terá duas idéias” (Bernard Shaw).

Essa é a lógica do compartilhamento. Idéias não são bens materiais. E isso pauta a I Insurreição Pirata que acontecerá na ONG Ação Educativa nos próximos dias 28 e 29 de março. O evento é organizado por ativistas da cybercultura e pessoas defensoras do conhecimento livre, para a formação, também no Brasil, de uma agremiação política que combata o copyright – o Partido Pirata.

Explico. Uma insurreição “Pirata” contra os abusos da indústria copyright. E contra a criminalização do compartilhamento em rede. Se baixar, subir, compartilhar músicas, vídeos, textos, fotos, cachorros e papagaios é crime, então somos todos criminosos. No final das contas, somos todos piratas?

Sérgio Amadeu, ativista do software livre, é enfático: “Piratas são eles. Não estamos a procura do ouro!”

Para Amadeu, a metáfora pirataria é péssima para se referir a bens compartilhados. O termo pirata é ambíguo, nos remete à idéia de roubo. E diga-se de passagem, compartilhamento e roubo são coisas bem distintas e distantes. E é com o intuito, de pelear contra todo o obscurantismo provocado, que a I Insurreição debaterá temas, em formato de desconferências, relacionados à livre circulação de informações.

Democratização do Conhecimento
Democratização do Conhecimento faz parte da Democracia, inclusive é derivada da Democracia, seja da palavra, seja da instituição...

Para saber mais sobre o Projeto que pretendíamos implantar na USP, enquanto ainda éramos alunos dessa Universidade, clique aqui... O Projeto OCW USP foi sabotado pela Reitora da USP em conjunto, ou a mando, do Governador de São Paulo, José Serra...

Vou juntar a sabotagem desse projeto à lista de coisas ruins, prejudiciais, que os tucanos causaram ao Brasil... Prejuízos que os tucanos causaram deliberadamente e por interesses mesquinhos ao Povo Brasileiro... Certamente, isso inclui a venda da Vale....

Bem, quanto à Reitora, ela sai fora em 2010, porém, o estrago, o prejuízo causado por ela, enquanto esteve à frente da Universidade de São Paulo, continuará... Quem não tem consciência social, não tem compromisso com a coletividade e nem com a justiça, não deveria, jamais, assumir um cargo de governo ou comando de uma organização coletiva que trabalha, justamente, com interesses da coletividade... Se assume, faz besteira, causa danos e prejuízos...

Coisas que eu digo
Tem coisas que eu digo que, tempos depois, volto a ler e fico impressionado com a versatilidade das palavras proferidas e da realidade evidenciada. Releio a coisa e concluo: foi exatamente isso que eu quis dizer, nada mais, nada menos...

Estou lendo agora uma reunião virtual (escrita) que fiz com alguns amigos e relembrando algumas frases que escrevi. Por exemplo:

Caros companheiros... Lembrem-se sempre: a ideologia, vou usar a minha Teoria, a consciência é que movimenta as pessoas... Nós arrebentamos na propositura de nossas idéias, inserimos coisas nas cabeças de seres pensantes, e a prática não saiu porque fomos engessados pelas mãos do autoritarismo e do tradicionalismo de alguns Professores da USP... Contudo, a partir do momento que tornamos público aquilo que pensamos, vinculamos todo o sistema e apontamos uma direção para as próximas gerações...

Acho que o nosso impacto foi tão forte quanto o OCW MIT... O nosso problema maior foi a propositura de um projeto e de idéias inovodaras no meio de gente que continua com a cabeça no século passado... A resistência ao projeto OCW foi pior do que a resistência para a instalação de computadores na USP... O Professor Schenberg só conseguiu instalar computadores na USP porque era amigo do Reitor da época...

O simples fato de termos começado o instituto e termos feito o que fizemos, já causou um grande rebuliço e modificou o sistema...

Essa frase é muito legal e eloquente: "“Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e nós trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma idéia e nós trocamos essas idéias, então cada um de nós terá duas idéias” (Bernard Shaw)."

Sabe o que é mais impressionante ??? Ninguém sabe implementar um projeto ocw como nós sabemos e pensamos... Há caminhos e trilhas que só nós conhecemos e usaremos isso a nosso favor...

Vocês já leram sobre a Insurreição Pirata ??? Se não leram cliquem aqui: http://diplo.wordpress.com/2009/03/19/os-insurretos-do-seculo-21-a-i-insurreicao-pirata/
Criaram um Partido político para tentar abrir o conhecimento, os saberes e a informação...