Democratizar o conhecimento e socializar os saberes como ferramenta para transformação social e econômica. Democratizar e socializar para reduzir as desigualdades regionais. Democratizar e socializar para dar oportunidades. Democratizar e socializar para dar esperanças e certezas de um futuro melhor. O poder transformador do conhecimento, monopolizado e retido nas melhores Universidades Públicas, tem que ser disseminado, gratuitamente, para toda a sociedade.

12/05/2006

Alternativa da USP para não aderir à política de cotas: criou um cursinho com 160 vagas

Mais uma idéia de jerico implantada na USP. Será que os idealizadores desta idéia comem capim ??? Mas talvez a USP tenha razão. A culpa dos problemas sociais é dos alunos. Quem mandou eles nascerem pobres, negros e índios...

A saída apresentada pela USP, como alternativa ao sistema de Cotas, foi a criação, em São Paulo, de um Cursinho com 160 vagas. Uma idéia estúpida que demonstra claramente que esta instituição é completamente controlada e manipulada pelos interesses da classe dominante (ricos e brancos) e que não foi construída para pobres, negros e índios. Pobre, negro e índio só servem para pagar ICMS e outros impostos que mantém a USP funcionando para a elite.

Não sou a favor da política de cotas como tem sido aplicada por aí, assim como da mera inserção de alunos sem conhecimentos na Universidade. Contudo, no curto prazo, a única forma de se quebrar a hegemonia branca e rica dentro da Universidade é por meio de cotas. Somente a política de cotas, que trará pobres, negros e índios para o ambiente acadêmico, é capaz de reorientar e modificar o atual caminho das pesquisas e do pensamento predominante neste contexto. Por isso, é primordial que tenham acesso à Universidade, por meio das cotas, apenas pessoas com interesses na reconstrução dos pilares da Universidade e não aqueles indivíduos que buscam apenas a satisfação pessoal, ou seja, que querem apenas enriquecer e se transformar em mais um integrante da classe dominante.

Se o problema é justamente os cursinhos (somente passa nos vestibulares os alunos dos cursinhos caros ou das escolas particulares - classe dominante) a USP criou mais um, ou seja, ao invés de resolver o problema do ensino público, por exemplo, montando projetos de interferência direta nas salas de aula das escolas públicas do Estado de São Paulo: como aulas de reforço e complementação escolar no ensino primário e colegial, assim como oferecendo, para todos os professores do ensino público, cursos, reciclagens e treinamentos intensivos e constantes; os SÁBIOS da USP resolveram criar mais um pequenino cursinho. Um cursinho tão seletivo e excludente que é mais fácil no vestibular do que ingressar.

Um cursinho que tem só 160 vagas e é restrito à Cidade de São Paulo e a alunos específicos, ou seja, a USP preferiu sair pela tangente e manter a hegemonia da classe dominante, branca e rica, dentro da instituição. O que estão tentando fazer ? Estão tentando enganar o povo (a maioria dos cidadãos) dando a falsa impressão de que a USP tem políticas alternativas ao sistema de cotas. Estão contando uma "mentira cabeluda" para a população, pois esse Cursinho não é nenhuma alternativa, mas sim uma idéia estúpida que serve para jogar dinheiro público na lata de lixo. Não é função da Universidade ter Cursinho e se estão criando um, estão desviando dinheiro público destinado ao Ensino Superior e pior, estão aplicando dinheiro da coletividade em projetos fracassados, excludentes e de pouca relevância social, para não dizer relevância zero.

Não importa o número de vagas do cursinho da USP, se são 160 ou se são 5000. O que importa é que a criação de um cursinho não é o caminho, pois não resolve nada, uma vez que ataca apenas o sintoma da questão. A causa do problema é a escola pública de má qualidade, tanto o primário quanto o colegial, e é lá que a USP tem que agir. Criar cursinho é uma estupidez sem limites.

Mas talvez haja uma resposta para esta escolha. Talvez seja porque existem professores da USP que são donos de cursinho. Talvez seja porque professores da USP ministram aulas, ou estão recebendo dinheiro de cursinhos famosos, para não resolverem o problema do ensino público. Se a escola pública for boa, ninguém vai fazer cursinho, pois aluno de escola particular já estuda em um cursinho. Logo, o negócio de cursos pré-vestibulares vai a falência. Contudo, como a USP optou por abrir mais um cursinho não gerou nenhuma espécie de ameaça para este ramo comercial, garantindo a sua continuidade.

Atualmente são oferecidas cerca de 10.000 (dez mil) vagas no vestibular da USP, quantos desses 160 alunos do cursinho idiota da USP serão aprovados no vestibular? Quantos pobres, negros e índios a mais entrarão na USP por causa deste cursinho ? Se 100 alunos desse Cursinho idiota forem aprovados, isso significa que 0,1 (zero vírgula um por cento) entraram na USP pelas Cotas. Essa idéia é genial e, certamente, resolverá o problema da hegemonia branca e rica dentro da USP !!!!!! O Professor ou os professores doutores que apresentaram esta idéia deveriam perder o título de doutor e serem rebaixado para o colegial novamente.

Lembro aos leitores que no ano passado cerca de 170.000 alunos prestaram o vestibular da USP e somente 10.000 entraram, ou seja, 160.000 foram reprovados.

Cento e sessenta mil alunos (160.000) reprovados no vestibular da FUVEST, uni-vos, está na hora de quebrar a espinhal dorsal da classe dominante que controla a USP, ou então, se resigne e aceite a idéia de que você paga para os ricos estudarem em uma Universidade que foi construída para você. A sua vaga foi usurpada, roubada e dada para outro.

Mas não é só isso. Quando o aluno passa pela peneira do vestibular e entra na USP, imediatamente uma série de mecanismo institucionais entram em ação, visando fazê-lo desistir do curso logo no primeiro ano, ou seja, o aluno passa a sofrer uma série de humilhações, discriminações, constrangimentos, abusos de autoridade etc, que visam empurrá-lo para a fora da Universidade, pois o status quo não pode ser violado e o nome de "escola da elite" tem que ser mantido. Eu sou uma prova viva disso, pois sofro na pele as ilegalidades institucionais dentro desta Universidade. Porém enganam-se aqueles que acham que não irei me vingar, pois vou. Toda a desgraça que me causam dentro desta Universidade será retribuída em dobro, aos indivíduos que a causaram.

Enfim, eu digo e repito: ou se acaba com a máfia que controla a USP e põe pobres, negros e índios nesta Universidade (na mesma proporção da população) ou teremos que acabar com a USP.

Além disso, assim que comecei a digitar este texto a minha conexão de internet, via rede sem fio, dentro da USP foi derrubada, pois, por meio da rede de computadores monitoram e filtram tudo o que sai do meu computador para a internet, assim como as coisas que têm no meu computador.

Sem contar que as páginas do meu site que denunciam os crimes e as ilegalidades cometidas dentro da USP não estão abrindo em algumas salas da Universidade. Querem impedir a comunidade acadêmica de ver a realidade, a podridão da Universidade. A censura está se espalhando. A ditadura acabou do lado de fora da USP, mas aqui dentro não.

Lembro a todos que foi um professor da Faculdade de Direito da USP, depois virou Reitor, que redigiu o AI-5. Além disso, a USP tem origem fascista e abrigou gente famosa do integralismo. Portanto, é tradição desta Universidade a censura, a opressão e as ilegalidades. O que salva a USP são alguns grupos de alunos, funcionários e professores de esquerda, ou então, aqueles que mesmo não sendo de esquerda tem preocupações sociais, o resto da USP é parasita de carteirinha e fascistas na ideologia.

Os fascistas da USP estão na minha mira.

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Inscrições para cursinho grátis da USP vão até dia 15

Folha Online - 05/05/2006 - 20h14

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u121157.shtml


A USP (Universidade de São Paulo) seleciona até 15 de maio 160 vagas para o cursinho gratuito Projeto Espaço de Orientação de Estudos. O projeto aceita apenas alunos da rede pública de ensino de São Paulo, que estejam matriculados na terceira série do ensino médio em 2006 ou que concluíram o ensino médio em dezembro de 2005 ou janeiro de 2006.

O objetivo do projeto, promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, é ampliar as horas de estudos dos alunos e prepará-los para os exames vestibulares, especialmente os das universidades públicas do Estado.

As aulas de reforço acontecem de segunda a sexta-feira, com plantão de dúvidas e atividades extracurriculares aos sábados, no período de 29 de maio a 15 de dezembro. As 160 vagas estão distribuídas em três turmas, uma na Cidade Universitária, no Butantã (zona oeste de São Paulo), no período noturno, e duas no Núcleo de Apoio Social, Cultural e Educacional (Nasce) da USP, em Ermelino Matarazzo (zona leste), à tarde e à noite. A turma do período vespertino terá aulas das 13h30 às 17h45, e as turmas noturnas, das 18h15 às 22h30. Aos sábados, o horário será das 8h30 às 13h30.

A seleção dos alunos ocorre em duas fases. A primeira, de caráter eliminatório e exigência mínima de 60% de aproveitamento, é composta por uma prova com 40 questões de múltipla escolha sobre o conteúdo do ensino médio das disciplinas de biologia, física, geografia, história, literatura, língua portuguesa, matemática e química.

Quem passar na primeira fase será submetido a uma entrevista com uma banca examinadora, com três avaliadores, que analisará as condições econômicos do candidato e o seu rendimento escolar.

Para efetuar a inscrição, os candidatos deverão apresentar declaração emitida pela escola com notas e freqüência em 2006 --para os que ainda estão na terceira série do ensino médio-- ou cópia do histórico escolar e certificado de conclusão --para quem concluiu o ensino médio em dezembro de 2005 ou janeiro de 2006--, além do RG e de um comprovante de residência.

As inscrições devem ser feitas em dois endereços: na rua Professor Antonio de Castro Lopes, 1309, em Ermelino Matarazzo, ou na sala 230 da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação, na avenida da Universidade, 305, Cidade Universitária, Butantã (zona oeste), das 10h às 16h.

Mais informações no telefone (11) 6943-3530.

Fuvest: maioria dos aprovados é branca e terá ajuda dos pais

Estadão Online - 15 de fevereiro de 2006 - 18:43

http://www.estadao.com.br/educacao/noticias/2006/fev/15/266.htm

São Paulo - A maioria dos convocados para a matrícula na primeira chamada da Fuvest estudou em escola particular, declara-se branca e espera contar com a ajuda financeira dos pais para se manter durante o curso universitário. Segundo estatísticas divulgadas no website da Fuvest, a partir de um questionário sócio-econômico preenchido pelos candidatos ao vestibular, dos aprovados para a primeira chamada 73% fizeram o segundo grau somente em escola particular, enquanto que 18,5% estudaram em escola pública.

Ao responder à questão "Entre as alternativas abaixo, qual sua cor?", 77,5% dos candidatos que acabaram aprovados no vestibular se declararam brancos, 10,8%, amarelos, 9,8%, pardos, 1,3%, pretos e 0,3%, indígenas. Sobre a forma como pretendem se manter durante o curso, 31,8% contarão somente com o sustento dos pais; 38,5% pretendem usar a renda do trabalho, complementada por ajuda da família; e 9,8% contarão apenas com o próprio trabalho.

Quanto ao uso da internet, 66,2% dos candidatos aprovados dizem que acessam a rede freqüentemente; 30,9%, apenas de vez em quando e 2,8%, não acessam e internet.

Escola privada amplia domínio na Fuvest


FÁBIO TAKAHASHI - SIMONE HARNIK - da Folha de S.Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u18374.shtml

O número de aprovados da rede particular no vestibular deste ano da Fuvest é o maior desde 2001, apesar das iniciativas tomadas pela fundação e pela USP para tentar aumentar a proporção de alunos da escola pública na universidade.

No processo seletivo 2006 da Fuvest --que seleciona para a USP, Santa Casa e Academia do Barro Branco--, 73,2% dos chamados para a matrícula fizeram o ensino médio integralmente em colégios particulares. O número é o maior desde 2001, quando foi de 74,1%. Em 2005, ficou em 71,9%.

Apesar de a variação percentual no período ser relativamente pequena, isso mostra que as políticas de inclusão social adotadas até agora tiveram pouco efeito.

De 2001 para cá, a USP criou um campus na zona leste da capital paulista (inaugurado em 2005), o que aproximou a universidade de uma região de baixa renda.

Além disso, a Fuvest aumentou de 10 mil para 65 mil o número de isenções da taxa de inscrição no vestibular (neste ano, custou R$ 105, incluindo manual).

Com isso, a proporção de inscritos provenientes da escola pública subiu 8,2%, entre os vestibulares 2005 e o 2006. O crescimento, porém, não resultou em mais aprovações desses alunos --houve queda de 7,9%.

"A única maneira de explicar esse fenômeno é estimar que o nível da escola pública continua caindo", diz o coordenador da Fuvest, Roberto Costa.

Para ele, se forem mantidas as características do processo seletivo, a rede particular continuará prevalecendo nas listas de aprovação. "Como o exame avalia o conteúdo, é difícil mudar o perfil dos aprovados." A universidade possui um grupo de trabalho que analisa a possibilidade de mudar o vestibular. Um relatório foi feito e aguarda votação.

Para a pró-reitora de graduação da USP, Selma Garrido Pimenta, as medidas tomadas até agora pela universidade "estão surtindo efeito, mas o resultado não se faz presente imediatamente".

Ela diz ainda que o aumento do ingresso de alunos da escola pública também é responsabilidade do governo estadual e da comunidade, para que haja uma melhoria na educação pública. "As porcentagens têm sido pequenas também como resultado da desqualificação geral que o ensino sofreu nestes últimos 20 anos."

Para a professora de pós-graduação da Faculdade de Educação da PUC-SP Isabel Franchi Cappelletti, o menor índice de aprovação de alunos do sistema público não está relacionado apenas à qualidade dessa rede. "Temos de lembrar que estudantes de escolas públicas não estão acostumados com avaliações como a da Fuvest, ao contrário dos estudantes das particulares."

Já a professora de metodologia de ensino da Faculdade de Educação da USP Nídia Nacib Pontuschka diz que "são muitos itens que devem ser considerados, desde a desvalorização da escola pública até o formato do vestibular".

Atualmente, 85% dos estudantes do ensino médio do Estado cursam a rede pública, mas em geral eles são menos de 30% dos aprovados na USP.

Cotas

Para Thiago Tobias, assessor da ONG Educafro, a única forma de aumentar a inclusão seria com a adoção de ações afirmativas, como as cotas --medida que a universidade entende que pode baixar seu nível de ensino.

"É um contra-senso tremendo. A USP comemora o aumento de alunos carentes fazendo vestibular e os condena à decepção", afirma Tobias.

O coordenador do MSU (Movimento dos Sem Universidade), Sérgio Custódio, critica a prova de inglês da Fuvest. "Ela tem um nível de doutorado, sendo que está trabalhando com alunos que possuem nível do verbo "to be"."

Vanessa Cristina de Alvarenga, 20, foi um dos vestibulandos que conseguiram isenção, mas não foram aprovados. "A prova é muito difícil, com coisas próprias pra cursinhos. Tem muitas pegadinhas, é aquela velha decoreba. No fim das contas, é um vestibular que é medido por condições financeiras e exclui de toda a forma os alunos da rede pública."

Colaborou DANIELA TÓFOLI, da Reportagem Local

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Fraude na concessão de bolsas-trabalho na USP

"Os processos de seleção para bolsa trabalho na USP estão sendo fraudados para beneficiar alunos previamente escolhidos e protegidos da Coseas e de professores. Indivíduos aprovados na seleção sócio-econômica estão sendo descartados e substituídos por outros indivíduos. (19/04/2006)"

Se você participou da seleção de bolsas-trabalho na USP e não foi chamado para a entrevista procure descobrir a sua posição na seleção sócio-econômica, pois várias pessoas que foram classificadas nos primeiros lugares na seleção econômica, portanto classificadas para a entrevista, não foram chamadas e os supervisores dos projetos estão preenchendo as vagas com amigos íntimos, puxa-sacos, amantes, etc, ou então, com alunos ligados às assistentes da COSEAS - gente pré-escolhida, gente da laia deles. Enfim, as seleções de bolsas-trabalho estão sendo fraudadas. Estão enganando e roubando as vagas dos alunos classificados nas seleções sócio-econômica e dando as bolsas para seus protegidos.

Um amigo foi aprovado em quarto lugar em um projeto do curso de Física que tinha 12 vagas. Não chamaram ele para a entrevista e deram a vaga dele para outra pessoa. Ele foi investigar o caso e descobriu que tinham trocado o endereço dele na ficha de contato para a entrevista. Logo, não contataram ele e substituíram-no por outro indivíduo. A desculpa foi que erraram. Contudo, certamente, foi um erro intencional que tinha por finalidade tirar a bolsa de um para dar ao outro. A rapinagem e as picaretagens estão correndo soltas dentro da COSEAS - USP. Se ele tivesse ficado quieto o golpe teria se concretizado.

No meu caso também ocorreu coisa parecida. Fui aprovado em segundo lugar na seleção sócio-econômico, em um projeto que tinha quatro bolsas, não fui chamado para a entrevista e a minha vaga foi ocupada por outra pessoa. Fui investigar o ocorrido e disseram que não sou morador do CRUSP, sendo que estou regularmente nesta moradia desde novembro de 2005. Uma desculpa tão estúpida e esfarrapada que tive vontade de rir na cara da assistente.

O Edital do projeto exigia que o aluno fosse morador e nada mais que isso. Inscrevi no projeto, pois somente podia se inscrever em um projeto. Fui aprovado, mas para não me darem a bolsa trabalho arrumaram esta justificativa e deram a bolsa para outra pessoa. Assim, prejudicaram-me mais uma vez.

Como sou aluno da Faculdade de Direito e não da Letras ou da Filosofia, vou solicitar abertura de mais processo administrativo contra a COSEAS na Reitoria. Mas isso não é suficiente, temos que trabalhar arduamente para derrubar a Coordenadora da COSEAS, expulsá-la daqui, assim como algumas assistentes sociais. A minha paciência com essa gente está esgotando e chegando a um limite perigoso. Perigoso demais.

Portanto, se você se inscreveu na bolsa trabalho, verifique a sua classificação e veja se não fizeram a mesma coisa com você, ou seja, se não roubaram a sua vaga na bolsa trabalho. Essas fraudes estão sendo cometidas na frente de todos e na luz do dia. Temos que investigar a COSEAS de cabo a rabo, pois tem muito mais coisa podre lá dentro.

(Clique aqui para ver outros crimes cometidos na Coseas e denunciados)

Leonildoc & Associados - Think Tank

Abrindo caminhos no desconhecido

A classe dominante financia uma série de estudos e pesquisas visando detectar, mapear e antecipar as movimentações sociais, assim como identificar os movimentos mais perigosos para a manutenção de sua ordem e de seus interesses. Pesquisam e estudam meios e temas que possibilitam a sua perpetuação no poder.

E, para elaborar estes estudos e pesquisas, as classes dominantes de alguns países, criaram os chamados "Think Tank" que, de acordo com Lucci:

(...) nada mais são do que grupos ou centros de pensamento para a discussão de idéias. Esses centros têm por objetivo a construção de um mundo, de uma sociedade mais saudável do ponto de vista econômico e social, que possa desfrutar de uma melhor qualidade de vida. A Terceira Via, uma tentativa européia recente de amenizar os aspectos negativos da globalização, sobretudo do ponto de vista social, é criação de um "Think Tank" inglês, dirigido pelo sociólogo Anthony Giddens.(Texto completo)

Certamente, a meta da classe dominante, com seus estudos e pesquisas, não é resolver os problemas em benefício do povo (a maioria dos cidadãos), mas sim beneficiando os integrantes de sua classe, ou seja, a elite que centraliza e controla o poder. Por isso se fala em amenizar os efeitos da globalização e não em reorientá-la, ou então, se fala em repressão da criminalidade e prisão de criminosos e não em resolver os problemas sociais que originam/acentum a criminalidade e a violência, etc.

Contudo, os estudos elaborados pelos "Think Tanks" da classe dominante não ficam apenas no papel, pois são transformados em programas e metas políticas e disseminados por diversos países do globo. Um exemplo claro disso são as políticas neoliberais que contaminam e afetam a maioria das democracias em todos os continentes.

E do outro lado, ou seja, do lado do povo (a maioria dos cidadãos), da coletividade, o que têm ? Existem "Think Tanks" que tem a coletividade, o povo, como objetivo ? "Think Tanks" preocupados com a sociedade e com as causas originais dos problemas que a assolam ? Eu procurei, mas até hoje não encontrei nenhum. Nem mesmo as Universidades Públicas, por meio de suas pesquisas, estão interessadas em solucionar os problemas sociais, mas apenas em amenizá-los.

Vejam o caso da USP e a alternativa que apresentou à política de cotas na Universidade, ou seja, decidiram criar um Cursinho com 160 vagas para estudantes das escolas públicas. Essa alternativa dá a sensação social de que a USP tem uma política de inclusão social, quando na verdade, a meta é enganar o povo, mantendo a hegemonia dos brancos ricos dentro da USP. O Cursinho não funciona, não faz a inclusão social, não resolve o problema do ensino, não faz nada, a não ser enganar e dar a sensação de que algo está sendo feito. Além disso, não é possível falar em inclusão social em uma Universidade Pública, pois está tem que ser social por sua própria natureza. Se não é, é porque foi desvirtuada de suas finalidades e está servindo à classe dominante.

Além disso, o pensamento hegemônico tem que ser esmiuçado e analisado. É preciso saber quem diz, o que realmente diz e por que diz. Isso vai desmascarar e revelar os discursos embutidos, as mensagens indiretas, as cláusulas escondidas e as reais intenções do poder dominante. E se nada for feito continuaremos sendo vítimas de retóricas floridas e lágrimas de crocodilo. O discurso da classe dominante tem que ser traduzido para a linguagem popular e isso tem que ser feito por gente do povo e não por intelectuais ligados ao poder.

Por isso é urgente, e necessário, a criação de um "Think Tank" interessado em fazer o contraponto, questionar e desmascarar os estudos elaborados pelos "Think Tanks" capitalistas. É preciso elaborar um pensamento alternativo e um caminho fora dos padrões estabelecidos pela classe dominante e que são disseminados na sociedade como se fossem valores e virtudes universais, originados e evoluídos naturalmente. Quando, na verdade, são valores artificialmente construídos e montados para confundir o povo (a maioria dos cidadãos), levando-os a serem cidadãos dóceis, facilmente domesticáveis, assim como trabalhadores produtivos e extremamente obedientes.

Neste contexto pretendo transformar Leonildoc & Associados em um "Think Tank" com objetivos de:

  1. Democratizar o conhecimento retido e monopolizado pelas Universidades Públicas;

  2. Elaborar estudos e projetos que analisem a implantação da Democracia Direta, substituindo a Democracia Representativa, no Brasil, fornecendo um caminho detalhado para a implementação dessa meta;

  3. Elaborar estudos e projetos que analisem a descriminalização das drogas no Brasil, fornecendo um caminho, passo a passo, para a implantação dessa meta;

  4. E outros temas importantes para a coletividade e para a construção de uma grande nação brasileira, com níveis mínimos de desigualdades e níveis máximos de justiça e bem-estar social.

Continua

Leonildoc & Associados - Think Tank

Abrindo caminhos no desconhecido

A classe dominante financia uma série de estudos e pesquisas visando detectar, mapear e antecipar as movimentações sociais, assim como identificar os movimentos mais perigosos para a manutenção de sua ordem e de seus interesses. Pesquisam e estudam meios e temas que possibilitam a sua perpetuação no poder.

E, para elaborar estes estudos e pesquisas, as classes dominantes de alguns países, criaram os chamados "Think Tank" que, de acordo com Lucci:

(...) nada mais são do que grupos ou centros de pensamento para a discussão de idéias. Esses centros têm por objetivo a construção de um mundo, de uma sociedade mais saudável do ponto de vista econômico e social, que possa desfrutar de uma melhor qualidade de vida. A Terceira Via, uma tentativa européia recente de amenizar os aspectos negativos da globalização, sobretudo do ponto de vista social, é criação de um "Think Tank" inglês, dirigido pelo sociólogo Anthony Giddens.(Texto completo)

Certamente, a meta da classe dominante, com seus estudos e pesquisas, não é resolver os problemas em benefício do povo (a maioria dos cidadãos), mas sim beneficiando os integrantes de sua classe, ou seja, a elite que centraliza e controla o poder. Por isso se fala em amenizar os efeitos da globalização e não em reorientá-la, ou então, se fala em repressão da criminalidade e prisão de criminosos e não em resolver os problemas sociais que originam/acentum a criminalidade e a violência, etc.

Contudo, os estudos elaborados pelos "Think Tanks" da classe dominante não ficam apenas no papel, pois são transformados em programas e metas políticas e disseminados por diversos países do globo. Um exemplo claro disso são as políticas neoliberais que contaminam e afetam a maioria das democracias em todos os continentes.

E do outro lado, ou seja, do lado do povo (a maioria dos cidadãos), da coletividade, o que têm ? Existem "Think Tanks" que tem a coletividade, o povo, como objetivo ? "Think Tanks" preocupados com a sociedade e com as causas originais dos problemas que a assolam ? Eu procurei, mas até hoje não encontrei nenhum. Nem mesmo as Universidades Públicas, por meio de suas pesquisas, estão interessadas em solucionar os problemas sociais, mas apenas em amenizá-los.

Vejam o caso da USP e a alternativa que apresentou à política de cotas na Universidade, ou seja, decidiram criar um Cursinho com 160 vagas para estudantes das escolas públicas. Essa alternativa dá a sensação social de que a USP tem uma política de inclusão social, quando na verdade, a meta é enganar o povo, mantendo a hegemonia dos brancos ricos dentro da USP. O Cursinho não funciona, não faz a inclusão social, não resolve o problema do ensino, não faz nada, a não ser enganar e dar a sensação de que algo está sendo feito. Além disso, não é possível falar em inclusão social em uma Universidade Pública, pois está tem que ser social por sua própria natureza. Se não é, é porque foi desvirtuada de suas finalidades e está servindo à classe dominante.

Além disso, o pensamento hegemônico tem que ser esmiuçado e analisado. É preciso saber quem diz, o que realmente diz e por que diz. Isso vai desmascarar e revelar os discursos embutidos, as mensagens indiretas, as cláusulas escondidas e as reais intenções do poder dominante. E se nada for feito continuaremos sendo vítimas de retóricas floridas e lágrimas de crocodilo. O discurso da classe dominante tem que ser traduzido para a linguagem popular e isso tem que ser feito por gente do povo e não por intelectuais ligados ao poder.

Por isso é urgente, e necessário, a criação de um "Think Tank" interessado em fazer o contraponto, questionar e desmascarar os estudos elaborados pelos "Think Tanks" capitalistas. É preciso elaborar um pensamento alternativo e um caminho fora dos padrões estabelecidos pela classe dominante e que são disseminados na sociedade como se fossem valores e virtudes universais, originados e evoluídos naturalmente. Quando, na verdade, são valores artificialmente construídos e montados para confundir o povo (a maioria dos cidadãos), levando-os a serem cidadãos dóceis, facilmente domesticáveis, assim como trabalhadores produtivos e extremamente obedientes.

Neste contexto pretendo transformar Leonildoc & Associados em um "Think Tank" com objetivos de:

  1. Democratizar o conhecimento retido e monopolizado pelas Universidades Públicas;

  2. Elaborar estudos e projetos que analisem a implantação da Democracia Direta, substituindo a Democracia Representativa, no Brasil, fornecendo um caminho detalhado para a implementação dessa meta;

  3. Elaborar estudos e projetos que analisem a descriminalização das drogas no Brasil, fornecendo um caminho, passo a passo, para a implantação dessa meta;

  4. E outros temas importantes para a coletividade e para a construção de uma grande nação brasileira, com níveis mínimos de desigualdades e níveis máximos de justiça e bem-estar social.

Continua

A indiferença do sistema diante de nossas reivindicações e a opressão institucionalizada está nos empurrando para uma única saída...

A diferença entre uma ditadura e uma democracia está na resposta dada pelo regime para quem o contesta. Na ditadura os insurgentes são perseguidos, enquanto que nas democracias são ignorados. Fora isso, a exploração e a opressão são as mesmas.

Em breve o caminho será apresentado...

"(....) os filósofos chamam de "estado de natureza", o suposto estágio que antecede o início deste em que vivemos, e que os filósofos apreciam chamar de "contrato social". Um contrato de cláusulas leoninas, segundo as quais a imensa maioria deve servir e apodrecer na miséria, na fome e na doença, enquanto uma minoria legisla e governa em causa própria, além, é claro, de enriquecer. E denominamos esse estado de absoluta discrepância de poderes com um outro adorável eufemismo: "democracia". Uma palavra que de tão falsa chega a me provocar pruridos anais...

As regras, como vemos, são muito simples: eu te exploro e você me agradece (ou, como é o costume, finge agradecer). Se, por alguma incontrolável razão, você decidir se vingar... bem... para isso existem as prisões e os hospícios...

E a história não nos desampara neste momento: compulsemos os melhores tratados e veremos que a verdade (e a justiça) só triunfa quando escolhe, como aliada, a violência. Os servos só deixaram de ser espoliados quando encostaram a faca na garganta dos seus opressores. Da mesma forma, certamente também nós guardamos a lembrança dos poucos momentos em que ousamos erguer a cabeça e nos revoltamos. Aqueles minutos de prazer, semelhantes em tudo a uma deliciosa sucessão de orgasmos, foram os únicos em que ousamos ser verdadeiros, e são eles, hoje, que nos salvam do completo embotamento." Konstantin Gavros

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"(...) O emprego da violência como arma política sempre existiu em todas as épocas, mas somente com a Revolução Francesa é que passou a existir uma fundamentação doutrinária da legitimidade do emprego do terror, depois aprofundada pelo marxismo. Este considera a violência como parteira da história e hoje já se fala até numa teologia da violência. Para o marxismo, nenhuma classe abandona o poder para outra sem lutar, daí a legitimidade da violência política... (...)

O terror nunca leva a um regime democrático e, uma vez usado, mesmo que pretensamente justificado por situações críticas, acaba se institucionalizando como forma normal de governar. Terrorismo é o emprego do terror e terrorista o partidário desse emprego, mas a expressão é mais usada para designar o terror utilizado pelos adversários de um regime, é arma de ataque, usando de atentados a lideres e sabotagem. Tem por objetivo contestar o governo instituído, desmoralizá-lo perante a opinião pública.

O terrorismo foi muito empregado pelos anarquistas russos do século passado, que acreditavam na "propaganda pelo fato", e realmente cada atentado contra um czar dava grande notoriedade a pequenos círculos revolucionários. A execução sumária é a forma mais usada de aplicar a pena de morte, comum ao terror e ao terrorismo. Nos regimes totalitários o terror faz avolumar a importância da polícia secreta, que acaba se transformando num Estado dentro do Estado, e que dentro em pouco acaba sentindo a necessidade de eliminar os seus próprios funcionários que "sabem demais".

Toda classe que emprega o terror se justifica dizendo que somente o faz em revide ao terror iniciado pelo adversário. O terror faz parte de todas as revoluções, porque a condescendência com inimigos favorece a contra-revolução. Todos os grandes líderes sempre reconheceram que o terror em si mesmo é trágico, mas que infelizmente não é possível deixar de usá-lo, e que qualquer discussão acadêmica sobre o terror é totalmente estéril, sendo muito mais importante saber a quem favorece o terror. A legitimidade do terror participa da sorte das revoluções: é justo quando usado pela classe vitoriosa, é criminoso quando usado pelos vencidos. (...)

Robespierre sustentou que não se pode julgar medidas exigidas por uma revolução com código penal na mão, e declarou em um de seus discursos: "Se o atributo do governo popular em época de paz é a virtude, seus atributos em tempo de revolução são a virtude e o terror: a virtude sem a qual o terror é funesto; o terror sem a o qual a virtude é impotente. O terror não é senão justiça rápida, severa, inflexível; é, portanto, emanação da virtude".

Marx e Engels apoiaram a legitimidade do terror. Lênin escreveu: "Os burgueses da Inglaterra esqueceram o seu 1649 e os franceses de seu 1793. O terror era justo e legítimo quando era aplicado pela burguesia a seu favor e contra os senhores feudais, mas se considera monstruoso e criminal quando os trabalhadores e pobres camponeses se atrevem a aplicá-lo contra a burguesia". (...)

Enciclopedia Jurídica - Leib Soibelman

05/05/2006

Censura na internet está em todos os continentes



Segundo relatório, censura eletrônica estaria acontecendo praticamente em todos os continentes
Regimes repressivos estão tirando vantagem da facilidade de censurar e restringir o debate na internet, afirma um relatório dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o grupo de pressão que denuncia ameaças à liberdade de expressão e de imprensa.

O relatório sobre ameaças à liberdade de expressão tem uma parte dedicada à internet e ao aumento da censura à rede.

A censura eletrônica estaria acontecendo praticamente em todos os continentes.

Apesar de a internet estar mudando a forma com que a mídia trabalha, com o aparecimento de blogs, de fóruns de discussão e de sites de relacionamento como o Orkut, que transformam consumidores passivos em críticos ativos, não são só os cidadãos que se beneficiam do poder da tecnologia, alerta o relatório.

Ditadores

Julien Pain, um dos autores, afirma que "todo mundo está interessado na internet - especialmente os ditadores".

Pain afirma que muitos têm sido "eficientes e inventivos" ao usar a internet para espionar os cidadãos e censurar o debate.

Em vários países a internet era o único meio de comunicação sem censura e o lugar onde as pessoas buscavam notícias que não ouviriam nunca de fontes oficiais.

Mas, de acordo com o relatório, os governos acordaram para o fato de que os dissidentes estão ativos online. Muitos agora censuram blogs e prendem seus autores.

No Irã, por exemplo, Mojtaba Saminejad está preso desde fevereiro de 2005 por divulgar na rede material considerado ofensivo do Islã.

A China foi a nação que mais recebeu críticas em seus esforços de censurar e monitorar os internautas.

De acordo com o relatório, o país estaria interessado no início em monitorar dissidentes políticos. Mas de dois anos para cá, o governo chinês estaria tentando monitorar insatisfações mais gerais da população, justamente porque a internet facilita a comunicação.

O sucesso da censura na China significa que o país conseguiu produzir uma versão "limpa" da internet para os 130 milhões de cidadãos que usam a rede com freqüência.

Empresas ocidentais têm sido criticadas por ajudar a filtrar a internet para os chineses, que seria o governo que mais prendeu pessoas pelo que elas disseram online. O total chegaria a 62.

Internautas também foram presos no Egito, no Irã, na Líbia, nas Maldivas, na Síria, na Tunísia e no Vietnã.

E o Zimbábue estaria, segundo os Repórteres Sem Fronteiras, comprando tecnologia diretamente da China para ampliar seus esforços de censurar a internet.

Outras nações acusadas de censura eletrônica incluem Burma, Cuba, Nepal, Coréia do Norte e Arábia Saudita.

Normalmente o filtro envolve impedir o acesso a sites pornográficos, mas há casos em que os bloqueios envolvem sites críticos de governos ou sites religiosos.

No Turcomenistão é proibido ter conexão de internet em casa e o governo restringe o uso de internet cafés, mais fáceis de controlar.

Em Burma, páginas como a do Hotmail e do Yahoo têm acesso proibido e a cada cinco minutos há uma varredura do que as pessoas estão acessando em internet cafés.

Mas não foram só os estados repressores os criticados pelo relatório.

A União Européia também recebeu críticas por deixar a decisão de bloqueio de sites nas mãos das empresas provedoras.

Segundo os RSF, a UE criou um "sistema privado de justiça" no qual técnicos tomaram o lugar dos juízes.

Os RSF também criticaram as empresas ocidentais por venderem tecnologias para governos repressores e ajudá-los a monitorar o que as pessoas fazem online.

01/05/2006

A hipocrisia e o oportunismo da OAB

A história da Ordem dos Advogados é a história da classe dominante. A OAB não representa e nunca representou os anseios e os interesses do povo (a maioria dos cidadãos). É um órgão de classe que representa advogados e não o povo.

Nos últimos dias o Presidente da OAB, por meio de reiteradas manifestações públicas, está tentando vender, aos incautos e despreparados, a idéia de golpe, também chamado de "impeachment", de um Presidente da República que foi eleito legitimamente pelo povo e que tem amplo apoio popular. Certamente, o Presidente da OAB tem interesses eleitorais no caso e está utilizando a organização como meio de disseminar as suas idéias estapafúrdias.

A OAB trabalhou arduamente para a construção da República brasileira. Trabalhou tanto que esqueceu de construir uma república para o povo (a maioria dos cidadãos) e construiu a república dos coronéis, dos bacharéis e da classe dominante - proprietários rurais, "café com leite", etc.

Certamente, a OAB deu outras contribuições para o Brasil. Por exemplo, o AI-5 (Ato Institucional número cinco), do regime militar, foi redigido por um advogado. Mais especificamente, um advogado que era professor da Faculdade de Direito da USP e depois se tornou Reitor da USP.

Além disso, a OAB também foi importante na defesa de pessoas perseguidas pela ditadura, contudo, é importante dizer que a defesa dos perseguidos era feita de acordo com as regras do regime.

É pertinente citar, neste ponto, as considerações de Paul Johnson sobre o uso político da advocacia:

"Advogados são muitas vezes criticados, em especial por intelectuais, por terem mente estreita. Preocupo-me mais quando advogados abrem a mente e começam a impor-se como filósofos do direito, em vez de se apegar à lei como ela é. Não fico feliz quando advogados desempenham papel determinante na imposição de um arcabouço legal oficial.

Eles foram determinantes, por exemplo, na moldagen da Itália de Mussolini de acordo com a fórmula do duce: "Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado." E foram inestimáveis para Hitler ao conferirem consistência legal à sua filosofia racial. As Leis de Nuremberg foram o exemplo clássico de um sistema legal destinado a alcançar fins políticos, em vez de justiça imparcial.

O apartheid na África do Sul foi outro exemplo de sistema legal elaborado para garantir fins específicos. Foi uma empreitada filosófica, em grande parte criação do ideólogo H. F. Verweerd, antigo professor de Psicologia Social na Universidade Stellenbosch. Quando se tornou primeiro-ministro em 1958, Verweerd fez uso de seus colegas acadêmicos, principalmente dos advogados, para unificar formas aleatórias de discriminação legal num completo sistema de leis.

E não adianta replicar que os objetivos desses sistemas eram maus em si mesmos. Afinal, o sistema legal soviético - tal como o chinês - era deliberadamente destinado a promover a igualdade. No entanto, a legislação soviética talvez tenha causado até mais injustiças do que o sistema nazista e, sob o código legal chinês, mais de 60 milhões de pessoas foram mortas e cerca de 20% estão hoje em campos de trabalhos forçados. Quando a lei se desvia da jurisprudência para a política, sempre há complicação, muitas vezes do tipo produzido pela Lei do Efeito Involuntário, de Karl Popper." (Texto completo)

As considerações anteriores demonstram claramente que determinadas esferas sociais não devem ser misturadas. Advogados devem se preocupar com a aplicação da lei no âmbito do judiciário, com o direito positivo aplicado.

Cito ainda as considerações de Leib Soilbmann sobre os advogados e juristas:

(...) o advogado sempre esteve ligado à vida política e tomou parte em grandes acontecimentos históricos em todas as épocas e países. Mas deduzir daí que ele sempre foi um defensor da liberdade ou da democracia, é completamente errado. Esta concepção pertence a uma visão romântica da advocacia, que infelizmente hoje vai desaparecendo para dar lugar a uma conceituação do advogado como defensor de interesses.

Historicamente, o advogado ou o jurista sempre foi defensor tanto da liberdade como da tirania. Tanto os regimes democráticos como as tiranias políticas sempre contaram com o jurista para emoldurar o regime. Tocqueville em página magistral dos seus "Fragmentos históricos sobre a Revolução Francesa" já notara que o jurista dá ao déspota um sistema para a sua vontade arbitrária, um sabor de método e ciência para o governo, e que onde as duas forças se cruzam, aparece um irrespirável despotismo.

Diz mais ainda que quem conhece o príncipe sem o jurista que está por trás só conhece uma parte da tirania. Não há nada de surpreendente neste fato, se considerarmos que o jurista pertence a uma determinada classe cujos interesses defende consciente ou inconscientemente como qualquer outro membro desta classe, e que por formação é um elemento conservador, avesso a mudanças e com uma concepção legalista da vida social, uma concepção de caráter formal.

Mas, poder-se-á objetar, houve juristas que defenderam interesses contrários aos da classe a que pertenciam, que protestaram contra toda violência ou ilegalidade, que lutaram contra todos os regimes de tirania. Mas esses foram sempre minoria, exceção que confirma a regra, e por isto mesmo grandes democratas cujo nome a história guardou, porque a grande maioria adere ou se cala, conformando-se em reconhecer o poder por ser poder, partindo daí para diante.

De forma que continuar dizendo que o jurista é por definição um partidário da liberdade não passa de hipocrisia ou desconhecimento dos fatos. Nossa época não admite mais a mística do jurista sob a máscara do direito. O que vale é o homem, é ele que ilustra a profissão que escolheu... (Texto completo)

Assim, cabe a OAB representar os advogados e falar por eles nas esferas adequadas e sobre tema específicos, é um órgão de classe que tem finalidade determinada. A OAB não é um órgão popular e não tem legitimidade para expressar a vontade dos cidadãos. Se o Presidente da OAB acha que a sua organização pode falar pelo povo, ele terá que demonstrar, sem utilizar retórica florida, subterfúgios, brechas da lei ou fraude camuflada, de onde vêm e quem lhes outorgou tais poderes.

Além disso, a OAB não é uma boa interlocutora para questões morais e éticas, pois, no inconsciente popular, advogado é tudo picareta e sempre está armando um golpe ou tramando uma conspiração. Certamente, o povo sabe quem são os bons advogados e quem são os picaretas e oportunistas de plantão que, para fazer média junto a partidos políticos, tenta atuar em temas que ajudam seus candidatos. Quem é que está por trás do Presidente da OAB ? É só cavar um pouquinho que os nomes aparecem.

Se a OAB realmente representasse os interesses do povo não enfrentaria a vontade popular. Se está enfrentando é porque não representa.

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